1 Reis

1. Roboão foi a Siquém, onde todos os israelitas tinham se reunido para proclamá-lo rei.

2. Assim que Jeroboão, filho de Nebate, que estava no Egito fugindo do rei Salomão, soube disso, voltou de lá.

3. E mandaram chamá-lo. Então ele e toda a assembléia de Israel foram ao encontro de Roboão e disseram:

4. "Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos".

5. Roboão respondeu: "Voltem a mim daqui a três dias". Então o povo foi embora.

6. O rei Roboão perguntou às autoridades que haviam servido ao seu pai Salomão durante a vida dele: "Como vocês me aconselham a responder a este povo? "

7. Eles responderam: "Se hoje fores um servo desse povo e servi-lo, dando-lhe uma resposta favorável, eles sempre serão teus servos".

8. Roboão, contudo, rejeitou o conselho que as autoridades de Israel lhe tinham dito e consultou os jovens que haviam crescido com ele e o estavam servindo.

9. Perguntou-lhes: "Qual é o conselho de vocês? Como devemos responder a este povo que me diz: ‘Diminui o jugo que teu pai colocou sobre nós’? "

10. Os jovens que haviam crescido com ele responderam: "A este povo que te disse: ‘Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado; torna-o mais leve’ — dize: ‘Meu dedo mínimo é mais grosso do que a cintura do meu pai.

11. Pois bem, meu pai lhes impôs um jugo pesado; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos’ ".

12. Três dias depois, Jeroboão e todo o povo voltaram a Roboão, segundo a orientação dada pelo rei: "Voltem a mim daqui a três dias".

13. Mas o rei lhes respondeu asperamente. Rejeitando o conselho das autoridades de Israel,

14. seguiu o conselho dos jovens e disse: "Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos".

15. E o rei não ouviu o povo, pois esta mudança nos acontecimentos vinha da parte do Senhor, para que se cumprisse a palavra que o Senhor havia falado a Jeroboão, filho de Nebate, por meio do silonita Aías.

16. Quando todo o Israel viu que o rei se recusava a ouvi-los, responderam ao rei: "Que temos em comum com Davi? Que temos em comum com o filho de Jessé? Para as suas tendas, ó Israel! Cuide da sua própria casa, ó Davi! " E assim os israelitas foram para as suas casas.

17. Quanto, porém, aos israelitas que moravam nas cidades de Judá, Roboão continuou como rei deles.

18. O rei Roboão enviou Adonirão, chefe de trabalhos forçados, mas todo o Israel o apedrejou até à morte. O rei, contudo, conseguiu subir em sua carruagem e fugir para Jerusalém.

19. Desta forma Israel se rebelou contra a dinastia de Davi, e assim permanece até hoje.

20. Quando todos os israelitas souberam que Jeroboão tinha voltado, mandaram chamá-lo para a reunião da comunidade e o fizeram rei sobre todo o Israel. Somente a tribo de Judá permaneceu leal à dinastia de Davi.

21. Quando Roboão chegou em Jerusalém, convocou cento e oitenta mil homens de combate, das tribos de Judá e de Benjamim, para guerrearem contra Israel e recuperarem o reino para Roboão, filho de Salomão.

22. Entretanto, veio esta palavra de Deus a Semaías, homem de Deus:

23. "Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, às tribos de Judá e Benjamim, e ao restante do povo:

24. ‘Assim diz o Senhor: Não saiam à guerra contra os seus irmãos israelitas. Voltem para casa, todos vocês, pois fui eu que fiz isso’ ". E eles obedeceram à palavra do Senhor e voltaram para as suas casas, conforme o Senhor tinha ordenado.

25. Jeroboão fortificou Siquém, nos montes de Efraim, onde passou a morar. Depois ele saiu e fortificou Peniel.

26. Jeroboão pensou: "O reino agora provavelmente voltará para a dinastia de Davi.

27. Se esse povo subir a Jerusalém para oferecer sacrifícios no templo do Senhor, novamente dedicarão sua lealdade ao senhor deles, Roboão, rei de Judá. Eles vão me matar e voltar para o rei Roboão".

28. Depois de aconselhar-se, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: "Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito".

29. Mandou por um bezerro em Betel, e o outro em .

30. E isso veio a ser um pecado, pois o povo ia até para adorar aquele bezerro.

31. Jeroboão construiu altares idólatras e designou sacerdotes dentre o povo, apesar de não serem levitas.

32. Instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, semelhante à festa realizada em Judá, e ofereceu sacrifícios no altar. Ele fez isso em Betel, onde também sacrificou aos bezerros que havia feito. Também estabeleceu lá sacerdotes nos seus altares idólatras.

33. No dia quinze do oitavo mês, data que ele mesmo escolheu, ofereceu sacrifícios no altar que havia construído em Betel. Assim ele instituiu a festa para os israelitas e foi ao altar para queimar incenso.

1. Por ordem do Senhor um homem de Deus foi de Judá a Betel, quando Jeroboão estava de pé junto ao altar para queimar incenso.

2. Ele clamou contra o altar, segundo a ordem do Senhor: "Ó altar, ó altar! Assim diz o Senhor: ‘Um filho nascerá na família de Davi e se chamará Josias. Sobre você ele sacrificará os sacerdotes dos altares idólatras que agora queimam incenso aqui, e ossos humanos serão queimados sobre você’ ".

3. Naquele mesmo dia o homem de Deus deu um sinal: "Este é o sinal que o Senhor declarou: O altar se fenderá, e as cinzas que estão sobre ele se derramarão".

4. Quando o rei Jeroboão ouviu o que o homem de Deus proclamava contra o altar de Betel, apontou para ele e ordenou: "Prendam-no! " Mas o braço que ele tinha estendido ficou paralisado, e não voltava ao normal.

5. Além disso, o altar se fendeu, e as suas cinzas se derramaram, conforme o sinal dado pelo homem de Deus por ordem do Senhor.

6. Então o rei disse ao homem de Deus: "Interceda junto ao Senhor, o seu Deus, e ore por mim para que meu braço se recupere". O homem de Deus intercedeu junto ao Senhor, e o braço do rei recuperou-se e voltou ao normal.

7. O rei disse ao homem de Deus: "Venha à minha casa e coma algo, e eu o recompensarei".

8. Mas o homem de Deus respondeu ao rei: "Mesmo que me desse a metade dos seus bens, eu não iria com você, nem comeria nem beberia nada neste lugar.

9. Pois recebi estas ordens pela palavra do Senhor: ‘Não coma pão nem beba água nem volte pelo mesmo caminho por onde veio’ ".

10. Por isso, quando ele voltou, não foi pelo caminho pelo qual tinha vindo a Betel.

11. Ora, havia um certo profeta, já idoso, morando em Betel. Seus filhos lhe contaram tudo o que o homem de Deus havia feito naquele dia e também o que ele dissera ao rei.

12. O pai lhes perguntou: "Por qual caminho ele foi? " E os seus filhos lhe mostraram por onde tinha ido o homem de Deus que viera de Judá.

13. Então disse aos filhos: "Selem o jumento para mim". E, depois de selarem o jumento, ele montou

14. e cavalgou à procura do homem de Deus, até que o encontrou sentado embaixo da Grande Árvore. E lhe perguntou: "Você é o homem de Deus que veio de Judá? " "Sou", respondeu.

15. Então o profeta lhe disse: "Venha à minha casa, comer alguma coisa".

16. O homem de Deus disse: "Não posso ir com você, nem posso comer pão ou beber água neste lugar.

17. A palavra do Senhor deu-me esta ordem: ‘Não coma pão nem beba água lá, nem volte pelo mesmo caminho por onde você foi’ ".

18. O profeta idoso respondeu: "Eu também sou profeta como você. E um anjo me disse por ordem do Senhor: ‘Faça-o voltar com você para a sua casa para que coma pão e beba água’ ". Mas ele estava mentindo.

19. E o homem de Deus voltou com ele e foi comer e beber em sua casa.

20. Enquanto ainda estavam sentados à mesa, a palavra do Senhor veio ao profeta idoso que o havia feito voltar.

21. Ele bradou ao homem de Deus que tinha vindo de Judá: "Assim diz o Senhor: ‘Você desafiou a palavra do Senhor e não obedeceu à ordem que o Senhor, o seu Deus, lhe deu.

22. Você voltou e comeu pão e bebeu água no lugar onde ele lhe falou que não comesse nem bebesse. Por isso o seu corpo não será sepultado no túmulo dos seus antepassados’ ".

23. Quando o homem de Deus acabou de comer e beber, o outro profeta selou seu jumento para ele.

24. No caminho, um leão o atacou e o matou, e o seu corpo ficou estendido no chão, ao lado do leão e do jumento.

25. Algumas pessoas que passaram viram o cadáver estendido ali, com o leão ao lado, e foram dar a notícia na cidade onde o profeta idoso vivia.

26. Quando o outro profeta soube disso, exclamou: "É o homem de Deus que desafiou a palavra do Senhor! O Senhor o entregou ao leão, que o feriu e o matou, conforme a palavra do Senhor o tinha advertido".

27. O profeta disse aos seus filhos: "Selem o jumento para mim", e eles o fizeram.

28. Ele foi e encontrou o cadáver caído no caminho, com o jumento e o leão ao seu lado. O leão não tinha comido o corpo nem ferido o jumento.

29. O profeta apanhou o corpo do homem de Deus, colocou-o sobre o jumento, e o levou de volta para Betel, a fim de chorar por ele e sepultá-lo.

30. Ele o pôs no seu próprio túmulo, e lamentaram por ele, exclamando: "Ah, meu irmão! "

31. Depois de sepultá-lo, disse aos seus filhos: "Quando eu morrer, enterrem-me no túmulo onde está sepultado o homem de Deus; ponham os meus ossos ao lado dos ossos dele.

32. Pois a mensagem que declarou por ordem do Senhor contra o altar de Betel e contra todos os altares idólatras das cidades de Samaria certamente se cumprirá".

33. Mesmo depois disso Jeroboão não mudou o seu mau procedimento, mas continuou a nomear dentre o povo sacerdotes para os altares idólatras. Ele consagrava para esses altares todo aquele que quisesse tornar-se sacerdote.

34. Esse foi o pecado da família de Jeroboão, que levou à sua queda e à sua eliminação da face da terra.

1. Naquela época, Abias, filho de Jeroboão, ficou doente,

2. e este disse à sua mulher: "Use um disfarce para não ser reconhecida como a mulher de Jeroboão, e vá a Siló, onde vive o profeta Aías, aquele que me disse que eu seria rei sobre este povo.

3. Leve para ele dez pães, alguns bolos e uma garrafa de mel. Ele lhe dirá o que vai acontecer com o menino".

4. A mulher de Jeroboão atendeu o seu pedido e foi à casa de Aías, em Siló. Ora, Aías já não conseguia enxergar; tinha ficado cego por causa da idade.

5. Mas o Senhor lhe tinha dito: "A mulher de Jeroboão está vindo para lhe perguntar acerca do filho dela, pois ele está doente, e você deve responder-lhe assim e assim. Quando ela chegar, vai fingir que é outra pessoa".

6. Quando Aías ouviu o som dos passos junto da porta, disse: "Entre, mulher de Jeroboão. Por que esse fingimento? Fui encarregado de lhe dar más notícias.

7. Vá dizer a Jeroboão que é isto o que o Senhor, o Deus de Israel, diz: ‘Tirei-o dentre o povo e o tornei líder sobre o meu povo Israel.

8. Tirei o reino da família de Davi e o dei a você, mas você não tem sido como o meu servo Davi, que obedecia aos meus mandamentos e me seguia de todo o coração, fazendo apenas o que eu aprovo.

9. Você tem feito mais mal do que todos os que viveram antes de você, pois fez para si outros deuses, ídolos de metal; você provocou a minha ira e voltou as costas para mim.

10. " ‘Por isso, trarei desgraça à família de Jeroboão. Matarei de Jeroboão até o último indivíduo do sexo masculino em Israel, seja escravo ou livre. Queimarei a família de Jeroboão até o fim como quem queima esterco.

11. Dos que pertencem a Jeroboão, os cães comerão os que morrerem na cidade, e as aves do céu se alimentarão dos que morrerem no campo. O Senhor falou! ’

12. "Quanto a você, volte para casa. Quando você puser os pés na cidade, o menino morrerá.

13. Todo o Israel chorará por ele e o sepultará. Ele é o único da família de Jeroboão que será sepultado, pois é o único da família de Jeroboão em quem o Senhor, o Deus de Israel, encontrou alguma coisa boa.

14. "O Senhor levantará para si um rei sobre Israel que eliminará a família de Jeroboão. Este é o dia! Como? Sim, agora mesmo.

15. E o Senhor ferirá Israel, de maneira que ficará como um junco balançando na água. Ele desarraigará Israel desta boa terra que deu aos seus antepassados e os espalhará para além do Rio, pois provocaram a ira do Senhor com os postes sagrados que fizeram.

16. E ele abandonará Israel por causa dos pecados que Jeroboão cometeu e tem feito Israel cometer".

17. Então a mulher de Jeroboão levantou-se e voltou para Tirza. Assim que entrou em casa, o menino morreu.

18. Eles o sepultaram, e todo o Israel chorou por ele, conforme o Senhor predissera por meio do seu servo, o profeta Aías.

19. Os demais acontecimentos do reinado de Jeroboão, suas guerras e como governou, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.

20. Ele reinou durante vinte e dois anos, e então descansou com os seus antepassados. E o seu filho Nadabe foi o seu sucessor.

21. Roboão, filho de Salomão, foi rei de Judá. Tinha quarenta e um anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezessete anos em Jerusalém, cidade que o Senhor havia escolhido dentre todas as tribos de Israel para nela pôr o seu nome. Sua mãe, uma amonita, chamava-se Naamá.

22. Judá fez o que o Senhor reprova. Pelos pecados que cometeram, eles despertaram a sua ira zelosa mais do que os seus antepassados o tinham feito.

23. Também construíram para si altares idólatras, colunas sagradas e postes sagrados sobre todos os montes e debaixo de todas as árvores frondosas.

24. Havia no país até prostitutos cultuais; o povo se envolvia em todas as práticas detestáveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas.

25. No quinto ano do reinado de Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém.

26. Levou embora todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, inclusive os escudos de ouro que Salomão havia feito.

27. Por isso o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze para substituí-los, e os entregou aos chefes da guarda da entrada do palácio real.

28. Sempre que o rei ia ao templo do Senhor, os guardas empunhavam os escudos, e, em seguida, os devolviam à sala da guarda.

29. Os demais acontecimentos do reinado de Roboão, e tudo o que fez, estão escritos nos registros históricos dos reis de Judá.

30. Houve guerra constante entre Roboão e Jeroboão.

31. Roboão descansou com os seus antepassados e foi sepultado com eles na cidade de Davi. Sua mãe, uma amonita, chamava-se Naamá. E o seu filho Abias foi o seu sucessor.

1. No décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão, filho de Nebate, Abias tornou-se rei de Judá,

2. e reinou três anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Maaca, filha de Absalão.

3. Ele cometeu todos os pecados que o seu pai tinha cometido; seu coração não era inteiramente consagrado ao Senhor, ao seu Deus, quanto fora o coração de Davi, seu antepassado.

4. No entanto, por amor de Davi, o Senhor, o seu Deus, concedeu-lhe uma lâmpada em Jerusalém dando-lhe um filho como sucessor e fortalecendo Jerusalém.

5. Pois Davi fizera o que o Senhor aprova e não deixara de obedecer a nenhum dos mandamentos do Senhor durante todos os dias da sua vida, exceto no caso de Urias, o hitita.

6. E houve guerra entre Roboão e Jeroboão durante toda a vida de Abias.

7. Os demais acontecimentos do reinado de Abias e todas as suas realizações estão escritos nos registros históricos dos reis de Judá. Também houve guerra entre Abias e Jeroboão.

8. E Abias descansou com os seus antepassados e foi sepultado na cidade de Davi. E o seu filho Asa foi o seu sucessor.

9. No vigésimo ano do reinado de Jeroboão, rei de Israel, Asa tornou-se rei de Judá,

10. e reinou quarenta e um anos em Jerusalém. O nome da sua avó era Maaca, filha de Absalão.

11. Asa fez o que o Senhor aprova, tal como Davi, seu predecessor.

12. Expulsou do país os prostitutos cultuais e se desfez de todos os ídolos que seu pai havia feito.

13. Chegou até a depor sua avó Maaca da posição de rainha-mãe, pois ela havia feito um poste sagrado repugnante. Asa derrubou o poste e o queimou no vale do Cedrom.

14. Embora os altares idólatras não tenham sido eliminados, o coração de Asa foi totalmente dedicado ao Senhor durante toda a sua vida.

15. Ele trouxe para o templo do Senhor a prata, o ouro e os utensílios que ele e seu pai haviam consagrado.

16. Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, durante todo o reinado deles.

17. Baasa, rei de Israel, invadiu Judá e fortificou Ramá, para que ninguém pudesse entrar nem sair do território de Asa, rei de Judá.

18. Então Asa ajuntou a prata e o ouro que haviam sobrado no tesouro do templo do Senhor e do seu próprio palácio. Confiou tudo isso a alguns dos seus oficiais e os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabriom e neto de Heziom, rei da Síria, que governava em Damasco,

19. com uma mensagem que dizia: "Façamos um tratado, como fizeram meu pai e o teu. Estou te enviando como presente prata e ouro. Agora, rompe o tratado que tens com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu país".

20. Ben-Hadade aceitou a proposta do rei Asa e ordenou aos comandantes das suas forças que atacassem as cidades de Israel. Ele conquistou Ijom, , Abel-Bete-Maaca e todo o Quinerete, além de Naftali.

21. Quando Baasa soube disso, abandonou a construção dos muros de Ramá e foi para Tirza.

22. Então o rei Asa reuniu todos homens de Judá — ninguém foi isentado — e eles retiraram de Ramá as pedras e a madeira que Baasa estivera usando. Com esse material Asa fortificou Geba, em Benjamim, e também Mispá.

23. Os demais acontecimentos do reinado de Asa, todas as suas realizações, tudo o que fez e todas as cidades que construiu, tudo isso está escrito nos registros históricos dos reis de Judá. Na velhice Asa sofreu uma doença nos pés,

24. e quando descansou com os seus antepassados, foi sepultado com eles na cidade de Davi, seu pai. E seu filho Josafá foi o seu sucessor.

25. Nadabe, filho de Jeroboão, tornou-se rei de Israel no segundo ano do reinado de Asa, rei de Judá, e reinou dois anos sobre Israel.

26. Fez o que o Senhor reprova, andando nos caminhos do seu pai e no pecado que ele tinha levado Israel a cometer.

27. Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, conspirou contra ele, e o matou na cidade filistéia de Gibetom, enquanto Nadabe e todo o exército de Israel a sitiavam.

28. Baasa matou Nadabe no terceiro ano do reinado de Asa, rei de Judá, e foi o seu sucessor.

29. Assim que começou a reinar, matou toda a família de Jeroboão. Dos pertencentes a Jeroboão não deixou ninguém vivo, mas destruiu a todos, de acordo com a palavra do Senhor anunciada por seu servo, o silonita Aías.

30. Isso aconteceu por causa dos pecados que Jeroboão havia cometido e havia feito Israel cometer, e porque ele tinha provocado a ira do Senhor, o Deus de Israel.

31. Os demais acontecimentos do reinado de Nadabe e tudo o que fez, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.

32. Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, durante todo o reinado deles.

33. No terceiro ano do reinado de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, tornou-se rei de todo o Israel, em Tirza, e reinou vinte e quatro anos.

34. Fez o que o Senhor reprova, andando nos caminhos de Jeroboão e nos pecados que ele tinha levado Israel a cometer.

1. Então a palavra do Senhor contra Baasa veio a Jeú, filho de Hanani:

2. "Eu o levantei do pó e o tornei líder de Israel, meu povo, mas você andou nos caminhos de Jeroboão e fez o meu povo pecar e provocar a minha ira por causa dos pecados deles.

3. Por isso estou na iminência de destruir Baasa e a sua família, fazendo a ela o que fiz à de Jeroboão, filho de Nebate.

4. Cães comerão os da família de Baasa que morrerem na cidade, e as aves do céu se alimentarão dos que morrerem no campo".

5. Os demais acontecimentos do reinado de Baasa, o que fez e as suas realizações, estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.

6. Baasa descansou com os seus antepassados e foi sepultado em Tirza. E seu filho Elá foi o seu sucessor.

7. A palavra do Senhor veio por meio do profeta Jeú, filho de Hanani, a Baasa e sua família, por terem feito o que o Senhor reprova, provocando a sua ira, tornando-se como a família de Jeroboão — e também porque Baasa destruiu a família de Jeroboão.

8. No vigésimo sexto ano do reinado de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, tornou-se rei de Israel, e reinou dois anos em Tirza.

9. Zinri, um dos seus oficiais, que comandava metade dos seus carros de guerra, conspirou contra ele. Elá estava em Tirza naquela ocasião, embriagando-se na casa de Arsa, o encarregado do palácio de Tirza.

10. Zinri entrou e o feriu e o matou, no vigésimo sétimo ano do reinado de Asa, rei de Judá. E foi o seu sucessor.

11. Assim que começou a reinar, logo que se assentou no trono, eliminou toda a família de Baasa. Não poupou uma só pessoa do sexo masculino, fosse parente ou amigo.

12. Assim Zinri destruiu toda a família de Baasa, de acordo com a palavra do Senhor falada contra Baasa pelo profeta Jeú,

13. por causa de todos os pecados que Baasa e seu filho Elá haviam cometido e levado Israel a cometer, pois, com os seus ídolos inúteis, provocaram a ira do Senhor, o Deus de Israel.

14. Os demais acontecimentos do reinado de Elá e tudo o que fez estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.

15. No vigésimo sétimo ano do reinado de Asa, rei de Judá, Zinri reinou sete dias em Tirza. O exército estava acampado perto da cidade filistéia de Gibetom.

16. Quando os acampados souberam que Zinri havia conspirado contra o rei e o tinha assassinado, proclamaram ali no acampamento, naquele mesmo dia, Onri, o comandante do exército, rei sobre Israel.

17. Então Onri e todo o seu exército saíram de Gibetom e sitiaram Tirza.

18. Quando Zinri viu que a cidade tinha sido tomada, entrou na cidadela do palácio real e incendiou o palácio em torno de si, e morreu.

19. Tudo por causa dos pecados que ele havia cometido, fazendo o que o Senhor reprova e andando nos caminhos de Jeroboão e no pecado que ele tinha cometido e levado Israel a cometer.

20. Os demais acontecimentos do reinado de Zinri e a rebelião que liderou estão escritos nos registros históricos dos reis de Israel.

21. Então o povo de Israel dividiu-se em duas facções; metade apoiava Tibni, filho de Ginate, para fazê-lo rei, e a outra metade apoiava Onri.

22. Mas os seguidores de Onri revelaram-se mais fortes do que os de Tibni, filho de Ginate. E aconteceu que Tibni morreu e Onri tornou-se rei.

23. No trigésimo primeiro ano do reinado de Asa, rei de Judá, Onri tornou-se rei de Israel e reinou doze anos, seis deles em Tirza.

24. Por setenta quilos de prata ele comprou de Sêmer a colina de Samaria, onde construiu uma cidade, a qual chamou Samaria, por causa de Sêmer, o nome do antigo proprietário da colina.

25. Onri, porém, fez o que o Senhor reprova e pecou mais do que todos que reinaram antes dele.

26. Andou nos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, e no pecado que ele tinha levado Israel a cometer, e assim, com os seus ídolos inúteis, provocou a ira do Senhor, o Deus de Israel.

27. Os demais acontecimentos do reinado de Onri, o que fez e as suas realizações, tudo está escrito nos registros históricos dos reis de Israel.

28. Onri descansou com os seus antepassados e foi sepultado em Samaria. E seu filho Acabe foi o seu sucessor.

29. No trigésimo oitavo ano do reinado de Asa, rei de Judá, Acabe, filho de Onri, tornou-se rei de Israel, e reinou vinte e dois anos sobre Israel, em Samaria.

30. Acabe, filho de Onri, fez o que o Senhor reprova, mais do que qualquer outro antes dele.

31. Ele não apenas achou que não tinha importância cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, mas também se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a prestar culto a Baal e adorá-lo.

32. No templo de Baal, que ele mesmo tinha construído em Samaria, Acabe ergueu um altar para Baal.

33. Fez também um poste sagrado. Ele provocou a ira do Senhor, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel antes dele.

34. Durante o seu reinado, Hiel, de Betel, reconstruiu Jericó. Lançou os alicerces à custa do seu filho mais velho, Abirão, e instalou as suas portas à custa do seu filho mais novo, Segube, de acordo com a palavra que o Senhor tinha falado por meio de Josué, filho de Num.

1. Ora, Elias, o tesbita da Tisbe de Gileade, disse a Acabe: "Juro pelo nome do Senhor, o Deus de Israel, a quem sirvo, que não cairá orvalho nem chuva nos anos seguintes, exceto mediante a minha palavra".

2. Depois disso a palavra do Senhor veio a Elias:

3. "Saia daqui, vá para o leste e esconda-se perto do riacho de Querite, a leste do Jordão.

4. Você beberá do riacho, e dei ordens aos corvos para o alimentarem lá".

5. E ele fez o que o Senhor lhe tinha dito. Foi para o riacho de Querite, a leste do Jordão, e ficou por lá.

6. Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho.

7. Algum tempo depois, o riacho secou-se por falta de chuva.

8. Então a palavra do Senhor veio a Elias:

9. "Vá imediatamente para a cidade de Sarepta de Sidom e fique por lá. Ordenei a uma viúva daquele lugar que lhe forneça comida".

10. E ele foi. Quando chegou à porta da cidade, encontrou uma viúva que estava colhendo gravetos. Ele a chamou e perguntou: "Pode me trazer um pouco d’água numa jarra para eu beber? "

11. Enquanto ela ia indo buscar água, ele gritou: "Por favor, traga também um pedaço de pão".

12. "Juro pelo nome do Senhor, o teu Deus", ela respondeu, "não tenho nenhum pedaço de pão; só um punhado de farinha num jarro e um pouco de azeite numa botija. Estou colhendo uns dois gravetos para levar para casa e preparar uma refeição para mim e para o meu filho, para que a comamos e depois morramos. "

13. Elias, porém, lhe disse: "Não tenha medo. Vá para casa e faça o que disse. Mas primeiro faça um pequeno bolo com o que você tem e traga para mim, e depois faça algo para você e para o seu filho.

14. Pois assim diz o Senhor, o Deus de Israel: ‘A farinha na vasilha não se acabará e o azeite na botija não se secará até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra’ ".

15. Ela foi e fez conforme Elias lhe dissera. E aconteceu que a comida durou todos os dias para Elias e para a mulher e sua família.

16. Pois a farinha na vasilha não se acabou e o azeite na botija não se secou, conforme a palavra do Senhor proferida por Elias.

17. Algum tempo depois o filho da mulher, dona da casa, ficou doente, foi piorando e finalmente parou de respirar.

18. E a mulher reclamou a Elias: "Que foi que eu te fiz, ó homem de Deus? Vieste para lembrar-me do meu pecado e matar o meu filho? "

19. "Dê-me o seu filho", respondeu Elias. Ele o apanhou dos braços dela, levou-o para o quarto de cima onde estava hospedado, e o pôs em cima da cama.

20. Então clamou ao Senhor: "Ó Senhor, meu Deus, trouxeste também desgraça sobre esta viúva, com quem estou hospedado, fazendo morrer o seu filho? "

21. Então ele se deitou sobre o menino três vezes e clamou ao Senhor: "Ó Senhor, meu Deus, faze voltar a vida a este menino! "

22. O Senhor ouviu o clamor de Elias, e a vida voltou ao menino, e ele viveu.

23. Então Elias levou o menino para baixo, entregou-o à mãe e disse: "Veja, seu filho está vivo! "

24. Então a mulher disse a Elias: "Agora sei que tu és um homem de Deus e que a palavra do Senhor, vinda da tua boca, é a verdade".

1. Depois de um longo tempo, no terceiro ano da seca, a palavra do Senhor veio a Elias: "Vá apresentar-se a Acabe, pois enviarei chuva sobre a terra".

2. E Elias foi. Como a fome era grande em Samaria,

3. Acabe convocou Obadias, o responsável por seu palácio, homem que temia muito ao Senhor.

4. Enquanto Jezabel estava eliminando os profetas do Senhor, Obadias reuniu cem profetas e os escondeu em duas cavernas, cinqüenta em cada uma, e lhes forneceu comida e água.

5. Certa vez Acabe disse a Obadias: "Vamos a todas as fontes e vales do país. Talvez consigamos achar um pouco de capim para manter vivos os cavalos e as mulas e assim não será preciso matar nenhum animal".

6. De modo que dividiram o território que iam percorrer; Acabe foi numa direção e Obadias noutra.

7. Quando Obadias estava a caminho, Elias o encontrou. Obadias o reconheceu, inclinou-se até o chão e perguntou: "És tu mesmo, meu senhor Elias? "

8. "Sou", respondeu Elias. "Vá dizer ao seu senhor: Elias está aqui. "

9. "O que eu fiz de errado", perguntou Obadias, "para que entregues o teu servo a Acabe para ser morto?

10. Juro pelo nome do Senhor, o teu Deus, que não há uma só nação ou reino aonde o rei, meu senhor, não enviou alguém para procurar por ti. E, sempre que uma nação ou reino afirmava que tu não estavas lá, ele os fazia jurar que não conseguiram encontrar-te.

11. Mas agora me dizes para ir até o meu senhor e dizer-lhe: ‘Elias está aqui’.

12. Não sei para onde o Espírito do Senhor poderá levar-te quando eu te deixar. Se eu for dizer a Acabe e ele não te encontrar, ele me matará. E eu, que sou teu servo, tenho adorado o Senhor desde a minha juventude.

13. Por acaso não ouviste, meu senhor, o que eu fiz enquanto Jezabel estava matando os profetas do Senhor? Escondi cem dos profetas do Senhor em duas cavernas, cinqüenta em cada uma, e os abasteci de comida e água.

14. E agora me dizes para ir ao meu senhor e dizer-lhe: ‘Elias está aqui’. Ele vai me matar! "

15. E disse Elias: "Juro pelo nome do Senhor dos Exércitos, a quem eu sirvo, que hoje eu me apresentarei a Acabe".

16. Então Obadias dirigiu-se a Acabe e passou-lhe a informação, e Acabe foi ao encontro de Elias.

17. Quando viu Elias, disse-lhe: "É você mesmo, perturbador de Israel? "

18. "Não tenho perturbado Israel", Elias respondeu. "Mas você e a família do seu pai têm. Vocês abandonaram os mandamentos do Senhor e seguiram os baalins.

19. Agora convoque todo o povo de Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo. E traga os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem à mesa de Jezabel. "

20. Acabe convocou então todo o Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo.

21. Elias dirigiu-se ao povo e disse: "Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no". O povo, porém, nada respondeu.

22. Disse então Elias: "Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, mas Baal tem quatrocentos e cinqüenta profetas.

23. Tragam dois novilhos. Escolham eles um, e cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo. Eu prepararei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, e também não acenderei fogo nela.

24. Então vocês invocarão o nome do seu deus, e eu invocarei o nome do Senhor. O deus que responder por meio do fogo, esse é Deus". Então todo o povo disse: "O que você disse é bom".

25. Elias disse aos profetas de Baal: "Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, visto que vocês são tantos. Clamem pelo nome do seu deus, mas não acendam o fogo".

26. Então pegaram o novilho que lhes foi dado e o prepararam. E clamaram pelo nome de Baal desde a manhã até o meio-dia. "Ó Baal, responde-nos! ", gritavam. E dançavam em volta do altar que haviam feito. Mas não houve nenhuma resposta; ninguém respondeu.

27. Ao meio-dia Elias começou a zombar deles. "Gritem mais alto! ", dizia, "já que ele é um deus. Quem sabe está meditando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser despertado. "

28. Então passaram a gritar ainda mais alto e a ferir-se com espadas e lanças, de acordo com o costume deles, até sangrarem.

29. Passou o meio-dia, e eles continuaram profetizando em transe até a hora do sacrifício da tarde. Mas não houve resposta alguma; ninguém respondeu, ninguém deu atenção.

30. Então Elias disse a todo o povo: "Aproximem-se de mim". O povo aproximou-se, e Elias reparou o altar do Senhor, que estava em ruínas.

31. Depois apanhou doze pedras, uma para cada tribo dos descendentes de Jacó, a quem a palavra do Senhor tinha sido dirigida, e disse: "Seu nome será Israel".

32. Com as pedras construiu um altar em honra do nome do Senhor, e cavou ao redor do altar uma valeta com capacidade de duas medidas de semente.

33. Depois arrumou a lenha, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre a lenha. Então lhes disse: "Encham de água quatro jarras grandes e derramem-na sobre o holocausto e sobre a lenha".

34. "Façam-no novamente", disse, e eles o fizeram de novo. "Façam-no pela terceira vez", ordenou, e eles o fizeram pela terceira vez.

35. A água escorria do altar, chegando a encher a valeta.

36. À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente e orou: "Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua.

37. Responde-me, ó Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti".

38. Então o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água na valeta.

39. Quando o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: "O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! "

40. Então Elias ordenou-lhes: "Prendam os profetas de Baal. Não deixem nenhum escapar! " Eles os prenderam, e Elias os fez descer ao riacho de Quisom e lá os matou.

41. E Elias disse a Acabe: "Vá comer e beber, pois já ouço o barulho de chuva pesada".

42. Então Acabe foi comer e beber, mas Elias subiu até o alto do Carmelo, dobrou-se até o chão e pôs o rosto entre os joelhos.

43. "Vá e olhe na direção do mar", disse ao seu servo. E ele foi e olhou. "Não há nada lá", disse ele. Sete vezes Elias mandou: "Volte para ver".

44. Na sétima vez o servo disse: "Uma nuvem tão pequena quanto a mão de um homem está se levantando do mar". Então Elias disse: "Vá dizer a Acabe: Prepare o seu carro e desça, antes que a chuva o impeça".

45. Enquanto isso, nuvens escuras apareceram no céu, começou a ventar e começou a chover forte, e Acabe partiu de carro para Jezreel.

46. O poder do Senhor veio sobre Elias, e este, prendendo a capa com o cinto, correu à frente de Acabe por todo o caminho até Jezreel.

1. Ora, Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e como havia matado todos aqueles profetas à espada.

2. Por isso Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: "Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso amanhã nesta hora eu não faça com a sua vida o que você fez com a deles".

3. Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo

4. e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados. "

5. Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma".

6. Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo.

7. O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: "Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa".

8. Então ele se levantou, comeu e bebeu. Fortalecido com aquela comida, viajou quarenta dias e quarenta noites, até que chegou a Horebe, o monte de Deus.

9. Ali entrou numa caverna e passou a noite. E a palavra do Senhor veio a ele: "O que você está fazendo aqui, Elias? "

10. Ele respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me".

11. O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar". Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto.

12. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave.

13. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias? "

14. Ele respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me".

15. O Senhor lhe disse: "Volte pelo caminho por onde veio, e vá para o deserto de Damasco. Chegando lá, unja Hazael como rei da Síria.

16. Unja também Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel, e unja Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, para suceder a você como profeta.

17. Jeú matará todo aquele que escapar da espada de Hazael, e Eliseu matará todo aquele que escapar da espada de Jeú.

18. No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram".

19. Então Elias saiu de lá e encontrou Eliseu, filho de Safate. Ele estava arando com doze parelhas de bois, e estava conduzindo a décima-segunda parelha. Elias o alcançou e lançou a sua capa sobre ele.

20. Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias. "Deixa-me dar um beijo de despedida em meu pai e minha mãe", disse, "e então irei contigo. " "Vá e volte", respondeu Elias, "pelo que lhe fiz. "

21. E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles comeram. Depois partiu com Elias, e se tornou o seu auxiliar.

1. O rei Ben-Hadade, da Síria, convocou todo o seu exército e, acompanhado de trinta e dois reis com seus cavalos e carros de guerra, cercou e atacou Samaria.

2. Ele enviou mensageiros à cidade, a Acabe, o rei de Israel, que lhe disseram: "Isto é o que diz Ben-Hadade:

3. ‘A sua prata e o seu ouro são meus, e o melhor de suas mulheres e filhos também’ ".

4. O rei respondeu: "Que seja conforme tu dizes, ó rei, meu senhor. Eu e tudo o que tenho somos teus".

5. Os mensageiros voltaram e disseram: "Assim diz Ben-Hadade: ‘Mandei tomar sua prata e seu ouro, suas mulheres e seus filhos.

6. Mas amanhã, a esta hora, enviarei meus oficiais para vasculharem o seu palácio e as casas dos seus oficiais. Eles me trarão tudo o que você considera de valor’ ".

7. O rei de Israel convocou todas as autoridades de Israel e lhes disse: "Vejam como esse homem está querendo a nossa desgraça! Quando mandou tomar as minhas mulheres e os meus filhos, a minha prata e o meu ouro, eu não lhe neguei! "

8. As autoridades e todo o povo responderam: "Não lhe dês atenção nem concordes com as suas exigências".

9. E ele respondeu aos mensageiros de Ben-Hadade: "Digam ao rei, meu senhor: Teu servo fará tudo o que exigiste na primeira vez, mas não posso atender a esta exigência". E eles levaram a resposta a Ben-Hadade.

10. Então Ben-Hadade mandou esta outra mensagem a Acabe: "Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso fique em Samaria pó suficiente para dar um punhado a cada um dos meus homens".

11. O rei de Israel respondeu: "Digam-lhe: ‘Quem está vestindo a sua armadura não deve se gabar como aquele que a está tirando’ ".

12. Ben-Hadade recebeu essa mensagem quando ele e os reis estavam bebendo em suas tendas, e ordenou aos seus homens: "Preparem-se para atacar a cidade". E eles lhe obedeceram.

13. Nessa ocasião, um profeta foi até Acabe, rei de Israel, e anunciou: "Assim diz o Senhor: ‘Vê este exército enorme? Hoje eu o entregarei nas suas mãos, e então você saberá que eu sou o Senhor’ ".

14. "Mas quem fará isso? ", perguntou Acabe. O profeta respondeu: "Assim diz o Senhor: ‘Os jovens soldados dos líderes das províncias o farão’ ". "E quem começará a batalha? ", perguntou. O profeta respondeu: "Você".

15. Então Acabe convocou os jovens soldados dos líderes das províncias, duzentos e trinta e dois homens. Em seguida reuniu o restante dos israelitas, sete mil ao todo.

16. Eles partiram ao meio-dia, enquanto Ben-Hadade e os trinta e dois reis aliados a ele estavam se embriagando nas suas tendas.

17. Os jovens soldados dos líderes das províncias saíram primeiro. Nisso, uma patrulha de Ben-Hadade informou: "Saíram alguns homens de Samaria".

18. Ele disse: "Quer tenham saído para a paz, quer para a guerra, tragam-nos vivos".

19. Os jovens soldados dos líderes das províncias marcharam para fora da cidade, com o exército na retaguarda,

20. e cada um matou o seu adversário. Diante disso, os arameus fugiram, perseguidos pelos israelitas. Mas Ben-Hadade, rei da Síria, escapou a cavalo com alguns de seus cavaleiros.

21. O rei de Israel avançou e destruiu os cavalos e carros de guerra e infligiu pesadas baixas aos arameus.

22. Depois disso, o profeta foi ao rei de Israel e disse: "Fortaleça a sua posição e veja o que deve ser feito, pois na próxima primavera o rei da Síria o atacará de novo".

23. Enquanto isso, os conselheiros do rei da Síria lhe diziam: "Os deuses deles são deuses das montanhas. É por isso que eles foram fortes demais para nós. Mas, se os combatermos nas planícies, com certeza seremos mais fortes do que eles.

24. Deves tirá-los todos os reis dos seus comandos e substituí-los por outros oficiais.

25. Também deves organizar um exército como o que perdeste, cavalo por cavalo e carro por carro, para que possamos combater Israel nas planícies. Então é certo que os venceremos". Ele concordou com eles e fez como foi aconselhado.

26. Na primavera seguinte Ben-Hadade convocou os arameus e marchou até Afeque para lutar contra Israel.

27. Os israelitas foram convocados e, tendo recebido provisões, saíram para enfrentar os arameus. Os israelitas acamparam no lado oposto como dois pequenos rebanhos de cabras, enquanto que os arameus cobriam todo o campo.

28. O homem de Deus foi ao rei de Israel e lhe disse: "Assim diz o Senhor: ‘Como os arameus pensam que o Senhor é um deus das montanhas e não um deus dos vales, eu entregarei esse exército enorme nas suas mãos, e vocês saberão que eu sou o Senhor’ ".

29. Durante sete dias estiveram acampados em frente um do outro, e no sétimo dia entraram em combate. Num só dia os israelitas mataram cem mil soldados de infantaria arameus.

30. O restante deles escapou para a cidade de Afeque, onde o muro caiu sobre vinte e sete mil deles. Ben-Hadade também fugiu para a cidade e se escondeu, ora num aposento, ora noutro.

31. Seus oficiais lhe disseram: "Soubemos que os reis do povo de Israel são misericordiosos. Nós vamos até o rei de Israel vestidos com panos de saco e com cordas no pescoço. Talvez ele poupe a tua vida".

32. Vestindo panos de saco e tendo cordas envolvendo o pescoço, foram ao rei de Israel e disseram: "Teu servo Ben-Hadade diz: ‘Rogo-te que me deixes viver’ ". O rei respondeu: "Ele ainda está vivo? Ele é meu irmão! "

33. Os homens interpretaram isso como um bom sinal e de imediato aproveitaram o que ele tinha dito. "Isso mesmo, teu irmão Ben-Hadade! ", disseram. "Tragam-no aqui", disse o rei. Quando Ben-Hadade chegou, Acabe o fez subir no seu carro.

34. "Devolverei as cidades que o meu pai tomou do teu pai", ofereceu Ben-Hadade. "Tu poderás estabelecer os teus próprios mercados em Damasco, como fez meu pai em Samaria. " Acabe disse: "Mediante um tratado, libertarei você". Então fizeram um tratado, e Acabe o deixou ir.

35. Por ordem do Senhor um dos discípulos dos profetas disse ao seu companheiro: "Fira-me", mas o homem se recusou a fazê-lo.

36. Então o profeta disse: "Como você não obedeceu ao Senhor, assim que você sair daqui um leão o ferirá". E, logo que o homem partiu, um leão o atacou e o feriu.

37. O profeta encontrou outro homem e lhe disse: "Fira-me, por favor". Este o atingiu e o feriu.

38. Então o profeta saiu e ficou ao lado da estrada, à espera do rei. Ele se disfarçou, cobrindo os olhos com sua testeira.

39. Quando o rei ia passando, o profeta gritou para ele: "Teu servo entrou no auge do combate, e alguém veio a mim com um prisioneiro e me disse: ‘Vigie este homem. Se ele escapar, será a sua vida pela dele, ou você deverá pagar trinta e cinco quilos de prata’.

40. Enquanto o teu servo estava ocupado com outras coisas, o homem desapareceu". "Essa é a sua sentença", disse o rei de Israel. "Você mesmo a pronunciou. "

41. Então o profeta rapidamente removeu a testeira dos olhos, e o rei o reconheceu como um dos profetas.

42. Ele disse ao rei: "Assim diz o Senhor: ‘Você libertou um homem que eu havia decidido que devia morrer. Por isso, é a sua vida pela vida dele, o seu povo pelo povo dele’ ".

43. Aborrecido e irritado, o rei de Israel voltou para o seu palácio em Samaria.

1. Algum tempo depois houve um incidente envolvendo uma vinha que pertencia a Nabote, de Jezreel. A vinha ficava em Jezreel, ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria.

2. Acabe tinha dito a Nabote: "Dê-me a sua vinha para eu usar como horta, já que fica ao lado do meu palácio. Em troca eu lhe darei uma vinha melhor ou, se preferir, eu lhe pagarei, seja qual for o seu valor".

3. Nabote, contudo, respondeu: "O SENHOR me livre de dar a ti a herança dos meus pais! "

4. Então Acabe foi para casa, aborrecido e indignado porque Nabote, de Jezreel, lhe dissera: "Não te darei a herança dos meus pais". Deitou-se na cama, virou o rosto para a parede e recusou-se a comer.

5. Sua mulher Jezabel entrou e lhe perguntou: "Por que você está tão aborrecido? Por que não come? "

6. Ele respondeu-lhe: "Porque eu disse a Nabote, de Jezreel: Venda-me a sua vinha; ou, se preferir, eu lhe darei outra vinha em lugar dessa. Mas ele disse: ‘Não te darei minha vinha’ ".

7. Disse-lhe Jezabel, sua mulher: "É assim que você age como rei de Israel? Levante-se e coma! Anime-se. Conseguirei para você a vinha de Nabote, de Jezreel".

8. Então ela escreveu cartas em nome de Acabe, pôs nelas o selo do rei, e as enviou às autoridades e aos nobres da cidade de Nabote.

9. Naquelas cartas ela escreveu: "Decretem um dia de jejum e ponham Nabote sentado num lugar de destaque entre o povo.

10. E mandem dois homens vadios sentar-se em frente dele e façam com que testemunhem que ele amaldiçoou tanto a Deus quanto ao rei. Levem-no para fora e apedrejem-no até a morte".

11. As autoridades e os nobres da cidade de Nabote fizeram conforme Jezabel os orientara nas cartas que lhes tinha escrito.

12. Decretaram jejum e fizeram Nabote sentar-se num local destacado no meio do povo.

13. Então dois homens vadios vieram e se sentaram em frente dele e o acusaram diante do povo, dizendo: "Nabote amaldiçoou tanto a Deus quanto ao rei". Por isso o levaram para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.

14. Então mandaram informar a Jezabel: "Nabote foi apedrejado e está morto".

15. Assim que Jezabel soube que Nabote tinha sido apedrejado até a morte, disse a Acabe: "Levante-se e tome posse da vinha que Nabote, de Jezreel, recusou-se a vender-lhe. Ele não está mais vivo; está morto! "

16. Quando Acabe ouviu que Nabote estava morto, levantou-se e foi tomar posse da vinha.

17. Então a palavra do Senhor veio ao tesbita Elias:

18. "Vá encontrar-se com Acabe, o rei de Israel, que reina em Samaria. Agora ele está na vinha de Nabote para tomar posse dela.

19. Diga-lhe: Assim diz o Senhor: Você assassinou um homem e ainda se apossou de sua propriedade? E acrescentou: Assim diz o Senhor: No local onde os cães lamberam o sangue de Nabote, lamberão também o seu sangue; isso mesmo, o seu sangue! "

20. Acabe disse a Elias: "Então você me encontrou, meu inimigo! " "Eu o encontrei", ele respondeu, "porque você se vendeu para fazer o que o Senhor reprova.

21. ‘Vou trazer desgraça sobre você. Devorarei os seus descendentes e eliminarei da sua família todos os do sexo masculino em Israel, sejam escravos ou livres.

22. Farei à sua família o que fiz à de Jeroboão, filho de Nebate, e à de Baasa, filho de Aías, pois você provocou a minha ira e fez Israel pecar. ’

23. "E, acerca de Jezabel, o Senhor diz: ‘Os cães devorarão Jezabel junto ao muro de Jezreel’.

24. "Os que pertencem a Acabe e que morrerem na cidade os cães comerão, e as aves do céu se alimentarão dos que morrerem no campo".

25. ( Nunca existiu ninguém como Acabe, que se vendeu para fazer o que o Senhor reprova, pressionado por sua mulher Jezabel.

26. Ele se comportou da maneira mais detestável possível, indo atrás de ídolos, como faziam os amorreus, que o Senhor tinha expulsado de diante de Israel. )

27. Quando Acabe ouviu essas palavras, rasgou as suas vestes, vestiu-se de pano de saco e jejuou. Passou a dormir sobre panos de saco e agia com mansidão.

28. Então a palavra do Senhor veio ao tesbita Elias:

29. "Você notou como Acabe se humilhou diante de mim? Visto que se humilhou, não trarei essa desgraça durante o seu reinado, mas durante o reinado de seu filho".

1. Durante três anos não houve guerra entre a Síria e Israel.

2. Mas no terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi visitar o rei de Israel.

3. Este havia perguntado aos seus oficiais: "Por acaso vocês não sabem que Ramote-Gileade nos pertence, e ainda assim não estamos fazendo nada para retomá-la do rei da Síria? "

4. Então perguntou a Josafá: "Irás comigo lutar contra Ramote-Gileade? " Josafá respondeu ao rei de Israel: "Sou como tu, e meu povo é como o teu povo, e os meus cavalos são como se fossem teus".

5. Mas acrescentou: "Peço-te que busques primeiro o conselho do Senhor".

6. Então o rei de Israel reuniu quatrocentos profetas, e lhes perguntou: "Devo ir à guerra contra Ramote-Gileade, ou não? " Eles responderam: "Sim, pois o Senhor a entregará nas mãos do rei".

7. Josafá, porém, perguntou: "Não existe aqui mais nenhum profeta do Senhor, a quem possamos consultar? "

8. O rei de Israel respondeu a Josafá: "Ainda há um homem por meio de quem podemos consultar o Senhor, mas eu o odeio, porque nunca profetiza coisas boas a meu respeito, mas sempre coisas ruins. É Micaías, filho de Inlá". "O rei não deveria dizer isso", Josafá respondeu.

9. Então o rei de Israel chamou um dos seus oficiais e disse: "Traga Micaías, filho de Inlá, imediatamente".

10. Usando vestes reais, o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, estavam sentados em seus tronos, na eira, junto à porta de Samaria, e todos os profetas estavam profetizando em transe diante deles.

11. E Zedequias, filho de Quenaaná, tinha feito chifres de ferro, e declarou: "Assim diz o Senhor: ‘Com estes chifres tu ferirás os arameus até que sejam destruídos’ ".

12. Todos os outros profetas estavam profetizando a mesma coisa, dizendo: "Ataca Ramote-Gileade, e serás vitorioso, pois o Senhor a entregará nas mãos do rei".

13. O mensageiro que tinha ido chamar Micaías lhe disse: "Veja, todos os outros profetas estão predizendo que o rei terá sucesso. Sua palavra também deve ser favorável".

14. Micaías, porém, disse: "Juro pelo nome do Senhor, que direi o que o Senhor me mandar".

15. Quando ele chegou, o rei lhe perguntou: "Micaías, devemos ir à guerra contra Ramote-Gileade, ou não? " Ele respondeu: "Ataca, e serás vitorioso, pois o Senhor a entregará nas mãos do rei".

16. O rei lhe disse: "Quantas vezes devo fazer você jurar que irá me dizer somente a verdade em nome do Senhor? "

17. Então Micaías respondeu: "Vi todo o Israel espalhado pelas colinas, como ovelhas sem pastor, e o Senhor dizer: ‘Estes não têm dono. Cada um volte para casa em paz’ ".

18. O rei de Israel disse a Josafá: "Não lhe disse que ele nunca profetiza nada de bom a meu respeito, mas apenas coisas ruins? "

19. Micaías prosseguiu: "Ouça a palavra do Senhor: Vi o Senhor assentado em seu trono, com todo o exército dos céus ao seu redor, à sua direita e à sua esquerda.

20. E o Senhor disse: ‘Quem enganará Acabe para que ataque Ramote-Gileade e morra lá? ’ "E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra,

21. até que, finalmente, um espírito colocou-se diante do Senhor e disse: ‘Eu o enganarei’.

22. " ‘De que maneira? ’, perguntou o Senhor. "Ele respondeu: ‘Irei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei’. "Disse o Senhor: ‘Você conseguirá enganá-lo; vá e engane-o’.

23. "E o Senhor pôs um espírito mentiroso na boca destes seus profetas. O Senhor decretou a sua desgraça".

24. Então Zedequias, filho de Quenaaná, aproximou-se, deu um tapa no rosto de Micaías e perguntou: "Por qual caminho foi o espírito da parte do Senhor, quando saiu de mim para falar a você? "

25. Micaías respondeu: "Você descobrirá no dia em que estiver se escondendo de quarto em quarto".

26. O rei então ordenou: "Enviem Micaías de volta a Amom, o governador da cidade, e a Joás, filho do rei,

27. e digam: ‘Assim diz o rei: Ponham este homem na prisão a pão e água, até que eu volte em segurança’ ".

28. Micaías declarou: "Se você de fato voltar em segurança, o Senhor não falou por meu intermédio". E acrescentou: "Ouçam o que estou dizendo, todos vocês! "

29. Então o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, foram atacar Ramote-Gileade.

30. E o rei de Israel disse a Josafá: "Entrarei disfarçado em combate, mas tu, usa as tuas vestes reais". O rei de Israel disfarçou-se, e ambos foram para o combate.

31. O rei da Síria havia ordenado aos seus trinta e dois chefes de carros de guerra: "Não lutem contra ninguém, seja soldado seja oficial, senão contra o rei de Israel".

32. Quando os chefes dos carros viram Josafá, pensaram: "É o rei de Israel", e o cercaram para atacá-lo, mas Josafá gritou,

33. e quando os comandantes dos carros viram que não era o rei de Israel, deixaram de persegui-lo.

34. De repente, um soldado disparou seu arco ao acaso, e atingiu o rei de Israel entre os encaixes da sua armadura. Então o rei disse ao condutor do seu carro: "Tire-me do combate. Fui ferido! "

35. A batalha foi violenta durante todo o dia, e assim, o rei teve que enfrentar os arameus em pé no seu carro. O sangue de seu ferimento ficou escorrendo até o piso do carro de guerra, e ao cair da tarde, ele morreu.

36. Quando o sol estava se pondo, propagou-se um grito por todo o exército: "Cada homem para a sua cidade; cada um para a sua terra! "

37. Assim o rei morreu e foi levado para Samaria, e ali o sepultaram.

38. Lavaram o seu carro de guerra num açude em Samaria onde as prostitutas se banhavam, e os cães lamberam o seu sangue, conforme a palavra do Senhor havia declarado.

39. Os demais acontecimentos do reinado de Acabe, e tudo o que fez, o palácio que construiu com revestimento de marfim, e as cidades que fortificou, tudo está escrito nos registros históricos dos reis de Israel.

40. Acabe descansou com os seus antepassados, e o seu filho Acazias foi o seu sucessor.

41. Josafá, filho de Asa, tornou-se rei de Judá no quarto ano do reinado de Acabe, rei de Israel.

42. Josafá tinha trinta e cinco anos de idade quando se tornou rei, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Azuba, filha de Sili.

43. Em tudo andou nos caminhos de seu pai Asa, e não se desviou deles; fez o que o Senhor aprova. Contudo, não acabou com os altares idólatras, nos quais o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso.

44. Josafá teve paz com o rei de Israel.

45. Os demais acontecimentos do reinado de Josafá, as suas realizações e façanhas militares, tudo está escrito nos registros históricos dos reis de Judá.

46. Ele livrou o país dos prostitutos cultuais que restaram depois do reinado do seu pai Asa.

47. Ora, na época não havia rei em Edom, mas sim um governador nomeado.

48. Josafá construiu uma frota de navios mercantes para buscar ouro em Ofir, mas nunca foram, pois eles naufragaram em Eziom-Geber.

49. Naquela ocasião, Acazias, filho de Acabe, disse a Josafá: "Os meus marinheiros poderão navegar com os teus", mas Josafá recusou.

50. Josafá descansou com seus antepassados e foi sepultado junto deles na cidade de Davi, seu pai. E o seu filho Jeorão foi o seu sucessor.

51. Acazias, filho de Acabe, tornou-se rei de Israel em Samaria no décimo sétimo ano do reinado de Josafá, rei de Judá, e reinou dois anos sobre Israel.

52. Fez o que o Senhor reprova, pois andou nos caminhos de seu pai e de sua mãe e nos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que fez Israel pecar.

53. Prestou culto a Baal e adorou-o, e provocou a ira do Senhor, o Deus de Israel, como o seu pai tinha feito.

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Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 22 capítulos, e 816 versículos.