Números

1. Depois partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão na altura de Jericó.

2. Vendo, pois, Balaque, filho de Zipor, tudo o que Israel fizera aos amorreus,

3. Moabe temeu muito diante deste povo, porque era numeroso; e Moabe andava angustiado por causa dos filhos de Israel.

4. Por isso Moabe disse aos anciãos dos midianitas: Agora lamberá esta congregação tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Naquele tempo Balaque, filho de Zipor, era rei dos moabitas.

5. Este enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito; eis que cobre a face da terra, e está parado defronte de mim.

6. Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; talvez o poderei ferir e lançar fora da terra; porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.

7. Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com o preço dos encantamentos nas suas mãos; e chegaram a Balaão, e disseram-lhe as palavras de Balaque.

8. E ele lhes disse: Passai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o SENHOR me falar; então os príncipes dos moabitas ficaram com Balaão.

9. E veio Deus a Balaão, e disse: Quem são estes homens que estão contigo?

10. E Balaão disse a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas, os enviou, dizendo:

11. Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem agora, amaldiçoa-o; porventura poderei pelejar contra ele e expulsá-lo.

12. Então disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto é bendito.

13. Então Balaão levantou-se pela manhã, e disse aos príncipes de Balaque: Ide à vossa terra, porque o SENHOR recusa deixar-me ir convosco.

14. E levantaram-se os príncipes dos moabitas, e vieram a Balaque, e disseram: Balaão recusou vir conosco.

15. Porém Balaque tornou a enviar mais príncipes, mais honrados do que aqueles.

16. Os quais foram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim.

17. Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo.

18. Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do SENHOR meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande;

19. Agora, pois, rogo-vos que também aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá.

20. Veio, pois, Deus a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que eu te disser.

21. Então Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi com os príncipes de Moabe.

22. E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia; e o anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário; e ele ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos com ele.

23. Viu, pois, a jumenta o anjo do SENHOR, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho, indo pelo campo; então Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.

24. Mas o anjo do SENHOR pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo uma parede de um e de outro lado.

25. Vendo, pois, a jumenta, o anjo do SENHOR, encostou-se contra a parede, e apertou contra a parede o pé de Balaão; por isso tornou a espancá-la.

26. Então o anjo do SENHOR passou mais adiante, e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.

27. E, vendo a jumenta o anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão.

28. Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?

29. E Balaão disse à jumenta: Por que zombaste de mim; quem dera tivesse eu uma espada na mão, porque agora te mataria.

30. E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.

31. Então o SENHOR abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do SENHOR, que estava no caminho e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face.

32. Então o anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim:

33. Porém a jumenta me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se desviasse de diante de mim, na verdade que eu agora te haveria matado, e a ela deixaria com vida.

34. Então Balaão disse ao anjo do SENHOR: Pequei, porque não sabia que estavas neste caminho para te opores a mim; e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.

35. E disse o anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens; mas somente a palavra que eu falar a ti, esta falarás. Assim Balaão se foi com os príncipes de Balaque.

36. Ouvindo, pois, Balaque que Balaão vinha, saiu-lhe ao encontro até à cidade de Moabe, que está no termo de Arnom, na extremidade do termo dele.

37. E Balaque disse a Balaão: Porventura não enviei diligentemente a chamar-te? Por que não vieste a mim? Não posso eu na verdade honrar-te?

38. Então Balaão disse a Balaque: Eis que eu tenho vindo a ti; porventura poderei eu agora de alguma forma falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca essa falarei.

39. E Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote.

40. Então Balaque matou bois e ovelhas; e deles enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.

41. E sucedeu que, pela manhã Balaque tomou a Balaão, e o fez subir aos altos de Baal, e viu ele dali a última parte do povo.

1. Então Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.

2. Fez, pois, Balaque como Balaão dissera: e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar.

3. Então Balaão disse a Balaque: Fica-te junto do teu holocausto, e eu irei; porventura o SENHOR me sairá ao encontro, e o que me mostrar te notificarei. Então foi a um lugar alto.

4. E encontrando-se Deus com Balaão, este lhe disse: Preparei sete altares, e ofereci um novilho e um carneiro sobre cada altar.

5. Então o SENHOR pôs a palavra na boca de Balaão, e disse: Torna-te para Balaque, e assim falarás.

6. E tornando para ele, eis que estava junto do seu holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas.

7. Então proferiu a sua parábola, e disse: De Arã, me mandou trazer Balaque, rei dos moabitas, das montanhas do oriente, dizendo: Vem, amaldiçoa-me a Jacó; e vem, denuncia a Israel.

8. Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como denunciarei, quando o SENHOR não denuncia?

9. Porque do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo; eis que este povo habitará só, e entre as nações não será contado.

10. Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu.

11. Então disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que inteiramente os abençoaste.

12. E ele respondeu, e disse: Porventura não terei cuidado de falar o que o SENHOR pôs na minha boca?

13. Então Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, de onde o verás; verás somente a última parte dele, mas a todo ele não verás; e amaldiçoa-mo dali.

14. Assim o levou consigo ao campo de Zofim, ao cume de Pisga; e edificou sete altares, e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.

15. Então disse a Balaque: Fica aqui junto do teu holocausto, e eu irei ali ao encontro do SENHOR.

16. E, encontrando-se o SENHOR com Balaão, pôs uma palavra na sua boca, e disse: Torna para Balaque, e assim falarás.

17. E, vindo a ele, eis que estava junto do holocausto, e os príncipes dos moabitas com ele; disse-lhe pois Balaque: Que coisa falou o SENHOR?

18. Então proferiu a sua parábola, e disse: Levanta-te, Balaque, e ouve; inclina os teus ouvidos a mim, filho de Zipor.

19. Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?

20. Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar.

21. Não viu iniqüidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó; o SENHOR seu Deus é com ele, e no meio dele se ouve a aclamação de um rei.

22. Deus os tirou do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem.

23. Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem realizado!

24. Eis que o povo se levantará como leoa, e se erguerá como leão; não se deitará até que coma a presa, e beba o sangue dos mortos.

25. Então Balaque disse a Balaão: Nem o amaldiçoarás, nem o abençoarás.

26. Porém Balaão respondeu, e disse a Balaque: Não te falei eu, dizendo: Tudo o que o SENHOR falar isso farei?

27. Disse mais Balaque a Balaão: Ora vem, e te levarei a outro lugar; porventura bem parecerá aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes.

28. Então Balaque levou Balaão consigo ao cume de Peor, que dá para o lado do deserto.

29. Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.

30. Balaque, pois, fez como dissera Balaão; e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.

1. Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não se foi esta vez como antes ao encontro dos encantamentos; mas voltou o seu rosto para o deserto.

2. E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, que estava acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus.

3. E proferiu a sua parábola, e disse: Fala, Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;

4. Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, o que vê a visão do Todo-Poderoso; que cai, e se lhe abrem os olhos:

5. Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó, as tuas moradas, ó Israel!

6. Como ribeiros se estendem, como jardins à beira dos rios; como árvores de sândalo o SENHOR os plantou, como cedros junto às águas;

7. De seus baldes manarão águas, e a sua semente estará em muitas águas; e o seu rei se erguerá mais do que Agague, e o seu reino será exaltado.

8. Deus o tirou do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará.

9. Encurvou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem.

10. Então a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas; e Balaque disse a Balaão: Para amaldiçoar os meus inimigos te tenho chamado; porém agora já três vezes os abençoaste inteiramente.

11. Agora, pois, foge para o teu lugar; eu tinha dito que te honraria grandemente; mas eis que o SENHOR te privou desta honra.

12. Então Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo:

13. Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia ir além da ordem do SENHOR, fazendo bem ou mal de meu próprio coração; o que o SENHOR falar, isso falarei eu?

14. Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias.

15. Então proferiu a sua parábola, e disse: Fala Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;

16. Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos.

17. Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete.

18. E Edom será uma possessão, e Seir, seus inimigos, também será uma possessão; pois Israel fará proezas.

19. E dominará um de Jacó, e matará os que restam das cidades.

20. E vendo os amalequitas, proferiu a sua parábola, e disse: Amaleque é a primeira das nações; porém o seu fim será a destruição.

21. E vendo os quenitas, proferiu a sua parábola, e disse: Firme está a tua habitação, e puseste o teu ninho na penha.

22. Todavia o quenita será consumido, até que Assur te leve por prisioneiro.

23. E, proferindo ainda a sua parábola, disse: Ai, quem viverá, quando Deus fizer isto?

24. E as naus virão das costas de Quitim e afligirão a Assur; também afligirão a Éber; que também será para destruição.

25. Então Balaão levantou-se, e se foi, e voltou ao seu lugar, e também Balaque se foi pelo seu caminho.

1. E Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.

2. Elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses.

3. Juntando-se, pois, Israel a Baal-peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel.

4. Disse o SENHOR a Moisés: Toma todos os cabeças do povo, e enforca-os ao SENHOR diante do sol, e o ardor da ira do SENHOR se retirará de Israel.

5. Então Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os seus homens que se juntaram a Baal-peor.

6. E eis que veio um homem dos filhos de Israel, e trouxe a seus irmãos uma midianita, à vista de Moisés, e à vista de toda a congregação dos filhos de Israel, chorando eles diante da tenda da congregação.

7. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacerdote, se levantou do meio da congregação, e tomou uma lança na sua mão;

8. E foi após o homem israelita até à tenda, e os atravessou a ambos, ao homem israelita e à mulher, pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel.

9. E os que morreram daquela praga foram vinte e quatro mil.

10. Então o SENHOR falou a Moisés, dizendo:

11. Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois foi zeloso com o meu zelo no meio deles; de modo que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel.

12. Portanto dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz;

13. E ele, e a sua descendência depois dele, terá a aliança do sacerdócio perpétuo, porquanto teve zelo pelo seu Deus, e fez expiação pelos filhos de Israel.

14. E o nome do israelita, que foi morto com a midianita, era Zimri, filho de Salu, príncipe da casa paterna dos simeonitas.

15. E o nome da mulher midianita morta era Cosbi, filha de Zur, cabeça do povo da casa paterna entre os midianitas.

16. Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

17. Afligireis os midianitas e os ferireis,

18. Porque eles vos afligiram a vós com os seus enganos com que vos enganaram no caso de Peor, e no caso de Cosbi, filha do príncipe dos midianitas, irmã deles, que foi morta no dia da praga no caso de Peor.

1. Aconteceu, pois, que, depois daquela praga, falou o SENHOR a Moisés, e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, dizendo:

2. Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais; todos os que em Israel podem sair à guerra.

3. Falaram-lhes, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, nas campinas de Moabe, junto ao Jordão na altura de Jericó, dizendo:

4. Conta o povo da idade de vinte anos para cima, como o SENHOR ordenara a Moisés e aos filhos de Israel, que saíram do Egito.

5. Rúben, o primogênito de Israel; os filhos de Rúben: de Enoque, a família dos enoquitas; de Palu, a família dos paluítas;

6. De Hezrom, a família dos hezronitas; de Carmi, a família dos carmitas.

7. Estas são as famílias dos rubenitas; e os que foram deles contados foram quarenta e três mil e setecentos e trinta.

8. E os filhos de Palu, Eliabe;

9. E os filhos de Eliabe, Nemuel, e Datã, e Abirão: estes, Datã e Abirão, foram os do conselho da congregação, que contenderam contra Moisés e contra Arão no grupo de Coré, quando rebelaram contra o SENHOR;

10. E a terra abriu a sua boca, e os tragou com Coré, quando morreu aquele grupo; quando o fogo consumiu duzentos e cinqüenta homens, os quais serviram de advertência.

11. Mas os filhos de Coré não morreram.

12. Os filhos de Simeão, segundo as suas famílias: de Nemuel, a família dos nemuelitas; de Jamim, a família dos jaminitas; de Jaquim, a família dos jaquinitas;

13. De Zerá, a família dos zeraítas; de Saul, a família dos saulitas.

14. Estas são as famílias dos simeonitas, vinte e dois mil e duzentos.

15. Os filhos de Gade, segundo as suas gerações; de Zefom, a família dos zefonitas; de Hagi, a família dos hagitas; de Suni, a família dos sunitas;

16. De Ozni, a família dos oznitas; de Eri, a família dos eritas;

17. De Arode, a família dos aroditas; de Areli, a família dos arelitas.

18. Estas são as famílias dos filhos de Gade, segundo os que foram deles contados, quarenta mil e quinhentos.

19. Os filhos de Judá, Er e Onã; mas Er e Onã morreram na terra de Canaã.

20. Assim os filhos de Judá foram segundo as suas famílias; de Selá, a família dos selanitas; de Perez, a família dos perezitas; de Zerá, a família dos zeraítas.

21. E os filhos de Perez foram: de Hezrom, a família dos hezronitas; de Hamul, a família dos hamulitas.

22. Estas são as famílias de Judá, segundo os que foram deles contados, setenta e seis mil e quinhentos.

23. Os filhos de Issacar, segundo as suas famílias, foram: de Tola, a família dos tolaítas; de Puva, a família dos puvitas;

24. De Jasube, a família dos jasubitas; de Sinrom, a família dos sinronitas.

25. Estas são as famílias de Issacar, segundo os que foram deles contados, sessenta e quatro mil e trezentos.

26. Os filhos de Zebulom, segundo as suas famílias, foram: de Serede, a família dos sereditas; de Elom, a família dos elonitas; de Jaleel, a família dos jaleelitas.

27. Estas são as famílias dos zebulonitas, segundo os que foram deles contados, sessenta mil e quinhentos.

28. Os filhos de José segundo as suas famílias, foram Manassés e Efraim.

29. Os filhos de Manassés foram; de Maquir, a família dos maquiritas; e Maquir gerou a Gileade; de Gileade, a família dos gileaditas.

30. Estes são os filhos de Gileade; de Jezer, a família dos jezeritas; de Heleque, a família dos helequitas;

31. E de Asriel, a família dos asrielitas; e de Siquém, a família dos siquemitas;

32. E de Semida, a família dos semidaítas; e de Hefer, a família dos heferitas.

33. Porém, Zelofeade, filho de Hefer, não tinha filhos, senão filhas; e os nomes das filhas de Zelofeade foram Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza.

34. Estas são as famílias de Manassés; e os que foram deles contados, foram cinqüenta e dois mil e setecentos.

35. Estes são os filhos de Efraim, segundo as suas famílias: de Sutela, a família dos sutelaítas; de Bequer, a família dos bequeritas; de Taã, a família dos taanitas.

36. E estes são os filhos de Sutela: de Erã, a família dos eranitas.

37. Estas são as famílias dos filhos de Efraim, segundo os que foram deles contados, trinta e dois mil e quinhentos; estes são os filhos de José, segundo as suas famílias.

38. Os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias: de Belá, a família dos belaítas; de Asbel, a família dos asbelitas; de Airã, a família dos airamitas;

39. De Sufã, a família dos sufamitas; de Hufã, a família dos hufamitas.

40. E os filhos de Belá foram Arde e Naamã; de Arde, a família dos arditas; de Naamã, a família dos naamanitas.

41. Estes são os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias; e os que foram deles contados, foram quarenta e cinco mil e seiscentos.

42. Estes são os filhos de , segundo as suas famílias; de Suã, a família dos suamitas. Estas são as famílias de , segundo as suas famílias.

43. Todas as famílias dos suamitas, segundo os que foram deles contados, foram sessenta e quatro mil e quatrocentos.

44. Os filhos de Aser, segundo as suas famílias, foram: de Imna, a família dos imnaítas; de Isvi, a família dos isvitas; de Berias, a família dos beriítas.

45. Dos filhos de Berias, foram; de Héber, a família dos heberitas; de Malquiel, a família dos malquielitas.

46. E o nome da filha de Aser foi Sera.

47. Estas são as famílias dos filhos de Aser, segundo os que foram deles contados, cinqüenta e três mil e quatrocentos.

48. Os filhos de Naftali, segundo as suas famílias; de Jazeel, a família dos jazeelitas; de Guni, a família dos gunitas;

49. De Jezer, a família dos jezeritas; de Silém, a família dos silemitas.

50. Estas são as famílias de Naftali, segundo as suas famílias; e os que foram deles contados, foram quarenta e cinco mil e quatrocentos.

51. Estes são os que foram contados dos filhos de Israel, seiscentos e um mil e setecentos e trinta.

52. E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

53. A estes se repartirá a terra em herança, segundo o número dos nomes.

54. Aos muitos aumentarás a sua herança, e aos poucos diminuirás a sua herança; a cada um se dará a sua herança, segundo os que foram deles contados.

55. Todavia a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais a herdarão.

56. Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles entre as tribos de muitos e as de poucos.

57. E estes são os que foram contados dos levitas, segundo as suas famílias: de Gérson, a família dos gersonitas; de Coate, a família dos coatitas; de Merari, a família dos meraritas.

58. Estas são as famílias de Levi: a família dos libnitas, a família dos hebronitas, a família dos malitas, a família dos musitas, a família dos coreítas. E Coate gerou a Anrão.

59. E o nome da mulher de Anrão era Joquebede, filha de Levi, a qual nasceu a Levi no Egito; e de Anrão ela teve Arão, e Moisés, e Miriã, irmã deles.

60. E a Arão nasceram Nadabe, Abiú, Eleazar, e Itamar.

61. Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o SENHOR.

62. E os que deles foram contados eram vinte e três mil, todo o homem da idade de um mês para cima; porque estes não foram contados entre os filhos de Israel, porquanto não lhes foi dada herança entre os filhos de Israel.

63. Estes são os que foram contados por Moisés e Eleazar, o sacerdote, que contaram os filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão na direção de Jericó.

64. E entre estes nenhum houve dos que foram contados por Moisés e Arão, o sacerdote, quando contaram aos filhos de Israel no deserto de Sinai.

65. Porque o SENHOR dissera deles que certamente morreriam no deserto; e nenhum deles ficou senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.

1. E chegaram as filhas de Zelofeade, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José; e estes são os nomes delas; Maalá, Noa, Hogla, Milca, e Tirza;

2. E apresentaram-se diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda a congregação, à porta da tenda da congregação, dizendo:

3. Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se congregaram contra o SENHOR no grupo de Coré; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos.

4. Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.

5. E Moisés levou a causa delas perante o SENHOR.

6. E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

7. As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas.

8. E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então fareis passar a sua herança à sua filha.

9. E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a seus irmãos.

10. Porém, se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.

11. Se também seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança a seu parente, àquele que lhe for o mais chegado da sua família, para que a possua; isto aos filhos de Israel será por estatuto de direito, como o SENHOR ordenou a Moisés.

12. Depois disse o SENHOR a Moisés: Sobe a este monte de Abarim, e vê a terra que tenho dado aos filhos de Israel.

13. E, tendo-a visto, então serás recolhido ao teu povo, assim como foi recolhido teu irmão Arão;

14. Porquanto, no deserto de Zim, na contenda da congregação, fostes rebeldes ao meu mandado de me santificar nas águas diante dos seus olhos (estas são as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim).

15. Então falou Moisés ao SENHOR, dizendo:

16. O SENHOR, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação,

17. Que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor.

18. Então disse o SENHOR a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe a tua mão sobre ele.

19. E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe as tuas ordens na presença deles.

20. E põe sobre ele da tua glória, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel.

21. E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o SENHOR; conforme a sua palavra sairão, e conforme a sua palavra entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação.

22. E fez Moisés como o SENHOR lhe ordenara; porque tomou a Josué, e apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação;

23. E sobre ele impôs as suas mãos, e lhe deu ordens, como o SENHOR falara por intermédio de Moisés.

1. Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

2. Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Da minha oferta, do meu alimento para as minhas ofertas queimadas, do meu cheiro suave, tereis cuidado, para me oferecê-las ao seu tempo determinado.

3. E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao SENHOR: dois cordeiros de um ano, sem defeito, cada dia, em contínuo holocausto;

4. Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás à tarde;

5. E a décima parte de um efa de flor de farinha em oferta de alimentos, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido.

6. Este é o holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, em cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR.

7. E a sua libação será a quarta parte de um him para um cordeiro; no santuário, oferecerás a libação de bebida forte ao SENHOR.

8. E o outro cordeiro sacrificarás à tarde, como a oferta de alimentos da manhã, e como a sua libação o oferecerás em oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR.

9. Porém, no dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de alimentos, com a sua libação.

10. Holocausto é de cada sábado, além do holocausto contínuo, e a sua libação.

11. E nos princípios dos vossos meses oferecereis, em holocausto ao SENHOR, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito;

12. E três décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um novilho; e duas décimas de flor de farinha misturada com azeite, em oferta de alimentos, para um carneiro.

13. E uma décima de flor de farinha misturada com azeite em oferta de alimentos, para um cordeiro; holocausto é de cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR.

14. E as suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano.

15. Também um bode para expiação do pecado ao SENHOR, além do holocausto contínuo, com a sua libação se oferecerá.

16. Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês, é a páscoa do SENHOR.

17. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; sete dias se comerão pães ázimos.

18. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis;

19. Mas oferecereis oferta queimada em holocausto ao SENHOR, dois novilhos e um carneiro, e sete cordeiros de um ano; eles serão sem defeito.

20. E a sua oferta de alimentos será de flor de farinha misturada com azeite; oferecereis três décimas para um novilho, e duas décimas para um carneiro.

21. Para cada um dos sete cordeiros oferecereis uma décima;

22. E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação por vós.

23. Estas coisas oferecereis, além do holocausto da manhã, que é o holocausto contínuo.

24. Segundo este modo, cada dia oferecereis, por sete dias, o alimento da oferta queimada em cheiro suave ao SENHOR; além do holocausto contínuo se oferecerá isto com a sua libação.

25. E no sétimo dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.

26. Semelhantemente, tereis santa convocação no dia das primícias, quando oferecerdes oferta nova de alimentos ao SENHOR, segundo as vossas semanas; nenhum trabalho servil fareis.

27. Então oferecereis ao SENHOR por holocausto, em cheiro suave, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano;

28. E a sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azei-te: três décimas para um novilho, duas décimas para um carneiro;

29. E uma décima, para cada um dos sete cordeiros;

30. Um bode para fazer expiação por vós.

31. Além do holocausto contínuo, e a sua oferta de alimentos, os oferecereis (ser-vos-ão eles sem defeito) com as suas libações.

1. Semelhantemente, tereis santa convocação no sétimo mês, no primeiro dia do mês; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de sonido de trombetas.

2. Então por holocausto, em cheiro suave ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito.

3. E pela sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite, três décimas para o novilho, e duas décimas para o carneiro,

4. E uma décima para cada um dos sete cordeiros.

5. E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação por vós;

6. Além do holocausto do mês, e a sua oferta de alimentos, e o holocausto contínuo, e a sua oferta de alimentos, com as suas libações, segundo o seu estatuto, em cheiro suave, oferta queimada ao SENHOR.

7. E no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis.

8. Mas por holocausto, em cheiro suave ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano; eles serão sem defeito.

9. E, pela sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite, três décimas para o novilho, duas décimas para o carneiro,

10. E uma décima para cada um dos sete cordeiros;

11. Um bode para expiação do pecado, além da expiação do pecado pelas propiciações, e do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos com as suas libações.

12. Semelhantemente, aos quinze dias deste sétimo mês tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas sete dias celebrareis festa ao SENHOR.

13. E, por holocausto em oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR, oferecereis treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano; todos eles sem defeito.

14. E, pela sua oferta de alimentos de flor de farinha misturada com azeite, três décimas para cada um dos treze novilhos, duas décimas para cada carneiro, entre os dois carneiros;

15. E uma décima para cada um dos catorze cordeiros;

16. E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de alimentos e a sua libação;

17. Depois, no segundo dia, doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;

18. E a sua oferta de alimentos e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto;

19. E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e das suas libações.

20. E, no terceiro dia, onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;

21. E as suas ofertas de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto;

22. E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos e da sua libação.

23. E, no quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;

24. A sua oferta de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto;

25. E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e da sua libação.

26. E, no quinto dia, nove novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, sem defeito.

27. E a sua oferta de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto;

28. E um bode para expiação do pecado além do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos e da sua libação.

29. E, no sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;

30. E a sua oferta de alimentos, e as suas libações para os bezerros, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto;

31. E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e da sua libação.

32. E, no sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito.

33. E a sua oferta de alimentos, e as suas libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o seu estatuto,

34. E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, da sua oferta de alimentos e da sua libação.

35. No oitavo dia tereis dia de solenidade; nenhum trabalho servil fareis;

36. E por holocausto em oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR oferecereis um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito;

37. A sua oferta de alimentos e as suas libações para o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto.

38. E um bode para expiação do pecado, além do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos e da sua libação.

39. Estas coisas fareis ao SENHOR nas vossas solenidades além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, com os vossos holocaustos, e com as vossas ofertas de alimentos, e com as vossas libações, e com as vossas ofertas pacíficas.

40. E falou Moisés aos filhos de Israel, conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés.

1. E falou Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o SENHOR tem ordenado.

2. Quando um homem fizer voto ao SENHOR, ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará.

3. Também quando uma mulher, na sua mocidade, estando ainda na casa de seu pai, fizer voto ao SENHOR, e com obrigação se ligar,

4. E seu pai ouvir o seu voto e a sua obrigação, com que ligou a sua alma; e seu pai se calar para com ela, todos os seus votos serão válidos; e toda a obrigação com que ligou a sua alma, será válida.

5. Mas se seu pai lhe tolher no dia que tal ouvir, todos os seus votos e as suas obrigações com que tiver ligado a sua alma, não serão válidos; mas o SENHOR lhe perdoará, porquanto seu pai lhos tolheu.

6. E se ela for casada, e for obrigada a alguns votos, ou à pronunciação dos seus lábios, com que tiver ligado a sua alma;

7. E seu marido o ouvir, e se calar para com ela no dia em que o ouvir, os seus votos serão válidos; e as suas obrigações com que ligou a sua alma, serão válidas.

8. Mas se seu marido lhe tolher no dia em que o ouvir, e anular o seu voto a que estava obrigada, como também a pronunciação dos seus lábios, com que ligou a sua alma; o SENHOR lhe perdoará.

9. No tocante ao voto da viúva, ou da repudiada, tudo com que ligar a sua alma, sobre ela será válido.

10. Porém se fez voto na casa de seu marido, ou ligou a sua alma com obrigação de juramento;

11. E seu marido o ouviu, e se calou para com ela, e não lho tolheu, todos os seus votos serão válidos, e toda a obrigação, com que ligou a sua alma, será válida.

12. Porém se seu marido lhos anulou no dia em que os ouviu; tudo quanto saiu dos seus lábios, quer dos seus votos, quer da obrigação da sua alma, não será válido; seu marido lhos anulou, e o SENHOR lhe perdoará.

13. Todo o voto, e todo o juramento de obrigação, para humilhar a alma, seu marido o confirmará, ou anulará.

14. Porém se seu marido, de dia em dia, se calar inteiramente para com ela, então confirma todos os seus votos e todas as suas obrigações, que estiverem sobre ela; confirmado lhos tem, porquanto se calou para com ela no dia em que o ouviu.

15. Porém se de todo lhos anular depois que o ouviu, então ele levará a iniqüidade dela.

16. Estes são os estatutos que o SENHOR ordenou a Moisés entre o marido e sua mulher; entre o pai e sua filha, na sua mocidade, em casa de seu pai.

1. E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

2. Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois recolhido serás ao teu povo.

3. Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armem-se alguns de vós para a guerra, e saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do SENHOR contra eles.

4. Mil de cada tribo, entre todas as tribos de Israel, enviareis à guerra.

5. Assim foram dados, dos milhares de Israel, mil de cada tribo; doze mil armados para a peleja.

6. E Moisés os mandou à guerra, mil de cada tribo, e com eles Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, com os vasos do santuário, e com as trombetas do alarido na sua mão.

7. E pelejaram contra os midianitas, como o SENHOR ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens.

8. Mataram também, além dos que já haviam sido mortos, os reis dos midianitas: a Evi, e a Requém, e a Zur, e a Hur, e a Reba, cinco reis dos midianitas; também a Balaão, filho de Beor, mataram à espada.

9. Porém, os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais e todo o seu gado, e todos os seus bens.

10. E queimaram a fogo todas as suas cidades com todas as suas habitações e todos os seus acampamentos.

11. E tomaram todo o despojo e toda a presa de homens e de animais.

12. E trouxeram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e à congregação dos filhos de Israel, os cativos, e a presa, e o despojo, para o arraial, nas campinas de Moabe, que estão junto ao Jordão, na altura de Jericó.

13. Porém Moisés e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação, saíram a recebê-los fora do arraial.

14. E indignou-se Moisés grandemente contra os oficiais do exército, capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham do serviço da guerra.

15. E Moisés disse-lhes: Deixastes viver todas as mulheres?

16. Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR.

17. Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele.

18. Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós.

19. E alojai-vos sete dias fora do arraial; qualquer que tiver matado alguma pessoa, e qualquer que tiver tocado algum morto, ao terceiro dia, e ao sétimo dia vos purificareis, a vós e a vossos cativos.

20. Também purificareis toda a roupa, e toda a obra de peles, e toda a obra de pêlos de cabras, e todo o utensílio de madeira.

21. E disse Eleazar, o sacerdote, aos homens da guerra, que foram à peleja: Este é o estatuto da lei que o SENHOR ordenou a Moisés.

22. Contudo o ouro, e a prata, o cobre, o ferro, o estanho, e o chumbo,

23. Toda a coisa que pode resistir ao fogo, fareis passar pelo fogo, para que fique limpa, todavia se purificará com a água da purificação; mas tudo que não pode resistir ao fogo, fareis passar pela água.

24. Também lavareis as vossas roupas ao sétimo dia, para que fiqueis limpos; e depois entrareis no arraial.

25. Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

26. Faze a soma da presa que foi tomada, de homens e de animais, tu e Eleazar, o sacerdote, e os cabeças das casas dos pais da congregação,

27. E divide a presa em duas metades, entre os que se armaram para a peleja, e saíram à guerra, e toda a congregação.

28. Então para o SENHOR tomarás o tributo dos homens de guerra, que saíram a esta peleja, de cada quinhentos uma alma, dos homens, e dos bois, e dos jumentos e das ovelhas.

29. Da sua metade o tomareis, e o dareis ao sacerdote Eleazar, para a oferta alçada do SENHOR.

30. Mas, da metade dos filhos de Israel, tomarás um de cada cinqüenta, um dos homens, dos bois, dos jumentos, e das ovelhas, e de todos os animais; e os darás aos levitas que têm cuidado da guarda do tabernáculo do SENHOR.

31. E fizeram Moisés e Eleazar, o sacerdote, como o SENHOR ordenara a Moisés.

32. Foi a presa, restante do despojo que tomaram os homens de guerra, seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas;

33. E setenta e dois mil bois;

34. E sessenta e um mil jumentos;

35. E, das mulheres que não conheceram homem algum, deitando-se com ele, todas as almas foram trinta e duas mil.

36. E a metade, que era a porção dos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas.

37. E das ovelhas, o tributo para o SENHOR foi de seiscentas e setenta e cinco.

38. E foram os bois trinta e seis mil; e o seu tributo para o SENHOR setenta e dois.

39. E foram os jumentos trinta mil e quinhentos; e o seu tributo para o SENHOR sessenta e um.

40. E houve de pessoas dezesseis mil; e o seu tributo para o SENHOR trinta e duas pessoas.

41. E deu Moisés a Eleazar, o sacerdote, o tributo da oferta alçada do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés.

42. E da metade dos filhos de Israel que Moisés separara da dos homens que pelejaram,

43. (A metade para a congregação foi, das ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas;

44. E dos bois trinta e seis mil;

45. E dos jumentos trinta mil e quinhentos;

46. E das pessoas humanas dezesseis mil).

47. Desta metade dos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinqüenta, de homens e de animais, e os deu aos levitas, que tinham cuidado da guarda do tabernáculo do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés.

48. Então chegaram-se a Moisés os oficiais que estavam sobre os milhares do exército, os chefes de mil e os chefes de cem;

49. E disseram a Moisés: Teus servos tomaram a soma dos homens de guerra que estiveram sob as nossas ordens; e não falta nenhum de nós.

50. Por isso trouxemos uma oferta ao SENHOR, cada um o que achou, objetos de ouro, cadeias, ou manilhas, anéis, arrecadas, e colares, para fazer expiação pelas nossas almas perante o SENHOR.

51. Assim Moisés e Eleazar, o sacerdote, receberam deles o ouro, sendo todos os objetos bem trabalhados.

52. E foi todo o ouro da oferta alçada, que ofereceram ao SENHOR, dezesseis mil e setecentos e cinqüenta siclos, dos chefes de mil e dos chefes de cem

53. (Pois cada um dos homens de guerra, tinha tomado presa para si).

54. Receberam, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, o ouro dos chefes de mil e dos chefes de cem, e o levaram à tenda da congregação, por memorial para os filhos de Israel perante o SENHOR.

1. E os filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham gado em grande quantidade; e viram a terra de Jazer, e a terra de Gileade, e eis que o lugar era lugar de gado.

2. Vieram, pois, os filhos de Gade, e os filhos de Rúben e falaram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e aos chefes da congregação, dizendo:

3. Atarote, e Dibom, e Jazer, e Ninra, e Hesbom, e Eleale, e Sebã, e Nebo, e Beom,

4. A terra que o SENHOR feriu diante da congregação de Israel, é terra para gado, e os teus servos têm gado.

5. Disseram mais: Se achamos graça aos teus olhos, dê-se esta terra aos teus servos em possessão; e não nos faças passar o Jordão.

6. Porém Moisés disse aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à peleja, e ficareis vós aqui?

7. Por que, pois, desencorajais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que o SENHOR lhes tem dado?

8. Assim fizeram vossos pais, quando os mandei de Cades-Barnéia, a ver esta terra.

9. Chegando eles até ao vale de Escol, e vendo esta terra, desencorajaram o coração dos filhos de Israel, para que não entrassem na terra que o SENHOR lhes tinha dado.

10. Então a ira do SENHOR se acendeu naquele mesmo dia, e jurou dizendo:

11. Que os homens, que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó! porquanto não perseveraram em seguir-me;

12. Exceto Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, e Josué, filho de Num, porquanto perseveraram em seguir ao SENHOR.

13. Assim se acendeu a ira do SENHOR contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto quarenta anos até que se consumiu toda aquela geração, que fizera mal aos olhos do SENHOR.

14. E eis que vós, uma geração de homens pecadores, vos levantastes em lugar de vossos pais, para ainda mais acrescentar o furor da ira do SENHOR contra Israel.

15. Se vós vos virardes de segui-lo, também ele os deixará de novo no deserto, e destruireis a todo este povo.

16. Então chegaram-se a ele, e disseram: Edificaremos currais aqui para o nosso gado, e cidades para as nossas crianças;

17. Porém nós nos armaremos, apressando-nos adiante dos de Israel, até que os levemos ao seu lugar; e ficarão as nossas crianças nas cidades fortes por causa dos moradores da terra.

18. Não voltaremos para nossas casas; até que os filhos de Israel estejam de posse, cada um, da sua herança.

19. Porque não herdaremos com eles além do Jordão, nem mais adiante; porquanto nós já temos a nossa herança aquém do Jordão, ao oriente.

20. Então Moisés lhes disse: Se isto fizerdes assim, se vos armardes à guerra perante o SENHOR;

21. E cada um de vós, armado, passar o Jordão perante o SENHOR, até que haja lançado fora os seus inimigos de diante dele,

22. E a terra esteja subjugada perante o SENHOR; então voltareis e sereis inculpáveis perante o SENHOR e perante Israel; e esta terra vos será por possessão perante o SENHOR;

23. E se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar.

24. Edificai cidades para as vossas crianças, e currais para as vossas ovelhas; e fazei o que saiu da vossa boca.

25. Então falaram os filhos de Gade, e os filhos de Rúben a Moisés, dizendo: Como ordena meu senhor, assim farão teus servos.

26. As nossas crianças, as nossas mulheres, o nosso gado, e todos os nossos animais estarão aí nas cidades de Gileade.

27. Mas os teus servos passarão, cada um armado para a guerra, a pelejar perante o SENHOR, como tem falado o meu senhor.

28. Então Moisés deu ordem acerca deles a Eleazar, o sacerdote, e a Josué filho de Num, e aos cabeças das casas dos pais das tribos dos filhos de Israel.

29. E disse-lhes Moisés: Se os filhos de Gade e os filhos de Rúben passarem convosco o Jordão, armado cada um para a guerra, perante o SENHOR, e a terra estiver subjugada diante de vós, em possessão lhes dareis a terra de Gileade.

30. Porém, se não passarem armados convosco, terão possessões entre vós, na terra de Canaã.

31. E responderam os filhos de Gade e os filhos de Rúben, dizendo: O que o SENHOR falou a teus servos, isso faremos.

32. Nós passaremos, armados, perante o SENHOR, à terra de Canaã, e teremos a possessão de nossa herança aquém do Jordão.

33. Assim deu-lhes Moisés, aos filhos de Gade, e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Siom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã; a terra com as suas cidades nos seus termos, e as cidades ao seu redor.

34. E os filhos de Gade edificaram a Dibom, e Atarote, e Aroer;

35. E Atarote-Sofã, e Jazer, e Jogbeá;

36. E Bete-Ninra, e Bete-Harã, cidades fortes; e currais de ovelhas.

37. E os filhos de Rúben edificaram a Hesbom, e Eleale, e Quiriataim;

38. E Nebo, e Baal-Meom, mudando-lhes o nome, e Sibma; e os nomes das cidades que edificaram chamaram por outros nomes.

39. E os filhos de Maquir, filho de Manassés, foram-se para Gileade, e a tomaram; e daquela possessão expulsaram os amorreus que estavam nela.

40. Assim Moisés deu Gileade a Maquir, filho de Manassés, o qual habitou nela.

41. E foi Jair, filho de Manassés, e tomou as suas aldeias; e chamou-as Havote-Jair.

42. E foi Nobá, e tomou a Quenate com as suas aldeias; e chamou-a Nobá, segundo o seu próprio nome.

Você está lendo Números na edição ACF, Almeida Corrigida e Revisada Fiel, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 36 capítulos, e 1288 versículos.