Jeremias

1. No princípio do reinado de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, veio esta palavra do SENHOR, dizendo:

2. Assim diz o SENHOR: Põe-te no átrio da casa do SENHOR e dize a todas as cidades de Judá, que vêm adorar na casa do SENHOR, todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra.

3. Bem pode ser que ouçam, e se convertam cada um do seu mau caminho, e eu me arrependa do mal que intento fazer-lhes por causa da maldade das suas ações.

4. Dize-lhes pois: Assim diz o SENHOR: Se não me derdes ouvidos para andardes na minha lei, que pus diante de vós,

5. Para que ouvísseis as palavras dos meus servos, os profetas, que eu vos envio, madrugando e enviando, mas não ouvistes;

6. Então farei que esta casa seja como Siló, e farei desta cidade uma maldição para todas as nações da terra.

7. Os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, ouviram a Jeremias, falando estas palavras na casa do SENHOR.

8. E sucedeu que, acabando Jeremias de dizer tudo quanto o SENHOR lhe havia ordenado que dissesse a todo o povo, pegaram nele os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, dizendo: Certamente morrerás,

9. Por que profetizaste no nome do SENHOR, dizendo: Como Siló será esta casa, e esta cidade será assolada, de sorte que não fique nenhum morador nela? E ajuntou-se todo o povo contra Jeremias, na casa do SENHOR.

10. E, ouvindo os príncipes de Judá estas palavras, subiram da casa do rei à casa do SENHOR, e se assentaram à entrada da porta nova do SENHOR.

11. Então falaram os sacerdotes e os profetas aos príncipes e a todo o povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos ouvidos.

12. E falou Jeremias a todos os príncipes e a todo o povo, dizendo: O SENHOR me enviou a profetizar contra esta casa, e contra esta cidade, todas as palavras que ouvistes.

13. Agora, pois, melhorai os vossos caminhos e as vossas ações, e ouvi a voz do SENHOR vosso Deus, e arrepender-se-á o SENHOR do mal que falou contra vós.

14. Quanto a mim, eis que estou nas vossas mãos; fazei de mim conforme o que for bom e reto aos vossos olhos.

15. Sabei, porém, com certeza que, se me matardes, trareis sangue inocente sobre vós, e sobre esta cidade, e sobre os seus habitantes; porque, na verdade, o SENHOR me enviou a vós, para dizer aos vossos ouvidos todas estas palavras.

16. Então disseram os príncipes, e todo o povo aos sacerdotes e aos profetas: Este homem não é réu de morte, porque em nome do SENHOR, nosso Deus, nos falou.

17. Também se levantaram alguns homens dentre os anciãos da terra, e falaram a toda a congregação do povo, dizendo:

18. Miquéias, o morastita, profetizou nos dias de Ezequias, rei de Judá, e falou a todo o povo de Judá, dizendo: Assim disse o SENHOR dos Exércitos: Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa como os altos de um bosque.

19. Mataram-no, porventura, Ezequias, rei de Judá, e todo o Judá? Antes não temeu ao SENHOR, e não implorou o favor do SENHOR? E o SENHOR não se arrependeu do mal que falara contra eles? Nós, fazemos um grande mal contra as nossas almas.

20. Também houve outro homem que profetizava em nome do SENHOR, a saber: Urias, filho de Semaías de Quiriate-Jearim, o qual profetizou contra esta cidade, e contra esta terra, conforme todas as palavras de Jeremias.

21. E, ouvindo o rei Jeoiaquim, e todos os seus poderosos e todos os príncipes, as suas palavras, procurou o rei matá-lo; mas ouvindo isto, Urias temeu e fugiu, e foi para o Egito;

22. Mas o rei Jeoiaquim enviou alguns homens ao Egito, a saber: Elnatã, filho de Acbor, e outros homens com ele, ao Egito.

23. Os quais tiraram a Urias do Egito, e o trouxeram ao rei Jeoiaquim, que o feriu à espada, e lançou o seu cadáver nas sepulturas dos filhos do povo.

24. Porém a mão de Aicão, filho de Safã, foi com Jeremias, para que o não entregassem na mão do povo, para ser morto.

1. No princípio do reinado de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, veio esta palavra a Jeremias da parte do SENHOR, dizendo:

2. Assim me disse o SENHOR: Faze uns grilhões e jugos, e põe-nos ao teu pescoço.

3. E envia-os ao rei de Edom, e ao rei de Moabe, e ao rei dos filhos de Amom, e ao rei de Tiro, e ao rei de Sidom, pela mão dos mensageiros que vêm a Jerusalém a ter com Zedequias, rei de Judá.

4. E lhes ordenarás, que digam aos seus senhores: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Assim direis a vossos senhores:

5. Eu fiz a terra, o homem, e os animais que estão sobre a face da terra, com o meu grande poder, e com o meu braço estendido, e a dou a quem é reto aos meus olhos.

6. E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam.

7. E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele.

8. E acontecerá que, se alguma nação e reino não servirem o mesmo Nabucodonosor, rei de babilônia, e não puserem o seu pescoço debaixo do jugo do rei de babilônia, a essa nação castigarei com espada, e com fome, e com peste, diz o SENHOR, até que a consuma pela sua mão;

9. E vós não deis ouvidos aos vossos profetas, e aos vossos adivinhos, e aos vossos sonhos, e aos vossos agoureiros, e aos vossos encantadores, que vos falam, dizendo: Não servireis ao rei de babilônia.

10. Porque mentiras vos profetizam, para vos mandarem para longe da vossa terra, e para que eu vos expulse dela, e pereçais.

11. Mas a nação que colocar o seu pescoço sob o jugo do rei de babilônia, e o servir, eu a deixarei na sua terra, diz o SENHOR, e lavrá-la-á e habitará nela.

12. E falei com Zedequias, rei de Judá, conforme todas estas palavras, dizendo: Colocai os vossos pescoços no jugo do rei de babilônia, e servi-o, a ele e ao seu povo, e vivereis.

13. Por que morrerias tu e o teu povo, à espada, e à fome, e de peste, como o SENHOR disse contra a nação que não servir ao rei de babilônia?

14. E não deis ouvidos às palavras dos profetas, que vos falam, dizendo: Não servireis ao rei de babilônia; porque vos profetizam mentiras.

15. Porque não os enviei, diz o SENHOR, e profetizam falsamente em meu nome; para que eu vos lance fora, e pereçais, vós e os profetas que vos profetizam.

16. Também falei aos sacerdotes, e a todo este povo, dizendo: Assim diz o SENHOR: Não deis ouvidos às palavras dos vossos profetas, que vos profetizam, dizendo: Eis que os utensílios da casa do SENHOR cedo voltarão de babilônia, porque vos profetizam mentiras.

17. Não lhes deis ouvidos, servi ao rei de babilônia, e vivereis; por que se tornaria esta cidade em desolação?

18. Porém, se são profetas, e se há palavras do SENHOR com eles, orem agora ao SENHOR dos Exércitos, para que os utensílios que ficaram na casa do SENHOR, e na casa do rei de Judá, e em Jerusalém, não vão para a babilônia.

19. Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos acerca das colunas, e do mar, e das bases, e dos demais utensílios que ficaram na cidade,

20. Os quais Nabucodonosor, rei de babilônia, não levou, quando transportou de Jerusalém para babilônia a Jeconias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, como também a todos os nobres de Judá e de Jerusalém;

21. Assim, pois, diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, acerca dos utensílios que ficaram na casa do SENHOR, e na casa do rei de Judá, e em Jerusalém:

22. Å babilônia serão levados, e ali ficarão até o dia em que eu os visitarei, diz o SENHOR; então os farei subir, e os tornarei a trazer a este lugar.

1. E sucedeu no mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, no ano quarto, no mês quinto, que Hananias, filho de Azur, o profeta que era de Gibeom, me falou na casa do SENHOR, na presença dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo:

2. Assim fala o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Eu quebrei o jugo do rei de babilônia.

3. Depois de passados dois anos completos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da casa do SENHOR, que deste lugar tomou Nabucodonosor, rei de babilônia, levando-os a babilônia.

4. Também a Jeconias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, e a todos os do cativeiro de Judá, que entraram em babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o SENHOR; porque quebrarei o jugo do rei de babilônia.

5. Então falou o profeta Jeremias ao profeta Hananias, na presença dos sacerdotes, e na presença de todo o povo que estava na casa do SENHOR.

6. Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém! Assim faça o SENHOR; confirme o SENHOR as tuas palavras, que profetizaste, e torne ele a trazer os utensílios da casa do SENHOR, e todos os do cativeiro de babilônia a este lugar.

7. Mas ouve agora esta palavra, que eu falo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo:

8. Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, profetizaram contra muitas terras, e contra grandes reinos, acerca de guerra, e de mal, e de peste.

9. O profeta que profetizar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido como aquele a quem o SENHOR na verdade enviou.

10. Então Hananias, o profeta, tomou o jugo do pescoço do profeta Jeremias, e o quebrou.

11. E falou Hananias na presença de todo o povo, dizendo: Assim diz o SENHOR: Assim, passados dois anos completos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei de babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, seguiu o seu caminho.

12. Mas veio a palavra do SENHOR a Jeremias, depois que Hananias, o profeta, quebrou o jugo de sobre o pescoço de Jeremias, o profeta, dizendo:

13. Vai, e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o SENHOR: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farás jugos de ferro.

14. Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Jugo de ferro pus sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei de babilônia, e servi-lo-ão, e até os animais do campo lhe dei.

15. E disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: Não te enviou o SENHOR, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras.

16. Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; este ano morrerás, porque falaste em rebeldia contra o SENHOR.

17. E morreu Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.

1. E Estas são as palavras da carta que Jeremias, o profeta, enviou de Jerusalém, aos que restaram dos anciãos do cativeiro, como também aos sacerdotes, e aos profetas, e a todo o povo que Nabucodonosor havia deportado de Jerusalém para babilônia

2. (Depois que saíram de Jerusalém o rei Jeconias, e a rainha, e os eunucos, e os príncipes de Judá e Jerusalém, e os carpinteiros e ferreiros),

3. Pela mão de Elasa, filho de Safã, e de Gemarias, filho de Hilquias (os quais Zedequias, rei de Judá, tinha enviado a babilônia, a Nabucodonosor, rei de babilônia), dizendo:

4. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os do cativeiro, os quais fiz transportar de Jerusalém para babilônia:

5. Edificai casas e habitai-as; e plantai jardins, e comei o seu fruto.

6. Tomai mulheres e gerai filhos e filhas, e tomai mulheres para vossos filhos, e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; e multiplicai-vos ali, e não vos diminuais.

7. E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz.

8. Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos, que sonhais;

9. Porque eles vos profetizam falsamente em meu nome; não os enviei, diz o SENHOR.

10. Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados setenta anos em babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.

11. Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.

12. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei.

13. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.

14. E serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei voltar os vossos cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.

15. Porque dizeis: O SENHOR nos levantou profetas em babilônia.

16. Porque assim diz o SENHOR acerca do rei que se assenta no trono de Davi, e de todo o povo que habita nesta cidade, vossos irmãos, que não saíram conosco para o cativeiro.

17. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que enviarei entre eles a espada, a fome e a peste, e fá-los-ei como a figos podres que não se podem comer, de ruins que são.

18. E persegui-los-ei com a espada, com a fome, e com a peste; e dá-los-ei para deslocarem-se por todos os reinos da terra, para serem uma maldição, e um espanto, e um assobio, e um opróbrio entre todas as nações para onde os tiver lançado.

19. Porquanto não deram ouvidos às minhas palavras, diz o SENHOR, mandando-lhes eu os meus servos, os profetas, madrugando e enviando; mas vós não escutastes, diz o SENHOR.

20. Vós, pois, ouvi a palavra do SENHOR, todos os do cativeiro que enviei de Jerusalém a babilônia.

21. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, acerca de Acabe, filho de Colaías, e de Zedequias, filho de Maaséias, que vos profetizam falsamente em meu nome: Eis que os entregarei na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, e ele os ferirá diante dos vossos olhos.

22. E todos os transportados de Judá, que estão em babilônia, tomarão deles uma maldição, dizendo: O SENHOR te faça como Zedequias, e como Acabe, os quais o rei de babilônia assou no fogo;

23. Porquanto fizeram loucura em Israel, e cometeram adultério com as mulheres dos seus vizinhos, e anunciaram falsamente, em meu nome uma palavra, que não lhes mandei, e eu o sei e sou testemunha disso, diz o SENHOR.

24. E a Semaías, o neelamita, falarás, dizendo:

25. Assim fala o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Porquanto tu enviaste no teu nome cartas a todo o povo que está em Jerusalém, como também a Sofonias, filho de Maaséias, o sacerdote, e a todos os sacerdotes, dizendo:

26. O SENHOR te pôs por sacerdote em lugar de Joiada, o sacerdote, para que sejas encarregado da casa do SENHOR sobre todo o homem fanático, e que profetiza, para o lançares na prisão e no tronco.

27. Agora, pois, por que não repreendeste a Jeremias, o anatotita, que vos profetiza?

28. Porque até nos mandou dizer em babilônia: Ainda o cativeiro muito há de durar; edificai casas, e habitai nelas; e plantai pomares, e comei o seu fruto.

29. E leu Sofonias, o sacerdote, esta carta aos ouvidos de Jeremias, o profeta.

30. E veio a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:

31. Manda a todos os do cativeiro, dizendo: Assim diz o SENHOR acerca de Semaías, o neelamita: Porquanto Semaías vos profetizou, e eu não o enviei, e vos fez confiar em mentiras,

32. Portanto assim diz o SENHOR: Eis que castigarei a Semaías, o neelamita, e a sua descendência; ele não terá ninguém que habite entre este povo, e não verá o bem que hei de fazer ao meu povo, diz o SENHOR, porque falou em rebeldia contra o SENHOR.

1. A palavra que do SENHOR veio a Jeremias, dizendo:

2. Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Escreve num livro todas as palavras que te tenho falado.

3. Porque eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel, e de Judá, diz o SENHOR; e tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão.

4. E estas são as palavras que disse o SENHOR, acerca de Israel e de Judá.

5. Porque assim diz o SENHOR: Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz.

6. Perguntai, pois, e vede, se um homem pode dar à luz. Por que, pois, vejo a cada homem com as mãos sobre os lombos como a que está dando à luz? e por que se tornaram pálidos todos os rostos?

7. Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela.

8. Porque será naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros.

9. Mas servirão ao SENHOR, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei.

10. Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o SENHOR, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei de terras de longe, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize.

11. Porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente.

12. Porque assim diz o SENHOR: A tua ferida é incurável; a tua chaga é dolorosa.

13. Não há quem defenda a tua causa para te aplicar curativo; não tens remédios que possam curar.

14. Todos os teus amantes se esqueceram de ti, e não perguntam por ti; porque te feri com ferida de inimigo, e com castigo de quem é cruel, pela grandeza da tua maldade e multidão de teus pecados.

15. Por que gritas por causa da tua ferida? Tua dor é incurável. Pela grandeza de tua maldade, e multidão de teus pecados, eu fiz estas coisas.

16. Por isso todos os que te devoram serão devorados; e todos os teus adversários irão, todos eles, para o cativeiro; e os que te roubam serão roubados, e a todos os que te despojam entregarei ao saque.

17. Porque te restaurarei a saúde, e te curarei as tuas chagas, diz o SENHOR; porquanto te chamaram a repudiada, dizendo: É Sião, já ninguém pergunta por ela.

18. Assim diz o SENHOR: Eis que farei voltar do cativeiro as tendas de Jacó, e apiedar-me-ei das suas moradas; e a cidade será reedificada sobre o seu montão, e o palácio permanecerá como habitualmente.

19. E sairá deles o louvor e a voz de júbilo; e multiplicá-los-ei, e não serão diminuídos, e glorificá-los-ei, e não serão apoucados.

20. E seus filhos serão como na antiguidade, e a sua congregação será confirmada diante de mim; e castigarei todos os seus opressores.

21. E os seus nobres serão deles; e o seu governador sairá do meio deles, e o farei aproximar, e ele se chegará a mim; pois, quem de si mesmo se empenharia para chegar-se a mim? diz o SENHOR.

22. E ser-me-eis por povo, e eu vos serei por Deus.

23. Eis que a tempestade do SENHOR, a sua indignação, já saiu; uma tempestade varredoura, cairá cruelmente sobre a cabeça dos ímpios.

24. Não voltará atrás o furor da ira do SENHOR, até que tenha executado e até que tenha cumprido os desígnios do seu coração; no fim dos dias entendereis isto.

1. Naquele tempo, diz o SENHOR, serei o Deus de todas as famílias de Israel, e elas serão o meu povo.

2. Assim diz o SENHOR: O povo dos que escaparam da espada achou graça no deserto. Israel mesmo, quando eu o fizer descansar.

3. Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.

4. Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel! Ainda serás adornada com os teus tamboris, e sairás nas danças dos que se alegram.

5. Ainda plantarás vinhas nos montes de Samaria; os plantadores as plantarão e comerão como coisas comuns.

6. Porque haverá um dia em que gritarão os vigias sobre o monte de Efraim: Levantai-vos, e subamos a Sião, ao SENHOR nosso Deus.

7. Porque assim diz o SENHOR: Cantai sobre Jacó com alegria, e exultai por causa do chefe das nações; proclamai, cantai louvores, e dizei: Salva, SENHOR, ao teu povo, o restante de Israel.

8. Eis que os trarei da terra do norte, e os congregarei das extremidades da terra; entre os quais haverá cegos e aleijados, grávidas e as de parto juntamente; em grande congregação voltarão para aqui.

9. Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho direito, no qual não tropeçarão, porque sou um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito.

10. Ouvi a palavra do SENHOR, ó nações, e anunciai-a nas ilhas longínquas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho.

11. Porque o SENHOR resgatou a Jacó, e o livrou da mão do que era mais forte do que ele.

12. Assim que virão, e exultarão no alto de Sião, e correrão aos bens do SENHOR, ao trigo, e ao mosto, e ao azeite, e aos cordeiros e bezerros; e a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais andarão tristes.

13. Então a virgem se alegrará na dança, como também os jovens e os velhos juntamente; e tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e lhes darei alegria em lugar de tristeza.

14. E saciarei a alma dos sacerdotes com gordura, e o meu povo se fartará dos meus bens, diz o SENHOR.

15. Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem.

16. Assim diz o SENHOR: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o SENHOR, pois eles voltarão da terra do inimigo.

17. E há esperança quanto ao teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus termos.

18. Bem ouvi eu que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me e fui castigado, como novilho ainda não domado; converte-me, e converter-me-ei, porque tu és o SENHOR meu Deus.

19. Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade.

20. Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o SENHOR.

21. Levanta para ti sinais, faze para ti altos marcos, aplica o teu coração à vereda, ao caminho por onde andaste; volta, pois, ó virgem de Israel, regressa a estas tuas cidades.

22. Até quando andarás errante, ó filha rebelde? Porque o SENHOR criou uma coisa nova sobre a terra; uma mulher cercará a um homem.

23. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Ainda dirão esta palavra na terra de Judá, e nas suas cidades, quando eu vos restaurar do seu cativeiro: O SENHOR te abençoe, ó morada de justiça, ó monte de santidade!

24. E nela habitarão Judá, e todas as suas cidades juntamente; como também os lavradores e os que pastoreiam o rebanho.

25. Porque satisfiz a alma cansada, e toda a alma entristecida saciei.

26. Nisto despertei, e olhei, e o meu sono foi doce para mim.

27. Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que semearei a casa de Israel, e a casa de Judá, com a semente de homens, e com a semente de animais.

28. E será que, como velei sobre eles, para arrancar, e para derrubar, e para transtornar, e para destruir, e para afligir, assim velarei sobre eles, para edificar e para plantar, diz o SENHOR.

29. Naqueles dias nunca mais dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram.

30. Mas cada um morrerá pela sua iniqüidade; de todo o homem que comer as uvas verdes os dentes se embotarão.

31. Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá.

32. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.

33. Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

34. E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.

35. Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome.

36. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre.

37. Assim disse o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR.

38. Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que esta cidade será reedificada para o SENHOR, desde a torre de Hanameel até à porta da esquina.

39. E a linha de medir estender-se-á para diante dela, até ao outeiro de Garebe, e virar-se-á para Goa.

40. E todo o vale dos cadáveres e da cinza, e todos os campos até ao ribeiro de Cedrom, até à esquina da porta dos cavalos para o oriente, serão consagrados ao SENHOR; não se arrancará nem se derrubará mais eternamente.

1. A palavra que veio a Jeremias da parte do SENHOR, no ano décimo de Zedequias, rei de Judá, o qual foi o décimo oitavo de Nabucodonosor.

2. Ora, nesse tempo o exército do rei de babilônia cercava Jerusalém; e Jeremias, o profeta, estava encerrado no pátio da guarda que estava na casa do rei de Judá;

3. Porque Zedequias, rei de Judá, o tinha encerrado, dizendo: Por que profetizas tu, dizendo: Assim diz o SENHOR: Eis que entrego esta cidade na mão do rei de babilônia, e ele a tomará;

4. E Zedequias, rei de Judá, não escapará das mãos dos caldeus; mas certamente será entregue na mão do rei de babilônia, e com ele falará boca a boca, e os seus olhos verão os dele;

5. E ele levará Zedequias para babilônia, e ali estará, até que eu o visite, diz o SENHOR e, ainda que pelejeis contra os caldeus, não ganhareis?

6. Disse, pois, Jeremias: Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

7. Eis que Hanameel, filho de Salum, teu tio, virá a ti dizendo: Compra para ti a minha herdade que está em Anatote, pois tens o direito de resgate para comprá-la.

8. Veio, pois, a mim Hanameel, filho de meu tio, segundo a palavra do SENHOR, ao pátio da guarda, e me disse: Compra agora a minha herdade que está em Anatote, na terra de Benjamim; porque teu é o direito de herança, e tens o resgate; compra-a para ti. Então entendi que isto era a palavra do SENHOR.

9. Comprei, pois, a herdade de Hanameel, filho de meu tio, a qual está em Anatote; e pesei-lhe o dinheiro, dezessete siclos de prata.

10. E assinei a escritura, e selei-a, e fiz confirmar por testemunhas; e pesei-lhe o dinheiro numa balança.

11. E tomei a escritura da compra, selada segundo a lei e os estatutos, e a cópia aberta.

12. E dei a escritura da compra a Baruque, filho de Nerias, filho de Maaséias, na presença de Hanameel, filho de meu tio e na presença das testemunhas, que subscreveram a escritura da compra, e na presença de todos os judeus que se assentavam no pátio da guarda.

13. E dei ordem a Baruque, na presença deles, dizendo:

14. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Toma estas escrituras, este auto de compra, tanto a selada, como a aberta, e coloca-as num vaso de barro, para que se possam conservar muitos dias.

15. Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Ainda se comprarão casas, e campos, e vinhas nesta terra.

16. E depois que dei a escritura da compra a Baruque, filho de Nerias, orei ao SENHOR, dizendo:

17. Ah Senhor DEUS! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil;

18. Tu que usas de benignidade com milhares, e retribuis a maldade dos pais ao seio dos filhos depois deles; o grande, o poderoso Deus cujo nome é o SENHOR dos Exércitos;

19. Grande em conselho, e magnífico em obras; porque os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas obras;

20. Tu puseste sinais e maravilhas na terra do Egito até ao dia de hoje, tanto em Israel, como entre os outros homens, e te fizeste um nome, o qual tu tens neste dia.

21. E tiraste o teu povo Israel da terra do Egito, com sinais e com maravilhas, e com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto,

22. E lhes deste esta terra, que juraste a seus pais que lhes havias de dar, terra que mana leite e mel.

23. E entraram nela, e a possuíram, mas não obedeceram à tua voz, nem andaram na tua lei; tudo o que lhes mandaste que fizessem, eles não o fizeram; por isso ordenaste lhes sucedesse todo este mal.

24. Eis aqui os valados; já vieram contra a cidade para tomá-la, e a cidade está entregue na mão dos caldeus, que pelejam contra ela, pela espada, pela fome e pela pestilência; e o que disseste se cumpriu, e eis aqui o estás presenciando.

25. Contudo tu me disseste, ó Senhor DEUS: Compra para ti o campo por dinheiro, e faze que o confirmem testemunhas, embora a cidade já esteja entregue na mão dos caldeus.

26. Então veio a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:

27. Eis que eu sou o SENHOR, o Deus de toda a carne; acaso haveria alguma coisa demasiado difícil para mim?

28. Portanto assim diz o SENHOR: Eis que eu entrego esta cidade na mão dos caldeus, e na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, e ele a tomará.

29. E os caldeus, que pelejam contra esta cidade, entrarão nela, e por-lhe-ão fogo, e queimarão, as casas sobre cujos terraços queimaram incenso a Baal e ofereceram libações a outros deuses, para me provocarem à ira.

30. Porque os filhos de Israel e os filhos de Judá não fizeram senão mal aos meus olhos, desde a sua mocidade; porque os filhos de Israel nada fizeram senão provocar-me à ira com as obras das suas mãos, diz o SENHOR.

31. Porque para a minha ira e para o meu furor me tem sido esta cidade, desde o dia em que a edificaram, e até ao dia de hoje, para que a tirasse da minha presença;

32. Por causa de toda a maldade dos filhos de Israel, e dos filhos de Judá, que fizeram, para me provocarem à ira, eles e os seus reis, os seus príncipes, os seus sacerdotes, e os seus profetas, como também os homens de Judá e os moradores de Jerusalém.

33. E viraram-me as costas, e não o rosto; ainda que eu os ensinava, madrugando e ensinando-os, contudo eles não deram ouvidos, para receberem o ensino.

34. Antes puseram as suas abominações na casa que se chama pelo meu nome, para a profanarem.

35. E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá.

36. E por isso agora assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca desta cidade, da qual vós dizeis: Já está dada na mão do rei de babilônia, pela espada, pela fome, e pela pestilência:

37. Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os tenho lançado na minha ira, e no meu furor, e na minha grande indignação; e os tornarei a trazer a este lugar, e farei que habitem nele seguramente.

38. E eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus;

39. E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem, e o bem de seus filhos, depois deles.

40. E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim.

41. E alegrar-me-ei deles, fazendo-lhes bem; e plantá-los-ei nesta terra firmemente, com todo o meu coração e com toda a minha alma.

42. Porque assim diz o SENHOR: Como eu trouxe sobre este povo todo este grande mal, assim eu trarei sobre ele todo o bem que lhes tenho declarado.

43. E comprar-se-ão campos nesta terra, da qual vós dizeis: Está desolada, sem homens, sem animais; está entregue na mão dos caldeus.

44. Comprarão campos por dinheiro, e assinarão as escrituras, e as selarão, e farão que confirmem testemunhas, na terra de Benjamim, e nos contornos de Jerusalém, e nas cidades de Judá, e nas cidades das montanhas, e nas cidades das planícies, e nas cidades do sul; porque os farei voltar do seu cativeiro, diz o SENHOR.

1. E veio a palavra do SENHOR a Jeremias, segunda vez, estando ele ainda encarcerado no pátio da guarda, dizendo:

2. Assim diz o SENHOR que faz isto, o SENHOR que forma isto, para o estabelecer; o SENHOR é o seu nome.

3. Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.

4. Porque assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca das casas desta cidade, e das casas dos reis de Judá, que foram derrubadas com os aríetes e à espada.

5. Eles entraram a pelejar contra os caldeus, mas isso é para os encher de cadáveres de homens, que feri na minha ira e no meu furor; porquanto escondi o meu rosto desta cidade, por causa de toda a sua maldade.

6. Eis que eu trarei a ela saúde e cura, e os sararei, e lhes manifestarei abundância de paz e de verdade.

7. E removerei o cativeiro de Judá e o cativeiro de Israel, e os edificarei como ao princípio.

8. E os purificarei de toda a sua maldade com que pecaram contra mim; e perdoarei todas as suas maldades, com que pecaram e transgrediram contra mim;

9. E este lugar me servirá de nome, de gozo, de louvor, e de glória, entre todas as nações da terra, que ouvirem todo o bem que eu lhe faço; e espantar-se-ão e perturbar-se-ão por causa de todo o bem, e por causa de toda a paz que eu lhe dou.

10. Assim diz o SENHOR: Neste lugar de que vós dizeis que está desolado, e sem homem, sem animal nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, que estão assoladas, sem homem, sem morador, sem animal, ainda se ouvirá:

11. A voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo e a voz da esposa, e a voz dos que dizem: Louvai ao SENHOR dos Exércitos, porque bom é o SENHOR, porque a sua benignidade dura para sempre; dos que trazem ofertas de ação de graças à casa do SENHOR; pois farei voltar os cativos da terra como ao princípio, diz o SENHOR.

12. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda neste lugar, que está deserto, sem homem nem animal, e em todas as suas cidades, haverá uma morada de pastores, que façam repousar aos seus rebanhos.

13. Nas cidades das montanhas, nas cidades das planícies, e nas cidades do sul, e na terra de Benjamim, e nos contornos de Jerusalém, e nas cidades de Judá, ainda passarão os rebanhos pelas mãos dos contadores, diz o SENHOR.

14. Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que cumprirei a boa palavra que falei à casa de Israel e à casa de Judá;

15. Naqueles dias e naquele tempo farei brotar a Davi um Renovo de justiça, e ele fará juízo e justiça na terra.

16. Naqueles dias Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; e este é o nome com o qual Deus a chamará: O SENHOR é a nossa justiça.

17. Porque assim diz o SENHOR: Nunca faltará a Davi homem que se assente sobre o trono da casa de Israel;

18. Nem aos sacerdotes levíticos faltará homem diante de mim, que ofereça holocausto, queime oferta de alimentos e faça sacrifício todos os dias.

19. E veio a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:

20. Assim diz o SENHOR: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia, e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja dia e noite a seu tempo,

21. Também se poderá invalidar a minha aliança com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono; como também com os levitas, sacerdotes, meus ministros.

22. Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim.

23. E veio ainda a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:

24. Porventura não tens visto o que este povo está dizendo: As duas gerações, que o SENHOR escolheu, agora as rejeitou? Assim desprezam o meu povo, como se não fora mais uma nação diante deles.

25. Assim diz o SENHOR: Se a minha aliança com o dia e com a noite não permanecer, e eu não puser as ordenanças dos céus e da terra,

26. Também rejeitarei a descendência de Jacó, e de Davi, meu servo, para que não tome da sua descendência os que dominem sobre a descendência de Abraão, Isaque, e Jacó; porque removerei o seu cativeiro, e apiedar-me-ei deles.

1. A palavra que do SENHOR veio a Jeremias, quando Nabucodonosor, rei de babilônia, e todo o seu exército, e todos os reinos da terra, que estavam sob o domínio da sua mão, e todos os povos, pelejavam contra Jerusalém, e contra todas as suas cidades, dizendo:

2. Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Vai, e fala a Zedequias, rei de Judá, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Eis que eu entrego esta cidade na mão do rei de babilônia, o qual queimá-la-á a fogo.

3. E tu não escaparás da sua mão, antes certamente serás preso e entregue na sua mão; e teus olhos verão os olhos do rei de babilônia, e ele te falará boca a boca, e entrarás em babilônia.

4. Todavia ouve a palavra do SENHOR, ó Zedequias, rei de Judá; assim diz o SENHOR acerca de ti: Não morrerás à espada.

5. Em paz morrerás, e conforme as queimas para teus pais, os reis precedentes, que foram antes de ti, assim queimarão para ti, e prantear-te-ão, dizendo: Ah, Senhor! Pois eu disse a palavra, diz o SENHOR.

6. E falou Jeremias, o profeta, a Zedequias, rei de Judá, todas estas palavras, em Jerusalém,

7. Quando o exército do rei de babilônia pelejava contra Jerusalém, e contra todas as cidades que restavam de Judá, contra Laquis e contra Azeca; porque estas fortes cidades foram as que ficaram dentre as cidades de Judá.

8. A palavra que do SENHOR veio a Jeremias, depois que o rei Zedequias fez aliança com todo o povo que havia em Jerusalém, para lhes apregoar a liberdade;

9. Que cada um despedisse livre o seu servo, e cada um a sua serva, hebreu ou hebréia; de maneira que ninguém se fizesse servir deles, sendo judeus, seus irmãos.

10. E obedeceram todos os príncipes, e todo o povo que havia entrado na aliança, que cada um despedisse livre o seu servo, e cada um a sua serva, de maneira que não se fizessem mais servir deles; obedeceram, pois, e os soltaram,

11. Mas depois se arrependeram, e fizeram voltar os servos e as servas que haviam libertado, e os sujeitaram por servos e por servas.

12. Veio, pois, a palavra do SENHOR a Jeremias, da parte do SENHOR, dizendo:

13. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu fiz aliança com vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, da casa da servidão, dizendo:

14. Ao fim de sete anos libertareis cada um a seu irmão hebreu, que te for vendido, e te houver servido seis anos, e despedi-lo-ás livre de ti; mas vossos pais não me ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos.

15. E vos havíeis hoje arrependido, e fizestes o que é reto aos meus olhos, apregoando liberdade cada um ao seu próximo; e fizestes diante de mim uma aliança, na casa que se chama pelo meu nome;

16. Mudastes, porém, e profanastes o meu nome, e fizestes voltar cada um ao seu servo, e cada um à sua serva, os quais já tínheis despedido libertos conforme a vontade deles; e os sujeitastes, para que se vos fizessem servos e servas.

17. Portanto assim diz o SENHOR: Vós não me ouvistes a mim, para apregoardes a liberdade, cada um ao seu irmão, e cada um ao seu próximo; pois eis que eu vos apregôo a liberdade, diz o SENHOR, para a espada, para a pestilência, e para a fome; e farei que sejais espanto a todos os reinos da terra.

18. E entregarei os homens que transgrediram a minha aliança, que não cumpriram as palavras da aliança que fizeram diante de mim, com o bezerro, que dividiram em duas partes, e passaram pelo meio das suas porções;

19. A saber, os príncipes de Judá, e os príncipes de Jerusalém, os eunucos, e os sacerdotes, e todo o povo da terra que passou por meio das porções do bezerro;

20. Entregá-los-ei, digo, na mão de seus inimigos, e na mão dos que procuram a sua morte, e os cadáveres deles servirão de alimento para as aves dos céus e para os animais da terra.

21. E até o rei Zedequias, rei de Judá, e seus príncipes entregarei na mão de seus inimigos e na mão dos que procuram a sua morte, a saber, na mão do exército do rei de babilônia, que já se retirou de vós.

22. Eis que eu darei ordem, diz o SENHOR, e os farei voltar a esta cidade, e pelejarão contra ela, e a tomarão, e a queimarão a fogo; e as cidades de Judá porei em assolação, de sorte que ninguém habite nelas.

1. A palavra que do SENHOR veio a Jeremias, nos dias de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo:

2. Vai à casa dos recabitas, e fala com eles, e leva-os à casa do SENHOR, a uma das câmaras e dá-lhes vinho a beber.

3. Então tomei a Jazanias, filho de Jeremias, filho de Habazinias, e a seus irmãos, e a todos os seus filhos, e a toda a casa dos recabitas;

4. E os levei à casa do SENHOR, à câmara dos filhos de Hanã, filho de Jigdalias, homem de Deus, que estava junto à câmara dos príncipes, que ficava sobre a câmara de Maaséias, filho de Salum, guarda do vestíbulo;

5. E pus diante dos filhos da casa dos recabitas taças cheias de vinho, e copos, e disse-lhes: Bebei vinho.

6. Porém eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou, dizendo: Nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos;

7. Não edificareis casa, nem semeareis semente, nem plantareis vinha, nem a possuireis; mas habitareis em tendas todos os vossos dias, para que vivais muitos dias sobre a face da terra, em que vós andais peregrinando.

8. Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou; de maneira que não bebemos vinho em todos os nossos dias, nem nós, nem nossas mulheres, nem nossos filhos, nem nossas filhas;

9. Nem edificamos casas para nossa habitação; nem temos vinha, nem campo, nem semente.

10. Mas habitamos em tendas, e assim obedecemos e fazemos conforme tudo quanto nos ordenou Jonadabe, nosso pai.

11. Sucedeu, porém, que, subindo Nabucodonosor, rei de babilônia, a esta terra, dissemos: Vinde, e vamo-nos a Jerusalém, por causa do exército dos caldeus, e por causa do exército dos sírios; e assim ficamos em Jerusalém.

12. Então veio a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:

13. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Vai, e dize aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém: Porventura nunca aceitareis instrução, para ouvirdes as minhas palavras? diz o SENHOR.

14. As palavras de Jonadabe, filho de Recabe, que ordenou a seus filhos que não bebessem vinho, foram guardadas; pois não beberam até este dia, antes obedeceram o mandamento de seu pai; a mim, porém, que vos tenho falado, madrugando e falando, não me ouvistes.

15. E vos tenho enviado todos os meus servos, os profetas, madrugando, e insistindo, e dizendo: Convertei-vos, agora, cada um do seu mau caminho, e fazei boas as vossas ações, e não sigais a outros deuses para servi-los; e assim ficareis na terra que vos dei a vós e a vossos pais; porém não inclinastes o vosso ouvido, nem me obedecestes a mim.

16. Visto que os filhos de Jonadabe, filho de Recabe, guardaram o mandamento de seu pai que ele lhes ordenou, mas este povo não me obedeceu,

17. Por isso assim diz o SENHOR Deus dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que trarei sobre Judá, e sobre todos os moradores de Jerusalém, todo o mal que falei contra eles; pois lhes tenho falado, e não ouviram; e clamei a eles, e não responderam.

18. E à casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus mandamentos, e fizestes conforme tudo quanto vos ordenou,

19. Portanto assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na minha presença todos os dias.

1. Sucedeu, pois, no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, que veio esta palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:

2. Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei, desde os dias de Josias até ao dia de hoje.

3. Porventura ouvirão os da casa de Judá todo o mal que eu intento fazer-lhes; para que cada qual se converta do seu mau caminho, e eu perdoe a sua maldade e o seu pecado.

4. Então Jeremias chamou a Baruque, filho de Nerias; e escreveu Baruque da boca de Jeremias no rolo de um livro todas as palavras do SENHOR, que ele lhe tinha falado.

5. E Jeremias deu ordem a Baruque, dizendo: Eu estou encarcerado; não posso entrar na casa do SENHOR.

6. Entra, pois, tu, e pelo rolo que escreveste da minha boca, lê as palavras do SENHOR aos ouvidos do povo, na casa do SENHOR, no dia de jejum; e também, aos ouvidos de todos os de Judá, que vêm das suas cidades, as lerás.

7. Pode ser que caia a sua súplica diante do SENHOR, e se converta cada um do seu mau caminho; porque grande é a ira e o furor que o SENHOR tem expressado contra este povo.

8. E fez Baruque, filho de Nerias, conforme tudo quanto lhe havia ordenado Jeremias, o profeta, lendo naquele livro as palavras do SENHOR, na casa do SENHOR.

9. E aconteceu, no quinto ano de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, no mês nono, que apregoaram jejum diante do SENHOR a todo o povo em Jerusalém, como também a todo o povo que vinha das cidades de Judá a Jerusalém.

10. Leu, pois, Baruque naquele livro as palavras de Jeremias, na casa do SENHOR, na câmara de Gemarias, filho de Safã, o escriba, no átrio superior, à entrada da porta nova da casa do SENHOR, aos ouvidos de todo o povo.

11. E, ouvindo Micaías, filho de Gemarias, filho de Safã, todas as palavras do SENHOR, daquele livro,

12. Desceu à casa do rei, à câmara do escriba. E eis que todos os príncipes estavam ali assentados, a saber: Elisama, o escriba, e Delaías, filho de Semaías, e Elnatã, filho de Acbor, e Gemarias, filho de Safã, e Zedequias, filho de Hananias, e todos os outros príncipes.

13. E Micaías anunciou-lhes todas as palavras que ouvira, quando Baruque leu o livro, aos ouvidos do povo.

14. Então todos os príncipes mandaram Jeudi, filho de Netanias, filho de Selemias, filho de Cusi, a Baruque, para lhe dizer: O rolo que leste aos ouvidos do povo, toma-o na tua mão, e vem. E Baruque, filho de Nerias, tomou o rolo na sua mão, e foi ter com eles.

15. E disseram-lhe: Assenta-te agora, e lê-o aos nossos ouvidos. E leu Baruque aos ouvidos deles.

16. E sucedeu que, ouvindo eles todas aquelas palavras, voltaram-se temerosos uns para os outros, e disseram a Baruque: Sem dúvida alguma anunciaremos ao rei todas estas palavras.

17. E perguntaram a Baruque, dizendo: Declara-nos agora como escreveste da sua boca todas estas palavras.

18. E disse-lhes Baruque: Da sua boca ele me ditava todas estas palavras, e eu com tinta as escrevia no livro.

19. Então disseram os príncipes a Baruque: Vai, esconde-te, tu e Jeremias, e ninguém saiba onde estais.

20. E foram ter com o rei ao átrio: mas depositaram o rolo na câmara de Elisama, o escriba, e anunciaram aos ouvidos do rei todas aquelas palavras.

21. Então enviou o rei a Jeudi, para que tomasse o rolo; e Jeudi tomou-o da câmara de Elisama, o escriba, e leu-o aos ouvidos do rei e aos ouvidos de todos os príncipes que estavam em torno do rei.

22. Ora, o rei estava assentado na casa de inverno, pelo nono mês; e diante dele estava um braseiro aceso.

23. E sucedeu que, tendo Jeudi lido três ou quatro folhas, cortou-as com um canivete de escrivão, e lançou-as no fogo que havia no braseiro, até que todo o rolo se consumiu no fogo que estava sobre o braseiro.

24. E não temeram, nem rasgaram as suas vestes, nem o rei, nem nenhum dos seus servos que ouviram todas aquelas palavras.

25. E, posto que Elnatã, e Delaías, e Gemarias tivessem rogado ao rei que não queimasse o rolo, ele não lhes deu ouvidos.

26. Antes deu ordem o rei a Jerameel, filho de Hamaleque, e a Seraías, filho de Azriel, e a Selemias, filho de Abdeel, que prendessem a Baruque, o escrivão, e a Jeremias, o profeta; mas o SENHOR os escondera.

27. Então veio a Jeremias a palavra do SENHOR, depois que o rei queimara o rolo, com as palavras que Baruque escrevera da boca de Jeremias, dizendo:

28. Toma ainda outro rolo, e escreve nele todas aquelas palavras que estavam no primeiro rolo, que queimou Jeoiaquim, rei de Judá.

29. E a Jeoiaquim, rei de Judá, dirás: Assim diz o SENHOR: Tu queimaste este rolo, dizendo: Por que escreveste nele, dizendo: Certamente virá o rei de babilônia, e destruirá esta terra e fará cessar nela homens e animais?

30. Portanto assim diz o SENHOR, acerca de Jeoiaquim, rei de Judá: Não terá quem se assente sobre o trono de Davi, e será lançado o seu cadáver ao calor do dia, e à geada da noite.

31. E castigarei a sua iniqüidade nele, e na sua descendência, e nos seus servos; e trarei sobre ele e sobre os moradores de Jerusalém, e sobre os homens de Judá, todo aquele mal que lhes tenho falado, e não ouviram.

32. Tomou, pois, Jeremias outro rolo, e deu-o a Baruque, filho de Nerias, o escrivão, o qual escreveu nele, da boca de Jeremias, todas as palavras do livro que Jeoiaquim, rei de Judá, tinha queimado no fogo; e ainda se lhes acrescentaram muitas palavras semelhantes.

1. E Zedequias, filho de Josias, a quem Nabucodonosor, rei de babilônia, constituiu rei na terra de Judá, reinou em lugar de Conias, filho de Jeoiaquim.

2. Mas nem ele, nem os seus servos, nem o povo da terra deram ouvidos às palavras do SENHOR que falou pelo ministério de Jeremias, o profeta.

3. Contudo mandou o rei Zedequias a Jucal, filho de Selemias, e a Sofonias, filho de Maaséias, o sacerdote, ao profeta Jeremias, para lhe dizer: Roga agora por nós ao SENHOR nosso Deus.

4. E entrava e saía Jeremias entre o povo, porque não o tinham posto na prisão.

5. E o exército de Faraó saíra do Egito; e quando os caldeus, que tinham sitiado Jerusalém, ouviram esta notícia, retiraram-se de Jerusalém.

6. Então veio a Jeremias, o profeta, a palavra do SENHOR, dizendo:

7. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Assim direis ao rei de Judá, que vos enviou a mim para me consultar: Eis que o exército de Faraó, que saiu em vosso socorro, voltará para a sua terra no Egito.

8. E voltarão os caldeus, e pelejarão contra esta cidade, e a tomarão, e a queimarão a fogo.

9. Assim diz o SENHOR: Não enganeis as vossas almas, dizendo: Sem dúvida se retirarão os caldeus de nós, pois não se retirarão.

10. Porque ainda que ferísseis a todo o exército dos caldeus, que peleja contra vós, e só ficassem deles homens feridos, cada um levantar-se-ia na sua tenda, e queimaria a fogo esta cidade.

11. E sucedeu que, subindo de Jerusalém o exército dos caldeus, por causa do exército de Faraó,

12. Saiu Jeremias de Jerusalém, a fim de ir à terra de Benjamim, para dali se separar no meio do povo.

13. Mas, estando ele à porta de Benjamim, achava-se ali um capitão da guarda, cujo nome era Jerias, filho de Selemias, filho de Hananias, o qual prendeu a Jeremias, o profeta, dizendo: Tu foges para os caldeus.

14. E Jeremias disse: Isso é falso, não fujo para os caldeus. Mas ele não lhe deu ouvidos; e assim Jerias prendeu a Jeremias, e o levou aos príncipes.

15. E os príncipes se iraram muito contra Jeremias, e o feriram; e puseram-no na prisão, na casa de Jônatas, o escrivão; porque a tinham transformado em cárcere.

16. Entrando, pois, Jeremias nas celas do calabouço, ali ficou muitos dias.

17. E mandou o rei Zedequias soltá-lo; e o rei lhe perguntou em sua casa, em segredo: Há porventura alguma palavra do SENHOR? E disse Jeremias: Há. E disse ainda: Na mão do rei de babilônia serás entregue.

18. Disse mais Jeremias ao rei Zedequias: Em que tenho pecado contra ti, e contra os teus servos, e contra este povo, para que me pusésseis na prisão?

19. Onde estão agora os vossos profetas, que vos profetizavam, dizendo: O rei de babilônia não virá contra vós nem contra esta terra?

20. Ora, pois, ouve agora, ó rei meu senhor: Seja aceita agora a minha súplica diante de ti, e não me deixes tornar à casa de Jônatas, o escriba, para que eu não venha a morrer ali.

21. Então ordenou o rei Zedequias que pusessem a Jeremias no átrio da guarda; e deram-lhe um pão cada dia, da rua dos padeiros, até que se acabou todo o pão da cidade; assim ficou Jeremias no átrio da guarda.

1. Ouviram, pois, Sefatias, filho de Matã, e Gedalias, filho de Pasur, e Jucal, filho de Selemias, e Pasur, filho de Malquias, as palavras que anunciava Jeremias a todo o povo, dizendo:

2. Assim diz o SENHOR: O que ficar nesta cidade morrerá à espada, de fome e de pestilência; mas o que sair aos caldeus viverá; porque a sua alma lhe será por despojo, e viverá.

3. Assim diz o SENHOR: Esta cidade infalivelmente será entregue na mão do exército do rei de babilônia, e ele a tomará.

4. E disseram os príncipes ao rei: Morra este homem, visto que ele assim enfraquece as mãos dos homens de guerra que restam nesta cidade, e as mãos de todo o povo, dizendo-lhes tais palavras; porque este homem não busca a paz para este povo, porém o mal.

5. E disse o rei Zedequias: Eis que ele está na vossa mão; porque o rei nada pode fazer contra vós.

6. Então tomaram a Jeremias, e o lançaram na cisterna de Malquias, filho do rei, que estava no átrio da guarda; e desceram a Jeremias com cordas; mas na cisterna não havia água, senão lama; e atolou-se Jeremias na lama.

7. E, ouvindo Ebede-Meleque, o etíope, um eunuco que então estava na casa do rei, que tinham posto a Jeremias na cisterna (estava, porém, o rei assentado à porta de Benjamim),

8. Logo Ebede-Meleque saiu da casa do rei, e falou ao rei, dizendo:

9. O rei, senhor meu, estes homens agiram mal em tudo quanto fizeram a Jeremias, o profeta, lançando-o na cisterna; de certo morrerá de fome no lugar onde se acha, pois não há mais pão na cidade.

10. Então deu ordem o rei a Ebede-Meleque, o etíope, dizendo: Toma contigo daqui trinta homens, e tira a Jeremias, o profeta, da cisterna, antes que morra.

11. E tomou Ebede-Meleque os homens consigo, e foi à casa do rei, por debaixo da tesouraria, e tomou dali uns trapos velhos e rotos, e roupas velhas, e desceu-os a Jeremias na cisterna por meio de cordas.

12. E disse Ebede-Meleque, o etíope, a Jeremias: Põe agora estes trapos velhos e rotos, já apodrecidos, nas axilas, calçando as cordas. E Jeremias assim o fez.

13. E puxaram a Jeremias com as cordas, e o alçaram da cisterna; e ficou Jeremias no átrio da guarda.

14. Então o rei Zedequias mandou trazer à sua presença Jeremias, o profeta, à terceira entrada da casa do SENHOR; e disse o rei a Jeremias: Pergunto-te uma coisa, não me encubras nada.

15. E disse Jeremias a Zedequias: Se eu te declarar, porventura não me matarás? E se eu te aconselhar, não me ouvirás?

16. Então jurou o rei Zedequias a Jeremias, em segredo, dizendo: Vive o SENHOR, que nos fez esta alma, que não te matarei nem te entregarei na mão destes homens que procuram a tua morte.

17. Então Jeremias disse a Zedequias: Assim diz o SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel: Se voluntariamente saíres aos príncipes do rei de babilônia, então viverá a tua alma, e esta cidade não se queimará a fogo, e viverás tu e a tua casa.

18. Mas, se não saíres aos príncipes do rei de babilônia, então será entregue esta cidade na mão dos caldeus, e queimá-la-ão a fogo, e tu não escaparás da mão deles.

19. E disse o rei Zedequias a Jeremias: Receio-me dos judeus, que se passaram para os caldeus; que estes me entreguem na mão deles, e escarneçam de mim.

20. E disse Jeremias: Não te entregarão; ouve, peço-te, a voz do SENHOR, conforme a qual eu te falo; e bem te irá, e viverá a tua alma.

21. Mas, se tu não quiseres sair, esta é a palavra que me mostrou o SENHOR:

22. Eis que todas as mulheres que ficaram na casa do rei de Judá serão levadas aos príncipes do rei de babilônia, e elas mesmas dirão: Teus pacificadores te incitaram e prevaleceram contra ti, mas agora que se atolaram os teus pés na lama, voltaram atrás.

23. Assim que a todas as tuas mulheres e a teus filhos levarão aos caldeus, e nem tu escaparás da sua mão, antes pela mão do rei de babilônia serás preso, e esta cidade será queimada a fogo.

24. Então disse Zedequias a Jeremias: Ninguém saiba estas palavras, e não morrerás.

25. E quando os príncipes, ouvindo que falei contigo, vierem a ti, e te disserem: Declara-nos agora o que disseste ao rei e o que ele te disse, não no-lo encubras, e não te mataremos;

26. Então lhes dirás: Eu lancei a minha súplica diante do rei, que não me fizesse tornar à casa de Jônatas, para morrer ali.

27. Vindo, pois, todos os príncipes a Jeremias, e interrogando-o, declarou-lhes todas as palavras que o rei lhe havia ordenado; e calados o deixaram, porque o assunto não foi revelado.

28. E ficou Jeremias no átrio da guarda, até o dia em que Jerusalém foi tomada, e ainda ali estava quando Jerusalém foi tomada.

1. No ano nono de Zedequias, rei de Judá, no décimo mês, veio Nabucodonosor, rei de babilônia, e todo o seu exército, contra Jerusalém, e a cercaram.

2. No ano undécimo de Zedequias, no quarto mês, aos nove do mês, fez-se uma brecha na cidade.

3. Entraram nela todos os príncipes do rei de babilônia, e pararam na porta do meio, a saber: Nergal-Sarezer, Sangar-Nebo, Sarsequim, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, Rabe-Mague, e todos os outros príncipes do rei de babilônia.

4. E sucedeu que, vendo-os Zedequias, rei de Judá, e todos os homens de guerra, fugiram, saindo de noite da cidade, pelo caminho do jardim do rei, pela porta que está entre os dois muros; e seguiram pelo caminho da campina.

5. Mas o exército dos caldeus os perseguiu, e alcançou a Zedequias nas campinas de Jericó; e eles o prenderam, e fizeram-no subir a Nabucodonosor, rei de babilônia, a Ribla, na terra de Hamate, e o rei o sentenciou.

6. E o rei de babilônia matou em Ribla os filhos de Zedequias, diante dos seus olhos; também matou o rei de babilônia a todos os nobres de Judá.

7. E cegou os olhos de Zedequias, e o atou com duas cadeias de bronze, para levá-lo a babilônia.

8. E os caldeus incendiaram a casa do rei e as casas do povo, e derrubaram os muros de Jerusalém.

9. E o restante do povo, que ficou na cidade, e os desertores que se tinham passado para ele, e o restante do povo que ficou, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou cativo para a babilônia.

10. Porém os pobres dentre o povo, que não tinham nada, Nebuzaradã, capitão da guarda, deixou na terra de Judá; e deu-lhes vinhas e campos naquele dia.

11. Mas Nabucodonosor, rei de babilônia, havia ordenado acerca de Jeremias, a Nebuzaradã, capitão da guarda, dizendo:

12. Toma-o, e põe sobre ele os teus olhos, e não lhe faças nenhum mal; antes como ele te disser, assim procederás com ele.

13. Por isso mandou Nebuzaradã, capitão da guarda, e Nebusazbã, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, Rabe-Mague, e todos os príncipes do rei de babilônia,

14. Mandaram retirar a Jeremias do átrio da guarda, e o entregaram a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, para que o levassem à casa; e ele habitou entre o povo.

15. Ora, tinha vindo a Jeremias a palavra do SENHOR, estando ele ainda encarcerado no átrio da guarda, dizendo:

16. Vai, e fala a Ebede-Meleque, o etíope, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu trarei as minhas palavras sobre esta cidade para mal e não para bem; e cumprir-se-ão diante de ti naquele dia.

17. A ti, porém, eu livrarei naquele dia, diz o SENHOR, e não serás entregue na mão dos homens, a quem temes.

18. Porque certamente te livrarei, e não cairás à espada; mas a tua alma terás por despojo, porquanto confiaste em mim, diz o SENHOR.

1. A palavra que veio a Jeremias da parte do SENHOR, depois que Nebuzaradã, capitão da guarda, o deixara ir de Ramá, quando o tomou, estando ele atado com cadeias no meio de todos os do cativeiro de Jerusalém e de Judá, que foram levados cativos para babilônia.

2. Tomou o capitão da guarda a Jeremias, e disse-lhe: O SENHOR teu Deus pronunciou este mal, contra este lugar.

3. E o SENHOR o trouxe, e fez como havia falado; porque pecastes contra o SENHOR, e não obedecestes à sua voz, portanto vos sucedeu isto.

4. Agora, pois, eis que te soltei hoje das cadeias que estavam sobre as tuas mãos. Se te apraz vir comigo para babilônia, vem, e eu cuidarei de ti, mas se não te apraz vir comigo para babilônia, deixa de vir. Olha, toda a terra está diante de ti; para onde parecer bom e reto aos teus olhos ir, para ali vai.

5. Mas, como ele ainda não tinha voltado, disse-lhe: Volta a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, a quem o rei de babilônia pôs sobre as cidades de Judá, e habita com ele no meio do povo; ou se para qualquer outra parte te aprouver ir, vai. E deu-lhe o capitão da guarda sustento para o caminho, e um presente, e o deixou ir.

6. Assim veio Jeremias a Gedalias, filho de Aicão, a Mizpá; e habitou com ele no meio do povo que havia ficado na terra.

7. Ouvindo, pois, todos os capitães dos exércitos, que estavam no campo, eles e os seus homens, que o rei de babilônia tinha nomeado a Gedalias, filho de Aicão, governador da terra, e que lhe havia confiado os homens, e as mulheres, e os meninos, e os mais pobres da terra, que não foram levados cativos a babilônia,

8. Vieram ter com Gedalias, a Mizpá; a saber: Ismael, filho de Netanias, e Joanã e Jônatas, filhos de Careá, e Seraías, filho de Tanumete, e os filhos de Efai, o netofatita, e Jezanias, filho de um maacatita, eles e os seus homens.

9. E jurou Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, a eles e aos seus homens, dizendo: Não temais servir aos caldeus; ficai na terra, e servi o rei de babilônia, e bem vos irá.

10. Quanto a mim, eis que habito em Mizpá, para estar às ordens dos caldeus que vierem a nós; e vós recolhei o vinho, e as frutas de verão, e o azeite, e colocai-os nos vossos vasos, e habitai nas vossas cidades, que tomastes.

11. Do mesmo modo todos os judeus que estavam em Moabe, e entre os filhos de Amom, e em Edom, e os que havia em todas aquelas terras, ouviram que o rei de babilônia havia deixado alguns em Judá, e que havia posto sobre eles a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã,

12. Então voltaram todos os judeus de todos os lugares, para onde foram lançados, e vieram à terra de Judá, a Gedalias, a Mizpá; e recolheram vinho e frutas do verão com muita abundância.

13. Joanã, filho de Careá, e todos os capitães dos exércitos, que estavam no campo, vieram a Gedalias, a Mizpá.

14. E disseram-lhe: Bem sabes que Baalis, rei dos filhos de Amom, enviou a Ismael, filho de Netanias, para tirar-te a vida. Mas, Gedalias, filho de Aicão, não lhes deu crédito.

15. Todavia Joanã, filho de Careá, falou a Gedalias em segredo, em Mizpá, dizendo: Irei agora, e ferirei a Ismael, filho de Netanias, sem que ninguém o saiba; por que razão te tiraria ele a vida, de modo que todos os judeus, que se têm congregado a ti, fossem dispersos, e perecesse o restante de Judá?

16. Mas disse Gedalias, filho de Aicão, a Joanã, filho de Careá: Não faças tal coisa; porque falas falsamente contra Ismael.

1. Sucedeu, porém, no mês sétimo, que veio Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, de sangue real, e com ele dez homens, príncipes do rei, a Gedalias, filho de Aicão, a Mizpá; e comeram pão juntos ali em Mizpá.

2. E levantou-se Ismael, filho de Netanias, com os dez homens que estavam com ele, e feriram à espada a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, matando assim aquele que o rei de babilônia havia posto por governador sobre a terra.

3. Também matou Ismael a todos os judeus que com ele, com Gedalias, estavam em Mizpá, como também aos caldeus, homens de guerra, que se achavam ali.

4. Sucedeu, pois, no dia seguinte, depois que ele matara a Gedalias, sem ninguém o saber,

5. Que vieram homens de Siquém, de Siló, e de Samaria; oitenta homens, com a barba rapada, e as vestes rasgadas, e retalhando-se; e trazendo nas suas mãos ofertas e incenso, para levarem à casa do SENHOR.

6. E, saindo-lhes ao encontro Ismael, filho de Netanias, desde Mizpá, ia chorando; e sucedeu que, encontrando-os lhes disse: Vinde a Gedalias, filho de Aicão.

7. Sucedeu, porém, que, entrando eles até ao meio da cidade, matou-os Ismael, filho de Netanias, e os lançou num poço, ele e os homens que estavam com ele.

8. Mas houve entre eles dez homens que disseram a Ismael: Não nos mates, porque temos, no campo, tesouros, trigo, cevada, azeite e mel. E ele por isso os deixou, e não os matou entre seus irmãos.

9. E o poço em que Ismael lançou todos os cadáveres dos homens que matou por causa de Gedalias é o mesmo que fez o rei Asa, por causa de Baasa, rei de Israel; foi esse mesmo que Ismael, filho de Netanias, encheu de mortos.

10. E Ismael levou cativo a todo o restante do povo que estava em Mizpá, isto é, as filhas do rei, e todo o povo que ficara em Mizpá, que Nebuzaradã, capitão da guarda, havia confiado a Gedalias, filho de Aicão; e levou-os cativos Ismael, filho de Netanias, e se foi para passar aos filhos de Amom.

11. Ouvindo, pois, Joanã, filho de Careá, e todos os capitães dos exércitos que estavam com ele, todo o mal que havia feito Ismael, filho de Netanias,

12. Tomaram todos os seus homens, e foram pelejar contra Ismael, filho de Netanias; e acharam-no ao pé das grandes águas que há em Gibeom.

13. E aconteceu que, vendo todo o povo, que estava com Ismael, a Joanã, filho de Careá, e a todos os capitães dos exércitos, que vinham com ele, se alegrou.

14. E todo o povo que Ismael levara cativo de Mizpá virou as costas, e voltou, e foi para Joanã, filho de Careá.

15. Mas Ismael, filho de Netanias, escapou com oito homens de diante de Joanã, e se foi para os filhos de Amom.

16. Então tomou Joanã, filho de Careá, e todos os capitães dos exércitos que estavam com ele, a todo o restante do povo que ele havia recobrado de Ismael, filho de Netanias, desde Mizpá, depois de haver matado a Gedalias, filho de Aicão, isto é, aos homens poderosos de guerra, e às mulheres, e aos meninos, e aos eunucos que havia recobrado de Gibeom.

17. E partiram, indo habitar em Gerute-Quimã, que está perto de Belém, para dali irem e entrarem no Egito,

18. Por causa dos caldeus; porque os temiam, por ter Ismael, filho de Netanias, matado a Gedalias, filho de Aicão, a quem o rei de babilônia tinha feito governador sobre a terra.

1. Então chegaram todos os capitães dos exércitos, e Joanã, filho de Careá, e Jezanias, filho de Hosaías, e todo o povo, desde o menor até ao maior,

2. E disseram a Jeremias, o profeta: Aceita agora a nossa súplica diante de ti, e roga ao SENHOR teu Deus, por nós e por todo este remanescente; porque de muitos restamos uns poucos, como nos vêem os teus olhos;

3. Para que o SENHOR teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer.

4. E disse-lhes Jeremias, o profeta: Eu vos tenho ouvido; eis que orarei ao SENHOR vosso Deus conforme as vossas palavras; e seja o que for que o SENHOR vos responder eu vo-lo declararei; não vos ocultarei uma só palavra.

5. Então eles disseram a Jeremias: Seja o SENHOR entre nós testemunha verdadeira e fiel, se não fizermos conforme toda a palavra com que te enviar a nós o SENHOR teu Deus.

6. Seja ela boa, ou seja má, à voz do SENHOR nosso Deus, a quem te enviamos, obedeceremos, para que nos suceda bem, obedecendo à voz do SENHOR nosso Deus.

7. E sucedeu que ao fim de dez dias veio a palavra do SENHOR a Jeremias.

8. Então chamou a Joanã, filho de Careá, e a todos os capitães dos exércitos, que havia com ele, e a todo o povo, desde o menor até ao maior,

9. E disse-lhes: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, a quem me enviastes, para apresentar a vossa súplica diante dele:

10. Se de boa mente ficardes nesta terra, então vos edificarei, e não vos derrubarei; e vos plantarei, e não vos arrancarei; porque estou arrependido do mal que vos tenho feito.

11. Não temais o rei de babilônia, a quem vós temeis; não o temais, diz o SENHOR, porque eu sou convosco, para vos salvar e para vos livrar da sua mão.

12. E vos concederei misericórdia, para que ele tenha misericórdia de vós, e vos faça voltar à vossa terra.

13. Mas se vós disserdes: Não ficaremos nesta terra, não obedecendo à voz do SENHOR vosso Deus,

14. Dizendo: Não, antes iremos à terra do Egito, onde não veremos guerra, nem ouviremos som de trombeta, nem teremos fome de pão, e ali ficaremos,

15. Nesse caso ouvi a palavra do SENHOR, ó remanescente de Judá: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Se vós absolutamente propuserdes a entrar no Egito, e entrardes para lá habitar,

16. Acontecerá que a espada que vós temeis vos alcançará ali na terra do Egito, e a fome que vós receais vos seguirá de perto no Egito, e ali morrereis.

17. Assim será com todos os homens que puseram os seus rostos para entrarem no Egito, a fim de lá habitarem: morrerão à espada, e de fome, e de peste; e deles não haverá quem reste e escape do mal que eu farei vir sobre eles.

18. Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Como se derramou a minha ira e a minha indignação sobre os habitantes de Jerusalém, assim se derramará a minha indignação sobre vós, quando entrardes no Egito; e sereis objeto de maldição, e de espanto, e de execração, e de opróbrio, e não vereis mais este lugar.

19. Falou o SENHOR acerca de vós, ó remanescente de Judá! Não entreis no Egito; tende por certo que hoje testifiquei contra vós.

20. Porque vos enganastes a vós mesmos, pois me enviastes ao SENHOR vosso Deus, dizendo: Ora por nós ao SENHOR nosso Deus; e conforme tudo o que disser o SENHOR nosso Deus, declara-no-lo assim, e o faremos.

21. E vo-lo tenho declarado hoje; mas não destes ouvidos à voz do SENHOR vosso Deus, em coisa alguma pela qual ele me enviou a vós.

22. Agora, pois, sabei por certo que morrereis à espada, de fome e de peste no mesmo lugar onde desejais ir, para lá morardes.

1. E sucedeu que, acabando Jeremias de falar a todo o povo todas as palavras do SENHOR seu Deus, com as quais o SENHOR seu Deus lho havia enviado, para que lhes dissesse todas estas palavras,

2. Então falaram Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens soberbos, dizendo a Jeremias: Tu dizes mentiras; o SENHOR nosso Deus não te enviou a dizer: Não entreis no Egito, para ali habitar;

3. Mas Baruque, filho de Nerias, te incita contra nós, para entregar-nos na mão dos caldeus, para nos matarem, ou para nos levarem cativos para babilônia.

4. Não obedeceu, pois, Joanã, filho de Careá, nem nenhum de todos os capitães dos exércitos, nem o povo todo, à voz do SENHOR, para ficarem na terra de Judá.

5. Antes tomou Joanã, filho de Careá, e todos os capitães dos exércitos a todo o restante de Judá, que havia voltado dentre todas as nações, para onde haviam sido lançados, para morarem na terra de Judá;

6. Aos homens, e às mulheres, e aos meninos, e às filhas do rei, e a toda a alma que Nebuzaradã, capitão da guarda, deixara com Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã; como também a Jeremias, o profeta, e a Baruque, filho de Nerias;

7. E entraram na terra do Egito, porque não obedeceram à voz do SENHOR; e vieram até Tafnes.

8. Então veio a palavra do SENHOR a Jeremias, em Tafnes, dizendo:

9. Toma na tua mão pedras grandes, e esconde-as no barro, no forno que está à entrada da casa de Faraó, em Tafnes, perante os olhos dos homens de Judá,

10. E dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu enviarei, e tomarei a Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo, e porei o seu trono sobre estas pedras que escondi; e ele estenderá a sua tenda real sobre elas.

11. E virá, e ferirá a terra do Egito; entregando para a morte, quem é para a morte; e quem é para o cativeiro, para o cativeiro; e quem é para a espada, para a espada.

12. E lançarei fogo às casas dos deuses do Egito, e queimá-los-á, e levá-los-á cativos; e vestir-se-á da terra do Egito, como veste o pastor a sua roupa, e sairá dali em paz.

13. E quebrará as estátuas de Bete-Semes, que está na terra do Egito; e as casas dos deuses do Egito queimará a fogo.

1. A palavra que veio a Jeremias, acerca de todos os judeus, habitantes da terra do Egito, que habitavam em Migdol, e em Tafnes, e em Nofe, e na terra de Patros, dizendo:

2. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Vós vistes todo o mal que fiz vir sobre Jerusalém, e sobre todas as cidades de Judá; e eis que elas são hoje uma desolação, e ninguém habita nelas;

3. Por causa da maldade que fizeram, para me irarem, indo queimar incenso, e servir a deuses estranhos, que nunca conheceram, nem eles, nem vós, nem vossos pais.

4. E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora, não façais esta coisa abominável que odeio.

5. Mas eles não escutaram, nem inclinaram os seus ouvidos, para se converterem da sua maldade, para não queimarem incenso a outros deuses.

6. Derramou-se, pois, a minha indignação e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, e elas tornaram-se em deserto e em desolação, como hoje se vê.

7. Agora, pois, assim diz o SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel: Por que fazeis vós tão grande mal contra as vossas almas, para vos desarraigardes, ao homem e à mulher, à criança e ao que mama, do meio de Judá, a fim de não deixardes remanescente algum;

8. Irando-me com as obras de vossas mãos, queimando incenso a deuses estranhos na terra do Egito, aonde vós entrastes para lá habitar; para que a vós mesmos vos desarraigueis, e para que sirvais de maldição, e de opróbrio entre todas as nações da terra?

9. Esquecestes já as maldades de vossos pais, e as maldades dos reis de Judá, e as maldades de suas mulheres, e as vossas maldades, e as maldades de vossas mulheres, que cometeram na terra de Judá, e nas ruas de Jerusalém?

10. Não se humilharam até ao dia de hoje, nem temeram, nem andaram na minha lei, nem nos meus estatutos, que pus diante de vós e diante de vossos pais.

11. Portanto assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu ponho o meu rosto contra vós para mal, e para desarraigar a todo o Judá.

12. E tomarei os que restam de Judá, os quais puseram os seus rostos para entrarem na terra do Egito, para lá habitar e todos eles serão consumidos na terra do Egito; cairão à espada, e de fome morrerão; consumir-se-ão, desde o menor até ao maior; à espada e de fome morrerão; e servirão de execração, e de espanto, e de maldição, e de opróbrio.

13. Porque castigarei os que habitam na terra do Egito, como castiguei Jerusalém, com a espada, com a fome e com a peste.

14. De maneira que da parte remanescente de Judá, que entrou na terra do Egito, para lá habitar, não haverá quem escape e fique para tornar à terra de Judá, à qual eles suspiram voltar para nela morar; porém não tornarão senão uns fugitivos.

15. Então responderam a Jeremias todos os homens que sabiam que suas mulheres queimavam incenso a deuses estranhos, e todas as mulheres que estavam presentes em grande multidão, como também todo o povo que habitava na terra do Egito, em Patros, dizendo:

16. Quanto à palavra que nos anunciaste em nome do SENHOR, não obedeceremos a ti;

17. Mas certamente cumpriremos toda a palavra que saiu da nossa boca, queimando incenso à rainha dos céus, e oferecendo-lhe libações, como nós e nossos pais, nossos reis e nossos príncipes, temos feito, nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém; e então tínhamos fartura de pão, e andávamos alegres, e não víamos mal algum.

18. Mas desde que cessamos de queimar incenso à rainha dos céus, e de lhe oferecer libações, tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome.

19. E quando nós queimávamos incenso à rainha dos céus, e lhe oferecíamos libações, acaso lhe fizemos bolos, para a adorar, e oferecemos-lhe libações sem nossos maridos?

20. Então disse Jeremias a todo o povo, aos homens e às mulheres, e a todo o povo que lhe havia dado esta resposta, dizendo:

21. Porventura não se lembrou o SENHOR, e não lhe veio ao coração o incenso que queimastes nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, vós e vossos pais, vossos reis e vossos príncipes, como também o povo da terra?

22. De maneira que o SENHOR não podia por mais tempo sofrer a maldade das vossas ações, as abominações que cometestes; por isso se tornou a vossa terra em desolação, e em espanto, e em maldição, sem habitantes, como hoje se vê.

23. Porque queimastes incenso, e porque pecastes contra o SENHOR, e não obedecestes à voz do SENHOR, e na sua lei, e nos seus testemunhos não andastes, por isso vos sucedeu este mal, como se vê neste dia.

24. Disse mais Jeremias a todo o povo e a todas as mulheres: Ouvi a palavra do SENHOR, vós, todo o Judá, que estais na terra do Egito.

25. Assim fala o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, dizendo: Vós e vossas mulheres não somente falastes por vossa boca, senão também o cumpristes por vossas mãos, dizendo: Certamente cumpriremos os nossos votos que fizemos de queimar incenso à rainha dos céus e de lhe oferecer libações; confirmai, pois, os vossos votos, e perfeitamente cumpri-os.

26. Portanto ouvi a palavra do SENHOR, todo o Judá, que habitais na terra do Egito: Eis que eu juro pelo meu grande nome, diz o SENHOR, que nunca mais será pronunciado o meu nome pela boca de nenhum homem de Judá em toda a terra do Egito dizendo: Vive o Senhor DEUS!

27. Eis que velarei sobre eles para mal, e não para bem; e serão consumidos todos os homens de Judá, que estão na terra do Egito, pela espada e pela fome, até que de todo se acabem.

28. E os que escaparem da espada voltarão da terra do Egito à terra de Judá, poucos em número; e todo o restante de Judá, que entrou na terra do Egito, para habitar ali, saberá se subsistirá a minha palavra ou a sua.

29. E isto vos servirá de sinal, diz o SENHOR, que eu vos castigarei neste lugar, para que saibais que certamente subsistirão as minhas palavras contra vós para mal.

30. Assim diz o SENHOR: Eis que eu darei Faraó-Hofra, rei do Egito, na mão de seus inimigos, e na mão dos que procuram a sua morte; como entreguei Zedequias, rei de Judá, na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, seu inimigo, e que procurava a sua morte.

1. A palavra que Jeremias, o profeta, falou a Baruque, filho de Nerias, quando este escrevia, num livro, estas palavras, da boca de Jeremias, no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo:

2. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque:

3. Disseste: Ai de mim agora, porque me acrescentou o SENHOR tristeza sobre minha dor! Estou cansado do meu gemido, e não acho descanso.

4. Assim lhe dirás: Isto diz o SENHOR: Eis que o que edifiquei eu derrubo, e o que plantei eu arranco, e isso em toda esta terra.

5. E procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda a carne, diz o SENHOR; porém te darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores.

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Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 52 capítulos, e 1364 versículos.