1 Reis

1. Quando Hirão, rei de Tiro, soube que Salomão tinha sido ungido rei, mandou seus conselheiros a Salomão, pois sempre tinha sido amigo leal de Davi.

2. Salomão enviou esta mensagem a Hirão:

3. "Tu bem sabes que foi por causa das guerras travadas de todos os lados contra meu pai Davi que ele não pôde construir um templo em honra do nome do Senhor, o seu Deus, até que o Senhor pusesse os seus inimigos debaixo dos seus pés.

4. Mas agora o Senhor, o meu Deus, concedeu-me paz em todas as fronteiras, e não tenho que enfrentar nem inimigos nem calamidades.

5. Pretendo, por isso, construir um templo em honra do nome do Senhor, do meu Deus, conforme o Senhor disse a meu pai Davi: ‘O seu filho, a quem colocarei no trono em seu lugar, construirá o templo em honra do meu nome’.

6. "Agora te peço que ordenes que cortem para mim cedros do Líbano. Os meus servos trabalharão com os teus, e eu pagarei a teus servos o salário que determinares. Sabes que não há entre nós ninguém tão hábil em cortar árvores quanto os sidônios".

7. Hirão ficou muito alegre quando ouviu a mensagem de Salomão, e exclamou: "Bendito seja o Senhor, pois deu a Davi um filho sábio para governar essa grande nação".

8. E Hirão respondeu a Salomão: "Recebi a mensagem que me enviaste e atenderei ao teu pedido, enviando-lhe madeira de cedro e de pinho.

9. Meus servos levarão a madeira do Líbano até o mar, e eu a farei flutuar em jangadas no mar até o lugar que me indicares. Ali eu a deixarei e tu poderás levá-la. E em troca, fornecerás alimento para a minha corte".

10. Assim Hirão se tornou fornecedor de toda a madeira de cedro e de pinho que Salomão desejava,

11. e Salomão deu a Hirão vinte mil tonéis de trigo para suprir de mantimento a sua corte, além de vinte mil tonéis de azeite de oliva puro. Era o que Salomão dava anualmente a Hirão.

12. O Senhor deu sabedoria a Salomão, como lhe havia prometido. Houve paz entre Hirão e Salomão, e os dois fizeram um tratado.

13. O rei Salomão arregimentou trinta mil trabalhadores de todo o Israel.

14. Ele os mandou para o Líbano em grupos de dez mil por mês, e eles se revezavam: passavam um mês no Líbano e dois em casa. Adonirão chefiava o trabalho.

15. Salomão tinha setenta mil carregadores e oitenta mil cortadores de pedra nas colinas,

16. bem como três mil e trezentos capatazes que supervisionavam o trabalho e comandavam os operários.

17. Por ordem do rei retiravam da pedreira grandes blocos de pedra de ótima qualidade para servirem de alicerce de pedras lavradas para o templo.

18. Os construtores de Salomão e de Hirão e os homens de Gebal cortavam e preparavam a madeira e as pedras para a construção do templo.

1. Quatrocentos e oitenta anos depois que os israelitas saíram do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão em Israel, no mês de zive, o segundo mês, ele começou a construir o templo do Senhor.

2. O templo que o rei Salomão construiu para o Senhor media vinte e sete metros de comprimento, nove metros de largura e treze metros e meio de altura.

3. O pórtico da entrada do santuário tinha a largura do templo, que era de nove metros, e avançava quatro metros e meio à frente do templo.

4. Ele fez para o templo, janelas com grades estreitas.

5. Junto às paredes do átrio principal e do santuário interior, construiu uma estrutura em torno do edifício, na qual havia salas laterais.

6. O andar inferior tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de largura, o andar intermediário tinha dois metros e setenta centímetros e o terceiro andar tinha três metros e quinze centímetros. Ele fez saliências de apoio nas paredes externas do templo, de modo que não houve necessidade de perfurar as paredes.

7. Na construção do templo só foram usados blocos lavrados nas pedreiras, e não se ouviu no templo nenhum barulho de martelo, nem de talhadeira, nem de qualquer outra ferramenta de ferro durante a sua construção.

8. A entrada para o andar inferior ficava no lado sul do templo; uma escada conduzia até o andar intermediário e dali ao terceiro.

9. Assim ele construiu o templo e o terminou, fazendo-lhe um forro com vigas e tábuas de cedro.

10. E fez as salas laterais ao longo de todo o templo. Cada uma tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de altura, e elas estavam ligadas ao templo por vigas de cedro.

11. E a palavra do Senhor veio a Salomão dizendo:

12. "Quanto a este templo que você está construindo, se você seguir os meus decretos, executar os meus juízos e obedecer a todos os meus mandamentos, cumprirei por meio de você a promessa que fiz ao seu pai Davi,

13. viverei no meio dos israelitas e não abandonarei Israel, o meu povo".

14. E assim Salomão concluiu a construção do templo.

15. Forrou as paredes do templo por dentro com tábuas de cedro, cobrindo-as desde o chão até o teto, e fez o soalho do templo com tábuas de pinho.

16. Separou nove metros na parte de trás do templo, fazendo uma divisão com tábuas de cedro, do chão ao teto, para formar dentro do templo o santuário interno, o Lugar Santíssimo.

17. O átrio principal em frente dessa sala media dezoito metros de comprimento.

18. O interior do templo era de cedro, com figuras entalhadas de frutos e flores abertas. Tudo era de cedro; não se via pedra alguma.

19. Preparou também o santuário interno no templo para ali colocar a arca da aliança do Senhor.

20. O santuário interno tinha nove metros de comprimento, nove de largura e nove de altura. Ele revestiu o interior de ouro puro, e também revestiu de ouro o altar de cedro.

21. Salomão cobriu o interior do templo de ouro puro, e estendeu correntes de ouro em frente do santuário interno, que também foi revestido de ouro.

22. Assim, revestiu de ouro todo o interior do templo e também o altar que pertencia ao santuário interno.

23. No santuário interno ele esculpiu dois querubins de madeira de oliveira, cada um com quatro metros e meio de altura.

24. As asas abertas dos querubins mediam dois metros e vinte e cinco centímetros: quatro metros e meio da ponta de uma asa à ponta da outra.

25. Os dois querubins tinham a mesma medida e a mesma forma.

26. A altura de cada querubim era de quatro metros e meio.

27. Ele colocou os querubins, com as asas abertas, no santuário interno do templo. A asa de um querubim encostava numa parede, e a do outro encostava na outra. As suas outras asas encostavam uma na outra no meio do santuário.

28. Ele revestiu os querubins de ouro.

29. Nas paredes ao redor do templo, tanto na parte interna como na externa, ele esculpiu querubins, tamareiras e flores abertas.

30. Também revestiu de ouro os pisos, tanto na parte interna como na externa do templo.

31. Para a entrada do santuário interno fez portas de oliveira com batentes de cinco lados.

32. E nas duas portas de madeira de oliveira esculpiu querubins, tamareiras e flores abertas, e revestiu os querubins e as tamareiras de ouro batido.

33. Também fez pilares de quatro lados, de madeira de oliveira para a entrada do templo.

34. Fez também duas portas de pinho, cada uma com duas folhas que se articulavam por meio de dobradiças.

35. Entalhou figuras de querubins, de tamareiras e de flores abertas nas portas e as revestiu todas igualmente de ouro batido.

36. E construiu o pátio interno com três camadas de pedra lavrada e uma de vigas de cedro.

37. O alicerce do templo do Senhor foi lançado no mês de zive do quarto ano.

38. No mês de bul, o oitavo mês, do décimo primeiro ano, o templo foi terminado em todos os seus detalhes, de acordo com as suas especificações. Ele levou sete anos para construí-lo.

1. Salomão levou treze anos para terminar a construção do seu palácio.

2. Ele construiu o Palácio da Floresta do Líbano com quarenta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze metros e meio de altura, sustentado por quatro fileiras de colunas de cedro sobre as quais apoiavam-se vigas de cedro aparelhadas.

3. O forro que ficava sobre as vigas que se apoiavam nas colunas era de cedro, eram quarenta e cinco vigas, quinze por fileira.

4. Havia janelas dispostas de três em três, uma em frente da outra.

5. Todas as portas tinham estrutura retangular; ficavam na parte da frente, dispostas de três em três, uma em frente da outra.

6. Fez um pórtico de colunas de vinte e dois metros e meio de comprimento e treze metros e meio de largura. Em frente havia outro pórtico com colunas e uma cobertura que se estendia além das colunas.

7. Construiu a Sala do Trono, isto é, a Sala da Justiça, onde iria julgar, e revestiu-a de cedro desde o teto até o chão.

8. E o palácio para sua moradia, no outro pátio, tinha um formato semelhante. Salomão fez também um palácio como esse para a filha do faraó, com quem tinha se casado.

9. Todas essas construções, desde o lado externo até o grande pátio e do alicerce até o beiral, foram feitas de pedra de qualidade superior, cortadas sob medida e desbastadas com uma serra nos lados interno e externo.

10. Os alicerces foram lançados com pedras grandes de qualidade superior, algumas medindo quatro metros e meio e outras três metros e sessenta centímetros.

11. Na parte de cima havia pedras de qualidade superior, cortadas sob medida, e vigas de cedro.

12. O grande pátio era cercado por um muro de três camadas de pedras lavradas e uma camada de vigas de cedro aparelhadas, da mesma maneira que o pátio interior do templo do Senhor, com o seu pórtico.

13. O rei Salomão enviara mensageiros a Tiro e trouxera Hurão,

14. filho de uma viúva da tribo de Naftali e de um cidadão de Tiro, um artífice em bronze. Hurão era extremamente hábil, experiente e sabia fazer todo tipo de trabalho em bronze. Apresentou-se ao rei Salomão e fez depois todo o trabalho que lhe foi designado.

15. Ele fundiu duas colunas de bronze, cada uma com oito metros e dez centímetros de altura e cinco metros e quarenta centímetros de circunferência, medidas pelo fio apropriado.

16. Também fez dois capitéis de bronze fundido para colocar no alto das colunas; cada capitel tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de altura.

17. Conjuntos de correntes entrelaçadas ornamentavam os capitéis no alto das colunas, sete em cada capitel.

18. Fez também romãs em duas fileiras que circundavam cada conjunto de correntes para cobrir os capitéis no alto das colunas. Fez o mesmo com cada capitel.

19. Os capitéis no alto das colunas do pórtico tinham o formato de lírios, com um metro e oitenta centímetros de altura.

20. Nos capitéis das duas colunas, acima da parte que tinha formato de taça, perto do conjunto de correntes, havia duzentas romãs enfileiradas ao redor.

21. Ele levantou as colunas na frente do pórtico do templo. Deu o nome de Jaquim à coluna ao sul e de Boaz à coluna ao norte.

22. Os capitéis no alto tinham a forma de lírios. E assim completou-se o trabalho das colunas.

23. Fez o tanque de metal fundido, redondo, medindo quatro metros e meio de diâmetro e dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Era preciso um fio de treze metros e meio para medir a sua circunferência.

24. Abaixo da borda e ao seu redor havia duas fileiras de frutos, de cinco em cinco centímetros, fundidas numa só peça com o tanque.

25. O tanque ficava sobre doze touros, três voltados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. Ficava em cima deles, e as pernas traseiras dos touros eram voltadas para o centro.

26. A espessura do tanque era de quatro dedos, e sua borda era como a borda de um cálice, como uma flor de lírio. Tinha capacidade de quarenta mil litros.

27. Também fez dez carrinhos de bronze; cada um tinha um metro e oitenta centímetros de comprimento e de largura, e um metro e trinta e cinco centímetros de altura.

28. Os carrinhos eram feitos assim: Tinham placas laterais presas a armações.

29. Nas placas, entre as armações, havia figuras de leões, bois e querubins: Sobre as armações, acima e abaixo dos leões e bois, havia grinaldas de metal batido.

30. Em cada carrinho havia quatro rodas de bronze com eixos de bronze, cada um com uma bacia apoiada em quatro pés e fundida ao lado de cada grinalda.

31. Do lado de dentro do carrinho havia uma abertura circular com quarenta e cinco centímetros de profundidade. Essa abertura era redonda, e com sua base media setenta centímetros. Havia esculturas em torno da abertura. As placas dos carrinhos eram quadradas, e não redondas.

32. As quatro rodas ficavam sob as placas, e os eixos das rodas ficavam presos ao estrado. O diâmetro de cada roda era de setenta centímetros.

33. As rodas eram feitas como rodas de carros; os eixos, os aros, os raios e os cubos eram todos de metal fundido.

34. Havia quatro cabos que se projetavam do carrinho, um em cada canto.

35. No alto do carrinho havia uma lâmina circular de vinte e dois centímetros de comprimento. Os apoios e as placas estavam fixados no alto do carrinho.

36. Ele esculpiu figuras de querubins, leões e tamareiras na superfície dos apoios e nas placas, em cada espaço disponível, com grinaldas ao redor.

37. Foi assim que fez os dez carrinhos. Foram todos fundidos nos mesmos moldes e eram idênticos no tamanho e na forma.

38. Depois ele fez dez pias de bronze, cada uma com capacidade de oitocentos litros, medindo um metro e oitenta centímetros de diâmetro; uma pia para cada um dos dez carrinhos.

39. Ele pôs cinco carrinhos no lado sul do templo e cinco no lado norte. Pôs o tanque no lado sul, no canto sudeste do templo.

40. Também fez os jarros, as pás e as bacias para aspersão. Assim, Hurão completou todo o trabalho de que fora encarregado pelo rei Salomão, no templo do Senhor:

41. as duas colunas; os dois capitéis em forma de taça no alto das colunas; os dois conjuntos de correntes que decoravam os dois capitéis;

42. as quatrocentas romãs para os dois conjuntos de correntes, sendo duas fileiras de romãs para cada conjunto;

43. os dez carrinhos com as suas dez pias;

44. o tanque e os doze touros debaixo dele;

45. e os jarros, as pás e as bacias de aspersão. Todos esses utensílios que Hurão fez a pedido do rei Salomão para o templo do Senhor, eram de bronze polido.

46. Foi na planície do Jordão, entre Sucote e Zaretã, que o rei os mandou fundir, em moldes de barro.

47. Salomão não mandou pesar esses utensílios, tão grande era o seu número que o peso do bronze não foi determinado.

48. Além desses, Salomão mandou fazer também todos estes outros utensílios para o templo do Senhor: o altar de ouro; a mesa de ouro sobre a qual ficavam os pães da Presença;

49. os candelabros de ouro puro, cinco à direita e cinco à esquerda, em frente do santuário interno; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro;

50. as bacias, os cortadores de pavio, as bacias para aspersão, as tigelas e os incensários; e as dobradiças de ouro para as portas da sala interna, o Lugar Santíssimo, e também para as portas do átrio principal.

51. Terminada toda a obra que Salomão realizou para o templo do Senhor, ele trouxe tudo que seu pai havia consagrado e colocou junto com os tesouros do templo do Senhor: a prata, o ouro e os utensílios.

1. Então o rei Salomão reuniu em Jerusalém as autoridades de Israel, todos os líderes das tribos e os chefes das famílias israelitas, para levarem de Sião, a cidade de Davi, a arca da aliança do Senhor.

2. E todos os homens de Israel uniram-se ao rei Salomão por ocasião da festa, no mês de etanim, que é o sétimo mês.

3. Quando todas as autoridades de Israel chegaram, os sacerdotes pegaram

4. a arca do Senhor e a levaram, com a Tenda do Encontro e com todos os seus utensílios sagrados. Foram os sacerdotes e os levitas que levaram tudo.

5. O rei Salomão e toda a comunidade de Israel que se havia reunido a ele diante da arca, sacrificaram tantas ovelhas e bois que nem era possível contar.

6. Os sacerdotes levaram a arca da aliança do Senhor para o seu lugar no santuário interno do templo, no Lugar Santíssimo, e a colocaram debaixo das asas dos querubins.

7. Os querubins tinham suas asas estendidas sobre o lugar da arca e cobriam a arca e as varas utilizadas para o transporte.

8. Essas varas eram tão compridas que as suas pontas, que se estendiam para fora da arca, podiam ser vistas da frente do santuário interno, mas não de fora dele; e elas estão lá até hoje.

9. Na arca havia só as duas tábuas de pedra que Moisés tinha colocado quando estava em Horebe, onde o Senhor fez uma aliança com os israelitas depois que saíram do Egito.

10. Quando os sacerdotes se retiraram do Lugar Santo, uma nuvem encheu o templo do Senhor,

11. de forma que os sacerdotes não podiam desempenhar o seu serviço, pois a glória do Senhor encheu o seu templo.

12. E Salomão exclamou: "O Senhor disse que habitaria numa nuvem escura!

13. Na realidade construí para ti um templo magnífico, um lugar para nele habitares para sempre! "

14. Depois o rei virou-se e abençoou toda a assembléia de Israel, que estava ali de pé.

15. E disse: "Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, que com a sua mão cumpriu o que prometeu com sua própria boca a meu pai Davi, quando lhe disse:

16. ‘Desde o dia em que tirei o meu povo Israel do Egito, não escolhi nenhuma cidade das tribos de Israel para nela construir um templo em honra do meu nome. Mas escolhi Davi para governar Israel, o meu povo’.

17. "Meu pai Davi tinha no coração o propósito de construir um templo em honra do nome do Senhor, o Deus de Israel.

18. Mas o Senhor lhe disse: ‘Você fez bem em ter no coração o plano de construir um templo em honra do meu nome;

19. no entanto, não será você que o construirá, mas o seu filho, que procederá de você; ele construirá o templo em honra do meu nome’.

20. "E o Senhor cumpriu a sua promessa: Sou o sucessor de meu pai Davi, e agora ocupo o trono de Israel, como o Senhor tinha prometido, e construí o templo em honra do nome do Senhor, o Deus de Israel.

21. Providenciei nele um lugar para a arca, na qual estão as tábuas da aliança do Senhor, aliança que fez com os nossos antepassados quando os tirou do Egito".

22. Depois Salomão colocou-se diante do altar do Senhor, diante de toda a assembléia de Israel, levantou as mãos para o céu

23. e orou: "Senhor, Deus de Israel, não há Deus como tu em cima nos céus nem embaixo na terra! Tu que guardas a tua aliança de amor com os teus servos que, de todo o coração, andam segundo a tua vontade.

24. Cumpriste a tua promessa a teu servo Davi, meu pai; com tua boca prometeste e com tua mão a cumpriste, conforme hoje se vê.

25. "Agora, Senhor, Deus de Israel, cumpre a outra promessa que fizeste a teu servo Davi, meu pai, quando disseste: ‘Você nunca deixará de ter, diante de mim, um descendente que se assente no trono de Israel, se tão-somente os seus descendentes tiverem o cuidado de, em tudo, andarem segundo a minha vontade, como você tem feito’.

26. Agora, ó Deus de Israel, que se confirme a palavra que falaste a teu servo Davi, meu pai.

27. "Mas será possível que Deus habite na terra? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí!

28. Ainda assim, atende à oração do teu servo e ao seu pedido de misericórdia, ó Senhor, meu Deus. Ouve o clamor e a oração que o teu servo faz hoje na tua presença.

29. Estejam os teus olhos voltados dia e noite para este templo, lugar do qual disseste que nele porias o teu nome, para que ouças a oração que o teu servo fizer voltado para este lugar.

30. Ouve as súplicas do teu servo e de Israel, teu povo, quando orarem voltados para este lugar. Ouve desde os céus, lugar da tua habitação, e quando ouvires, dá-lhes o teu perdão.

31. "Quando um homem pecar contra seu próximo e tiver que fazer um juramento, e vier jurar diante do teu altar neste templo,

32. ouve dos céus e age. Julga os teus servos; condena o culpado, fazendo recair sobre a sua própria cabeça o resultado da sua conduta, e declara sem culpa o inocente, dando-lhe o que a sua inocência merece.

33. "Quando Israel, o teu povo, for derrotado por um inimigo por ter pecado contra ti, e voltar-se para ti e invocar o teu nome, orando e suplicando a ti neste templo,

34. ouve dos céus e perdoa o pecado de Israel, teu povo, e traze-o de volta à terra que deste aos seus antepassados.

35. "Quando fechar-se o céu, e não houver chuva por haver o teu povo pecado contra ti, e, se o teu povo, voltado para este lugar, invocar o teu nome e afastar-se do seu pecado por o haveres castigado,

36. ouve dos céus e perdoa o pecado dos teus servos, do teu povo Israel. Ensina-lhes o caminho certo e envia chuva sobre a tua terra, que deste por herança ao teu povo.

37. "Quando houver fome ou praga no país, ferrugem e mofo, gafanhotos peregrinos e gafanhotos devastadores, ou quando inimigos sitiarem suas cidades, quando, em meio a qualquer praga ou epidemia,

38. uma oração ou súplica por misericórdia for feita por um israelita ou por todo o teu povo Israel, cada um sentindo as suas próprias aflições e dores, estendendo as mãos na direção deste templo,

39. ouve dos céus, o lugar da tua habitação. Perdoa e age; trata cada um de acordo com o que merece, visto que conheces o seu coração. Sim, só tu conheces o coração do homem.

40. Assim eles te temerão durante todo o tempo em que viverem na terra que deste aos nossos antepassados.

41. "Quanto ao estrangeiro, que não pertence ao teu povo Israel, e que veio de uma terra distante por causa do teu nome —

42. pois ouvirão acerca do teu grande nome, da tua mão poderosa e do teu braço forte — quando ele vier e orar voltado para este templo,

43. ouve dos céus, lugar da tua habitação, e atende o pedido do estrangeiro, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome e te temam, como faz Israel, teu povo, e saibam que este templo que construí traz o teu nome.

44. "Quando o teu povo for à guerra contra os seus inimigos, por onde quer que tu o enviares, e orar ao Senhor voltado para a cidade que escolheste e para o templo que construí em honra do teu nome,

45. então ouve dos céus a sua oração e a sua súplica, e defende a sua causa.

46. "Quando pecarem contra ti, pois não há ninguém que não peque, e ficares irado com eles e os entregares ao inimigo, que os leve prisioneiros para a sua terra, distante ou próxima;

47. se eles caírem em si, na terra para a qual foram deportados, e se arrependerem e lá orarem: ‘Pecamos, praticamos o mal e fomos rebeldes’;

48. e se lá eles se voltarem para ti de todo o coração e de toda a sua alma, na terra dos inimigos que os levaram como prisioneiros, e orarem voltados para a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para o templo que construí em honra do teu nome,

49. então, desde os céus, o lugar da tua habitação, ouve a sua oração e a sua súplica, e defende a sua causa.

50. Perdoa o teu povo, que pecou contra ti; perdoa todas as transgressões que cometeram contra ti, e faze com que os seus conquistadores tenham misericórdia deles;

51. pois são o teu povo e a tua herança, que tiraste do Egito, da fornalha de fundição.

52. "Que os teus olhos estejam abertos para a súplica do teu servo e para a súplica do teu povo Israel, e que os ouças sempre que clamarem a ti.

53. Pois tu os escolheste dentre todos os povos da terra para serem a tua herança, assim como declaraste por meio do teu servo Moisés, quando tu, ó Soberano Senhor, tiraste os nossos antepassados do Egito".

54. Quando Salomão terminou a oração e a súplica ao Senhor, levantou-se diante do altar do Senhor, onde tinha se ajoelhado e estendido as mãos para o céu.

55. Pôs-se de pé e abençoou em voz alta toda a assembléia de Israel, dizendo:

56. "Bendito seja o Senhor, que deu descanso a Israel, seu povo, como havia prometido. Não ficou sem cumprimento nem uma de todas as boas promessas que ele fez por meio do seu servo Moisés.

57. Que o Senhor, o nosso Deus, esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados. Que ele jamais nos deixe nem nos abandone!

58. E faça com que de coração nos voltemos para ele, a fim de andarmos em todos os seus caminhos e obedecermos aos seus mandamentos, decretos e ordenanças, que deu aos nossos antepassados.

59. E que as palavras da minha súplica ao Senhor tenham acesso ao Senhor, ao nosso Deus, dia e noite, para que ele defenda a causa do seu servo e a causa de Israel, seu povo, de acordo com o que precisarem.

60. Assim, todos os povos da terra saberão que o Senhor é Deus e que não há nenhum outro.

61. Mas vocês, tenham coração íntegro para com o Senhor, o nosso Deus, para viverem por seus decretos e obedecerem aos seus mandamentos, como acontece hoje".

62. Então o rei Salomão e todo o Israel ofereceram sacrifícios ao Senhor;

63. ele ofereceu em sacrifício de comunhão ao Senhor vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os israelitas fizeram a dedicação do templo do Senhor.

64. Naquele mesmo dia o rei consagrou a parte central do pátio, que ficava na frente do templo do Senhor, e ali ofereceu holocaustos, ofertas de cereal e a gordura das ofertas de comunhão, pois o altar de bronze diante do Senhor era pequeno demais para comportar os holocaustos, as ofertas de cereal e a gordura das ofertas de comunhão.

65. E foi assim que Salomão, junto com todo o Israel, celebrou a festa naquela data; era uma grande multidão, gente vinda desde Lebo-Hamate até o ribeiro do Egito. Comemoraram diante do Senhor, o nosso Deus, durante sete dias.

66. No oitavo dia Salomão mandou o povo para casa. Eles abençoaram o rei e foram embora, jubilosos e de coração alegre por todas as coisas boas que o Senhor havia feito por seu servo Davi e por seu povo Israel.

Você está lendo 1 Reis na edição NVI, Nova Versão Internacional, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 22 capítulos, e 816 versículos.