Ezequiel

1. E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Filho do homem, dirige o teu rosto contra os filhos de Amom, e profetiza contra eles.

3. E dize aos filhos de Amom: Ouvi a palavra do Senhor DEUS: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto tu disseste: Ah! contra o meu santuário, quando foi profanado; e contra a terra de Israel, quando foi assolada; e contra a casa de Judá, quando foi ao cativeiro;

4. Portanto, eis que te entregarei em possessão aos do oriente, e em ti estabelecerão os seus acampamentos, e porão em ti as suas moradas; eles comerão os teus frutos, e eles beberão o teu leite.

5. E farei de Rabá uma estrebaria de camelos, e dos filhos de Amom um curral de ovelhas; e sabereis que eu sou o SENHOR.

6. Porque assim diz o Senhor DEUS: Porquanto bateste com as mãos, e pateaste com os pés, e com todo o desprezo do teu coração te alegraste contra a terra de Israel,

7. Portanto, eis que eu tenho estendido a minha mão sobre ti, e te darei por despojo aos gentios, e te arrancarei dentre os povos, e te destruirei dentre as terras, e acabarei de todo contigo; e saberás que eu sou o SENHOR.

8. Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto dizem Moabe e Seir: Eis que a casa de Judá é como todos os gentios;

9. Portanto, eis que eu abrirei o lado de Moabe desde as cidades, desde as suas cidades da fronteira, a glória da terra, Bete-Jesimote, Baal-Meom, e Quiriataim.

10. E aos do oriente, contra os filhos de Amom, o entregarei em possessão, para que não haja memória dos filhos de Amom entre as nações.

11. Também executarei juízos sobre Moabe, e saberão que eu sou o SENHOR.

12. Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto Edom se houve vingativamente para com a casa de Judá, e se fez culpadíssimo, quando se vingou deles;

13. Portanto assim diz o Senhor DEUS: Também estenderei a minha mão sobre Edom, e arrancarei dela homens e animais; e a tornarei em deserto, e desde Temã até Dedã cairão à espada.

14. E exercerei a minha vingança sobre Edom, pela mão do meu povo de Israel; e farão em Edom segundo a minha ira e segundo o meu furor; e conhecerão a minha vingança, diz o Senhor DEUS.

15. Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto os filisteus se houveram vingativamente, e executaram vingança com desprezo de coração, para destruírem com perpétua inimizade,

16. Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estendo a minha mão sobre os filisteus, e arrancarei os quereteus, e destruirei o restante da costa do mar.

17. E executarei sobre eles grandes vinganças, com furiosos castigos, e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu tiver exercido a minha vingança sobre eles.

1. E sucedeu no undécimo ano, ao primeiro do mês, que veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Filho do homem, visto que Tiro disse contra Jerusalém: Ah! está quebrada a porta dos povos; virou-se para mim; eu me encherei, agora que ela está assolada;

3. Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como o mar faz subir as suas ondas,

4. Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada.

5. No meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes; porque eu o falei, diz o Senhor DEUS; e servirá de despojo para as nações.

6. E suas filhas, que estão no campo, serão mortas à espada; e saberão que eu sou o SENHOR.

7. Porque assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu, desde o norte, trarei contra Tiro a Nabucodonosor, rei de babilônia, o rei dos reis, com cavalos, e com carros, e com cavaleiros, e companhias, e muito povo.

8. As tuas filhas que estão no campo, ele as matará à espada, e levantará um baluarte contra ti, e fundará uma trincheira contra ti, e levantará paveses contra ti.

9. E disporá os seus aríetes contra os teus muros, e derrubará as tuas torres com os seus machados.

10. Por causa da multidão de seus cavalos te cobrirá o seu pó; os teus muros tremerão com o estrondo dos cavaleiros, e das rodas, e dos carros, quando ele entrar pelas tuas portas, como os homens entram numa cidade em que se fez brecha.

11. Com os cascos dos seus cavalos pisará todas as tuas ruas; ao teu povo matará à espada, e as tuas fortes colunas cairão por terra.

12. E roubarão as tuas riquezas, e saquearão as tuas mercadorias, e derrubarão os teus muros, e arrasarão as tuas casas agradáveis; e lançarão no meio das águas as tuas pedras, e as tuas madeiras, e o teu pó.

13. E farei cessar o ruído das tuas cantigas, e o som dos tuas harpas não se ouvirá mais.

14. E farei de ti uma penha descalvada; virás a ser um enxugadouro das redes, nunca mais serás edificada; porque eu o SENHOR o falei, diz o Senhor DEUS.

15. Assim diz o Senhor DEUS a Tiro: Porventura não tremerão as ilhas com o estrondo da tua queda, quando gemerem os feridos, quando se fizer uma espantosa matança no meio de ti?

16. E todos os príncipes do mar descerão dos seus tronos, e tirarão de si os seus mantos, e despirão as suas vestes bordadas; se vestirão de tremores, sobre a terra se assentarão, e estremecerão a cada momento; e por tua causa pasmarão.

17. E levantarão uma lamentação sobre ti, e te dirão: Como pereceste, ó bem povoada e afamada cidade, que foste forte no mar; ela e os seus moradores, que atemorizaram a todos os seus habitantes!

18. Agora, estremecerão as ilhas no dia da tua queda; sim, as ilhas, que estão no mar, turbar-se-ão com tua saída.

19. Porque assim diz o Senhor DEUS: Quando eu te fizer uma cidade assolada, como as cidades que não se habitam, quando eu fizer subir sobre ti o abismo, e as muitas águas te cobrirem,

20. Então te farei descer com os que descem à cova, ao povo antigo, e te farei habitar nas mais baixas partes da terra, em lugares desertos antigos, com os que descem à cova, para que não sejas habitada; e estabelecerei a glória na terra dos viventes.

21. Farei de ti um grande espanto, e não mais existirás; e quando te buscarem então nunca mais serás achada para sempre, diz o Senhor DEUS.

1. E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Tu pois, ó filho do homem, levanta uma lamentação sobre Tiro.

3. E dize a Tiro, que habita nas entradas do mar, e negocia com os povos em muitas ilhas: Assim diz o Senhor DEUS: O Tiro, tu dizes: Eu sou perfeita em formosura.

4. No coração dos mares estão os teus termos; os que te edificaram aperfeiçoaram a tua formosura.

5. Fabricaram todos os teus conveses de faias de Senir; trouxeram cedros do Líbano para te fazerem mastros.

6. Fizeram os teus remos de carvalhos de Basã; os teus bancos fizeram-nos de marfim engastado em buxo das ilhas dos quiteus.

7. Linho fino bordado do Egito era a tua cortina, para te servir de vela; azul e púrpura das ilhas de Elisá era a tua cobertura.

8. Os moradores de Sidom e de Arvade foram os teus remadores; os teus sábios, ó Tiro, que se achavam em ti, esses foram os teus pilotos.

9. Os anciãos de Gebal e seus sábios foram em ti os que consertavam as tuas fendas; todos os navios do mar e os marinheiros se acharam em ti, para tratarem dos teus negócios.

10. Os persas, e os lídios, e os de Pute eram no teu exército os teus soldados; escudos e capacetes penduraram em ti; eles manifestaram a tua beleza.

11. Os filhos de Arvade e o teu exército estavam sobre os teus muros em redor, e os gamaditas nas tuas torres; penduravam os seus escudos nos teus muros em redor; eles aperfeiçoavam a tua formosura.

12. Társis negociava contigo, por causa da abundância de toda a casta de riquezas; com prata, ferro, estanho e chumbo, negociavam em tuas feiras.

13. Javã, Tubal e Meseque eram teus mercadores; em troca das tuas mercadorias davam pessoas de homens e objetos de bronze.

14. Os da casa de Togarma trocavam pelas tuas mercadorias, cavalos, e cavaleiros e mulos.

15. Os filhos de Dedã eram os teus mercadores; muitas ilhas eram o comércio da tua mão; dentes de marfim e pau de ébano tornavam a dar-te em presente.

16. A Síria negociava contigo por causa da multidão das tuas manufaturas; pelas tuas mercadorias davam esmeralda, púrpura, obra bordada, linho fino, corais e ágata.

17. Judá e a terra de Israel, eram os teus mercadores; pelas tuas mercadorias trocavam trigo de Minite, e Panague, e mel, azeite e bálsamo.

18. Damasco negociava contigo, por causa da multidão das tuas obras, por causa da abundância de toda a sorte de riqueza, dando em troca vinho de Helbom e lã branca.

19. Também e Javã, de Uzal, pelas tuas mercadorias, davam em troca ferro trabalhado, cássia e cálamo aromático, que assim entravam no teu comércio.

20. Dedã negociava contigo com panos preciosos para carros.

21. A Arábia, e todos os príncipes de Quedar, eram mercadores ao teu serviço, com cordeiros, carneiros e bodes; nestas coisas negociavam contigo.

22. Os mercadores de Sabá e Raamá eram os teus mercadores; em todos os seus mais finos aromas, em toda a pedra preciosa e ouro, negociaram nas tuas feiras.

23. Harã, e Cane e Éden, os mercadores de Sabá, Assur e Quilmade negociavam contigo.

24. Estes eram teus mercadores em roupas escolhidas, em pano de azul, e bordados, e em cofres de roupas preciosas, amarrados com cordas e feitos de cedros, entre tua mercadoria.

25. Os navios de Társis eram as tuas caravanas que traziam tuas mercadorias; e te encheste, e te glorificaste muito no meio dos mares.

26. Os teus remadores te conduziram sobre grandes águas; o vento oriental te quebrou no meio dos mares.

27. As tuas riquezas, as tuas feiras, e tuas mercadorias, os teus marinheiros, os teus pilotos, os que consertavam as tuas fendas, os que faziam os teus negócios, e todos os teus soldados, que estão em ti, juntamente com toda a tua companhia, que está no meio de ti, cairão no meio dos mares no dia da tua queda,

28. Ao estrondo da gritaria dos teus pilotos tremerão os arrabaldes.

29. E todos os que pegam no remo, os marinheiros, e todos os pilotos do mar descerão de seus navios, e pararão em terra.

30. E farão ouvir a sua voz sobre ti, e gritarão amargamente; e lançarão pó sobre as cabeças, e na cinza se revolverão.

31. E far-se-ão calvos por tua causa, e cingir-se-ão de sacos, e chorarão sobre ti com amargura de alma, e com amarga lamentação.

32. E no seu pranto levantarão uma lamentação sobre ti, e lamentarão sobre ti, dizendo: Quem foi como Tiro, como a que foi destruída no meio do mar?

33. Quando as tuas mercadorias saiam pelos mares, fartaste a muitos povos; com a multidão das tuas riquezas e do teu negócio, enriqueceste os reis da terra.

34. No tempo em que foste quebrantada pelos mares, nas profundezas das águas, caíram, no meio de ti, os teus negócios e toda a tua companhia.

35. Todos os moradores das ilhas estão a teu respeito cheios de espanto; e os seus reis tremeram sobremaneira, e ficaram perturbados nos seus rostos;

36. Os mercadores dentre os povos assobiaram contra ti; tu te tornaste em grande espanto, e jamais subsistirá.

1. E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus;

3. Eis que tu és mais sábio que Daniel; e não há segredo algum que se possa esconder de ti.

4. Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros.

5. Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas;

6. Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Porquanto estimas o teu coração, como se fora o coração de Deus,

7. Por isso eis que eu trarei sobre ti estrangeiros, os mais terríveis dentre as nações, os quais desembainharão as suas espadas contra a formosura da tua sabedoria, e mancharão o teu resplendor.

8. Eles te farão descer à cova e morrerás da morte dos traspassados no meio dos mares.

9. Acaso dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? mas tu és homem, e não Deus, na mão do que te traspassa.

10. Da morte dos incircuncisos morrerás, por mão de estrangeiros, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS.

11. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

12. Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.

13. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônica, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.

14. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.

15. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.

16. Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.

17. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.

18. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem.

19. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais subsistirá.

20. E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

21. Filho do homem, dirige o teu rosto contra Sidom, e profetiza contra ela,

22. E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis-me contra ti, ó Sidom, e serei glorificado no meio de ti; e saberão que eu sou o SENHOR, quando nela executar juízos e nela me santificar.

23. Porque enviarei contra ela a peste, e o sangue nas suas ruas, e os traspassados cairão no meio dela, estando a espada contra ela por todos os lados; e saberão que eu sou o SENHOR.

24. E a casa de Israel nunca mais terá espinho que a fira, nem espinho que cause dor, entre os que se acham ao redor deles e que os desprezam; e saberão que eu sou o Senhor DEUS.

25. Assim diz o Senhor DEUS: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados, e eu me santificar entre eles, perante os olhos dos gentios, então habitarão na sua terra que dei a meu servo, a Jacó.

26. E habitarão nela seguros, e edificarão casas, e plantarão vinhas, e habitarão seguros, quando eu executar juízos contra todos os que estão ao seu redor e que os desprezam; e saberão que eu sou o SENHOR seu Deus.

1. No décimo ano, no décimo mês, no dia doze do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Filho do homem, dirige o teu rosto contra Faraó, rei do Egito, e profetiza contra ele e contra todo o Egito.

3. Fala, e dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis-me contra ti, ó Faraó, rei do Egito, grande dragão, que pousas no meio dos teus rios, e que dizes: O meu rio é meu, e eu o fiz para mim.

4. Mas eu porei anzóis em teus queixos, e farei que os peixes dos teus rios se apeguem às tuas escamas; e tirar-te-ei do meio dos teus rios, e todos os peixes dos teus rios se apegarem às tuas escamas.

5. E te deixarei no deserto, a ti e a todo o peixe dos teus rios; sobre a face do campo cairás; não serás recolhido nem ajuntado; aos animais da terra e às aves do céu te dei por mantimento.

6. E saberão todos os moradores do Egito que eu sou o SENHOR, porquanto se tornaram um bordão de cana para a casa de Israel.

7. Tomando-te eles pela mão, te quebraste, e lhes rasgaste todo o ombro; e quando se apoiaram em ti, te quebraste, e lhes fazias tremer todos os seus lombos.

8. Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu trarei sobre ti a espada, e de ti destruirei homem e animal,

9. E a terra do Egito se tornará em desolação e deserto; e saberão que eu sou o SENHOR, porquanto disse: O rio é meu, e eu o fiz.

10. Portanto, eis que eu estou contra ti, e contra os teus rios; e tornarei a terra do Egito deserta, em completa desolação, desde a torre de Syene até aos confins da Etiópia.

11. Não passará por ela pé de homem, nem pé de animal passará por ela, nem será habitada quarenta anos.

12. Porque tornarei a terra do Egito em desolação no meio das terras desoladas; e as suas cidades entre as cidades desertas se tornarão em desolação por quarenta anos; e espalharei os egípcios entre as nações, e os dispersarei pelas terras.

13. Porém, assim diz o Senhor DEUS: Ao fim de quarenta anos ajuntarei os egípcios dentre os povos entre os quais foram espalhados.

14. E removerei o cativeiro dos egípcios, e os farei voltar à terra de Patros, à terra de sua origem; e serão ali um reino humilde;

15. Mais humilde se fará do que os outros reinos, e nunca mais se exalçará sobre as nações; porque os diminuirei, para que não dominem sobre as nações.

16. E não será mais a confiança da casa de Israel, para lhes trazer à lembrança a sua iniqüidade, quando olharem para trás deles; antes saberão que eu sou o Senhor DEUS.

17. E sucedeu que, no ano vinte e sete, no primeiro mês, no primeiro dia do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

18. Filho do homem, Nabucodonosor, rei de babilônia, fez com que o seu exército prestasse um grande serviço contra Tiro; toda a cabeça se tornou calva, e todo o ombro se pelou; e não houve paga de Tiro para ele, nem para o seu exército, pelo serviço que prestou contra ela.

19. Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu darei a Nabucodonosor, rei de babilônia, a terra do Egito; e levará a sua multidão, e tomará o seu despojo, e roubará a sua presa, e isto será a recompensa para o seu exército.

20. Como recompensa do seu trabalho, com que serviu contra ela, lhe dei a terra do Egito; porquanto trabalharam por mim, diz o Senhor DEUS.

21. Naquele dia farei brotar o poder na casa de Israel, e abrirei a tua boca no meio deles; e saberão que eu sou o SENHOR.

1. E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Filho do homem, profetiza, e dize: Assim diz o Senhor DEUS: Gemei: Ah! Aquele dia!

3. Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do SENHOR; dia nublado; será o tempo dos gentios.

4. A espada virá ao Egito, e haverá grande dor na Etiópia, quando caírem os traspassados no Egito; e tomarão a sua multidão, e serão destruídos os seus fundamentos.

5. Etiópia, Pute e Lude, e toda a mistura de gente, e Cube, e os homens da terra da liga, juntamente com eles cairão à espada.

6. Assim diz o SENHOR: Também cairão os que sustém o Egito, e descerá a soberba de seu poder; desde a torre de Syene ali cairão à espada, diz o Senhor DEUS.

7. E serão desolados no meio das terras assoladas; e as suas cidades estarão no meio das cidades desertas.

8. E saberão que eu sou o SENHOR, quando eu puser fogo no Egito, e forem destruídos todos os que lhe davam auxílio.

9. Naquele dia sairão mensageiros de diante de mim em navios, para espantarem a Etiópia descuidada; e haverá neles grandes dores, como no dia do Egito; pois, eis que já vem.

10. Assim diz o Senhor DEUS: Eu, pois, farei cessar a multidão do Egito, por mão de Nabucodonosor, rei de babilônia.

11. Ele e o seu povo com ele, os mais terríveis das nações, serão levados para destruírem a terra; e desembainharão as suas espadas contra o Egito, e encherão a terra de mortos.

12. E secarei os rios, e venderei a terra entregando-a na mão dos maus, e assolarei a terra e a sua plenitude pela mão dos estrangeiros; eu, o SENHOR, o disse.

13. Assim diz o Senhor DEUS: Também destruirei os ídolos, e farei cessar as imagens de Nofe; e não haverá mais um príncipe da terra do Egito; e porei o temor na terra do Egito.

14. E assolarei a Patros, e porei fogo a Zoã, e executarei juízos em Nó.

15. E derramarei o meu furor sobre Sim, a fortaleza do Egito, e exterminarei a multidão de Nó.

16. E porei fogo no Egito; Sim terá grande dor, e Nó será fendida, e Nofe terá angústias cotidianas.

17. Os jovens de Aven e Pi-Besete cairão à espada, e as cidades irão em cativeiro.

18. E em Tafnes se escurecerá o dia, quando eu quebrar ali os jugos do Egito, e nela cessar a soberba do seu poder; uma nuvem a cobrirá, e suas filhas irão em cativeiro.

19. Assim executarei juízos no Egito, e saberão que eu sou o SENHOR.

20. E sucedeu que, no ano undécimo, no primeiro mês, aos sete do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

21. Filho do homem, eu quebrei o braço de Faraó, rei do Egito, e eis que não foi atado para se lhe aplicar remédios, nem lhe colocarão ligaduras para o atar, a fim de torná-lo forte, para pegar na espada.

22. Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra Faraó, rei do Egito, e quebrarei os seus braços, assim o forte como o que está quebrado, e farei cair da sua mão a espada.

23. E espalharei os egípcios entre as nações, e os dispersarei pelas terras.

24. E fortalecerei os braços do rei de babilônia, e porei a minha espada na sua mão; mas quebrarei os braços de Faraó, e diante dele gemerá como geme o traspassado.

25. Eu fortalecerei os braços do rei de babilônia, mas os braços de Faraó cairão; e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu puser a minha espada na mão do rei de babilônia, e ele a estender sobre a terra do Egito.

26. E espalharei os egípcios entre as nações, e os dispersarei entre as terras; assim saberão que eu sou o SENHOR.

1. E sucedeu, no ano undécimo, no terceiro mês, ao primeiro do mês, que veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à sua multidão: A quem és semelhante na tua grandeza?

3. Eis que a Assíria era um cedro no Líbano, de ramos formosos, de sombrosa ramagem e de alta estatura, e a sua copa estava entre os ramos espessos.

4. As águas o fizeram crescer, o abismo o exalçou; as suas correntes corriam em torno da sua plantação, e ele enviava os regatos a todas as árvores do campo.

5. Por isso se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas quando brotava.

6. Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos, e todos os animais do campo geravam debaixo dos seus ramos, e todas as grandes nações habitavam à sua sombra.

7. Assim era ele formoso na sua grandeza, na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz estava junto às muitas águas.

8. Os cedros, no jardim de Deus, não o podiam obscurecer; as faias não igualavam os seus ramos, e os castanheiros não eram como os seus renovos; nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhou a ele na sua formosura.

9. Formoso o fiz com a multidão dos seus ramos; e todas as árvores do Éden, que estavam no jardim de Deus, tiveram inveja dele.

10. Portanto assim diz o Senhor DEUS: Porquanto te elevaste na tua estatura, e se levantou a sua copa no meio dos espessos ramos, e o seu coração se exalçou na sua altura,

11. Eu o entregarei na mão do mais poderoso dos gentios, que lhe dará o tratamento merecido; pela sua impiedade o lançarei fora.

12. E estrangeiros, das mais terríveis nações o cortarão, e deixá-lo-ão; cairão os seus ramos sobre os montes e por todos os vales, e os seus renovos serão quebrados por todos os rios da terra; e todos os povos da terra se retirarão da sua sombra, e o deixarão.

13. Todas as aves do céu habitarão sobre a sua ruína, e todos os animais do campo se acolherão sob os seus renovos;

14. Para que todas as árvores junto às águas não se exaltem na sua estatura, nem levantem a sua copa no meio dos ramos espessos, nem as que bebem as águas venham a confiar em si, por causa da sua altura; porque todos estão entregues à morte, até à terra mais baixa, no meio dos filhos dos homens, com os que descem à cova.

15. Assim diz o Senhor DEUS: No dia em que ele desceu ao inferno, fiz eu que houvesse luto; fiz cobrir o abismo, por sua causa, e retive as suas correntes, e detiveram-se as muitas águas; e cobri o Líbano de preto por causa dele, e todas as árvores do campo por causa dele desfaleceram.

16. Ao som da sua queda fiz tremer as nações, quando o fiz descer ao inferno, com os que descem à cova; e todas as árvores do Éden, a flor e o melhor do Líbano, todas as árvores que bebem águas, se consolavam nas partes mais baixas da terra.

17. Também estes com ele descerão ao inferno a juntar-se aos que foram traspassados à espada, sim, aos que foram seu braço, e que habitavam à sombra no meio dos gentios.

18. A quem, pois, és semelhante em glória e em grandeza entre as árvores do Éden? Todavia serás precipitado com as árvores do Éden às partes mais baixas da terra; no meio dos incircuncisos jazerás com os que foram traspassados à espada; este é Faraó e toda a sua multidão, diz o Senhor DEUS.

1. E sucedeu que, no ano duodécimo, no duodécimo mês, ao primeiro do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2. Filho do homem, levanta uma lamentação sobre Faraó, rei do Egito, e dize-lhe: Eras semelhante a um filho do leão entre as nações, mas tu és como uma baleia nos mares, e rompias os teus rios, e turbavas as águas com os teus pés, e pisavas os teus rios.

3. Assim diz o Senhor DEUS: Portanto, estenderei sobre ti a minha rede com reunião de muitos povos, e te farão subir na minha rede.

4. Então te deixarei em terra; sobre a face do campo te lançarei, e farei pousar sobre ti todas as aves do céu, e fartarei de ti os animais de toda a terra.

5. E porei as tuas carnes sobre os montes, e encherei os vales da tua altura.

6. E regarei com o teu sangue a terra onde nadas, até aos montes; e os rios se encherão de ti.

7. E, apagando-te eu, cobrirei os céus, e enegrecerei as suas estrelas; ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não fará resplandecer a sua luz.

8. Todas as brilhantes luzes do céu enegrecerei sobre ti, e trarei trevas sobre a tua terra, diz o Senhor DEUS.

9. E afligirei os corações de muitos povos, quando eu levar a tua destruição entre as nações, às terras que não conheceste.

10. E farei com que muitos povos fiquem pasmados de ti, e os seus reis tremam sobremaneira, quando eu brandir a minha espada ante os seus rostos; e estremecerão a cada momento, cada um pela sua vida, no dia da tua queda.

11. Porque assim diz o Senhor DEUS: A espada do rei de babilônia virá sobre ti.

12. Farei cair a tua multidão pelas espadas dos poderosos, que são todos os mais terríveis das nações; e destruirão a soberba do Egito, e toda a sua multidão será destruída.

13. E exterminarei todos os seus animais sobre as muitas águas; nem as turbará mais pé de homem, nem as turbarão unhas de animais.

14. Então farei assentar as suas águas, e farei correr os seus rios como o azeite, diz o Senhor DEUS.

15. Quando eu tornar a terra do Egito em desolação, e ela for despojada da sua plenitude, e quando ferir a todos os que habitam nela, então saberão que eu sou o SENHOR.

16. Esta é a lamentação que se fará; que as filhas das nações farão; sobre o Egito e sobre toda a sua multidão, diz o Senhor DEUS.

17. E sucedeu que, no ano duodécimo, aos quinze do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

18. Filho do homem, pranteia sobre a multidão do Egito, e faze-a descer, a ela e às filhas das nações magníficas, às partes mais baixas da terra, juntamente com os que descem à cova.

19. A quem sobrepujas tu em formosura? Desce, e deita-te com os incircuncisos.

20. No meio daqueles que foram mortos à espada cairão; à espada ela está entregue; arrastai-a e a toda a sua multidão.

21. Os mais poderosos dos fortes lhe falarão desde o meio do inferno, com os que a socorrem; desceram, jazeram com os incircuncisos mortos à espada.

22. Ali está Assur com toda a sua multidão; em redor dele estão os seus sepulcros; todos eles mortos, abatidos à espada.

23. Os seus sepulcros foram postos nas extremidades da cova, e a sua multidão está em redor do seu sepulcro; todos eles mortos, abatidos à espada; os que tinham causado espanto na terra dos viventes.

24. Ali está Elão com toda a sua multidão em redor do seu sepulcro; todos eles mortos, abatidos à espada; desceram incircuncisos às partes mais baixas da terra, causaram terror na terra dos viventes e levaram a sua vergonha com os que desceram à cova.

25. No meio dos mortos lhe puseram uma cama, entre toda a sua multidão; ao redor dele estão os seus sepulcros; todos eles são incircuncisos, mortos à espada; porque causaram terror na terra dos viventes, e levaram a sua vergonha com os que desceram à cova; foi posto no meio dos mortos.

26. Ali estão Meseque, Tubal e toda a sua multidão; ao redor deles estão os seus sepulcros; todos eles são incircuncisos, e mortos à espada, porquanto causaram terror na terra dos viventes.

27. Porém não jazerão com os poderosos que caíram dos incircuncisos, os quais desceram ao inferno com as suas armas de guerra e puseram as suas espadas debaixo das suas cabeças; e a sua iniqüidade está sobre os seus ossos, porquanto eram o terror dos fortes na terra dos viventes.

28. Também tu serás quebrado no meio dos incircuncisos, e jazerás com os que foram mortos à espada.

29. Ali está Edom, os seus reis e todos os seus príncipes, que com o seu poder foram postos com os que foram mortos à espada; estes jazem com os incircuncisos e com os que desceram à cova.

30. Ali estão os príncipes do norte, todos eles, e todos os sidônios, que desceram com os mortos, envergonhados com o terror causado pelo seu poder; e jazem incircuncisos com os que foram mortos à espada, e levam a sua vergonha com os que desceram à cova.

31. Faraó os verá, e se consolará com toda a sua multidão; sim, o próprio Faraó, e todo o seu exército, mortos à espada, diz o Senhor DEUS.

32. Porque também eu pus o meu espanto na terra dos viventes; por isso jazerá no meio dos incircuncisos, com os mortos à espada, Faraó e toda a sua multidão, diz o Senhor DEUS.

Você está lendo Ezequiel na edição ACF, Almeida Corrigida e Revisada Fiel, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 48 capítulos, e 1273 versículos.