Salmos

1. Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.

2. Quanto a mim, os meus pés quase resvalaram; pouco faltou para que os meus passos escorregassem.

3. Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios.

4. Não há apertos na sua morte; o seu corpo é forte e sadio.

5. Não se acham em tribulações como outra gente, nem são afligidos como os demais homens.

6. Pelo que a soberba lhes cinge o pescoço como um colar; a violência os cobre como um vestido.

7. Os olhos deles estão inchados de gordura; trasbordam as fantasias do seu coração.

8. Motejam e falam maliciosamente; falam arrogantemente da opressão.

9. Põem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra.

10. Pelo que o povo volta para eles e não acha neles falta alguma.

11. E dizem: Como o sabe Deus? e: Há conhecimento no Altíssimo?

12. Eis que estes são ímpios; sempre em segurança, aumentam as suas riquezas.

13. Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência,

14. pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã.

15. Se eu tivesse dito: Também falarei assim; eis que me teria havido traiçoeiramente para com a geração de teus filhos.

16. Quando me esforçava para compreender isto, achei que era tarefa difícil para mim,

17. até que entrei no santuário de Deus; então percebi o fim deles.

18. Certamente tu os pões em lugares escorregadios, tu os lanças para a ruína.

19. Como caem na desolação num momento! ficam totalmente consumidos de terrores.

20. Como faz com um sonho o que acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás as suas fantasias.

21. Quando o meu espírito se amargurava, e sentia picadas no meu coração,

22. estava embrutecido, e nada sabia; era como animal diante de ti.

23. Todavia estou sempre contigo; tu me seguras a mão direita.

24. Tu me guias com o teu conselho, e depois me receberás em glória.

25. A quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.

26. A minha carne e o meu coração desfalecem; do meu coração, porém, Deus é a fortaleza, e o meu quinhão para sempre.

27. Pois os que estão longe de ti perecerão; tu exterminas todos aqueles que se desviam de ti.

28. Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; ponho a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as suas obras.

1. Ó Deus, por que nos rejeitaste para sempre? Por que se acende a tua ira contra o rebanho do teu pasto?

2. Lembra-te da tua congregação, que compraste desde a antigüidade, que remiste para ser a tribo da tua herança, e do monte Sião, em que tens habitado.

3. Dirige os teus passos para as perpétuas ruínas, para todo o mal que o inimigo tem feito no santuário.

4. Os teus inimigos bramam no meio da tua assembléia; põem nela as suas insígnias por sinais.

5. A entrada superior cortaram com machados a grade de madeira.

6. Eis que toda obra entalhada, eles a despedaçaram a machados e martelos.

7. Lançaram fogo ao teu santuário; profanaram, derrubando-a até o chão, a morada do teu nome.

8. Disseram no seu coração: Despojemo-la duma vez. Queimaram todas as sinagogas de Deus na terra.

9. Não vemos mais as nossas insígnias, não há mais profeta; nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará.

10. Até quando, ó Deus, o adversário afrontará? O inimigo ultrajará o teu nome para sempre?

11. Por que reténs a tua mão, sim, a tua destra? Tira-a do teu seio, e consome-os.

12. Todavia, Deus é o meu Rei desde a antigüidade, operando a salvação no meio da terra.

13. Tu dividiste o mar pela tua força; esmigalhaste a cabeça dos monstros marinhos sobre as águas.

14. Tu esmagaste as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto.

15. Tu abriste fontes e ribeiros; tu secaste os rios perenes.

16. Teu é o dia e tua é a noite: tu preparaste a luz e o sol.

17. Tu estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno, tu os fizeste.

18. Lembra-te disto: que o inimigo te afrontou, ó Senhor, e que um povo insensato ultrajou o teu nome.

19. Não entregues às feras a alma da tua rola; não te esqueça para sempre da vida dos teus aflitos.

20. Atenta para o teu pacto, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios das moradas de violência.

21. Não volte envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.

22. Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o insensato te faz continuamente.

23. Não te esqueças da gritaria dos teus adversários; o tumulto daqueles que se levantam contra ti sobe continuamente.

1. Damos-te graças, ó Deus, damos-te graças, pois o teu nome está perto; os que invocam o teu nome anunciam as tuas maravilhas.

2. Quando chegar o tempo determinado, julgarei retamente.

3. Dissolve-se a terra e todos os seus moradores, mas eu lhe fortaleci as colunas.

4. Digo eu aos arrogantes: Não sejais arrogantes; e aos ímpios: Não levanteis a fronte;

5. não levanteis ao alto a vossa fronte, nem faleis com arrogância.

6. Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação.

7. Mas Deus é o que julga; a um abate, e a outro exalta.

8. Porque na mão do Senhor há um cálice, cujo vinho espuma, cheio de mistura, do qual ele dá a beber; certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes.

9. Mas, quanto a mim, exultarei para sempre, cantarei louvores ao Deus de Jacó.

10. E quebrantarei todas as forças dos ímpios, mas as forças dos justos serão exaltadas.

1. Conhecido é Deus em Judá, grande é o seu nome em Israel.

2. Em Salém está a sua tenda, e a sua morada em Sião.

3. Ali quebrou ele as flechas do arco, o escudo, a espada, e a guerra.

4. Glorioso és tu, mais majestoso do que os montes eternos.

5. Os ousados de coração foram despojados; dormiram o seu último sono; nenhum dos homens de força pôde usar as mãos.

6. À tua repreensão, ó Deus de Jacó, cavaleiros e cavalos ficaram estirados sem sentidos.

7. Tu, sim, tu és tremendo; e quem subsistirá à tua vista, quando te irares?

8. Desde o céu fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou,

9. quando Deus se levantou para julgar, para salvar a todos os mansos da terra.

10. Na verdade a cólera do homem redundará em teu louvor, e do restante da cólera tu te cingirás.

11. Fazei votos, e pagai-os ao Senhor, vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que deve ser temido.

12. Ele ceifará o espírito dos príncipes; é tremendo para com os reis da terra.

1. Levanto a Deus a minha voz; a Deus levanto a minha voz, para que ele me ouça.

2. No dia da minha angústia busco ao Senhor; de noite a minha mão fica estendida e não se cansa; a minha alma recusa ser consolada.

3. Lembro-me de Deus, e me lamento; queixo-me, e o meu espírito desfalece.

4. Conservas vigilantes os meus olhos; estou tão perturbado que não posso falar.

5. Considero os dias da antigüidade, os anos dos tempos passados.

6. De noite lembro-me do meu cântico; consulto com o meu coração, e examino o meu espírito.

7. Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?

8. Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se a sua promessa para todas as gerações

9. Esqueceu-se Deus de ser compassivo? Ou na sua ira encerrou ele as suas ternas misericórdias?

10. E eu digo: Isto é minha enfermidade; acaso se mudou a destra do Altíssimo?

11. Recordarei os feitos do Senhor; sim, me lembrarei das tuas maravilhas da antigüidade.

12. Meditarei também em todas as tuas obras, e ponderarei os teus feitos poderosos

13. O teu caminho, ó Deus, é em santidade; que deus é grande como o nosso Deus?

14. Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu tens feito notória a tua força entre os povos.

15. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José.

16. As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram.

17. As nuvens desfizeram-se em água; os céus retumbaram; as tuas flechas também correram de uma para outra parte.

18. A voz do teu trovão estava no redemoinho; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.

19. Pelo mar foi teu caminho, e tuas veredas pelas grandes águas; e as tuas pegadas não foram conhecidas.

20. Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.

1. Escutai o meu ensino, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.

2. Abrirei a minha boca numa parábola; proporei enigmas da antigüidade,

3. coisas que temos ouvido e sabido, e que nossos pais nos têm contado.

4. Não os encobriremos aos seus filhos, cantaremos às gerações vindouras os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que tem feito.

5. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, as quais coisas ordenou aos nossos pais que as ensinassem a seus filhos;

6. para que as soubesse a geração vindoura, os filhos que houvesse de nascer, os quais se levantassem e as contassem a seus filhos,

7. a fim de que pusessem em Deus a sua esperança, e não se esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos;

8. e que não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração de coração instável, cujo espírito não foi fiel para com Deus.

9. Os filhos de Efraim, armados de arcos, retrocederam no dia da peleja.

10. Não guardaram o pacto de Deus, e recusaram andar na sua lei;

11. esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver.

12. Maravilhas fez ele à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.

13. Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como um montão.

14. Também os guiou de dia por uma nuvem, e a noite toda por um clarão de fogo.

15. Fendeu rochas no deserto, e deu-lhes de beber abundantemente como de grandes abismos.

16. Da penha fez sair fontes, e fez correr águas como rios.

17. Todavia ainda prosseguiram em pecar contra ele, rebelando-se contra o Altíssimo no deserto.

18. E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo comida segundo o seu apetite.

19. Também falaram contra Deus, dizendo: Poderá Deus porventura preparar uma mesa no deserto? Acaso fornecerá carne para o seu povo?

20. Pelo que o Senhor, quando os ouviu, se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e a sua ira subiu contra Israel;

21. Pelo que o Senhor, quando os ouviu, se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e a sua ira subiu contra Israel;

22. porque não creram em Deus nem confiaram na sua salvação.

23. Contudo ele ordenou às nuvens lá em cima, e abriu as portas dos céus;

24. fez chover sobre eles maná para comerem, e deu-lhes do trigo dos céus.

25. Cada um comeu o pão dos poderosos; ele lhes mandou comida em abundância.

26. Fez soprar nos céus o vento do oriente, e pelo seu poder trouxe o vento sul.

27. Sobre eles fez também chover carne como poeira, e aves de asas como a areia do mar;

28. e as fez cair no meio do arraial deles, ao redor de suas habitações.

29. Então comeram e se fartaram bem, pois ele lhes trouxe o que cobiçavam.

30. Não refrearam a sua cobiça. Ainda lhes estava a comida na boca,

31. quando a ira de Deus se levantou contra eles, e matou os mais fortes deles, e prostrou os escolhidos de Israel.

32. Com tudo isso ainda pecaram, e não creram nas suas maravilhas.

33. Pelo que consumiu os seus dias como um sopro, e os seus anos em repentino terror.

34. Quando ele os fazia morrer, então o procuravam; arrependiam-se, e de madrugada buscavam a Deus.

35. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor.

36. Todavia lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam.

37. Pois o coração deles não era constante para com ele, nem foram eles fiéis ao seu pacto.

38. Mas ele, sendo compassivo, perdoou a sua iniqüidade, e não os destruiu; antes muitas vezes desviou deles a sua cólera, e não acendeu todo o seu furor.

39. Porque se lembrou de que eram carne, um vento que passa e não volta.

40. Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto, e o ofenderam no ermo!

41. Voltaram atrás, e tentaram a Deus; e provocaram o Santo de Israel.

42. Não se lembraram do seu poder, nem do dia em que os remiu do adversário,

43. nem de como operou os seus sinais no Egito, e as suas maravilhas no campo de Zoã,

44. convertendo em sangue os seus rios, para que não pudessem beber das suas correntes.

45. Também lhes mandou enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram.

46. Entregou às lagartas as novidades deles, e o fruto do seu trabalho aos gafanhotos.

47. Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros com chuva de pedra.

48. Também entregou à saraiva o gado deles, e aos coriscos os seus rebanhos.

49. E atirou sobre eles o ardor da sua ira, o furor, a indignação, e a angústia, qual companhia de anjos destruidores.

50. Deu livre curso à sua ira; não os poupou da morte, mas entregou a vida deles à pestilência.

51. Feriu todo primogênito no Egito, primícias da força deles nas tendas de Cam.

52. Mas fez sair o seu povo como ovelhas, e os guiou pelo deserto como a um rebanho.

53. Guiou-os com segurança, de sorte que eles não temeram; mas aos seus inimigos, o mar os submergiu.

54. Sim, conduziu-os até a sua fronteira santa, até o monte que a sua destra adquirira.

55. Expulsou as nações de diante deles; e dividindo suas terras por herança, fez habitar em suas tendas as tribos de Israel.

56. Contudo tentaram e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos.

57. Mas tornaram atrás, e portaram-se aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco traiçoeiro.

58. Pois o provocaram à ira com os seus altos, e o incitaram a zelos com as suas imagens esculpidas.

59. Ao ouvir isso, Deus se indignou, e sobremodo abominou a Israel.

60. Pelo que desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda da sua morada entre os homens,

61. dando a sua força ao cativeiro, e a sua glória à mão do inimigo.

62. Entregou o seu povo à espada, e encolerizou-se contra a sua herança.

63. Aos seus mancebos o fogo devorou, e suas donzelas não tiveram cântico nupcial.

64. Os seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não fizeram pranto.

65. Então o Senhor despertou como dum sono, como um valente que o vinho excitasse.

66. E fez recuar a golpes os seus adversários; infligiu-lhes eterna ignomínia.

67. Além disso, rejeitou a tenda de José, e não escolheu a tribo de Efraim;

68. antes escolheu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.

69. Edificou o seu santuário como os lugares elevados, como a terra que fundou para sempre.

70. Também escolheu a Davi, seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas;

71. de após as ovelhas e suas crias o trouxe, para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.

72. E ele os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou com a perícia de suas mãos.

1. Ó Deus, as nações invadiram a tua herança; contaminaram o teu santo templo; reduziram Jerusalém a ruínas.

2. Deram os cadáveres dos teus servos como pastos às aves dos céus, e a carne dos teus santos aos animais da terra.

3. Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os sepultasse.

4. Somos feitos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que estão em redor de nós.

5. Até quando, Senhor? Indignar-te-ás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo?

6. Derrama o teu furor sobre as nações que não te conhecem, e sobre os reinos que não invocam o teu nome;

7. porque eles devoraram a Jacó, e assolaram a sua morada.

8. Não te lembres contra nós das iniqüidades de nossos pais; venha depressa ao nosso encontro a tua compaixão, pois estamos muito abatidos.

9. Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; livra-nos, e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.

10. Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Torne-se manifesta entre as nações, à nossa vista, a vingança do sangue derramado dos teus servos.

11. Chegue à tua presença o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço, preserva aqueles que estão condenados à morte.

12. E aos nossos vizinhos, deita-lhes no regaço, setuplicadamente, a injúria com que te injuriaram, Senhor.

13. Assim nós, teu povo ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração publicaremos os teus louvores.

1. Ó pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho, que estás entronizado sobre os querubins, resplandece.

2. Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos.

3. Reabilita-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos.

4. Ó Senhor Deus dos exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo?

5. Tu os alimentaste com pão de lágrimas, e lhes deste a beber lágrimas em abundância.

6. Tu nos fazes objeto de escárnio entre os nossos vizinhos; e os nossos inimigos zombam de nós entre si.

7. Reabilita-nos, ó Deus dos exércitos; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos.

8. Trouxeste do Egito uma videira; lançaste fora as nações, e a plantaste.

9. Preparaste-lhe lugar; e ela deitou profundas raízes, e encheu a terra.

10. Os montes cobriram-se com a sua sombra, e os cedros de Deus com os seus ramos.

11. Ela estendeu a sua ramagem até o mar, e os seus rebentos até o Rio.

12. Por que lhe derrubaste as cercas, de modo que a vindimam todos os que passam pelo caminho?

13. O javali da selva a devasta, e as feras do campo alimentam-se dela.

14. Ó Deus dos exércitos, volta-te, nós te rogamos; atende do céu, e vê, e visita esta videira,

15. a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti.

16. Está queimada pelo fogo, está cortada; eles perecem pela repreensão do teu rosto.

17. Seja a tua mão sobre o varão da tua destra, sobre o filho do homem que fortificaste para ti.

18. E não nos afastaremos de ti; vivifica-nos, e nós invocaremos o teu nome.

19. Reabilita-nos, Senhor Deus dos exércitos; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos.

1. Cantai alegremente a Deus, nossa fortaleza; erguei alegres vozes ao Deus de Jacó.

2. Entoai um salmo, e fazei soar o adufe, a suave harpa e o saltério.

3. Tocai a trombeta pela lua nova, pela lua cheia, no dia da nossa festa.

4. Pois isso é um estatuto para Israel, e uma ordenança do Deus de Jacó.

5. Ordenou-o por decreto em José, quando saiu contra a terra do Egito. Ouvi uma voz que não conhecia, dizendo:

6. Livrei da carga o seu ombro; as suas mãos ficaram livres dos cestos.

7. Na angústia clamaste e te livrei; respondi-te no lugar oculto dos trovões; provei-te junto às águas de Meribá.

8. Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei; ó Israel, se me escutasses!

9. não haverá em ti deus estranho, nem te prostrarás ante um deus estrangeiro.

10. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e eu a encherei.

11. Mas o meu povo não ouviu a minha voz, e Israel não me quis.

12. Pelo que eu os entreguei à obstinação dos seus corações, para que andassem segundo os seus próprios conselhos.

13. Oxalá me escutasse o meu povo! oxalá Israel andasse nos meus caminhos!

14. Em breve eu abateria os seus inimigos, e voltaria a minha mão contra os seus adversários.

15. Os que odeiam ao Senhor o adulariam, e a sorte deles seria eterna.

16. E eu te sustentaria com o trigo mais fino; e com o mel saído da rocha eu te saciaria.

1. Deus está na assembléia divina; julga no meio dos deuses:

2. Até quando julgareis injustamente, e tereis respeito às pessoas dos ímpios?

3. Fazei justiça ao pobre e ao órfão; procedei retamente com o aflito e o desamparado.

4. Livrai o pobre e o necessitado, livrai-os das mãos dos ímpios.

5. Eles nada sabem, nem entendem; andam vagueando às escuras; abalam-se todos os fundamentos da terra.

6. Eu disse: Vós sois deuses, e filhos do Altíssimo, todos vós.

7. Todavia, como homens, haveis de morrer e, como qualquer dos príncipes, haveis de cair.

8. Levanta-te, ó Deus, julga a terra; pois a ti pertencem todas as nações.

1. Ó Deus, não guardes silêncio; não te cales nem fiques impassível, ó Deus.

2. Pois eis que teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça.

3. Astutamente formam conselho contra o teu povo, e conspiram contra os teus protegidos.

4. Dizem eles: Vinde, e apaguemo-los para que não sejam nação, nem seja lembrado mais o nome de Israel.

5. Pois à uma se conluiam; aliam-se contra ti

6. as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos,

7. Gebal, Amom e Amaleque, e a Filístia com os habitantes de tiro.

8. Também a Assíria se ligou a eles; eles são o braço forte dos filhos de .

9. Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim junto ao rio Quisom,

10. os quais foram destruídos em En-Dor; tornaram-se esterco para a terra.

11. Faze aos seus nobres como a Orebe e a Zeebe; e a todos os seus príncipes como a Zebá e a Zalmuna,

12. que disseram: Tomemos para nós as pastagens de Deus.

13. Deus meu, faze-os como um turbilhão de pó, como a palha diante do vento.

14. Como o fogo queima um bosque, e como a chama incedeia as montanhas,

15. assim persegue-os com a tua tempestade, e assombra-os com o teu furacão.

16. Cobre-lhes o rosto de confusão, de modo que busquem o teu nome, Senhor.

17. Sejam envergonhados e conturbados perpetuamente; sejam confundidos, e pereçam,

18. para que saibam que só tu, cujo nome é o Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.

1. Quão amável são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos!

2. A minha alma suspira! sim, desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.

3. Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu.

4. Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente.

5. Bem-aventurados os homens cuja força está em ti, em cujo coração os caminhos altos.

6. Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; e a primeira chuva o cobre de bênçãos.

7. Vão sempre aumentando de força; cada um deles aparece perante Deus em Sião.

8. Senhor Deus dos exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!

9. Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.

10. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade.

11. Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.

12. Ó Senhor dos exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.

1. Mostraste favor, Senhor, à tua terra; fizeste regressar os cativos de Jacó.

2. Perdoaste a iniqüidade do teu povo; cobriste todos os seus pecados.

3. Retraíste toda a tua cólera; refreaste o ardor da tua ira.

4. Restabelece-nos, ó Deus da nossa salvação, e faze cessar a tua indignação contra nós.

5. Estarás para sempre irado contra nós? estenderás a tua ira a todas as gerações?

6. Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se regozije em ti?

7. Mostra-nos, Senhor, a tua benignidade, e concede-nos a tua salvação.

8. Escutarei o que Deus, o Senhor, disser; porque falará de paz ao seu povo, e aos seus santos, contanto que não voltem à insensatez.

9. Certamente que a sua salvação está perto daqueles que o temem, para que a glória habite em nossa terra.

10. A benignidade e a fidelidade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.

11. A fidelidade brota da terra, e a justiça olha desde o céu.

12. O Senhor dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto.

13. A justiça irá adiante dele, marcando o caminho com as suas pegadas.

1. Inclina, Senhor, os teus ouvidos, e ouve-me, porque sou pobre e necessitado.

2. Preserva a minha vida, pois sou piedoso; o Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia.

3. Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo o dia todo.

4. Alegra a alma do teu servo, pois a ti, Senhor, elevo a minha alma.

5. Porque tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.

6. Dá ouvidos, Senhor, à minha oração, e atende à voz das minhas súplicas.

7. No dia da minha angústia clamo a ti, porque tu me respondes.

8. Entre os deuses nenhum há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas.

9. Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome.

10. Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe o meu coração para temer o teu nome.

11. Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, de todo o meu coração, e glorificarei o teu nome para sempre.

12. Pois grande é a tua benignidade para comigo, e livraste a minha alma das profundezas do Seol.

13. Pois grande é a tua benignidade para comigo, e livraste a minha alma das profundezas do Seol.

14. Ó Deus, os soberbos têm-se levantado contra mim, e um bando de homens violentos procura tirar-me a vida; eles não te puseram diante dos seus olhos.

15. Mas tu, Senhor, és um Deus compassivo e benigno, longânimo, e abundante em graça e em fidelidade.

16. Volta-te para mim, e compadece-te de mim; dá a tua força ao teu servo, e a salva o filho da tua serva.

17. Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam aqueles que me odeiam, e sejam envergonhados, por me haveres tu, Senhor, ajuntado e confortado.

1. O fundamento dela está nos montes santos.

2. O Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó.

3. Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus.

4. Farei menção de Raabe e de Babilônia dentre os que me conhecem; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este nasceu ali.

5. Sim, de Sião se dirá: Este e aquele nasceram ali; e o próprio Altíssimo a estabelecerá.

6. O Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu ali.

7. Tanto os cantores como os que tocam instrumentos dirão: Todas as minhas fontes estão em ti.

1. Ó Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti.

2. Chegue à tua presença a minha oração, inclina os teus ouvidos ao meu clamor;

3. porque a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima do Seol.

4. Já estou contado com os que descem à cova; estou como homem sem forças,

5. atirado entre os finados; como os mortos que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras, e que são desamparados da tua mão.

6. Puseste-me na cova mais profunda, em lugares escuros, nas profundezas.

7. Sobre mim pesa a tua cólera; tu me esmagaste com todas as tuas ondas.

8. Apartaste de mim os meus conhecidos, fizeste-me abominável para eles; estou encerrado e não posso sair.

9. Os meus olhos desfalecem por causa da aflição. Clamo a ti todo dia, Senhor, estendendo-te as minhas mãos.

10. Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para te louvar?

11. Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade no Abadom?

12. Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento?

13. Eu, porém, Senhor, clamo a ti; de madrugada a minha oração chega à tua presença.

14. Senhor, por que me rejeitas? por que escondes de mim a tua face?

15. Estou aflito, e prestes a morrer desde a minha mocidade; sofro os teus terrores, estou desamparado.

16. Sobre mim tem passado a tua ardente indignação; os teus terrores deram cabo de mim.

17. Como águas me rodeiam todo o dia; cercam-me todos juntos.

18. Aparte de mim amigos e companheiros; os meus conhecidos se acham nas trevas.

1. Cantarei para sempre as benignidades do Senhor; com a minha boca proclamarei a todas as gerações a tua fidelidade.

2. Digo, pois: A tua benignidade será renovada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo:

3. Fiz um pacto com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi:

4. Estabelecerei para sempre a tua descendência, e firmarei o teu trono por todas as gerações.

5. Os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, e a tua fidelidade na assembléia dos santos.

6. Pois quem no firmamento se pode igualar ao Senhor? Quem entre os filhos de Deus é semelhante ao Senhor,

7. um Deus sobremodo tremendo na assembléia dos santos, e temível mais do que todos os que estão ao seu redor?

8. Ó Senhor, Deus dos exércitos, quem é poderoso como tu, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ti?

9. Tu dominas o ímpio do mar; quando as suas ondas se levantam tu as fazes aquietar.

10. Tu abateste a Raabe como se fora ferida de morte; com o teu braço poderoso espalhaste os teus inimigos.

11. São teus os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.

12. O norte e o sul, tu os criaste; o Tabor e o Hermom regozijam-se em teu nome.

13. Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevado a tua destra.

14. Justiça e juízo são a base do teu trono; benignidade e verdade vão adiante de ti.

15. Bem-aventurado o povo que conhece o som festivo, que anda, ó Senhor, na luz da tua face,

16. que se regozija em teu nome todo o dia, e na tua justiça é exaltado.

17. Pois tu és a glória da sua força; e pelo teu favor será exaltado o nosso poder.

18. Porque o Senhor é o nosso escudo, e o Santo de Israel é o nosso Rei.

19. Naquele tempo falaste em visão ao teu santo, e disseste: Coloquei a coroa num homem poderoso; exaltei um escolhido dentre o povo.

20. Achei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi.

21. A minha mão será sempre com ele, e o meu braço o fortalecerá.

22. O inimigo não o surpreenderá, nem o filho da perversidade o afligirá.

23. Eu esmagarei diante dele os seus adversários, e aos que o odeiam abaterei.

24. A minha fidelidade, porém, e a minha benignidade estarão com ele, e em meu nome será exaltado o seu poder.

25. Porei a sua mão sobre o mar, e a sua destra sobre os rios.

26. Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação.

27. Também lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei o mais excelso dos reis da terra.

28. Conservar-lhe-ei para sempre a minha benignidade, e o meu pacto com ele ficará firme.

29. Farei que subsista para sempre a sua descendência, e o seu trono como os dias dos céus.

30. Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nas minhas ordenanças,

31. se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos,

32. então visitarei com vara a sua transgressão, e com açoites a sua iniqüidade.

33. Mas não lhe retirarei totalmente a minha benignidade, nem faltarei com a minha fidelidade.

34. Não violarei o meu pacto, nem alterarei o que saiu dos meus lábios.

35. Uma vez para sempre jurei por minha santidade; não mentirei a Davi.

36. A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim;

37. será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto o céu durar.

38. Mas tu o repudiaste e rejeitaste, tu estás indignado contra o teu ungido.

39. Desprezaste o pacto feito com teu servo; profanaste a sua coroa, arrojando-a por terra.

40. Derribaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações.

41. Todos os que passam pelo caminho o despojam; tornou-se objeto de opróbrio para os seus vizinhos.

42. Exaltaste a destra dos seus adversários; fizeste com que todos os seus inimigos se regozijassem.

43. Embotaste o fio da sua espada, e não o sustentaste na peleja;

44. fizeste cessar o seu esplendor, e arrojaste por terra o seu trono;

45. abreviaste os dias da sua mocidade; cobriste-o de vergonha.

46. Até quando, Senhor? Esconder-te-ás para sempre? Até quando arderá a tua ira como fogo?

47. Lembra-te de quão breves são os meus dias; de quão efêmeros criaste todos os filhos dos homens!

48. Que homem há que viva e não veja a morte? ou que se livre do poder do Seol?

49. Senhor, onde estão as tuas antigas benignidades, que juraste a Davi na tua fidelidade?

50. Lembre-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos; e de como trago no meu peito os insultos de todos os povos poderosos,

51. com que os teus inimigos, ó Senhor, têm difamado, com que têm difamado os passos do teu ungido.

52. Bendito seja o Senhor para sempre. Amém e amém.

Você está lendo Salmos na edição AA, Almeida Revisada Imprensa Bíblica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 150 capítulos, e 2461 versículos.