Isaías

1. Vejam! O Senhor vai arrasar a terra e devastá-la; arruinará sua superfície e espalhará seus habitantes.

2. Será o mesmo para o sacerdote e o povo, para o senhor e o servo, para a senhora e a serva, para o vendedor e o comprador, para quem toma emprestado e quem empresta, para o devedor e o credor.

3. A terra será completamente arrasada e totalmente saqueada. Quem falou esta palavra foi o Senhor.

4. A terra seca-se e murcha, o mundo definha e murcha, definham os nobres da terra.

5. A terra está contaminada pelos seus habitantes, porque desobedeceram às leis, violaram os decretos e quebraram a aliança eterna.

6. Por isso a maldição consome a terra, e seu povo é culpado. Por isso os habitantes da terra são consumidos pelo fogo, ao ponto de sobrarem pouquíssimos.

7. O vinho novo vai-se, e a videira murcha; todos os que se divertiam gemem.

8. O som festivo dos tamborins foi silenciado, o barulho dos que se alegram parou, a harpa cheia de júbilo está muda.

9. Já não bebem vinho entoando canções; a bebida fermentada é amarga para os que a bebem.

10. A cidade vã está em ruínas; a entrada de cada casa está fechada.

11. Nas ruas clamam por vinho; toda a alegria chegou ao fim, toda celebração foi eliminada da terra.

12. A cidade foi deixada em ruínas, sua porta feita em pedaços.

13. Assim será na terra, entre as nações, como quando se usa a vara na oliveira ou se buscam os restos das uvas após a colheita.

14. Erguem as vozes, cantam de alegria; desde o Ocidente aclamam a majestade do Senhor.

15. Dêem glória, pois, ao Senhor no Oriente, e nas ilhas do mar exaltem o nome do Senhor, o Deus de Israel.

16. Desde os confins da terra ouvimos cantarem: "Glória seja dada ao Justo! " Mas eu disse: "Que desgraça! Que desgraça! Ai de mim! Os traidores traem! Os traidores agem traiçoeiramente! "

17. Pavor, cova e laço o aguardam, ó habitantes da terra!

18. Quem fugir ao grito de terror cairá na cova; quem sair da cova será pego no laço. Abertas estão as comportas dos céus; tremem os alicerces da terra.

19. A terra foi despedaçada, está destruída, totalmente abalada!

20. A terra cambaleia como um bêbado, balança como uma cabana ao vento; tão pesada sobre ela é a culpa de sua rebelião que cai para nunca mais se levantar!

21. Naquele dia o Senhor castigará os poderes em cima nos céus e os reis em baixo na terra.

22. Eles serão arrebanhados como prisioneiros numa masmorra, trancados numa prisão e castigados depois de muitos dias.

23. A lua ficará humilhada, e o sol, envergonhado; pois o Senhor dos Exércitos reinará no monte Sião e em Jerusalém, glorioso na presença dos seus líderes!

1. Senhor, tu és o meu Deus; eu te exaltarei e louvarei o teu nome, pois com grande perfeição tens feito maravilhas, coisas há muito planejadas.

2. Fizeste da cidade um monte de entulho, da cidade fortificada uma ruína, da cidadela dos estrangeiros uma cidade inexistente, que jamais será reconstruída.

3. Por isso um povo forte te honrará; a cidade das nações cruéis te temerá.

4. Tens sido refúgio para os pobres, refúgio para o necessitado em sua aflição, abrigo contra a tempestade e sombra contra o calor quando o sopro dos cruéis é como tempestade contra um muro

5. e como o calor do deserto. Tu silencias o bramido dos estrangeiros; assim como diminui o calor com a sombra de uma nuvem, também a canção dos temíveis é emudecida.

6. Neste monte o Senhor dos Exércitos preparará um farto banquete para todos os povos, um banquete de vinho envelhecido, com carnes suculentas e o melhor vinho.

7. Neste monte ele destruirá o véu que envolve todos os povos, a cortina que cobre todas as nações;

8. destruirá a morte para sempre. O Soberano Senhor enxugará as lágrimas de todo o rosto e retirará de toda a terra a zombaria do seu povo. Foi o Senhor quem disse!

9. Naquele dia dirão: "Esse é o nosso Deus; nós confiamos nele, e ele nos salvou. Esse é o Senhor, nós confiamos nele; exultemos e alegremo-nos, pois ele nos salvou".

10. Pois a mão do Senhor repousará sobre este monte; mas Moabe será pisoteado em seu próprio lugar, como a palha é pisoteada na esterqueira.

11. Ali Moabe estenderá as mãos, como faz o nadador para nadar, mas o Senhor abaterá o seu orgulho, apesar da habilidade das suas mãos.

12. Abaterá as torres altas dos seus altos muros e os derrubará; ele os lançará ao pó da terra.

1. Naquele dia este cântico será entoado em Judá: Temos uma cidade forte; Deus estabelece salvação como muros e trincheiras.

2. Abram as portas para que entre a nação justa, a nação que se mantém fiel.

3. Tu guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia.

4. Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna.

5. Ele humilha os que habitam nas alturas, rebaixa e arrasa a cidade altiva, e a lança ao pó.

6. Pés as pisoteiam, os pés dos necessitados, os passos dos pobres.

7. A vereda do justo é plana; tu, que és reto, torna suave o caminho do justo.

8. Também no caminho das tuas ordenanças esperamos em ti, Senhor. O teu nome e a tua lembrança são o desejo do nosso coração.

9. A minha alma suspira por ti durante a noite; e logo cedo o meu espírito por ti anseia, pois, quando se vêem na terra as tuas ordenanças, os habitantes do mundo aprendem justiça.

10. Ainda que se tenha compaixão do ímpio, ele não aprenderá a justiça; na terra da retidão ele age perversamente, e não vê a majestade do Senhor.

11. Erguida está a tua mão, Senhor, mas eles não a vêem! Que vejam o teu zelo para com o teu povo e se envergonhem; que o fogo reservado para os teus adversários os consuma.

12. Senhor, tu estabeleces a paz para nós; tudo o que alcançamos, fizeste-o para nós.

13. Ó Senhor nosso Deus, outros senhores além de ti nos tem dominado, mas só ao teu nome honramos.

14. Agora eles estão mortos, não viverão; são sombras, não ressuscitarão. Tu os castigaste e os levaste à ruína; apagaste por completo a lembrança deles!

15. Fizeste crescer a nação, Senhor; sim, fizeste crescer a nação. De glória te revestiste; alargaste todas as fronteiras da nossa terra.

16. Senhor, no meio de aflição te buscaram; quando os disciplinaste sussurraram uma oração.

17. Como a mulher grávida prestes a dar à luz se contorce e grita de dor, assim estamos nós na tua presença, ó Senhor.

18. Nós engravidamos e nos contorcemos de dor, mas demos à luz o vento. Não trouxemos salvação à terra; não demos à luz os habitantes do mundo.

19. Mas os teus mortos viverão; seus corpos ressuscitarão. Vocês, que voltaram ao pó, acordem e cantem de alegria. O teu orvalho é orvalho de luz; a terra dará à luz os seus mortos.

20. Vá, meu povo, entre em seus quartos e tranque as portas; esconda-se por um momento, até que tenha passado a ira dele.

21. Vejam! O Senhor está saindo da sua habitação para castigar os moradores da terra por suas iniqüidades. A terra mostrará o sangue derramado sobre ela; não mais encobrirá os seus mortos.

1. Naquele dia, o Senhor com sua espada severa, longa e forte, castigará o Leviatã, serpente veloz, o Leviatã, serpente tortuosa; matará no mar a serpente aquática.

2. Naquele dia, cantem sobre a vinha frutífera:

3. "Eu, o Senhor, sou o seu vigia, rego-a constantemente e a protejo dia e noite para impedir que lhe façam dano.

4. Não estou irado. Se espinheiros e roseiras bravas me enfrentassem, eu marcharia contra eles em combate e poria fogo neles todos.

5. Se não, que venham buscar refúgio em mim; que façam as pazes comigo. Sim, que façam as pazes comigo".

6. Nos dias vindouros Jacó lançará raízes, Israel terá botões e flores e encherá o mundo de frutos.

7. Acaso o Senhor o feriu como feriu aqueles que o feriram? Acaso ele foi morto como foram mortos os que o feriram?

8. Pelo desterro e pelo exílio o julga, com seu sopro violento ele o expulsa, como num dia de rajadas do vento oriental.

9. Assim será perdoada a maldade de Jacó, e será este o fruto da remoção do seu pecado: Quando ele fizer com que as pedras do altar sejam esmigalhadas e fiquem como pó de giz, os postes sagrados e os altares de incenso não ficarão de pé.

10. A cidade fortificada está abandonada, desabitada e esquecida como o deserto; ali os bezerros pastam e se deitam, e desfolham os seus ramos.

11. Quando os seus ramos estão secos e quebram-se, as mulheres fazem fogo com eles, pois esse é um povo sem entendimento. Por isso aquele que o fez não tem compaixão dele, aquele que o formou não lhe mostra misericórdia.

12. Naquele dia o Senhor debulhará desde as margens do Eufrates até o ribeiro do Egito, e vocês, israelitas, serão ajuntados um a um.

13. E naquele dia soará uma grande trombeta. Os que estavam perecendo na Assíria e os que estavam exilados no Egito virão e adorarão o Senhor no monte santo, em Jerusalém.

Você está lendo Isaías na edição NVI, Nova Versão Internacional, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 66 capítulos, e 1292 versículos.