1 Reis

1. E enviou Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), porquanto Hirão sempre tinha amado a Davi.

2. Então Salomão mandou dizer a Hirão:

3. Bem sabes tu que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do SENHOR seu Deus, por causa da guerra com que o cercaram, até que o SENHOR pôs seus inimigos debaixo das plantas dos seus pés.

4. Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro.

5. E eis que eu intento edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, como falou o SENHOR a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome.

6. Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios.

7. E aconteceu que, ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou, e disse: Bendito seja hoje o SENHOR, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo.

8. E enviou Hirão a Salomão, dizendo: Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste.

9. Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa.

10. Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade.

11. E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente.

12. Deu, pois, o SENHOR a Salomão sabedoria, como lhe tinha falado; e houve paz entre Hirão e Salomão, e ambos fizeram acordo.

13. E o rei Salomão fez subir uma leva de gente dentre todo o Israel, e foi a leva de gente trinta mil homens;

14. E os enviava ao Líbano, cada mês, dez mil por turno; um mês estavam no Líbano, e dois meses cada um em sua casa; e Adonirão estava sobre a leva de gente.

15. Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil que talhavam pedras nas montanhas,

16. Afora os chefes dos oficiais de Salomão, que estavam sobre aquela obra, três mil e trezentos, os quais davam as ordens ao povo que fazia aquela obra.

17. E mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras valiosas, pedras lavradas, para fundarem a casa.

18. E as lavraram os edificadores de Hirão, e os giblitas; e preparavam a madeira e as pedras para edificar a casa.

1. E sucedeu que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR.

2. E a casa que o rei Salomão edificou ao SENHOR era de sessenta côvados de comprimento, e de vinte côvados de largura, e de trinta côvados de altura.

3. E o pórtico diante do templo da casa era de vinte côvados de comprimento, segundo a largura da casa, e de dez côvados de largura diante da casa.

4. E fez para a casa janelas de gelósias fixas.

5. E edificou câmaras junto ao muro da casa, contra as paredes da casa, em redor, tanto do templo como do oráculo; e assim lhe fez câmaras laterais em redor.

6. A câmara de baixo era de cinco côvados de largura, e a do meio de seis côvados de largura, e a terceira de sete côvados de largura; porque pela parte de fora da casa, em redor, fizera encostos, para que as vigas não se apoiassem nas paredes da casa.

7. E edificava-se a casa com pedras preparadas, como as traziam se edificava; de maneira que nem martelo, nem machado, nem nenhum outro instrumento de ferro se ouviu na casa quando a edificavam.

8. A porta da câmara do meio estava ao lado direito da casa, e por caracóis se subia à do meio, e da do meio à terceira.

9. Assim, pois, edificou a casa, e a acabou; e cobriu a casa com pranchões e tabuados de cedro.

10. Também edificou as câmaras em volta de toda a casa, de cinco côvados de altura, e as ligou à casa com madeira de cedro.

11. Então veio a palavra do SENHOR a Salomão, dizendo:

12. Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e fizeres os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai;

13. E habitarei no meio dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel.

14. Assim edificou Salomão aquela casa, e a acabou.

15. Também cobriu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro; desde o soalho da casa até ao teto tudo cobriu com madeira por dentro; e cobriu o soalho da casa com tábuas de cipreste.

16. Edificou mais vinte côvados de tábuas de cedro nos lados da casa, desde o soalho até às paredes; e por dentro lhas edificou para o oráculo, para o Santo dos Santos.

17. A casa, isto é, o templo anterior tinha quarenta côvados.

18. E o cedro da casa por dentro era lavrado de botões e flores abertas; tudo era cedro, pedra nenhuma se via.

19. E por dentro da casa, na parte mais interior, preparou o oráculo, para pôr ali a arca da aliança do SENHOR.

20. E o oráculo no interior era de vinte côvados de comprimento, e de vinte côvados de largura, e de vinte côvados de altura; e o revestiu de ouro puro; também revestiu de cedro o altar.

21. E revestiu Salomão a casa por dentro de ouro puro; e com cadeias de ouro pôs uma cortina diante do oráculo, e o revestiu com ouro.

22. Assim cobriu de ouro toda a casa, inteiramente; também cobriu de ouro todo o altar que estava diante do oráculo.

23. E no oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um da altura de dez côvados.

24. E uma asa de um querubim era de cinco côvados, e a outra asa do querubim de outros cinco côvados; dez côvados havia desde a extremidade de uma das suas asas até à extremidade da outra das suas asas.

25. Assim era também de dez côvados o outro querubim; ambos os querubins eram de uma mesma medida e de um mesmo talhe.

26. A altura de um querubim era de dez côvados, e assim a do outro querubim.

27. E pôs a estes querubins no meio da casa de dentro; e os querubins estendiam as asas, de maneira que a asa de um tocava na parede, e a asa do outro querubim tocava na outra parede; e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra.

28. E revestiu de ouro os querubins.

29. E todas as paredes da casa, em redor, lavrou de esculturas e entalhes de querubins, e de palmas, e de flores abertas, por dentro e por fora.

30. Também revestiu de ouro o soalho da casa, por dentro e por fora.

31. E à entrada do oráculo fez portas de madeira de oliveira; o umbral de cima com as ombreiras faziam a quinta parte da parede.

32. Também as duas portas eram de madeira de oliveira; e lavrou nelas entalhes de querubins, e de palmas, e de flores abertas, os quais revestiu de ouro; também estendeu ouro sobre os querubins e sobre as palmas.

33. E assim fez à porta do templo ombreiras de madeira de oliveira, da quarta parte da parede.

34. E eram as duas portas de madeira de cipreste; e as duas folhas de uma porta eram dobradiças, assim como eram também dobradiças as duas folhas entalhadas das outras portas.

35. E as lavrou de querubins e de palmas, e de flores abertas, e as revestiu de ouro acomodado ao lavor.

36. Também edificou o pátio interior de três ordens de pedras lavradas e de uma ordem de vigas de cedro.

37. No ano quarto se pôs o fundamento da casa do SENHOR, no mês de Zive.

38. E no ano undécimo, no mês de Bul, que é o mês oitavo, se acabou esta casa com todas as suas coisas, e com tudo o que lhe convinha; e a edificou em sete anos.

1. Porém a sua casa edificou Salomão em treze anos; e acabou toda a sua casa.

2. Também edificou a casa do bosque do Líbano de cem côvados de comprimento, e de cinqüenta côvados de largura, e de trinta côvados de altura, sobre quatro ordens de colunas de cedro, e vigas de cedro sobre as colunas.

3. E por cima estava coberta de cedro sobre as vigas, que estavam sobre quarenta e cinco colunas, quinze em cada ordem.

4. E havia três ordens de janelas; e uma janela estava defronte da outra janela, em três ordens.

5. Também todas as portas e ombreiras quadradas eram de uma mesma vista; e uma janela estava defronte da outra, em três ordens.

6. Depois fez um pórtico de colunas de cinqüenta côvados de comprimento e de trinta côvados de largura; e o pórtico estava defronte delas, e as colunas com as grossas vigas defronte delas.

7. Também fez o pórtico para o trono onde julgava, isto é, o pórtico do juízo, que estava revestido de cedro de soalho a soalho.

8. E em sua casa, em que morava, havia outro pátio, por dentro do pórtico, de obra semelhante à deste; também para a filha de Faraó, que Salomão tomara por mulher, fez uma casa semelhante àquele pórtico.

9. Todas estas coisas eram de pedras de grande valor, cortadas à medida, serradas à serra por dentro e por fora; e isto desde o fundamento até às beiras do teto, e por fora até ao grande pátio.

10. Também estava fundado sobre pedras finas, pedras grandes; sobre pedras de dez côvados e pedras de oito côvados.

11. E em cima delas pedras de grande valor, lavradas segundo as medidas, e madeira de cedro.

12. Havia três ordens de pedras lavradas, com uma ordem de vigas de cedro; assim era também o pátio interior da casa do SENHOR e o pórtico daquela casa.

13. E enviou o rei Salomão um mensageiro e mandou trazer a Hirão de Tiro.

14. Era ele filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro, que trabalhava em cobre; e era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda a obra de cobre; este veio ao rei Salomão, e fez toda a sua obra.

15. E formou duas colunas de cobre; a altura de cada coluna era de dezoito côvados, e um fio de doze côvados cercava cada uma das colunas.

16. Também fez dois capitéis de fundição de cobre para pôr sobre as cabeças das colunas; de cinco côvados era a altura de um capitel, e de cinco côvados a altura do outro capitel.

17. As redes eram de malhas, as ligas de obra de cadeia para os capitéis que estavam sobre a cabeça das colunas, sete para um capitel e sete para o outro capitel.

18. Assim fez as colunas, juntamente com duas fileiras em redor sobre uma rede, para cobrir os capitéis que estavam sobre a cabeça das romãs, assim também fez com o outro capitel.

19. E os capitéis que estavam sobre a cabeça das colunas eram de obra de lírios no pórtico, de quatro côvados.

20. Os capitéis, pois, sobre as duas colunas estavam também defronte, em cima da parte globular que estava junto à rede; e duzentas romãs, em fileiras em redor, estavam também sobre o outro capitel.

21. Depois levantou as colunas no pórtico do templo; e levantando a coluna direita, pôs-lhe o nome de Jaquim; e levantando a coluna esquerda, pôs-lhe o nome de Boaz.

22. E sobre a cabeça das colunas estava a obra de lírios; e assim se acabou a obra das colunas.

23. Fez mais o mar de fundição, de dez côvados de uma borda até à outra borda, perfeitamente redondo, e de cinco côvados de alto; e um cordão de trinta côvados o cingia em redor.

24. E por baixo da sua borda em redor havia botões que o cingiam; por dez côvados cercavam aquele mar em redor; duas ordens destes botões foram fundidas quando o mar foi fundido.

25. E firmava-se sobre doze bois, três que olhavam para o norte, e três que olhavam para o ocidente, e três que olhavam para o sul, e três que olhavam para o oriente; e o mar estava em cima deles, e todas as suas partes posteriores para o lado de dentro.

26. E a grossura era de um palmo, e a sua borda era como a de um copo, como de flor de lírios; ele levava dois mil batos.

27. Fez também as dez bases de cobre; o comprimento de uma base de quatro côvados, e de quatro côvados a sua largura, e três côvados a sua altura.

28. E esta era a obra das bases; tinham cintas, e as cintas estavam entre as molduras.

29. E sobre as cintas que estavam entre as molduras havia leões, bois, e querubins, e sobre as molduras uma base por cima; e debaixo dos leões e dos bois junturas de obra estendida.

30. E uma base tinha quatro rodas de metal, e lâminas de cobre; e os seus quatro cantos tinham suportes; debaixo da pia estavam estes suportes fundidos, do lado de cada uma das junturas.

31. E a boca da pia estava dentro da coroa, e de um côvado por cima; e era a sua boca redonda segundo a obra da base, de côvado e meio; e também sobre a sua boca havia entalhes, e as suas cintas eram quadradas, não redondas.

32. E as quatro rodas estavam debaixo das cintas, e os eixos das rodas na base; e era a altura de cada roda de côvado e meio.

33. E era a obra das rodas como a obra da roda de carro; seus eixos, e suas cambas e seus cubos, e seus raios, todos eram fundidos.

34. E havia quatro suportes aos quatro cantos de cada base; seus suportes saíam da base.

35. E no alto de cada base havia uma peça redonda de meio côvado de altura; também sobre o alto de cada base havia asas e cintas, que saíam delas.

36. E nas placas de seus esteios e nas suas cintas lavrou querubins, leões, e palmas, segundo o espaço de cada uma, e outros adornos em redor.

37. Conforme a esta fez as dez bases; todas tinham uma mesma fundição, uma mesma medida, e um mesmo entalhe.

38. Também fez dez pias de cobre; em cada pia cabiam quarenta batos, e cada pia era de quatro côvados, e sobre cada uma das dez bases estava uma pia.

39. E pós cinco bases à direita da casa, e cinco à esquerda da casa; porém o mar pôs ao lado direito da casa para o lado do oriente, da parte do sul.

40. Depois fez Hirão as pias, e as pás, e as bacias; e acabou Hirão de fazer toda a obra que fez para o rei Salomão, para a casa do SENHOR.

41. A saber: as duas colunas, e os globos dos capitéis que estavam sobre a cabeça das duas colunas; e as duas redes, para cobrir os dois globos dos capitéis que estavam sobre a cabeça das colunas.

42. E as quatrocentas romãs para as duas redes, a saber: duas carreiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam em cima das colunas.

43. Juntamente com as dez bases, e as dez pias sobre as bases;

44. Como também um mar, e os doze bois debaixo daquele mar;

45. E os caldeirões, e as pás, e as bacias, e todos estes objetos que fez Hirão para o rei Salomão, para a casa do SENHOR, todos eram de cobre polido.

46. Na planície do Jordão, o rei os fundiu em terra barrenta; entre Sucote e Zaretã.

47. E deixou Salomão de pesar todos os objetos, pelo seu excessivo número; nem se averiguou o peso do cobre.

48. Também fez Salomão todos os objetos que convinham à casa do SENHOR; o altar de ouro, e a mesa de ouro, sobre a qual estavam os pães da proposição.

49. E os castiçais, cinco à direita e cinco à esquerda, diante do oráculo, de ouro finíssimo; e as flores, e as lâmpadas, e os espevitadores, também de ouro.

50. Como também os vasos, e os apagadores, e as bacias, e as colheres, e os perfumadores, de ouro finíssimo; e as dobradiças para as portas da casa interior para o lugar santíssimo, e as das portas da casa do templo, também de ouro.

51. Assim se acabou toda a obra que fez o rei Salomão para a casa do SENHOR; então trouxe Salomão as coisas que seu pai Davi havia consagrado; a prata, e o ouro, e os objetos pôs entre os tesouros da casa do SENHOR.

1. Então congregou Salomão os anciãos de Israel, e todos os cabeças das tribos, os chefes dos pais dos filhos de Israel, diante de si em Jerusalém; para fazerem subir a arca da aliança do SENHOR da cidade de Davi, que é Sião.

2. E todos os homens de Israel se congregaram ao rei Salomão, na ocasião da festa, no mês de Etanim, que é o sétimo mês.

3. E vieram todos os anciãos de Israel; e os sacerdotes alçaram a arca.

4. E trouxeram a arca do SENHOR para cima, e o tabernáculo da congregação, juntamente com todos os objetos sagrados que havia no tabernáculo; assim os trouxeram para cima os sacerdotes e os levitas.

5. E o rei Salomão, e toda a congregação de Israel que se congregara a ele, estava com ele diante da arca, sacrificando ovelhas e vacas, que não se podiam contar nem numerar pela sua quantidade.

6. Assim trouxeram os sacerdotes a arca da aliança do SENHOR ao seu lugar, ao oráculo da casa, ao lugar santíssimo, até debaixo das asas dos querubins.

7. Porque os querubins estendiam ambas as asas sobre o lugar da arca; e os querubins cobriam, por cima, a arca e os seus varais.

8. E os varais sobressaíram tanto, que as pontas dos varais se viam desde o santuário diante do oráculo, porém de fora não se viam; e ficaram ali até ao dia de hoje.

9. Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o SENHOR fez a aliança com os filhos de Israel, saindo eles da terra do Egito.

10. E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a casa do SENHOR.

11. E os sacerdotes não podiam permanecer em pé para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a casa do SENHOR.

12. Então falou Salomão: O SENHOR disse que ele habitaria nas trevas.

13. Certamente te edifiquei uma casa para morada, assento para a tua eterna habitação.

14. Então virou o rei o seu rosto, e abençoou toda a congregação de Israel; e toda a congregação de Israel estava em pé.

15. E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que falou pela sua boca a Davi, meu pai, e pela sua mão o cumpriu, dizendo:

16. Desde o dia em que eu tirei o meu povo Israel do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar alguma casa para ali estabelecer o meu nome; porém escolhi a Davi, para que presidisse sobre o meu povo Israel.

17. Também Davi, meu pai, propusera em seu coração o edificar casa ao nome do SENHOR Deus de Israel.

18. Porém o SENHOR disse a Davi, meu pai: Porquanto propuseste no teu coração o edificar casa ao meu nome bem fizeste em o propor no teu coração.

19. Todavia tu não edificarás esta casa; porém teu filho, que sair de teus lombos, edificará esta casa ao meu nome.

20. Assim confirmou o SENHOR a sua palavra que falou; porque me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, como tem falado o SENHOR; e edifiquei uma casa ao nome do SENHOR Deus de Israel.

21. E constituí ali lugar para a arca em que está a aliança do SENHOR, a qual fez com nossos pais, quando os tirou da terra do Egito.

22. E pôs-se Salomão diante do altar do SENHOR, na presença de toda a congregação de Israel; e estendeu as suas mãos para os céus,

23. E disse: O SENHOR Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem em baixo na terra; que guardas a aliança e a beneficência a teus servos que andam com todo o seu coração diante de ti.

24. Que guardaste a teu servo Davi, meu pai, o que lhe disseras; porque com a tua boca o disseste, e com a tua mão o cumpriste, como neste dia se vê.

25. Agora, pois, ó SENHOR Deus de Israel, guarda a teu servo Davi, meu pai, o que lhe falaste, dizendo: Não te faltará sucessor diante de mim, que se assente no trono de Israel; somente que teus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante de mim como tu andaste diante de mim.

26. Agora também, ó Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra que disseste a teu servo Davi, meu pai.

27. Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado.

28. Volve-te, pois, para a oração de teu servo, e para a sua súplica, ó SENHOR meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti.

29. Para que os teus olhos noite e dia estejam abertos sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar.

30. Ouve, pois, a súplica do teu servo, e do teu povo Israel, quando orarem neste lugar; também ouve tu no lugar da tua habitação nos céus; ouve também, e perdoa.

31. Quando alguém pecar contra o seu próximo, e puserem sobre ele juramento de maldição, fazendo-o jurar, e vier juramento de maldição diante do teu altar nesta casa,

32. Ouve tu, então, nos céus e age e julga a teus servos, condenando ao injusto, fazendo recair o seu proceder sobre a sua cabeça, e justificando ao justo, rendendo-lhe segundo a sua justiça.

33. Quando o teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem e suplicarem a ti nesta casa,

34. Ouve tu então nos céus, e perdoa o pecado do teu povo Israel, e torna-o a levar à terra que tens dado a seus pais.

35. Quando os céus se fechar, e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, havendo-os tu afligido,

36. Ouve tu então nos céus, e perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que andem, e dá chuva na tua terra que deste ao teu povo em herança.

37. Quando houver fome na terra, quando houver peste, quando houver queima de searas, ferrugem, gafanhotos ou pulgão, quando o seu inimigo o cercar na terra das suas portas, ou houver alguma praga ou doença,

38. Toda a oração, toda a súplica, que qualquer homem de todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e estendendo as suas mãos para esta casa,

39. Ouve tu então nos céus, assento da tua habitação, e perdoa, e age, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, e segundo vires o seu coração, porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens.

40. Para que te temam todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais.

41. E também ouve ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, quando vier de terras remotas, por amor do teu nome

42. (Porque ouvirão do teu grande nome, e da tua forte mão, e do teu braço estendido), e vier orar voltado para esta casa,

43. Ouve tu nos céus, assento da tua habitação, e faze conforme a tudo o que o estrangeiro a ti clamar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo Israel, e para saberem que o teu nome é invocado sobre esta casa que tenho edificado.

44. Quando o teu povo sair à guerra contra o seu inimigo, pelo caminho por que os enviares, e orarem ao SENHOR, para o lado desta cidade, que tu elegeste, e desta casa, que edifiquei ao teu nome,

45. Ouve, então, nos céus a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça.

46. Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares às mãos do inimigo, de modo que os levem em cativeiro para a terra inimiga, quer longe ou perto esteja,

47. E na terra aonde forem levados em cativeiro caírem em si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro te suplicarem, dizendo: Pecamos, e perversamente procedemos, e cometemos iniqüidade,

48. E se converterem a ti com todo o seu coração e com toda a sua alma, na terra de seus inimigos que os levarem em cativeiro, e orarem a ti para o lado da sua terra que deste a seus pais, para esta cidade que elegeste, e para esta casa que edifiquei ao teu nome;

49. Ouve então nos céus, assento da tua habitação, a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça.

50. E perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti, todas as transgressões que houverem cometido contra ti; e dá-lhes misericórdia perante aqueles que os têm cativos, para que deles tenham compaixão.

51. Porque são o teu povo e a tua herança que tiraste da terra do Egito, do meio do forno de ferro.

52. Para que teus olhos estejam abertos à súplica do teu servo e à súplica do teu povo Israel, a fim de os ouvires em tudo quando clamarem a ti.

53. Pois tu para tua herança os elegeste de todos os povos da terra, como tens falado pelo ministério de Moisés, teu servo, quando tiraste a nossos pais do Egito, Senhor DEUS.

54. Sucedeu, pois, que, acabando Salomão de fazer ao SENHOR esta oração e esta súplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, se levantou de diante do altar do SENHOR.

55. E pôs-se em pé, e abençoou a toda a congregação de Israel em alta voz, dizendo:

56. Bendito seja o SENHOR, que deu repouso ao seu povo Israel, segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo.

57. O SENHOR nosso Deus seja conosco, como foi com nossos pais; não nos desampare, e não nos deixe.

58. Inclinando a si o nosso coração, para andar em todos os seus caminhos, e para guardar os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos que ordenou a nossos pais.

59. E que estas minhas palavras, com que supliquei perante o SENHOR, estejam perto, diante do SENHOR nosso Deus, de dia e de noite, para que execute o juízo do seu servo e o juízo do seu povo Israel, a cada qual no seu dia.

60. Para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus, e que não há outro.

61. E seja o vosso coração inteiro para com o SENHOR nosso Deus, para andardes nos seus estatutos, e guardardes os seus mandamentos como hoje.

62. E o rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios perante a face do SENHOR.

63. E deu Salomão para o sacrifício pacífico que ofereceu ao SENHOR, vinte e duas mil vacas e cento e vinte mil ovelhas; assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram a casa do SENHOR.

64. No mesmo dia santificou o rei o meio do átrio que estava diante da casa do SENHOR; porquanto ali preparara os holocaustos e as ofertas com a gordura dos sacrifícios pacíficos; porque o altar de cobre que estava diante da face do SENHOR era muito pequeno para nele caberem os holocaustos e as ofertas, e a gordura dos sacrifícios pacíficos.

65. No mesmo tempo celebrou Salomão a festa, e todo o Israel com ele, uma grande congregação, desde a entrada de Hamate até ao rio do Egito, perante a face do SENHOR nosso Deus; por sete dias, e mais sete dias; catorze dias.

66. E no oitavo dia despediu o povo, e eles abençoaram o rei; então se foram às suas tendas, alegres e felizes de coração, por causa de todo o bem que o SENHOR fizera a Davi seu servo, e a Israel seu povo.

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Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 22 capítulos, e 817 versículos.