Isaías

1. Ai daquela coroa, orgulho dos bêbados de Efraim, e de sua magnífica beleza, situada nos altos de um vale fértil e que agora é como uma flor murcha, Ai dos que são dominados pelo vinho!

2. Vejam! O Senhor envia alguém que é poderoso e forte. Como chuva de granizo e vento destruidor, como violento aguaceiro e tromba d’água inundante, ele a lançará com força ao chão.

3. A coroa orgulhosa dos bêbados de Efraim será pisoteada.

4. Sua magnífica beleza, localizada na cabeça de um vale fértil, é agora uma flor que murcha. Ela será como figo maduro antes da colheita, quem o vê, logo o apanha e o come.

5. Naquele dia o Senhor dos Exércitos será uma coroa gloriosa, um belo diadema para o remanescente do seu povo.

6. Ele será um espírito de justiça para aquele que se assenta para julgar, e força para os que fazem recuar das portas a guerra.

7. E estes também cambaleiam pelo efeito do vinho, e não ficam de pé por causa da bebida fermentada: Os sacerdotes e os profetas cambaleiam por causa da bebida fermentada e estão desorientados devido ao vinho; eles não conseguem ficar de pé por causa da bebida fermentada, confundem-se quando têm visões, tropeçam quando devem dar um veredicto.

8. Todas as mesas estão cobertas de vômito e não há um só lugar limpo.

9. "Quem é que ele está tentando ensinar? A quem está explicando a sua mensagem? A crianças desmamadas e a bebês recém-tirados do seio materno?

10. Pois o que se diz é: ‘Ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, regra e mais regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali’. "

11. Pois bem, com lábios trôpegos e língua estranha Deus falará a este povo,

12. ao qual dissera: "Este é o lugar de descanso. Deixem descansar o exausto. Este é o lugar de repouso! " Mas eles não quiseram ouvir.

13. Por isso o Senhor lhes dirá: "Ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, regra e mais regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali", para que saiam, caiam de costas, firam-se, fiquem presos no laço e sejam capturados.

14. Portanto, ouçam a palavra do Senhor, zombadores, vocês, que dominam este povo em Jerusalém.

15. Vocês se vangloriam, dizendo: "Fizemos um pacto com a morte, com a sepultura fizemos um acordo. Quando vier a calamidade destruidora, não nos atingirá, pois da mentira fizemos o nosso refúgio e na falsidade temos o nosso esconderijo".

16. Por isso diz o Soberano Senhor: "Eis que ponho em Sião uma pedra, uma pedra já experimentada, uma preciosa pedra angular para alicerce seguro; aquele que confia, jamais será abalado.

17. Farei do juízo a linha de medir e da justiça o fio de prumo; o granizo varrerá o seu falso refúgio, e as águas inundarão o seu abrigo.

18. Seu pacto com a morte será anulado; seu acordo com a sepultura não subsistirá. Quando vier a calamidade destruidora, vocês serão arrastados por ela.

19. Todas as vezes que vier, os arrastará; passará manhã após manhã, de dia e de noite". A compreensão desta mensagem trará pavor total.

20. A cama é curta demais para alguém deitar-se, e o cobertor é estreito demais para cobrir-se.

21. O Senhor se levantará como fez no monte Perazim, mostrará sua ira como no vale de Gibeom, para realizar sua obra, obra muito estranha, e cumprir sua tarefa, tarefa misteriosa.

22. Agora, parem com a zombaria; caso contrário, as suas correntes ficarão mais pesadas; o Senhor, o Senhor dos Exércitos falou-me da destruição decretada contra o território inteiro.

23. Ouçam, escutem a minha voz; prestem atenção, ouçam o que eu digo.

24. Quando o agricultor ara a terra para o plantio, só faz isso o tempo todo? Só fica abrindo sulcos e gradeando o solo?

25. Depois de nivelado o solo, ele não semeia o endro e não espalha as sementes do cominho? Não planta o trigo no lugar certo, a cevada no terreno próprio e o trigo duro nas bordas?

26. O seu Deus o instrui e lhe ensina o caminho.

27. Não se debulha o endro com trilhadeira, e sobre o cominho não se faz passar roda de carro; tira-se o endro com vara, e o cominho com um pedaço de pau.

28. É preciso moer o cereal para fazer pão; por isso ninguém o fica trilhando para sempre. Fazem passar as rodas da trilhadeira sobre o trigo, mas os seus cavalos não o trituram.

29. Isso tudo vem da parte do Senhor dos Exércitos, maravilhoso em conselhos e magnífico em sabedoria.

1. Ai de Ariel! Ariel, a cidade onde acampou Davi. Acrescentem um ano a outro e deixem seguir o seu ciclo de festas.

2. Mas eu sitiarei Ariel, que vai chorar e lamentar-se, e vai ser para mim como uma fornalha de altar.

3. Acamparei ao seu redor; eu a cercarei de torres e instalarei contra você minhas obras de cerco.

4. Lançada ao chão, de lá você falará; do pó virão em murmúrio as suas palavras. Fantasmagórica, subirá sua voz da terra; um sussurro vindo do pó será sua voz.

5. Mas os seus muitos inimigos se tornarão como o pó fino, as hordas cruéis, como palha levada pelo vento. Repentinamente, de golpe,

6. o Senhor dos Exércitos virá com trovões e terremoto e estrondoso ruído, com tempestade e furacão e chamas de um fogo devorador.

7. Então as hordas de todas as nações que lutam contra Ariel, que investem contra ele e contra a sua fortaleza e a sitiam, serão como acontece num sonho, numa visão noturna,

8. como quando um homem faminto sonha que está comendo, mas acorda e sua fome continua; como quando um homem sedento sonha que está bebendo, mas acorda enfraquecido, sem ter saciado a sede. Assim será com as hordas de todas as nações que lutam contra o monte Sião.

9. Pasmem e fiquem atônitos! Ceguem-se a si mesmos e continuem cegos! Estão bêbados, não porém de vinho, cambaleiam, mas não pela bebida fermentada.

10. O Senhor trouxe sobre vocês um sono profundo: fechou os olhos de vocês, profetas; cobriu as cabeças de vocês, videntes.

11. Para vocês toda esta visão não passa de palavras seladas num livro. E se vocês derem o livro a alguém que saiba ler e lhe disserem: "Leia, por favor", ele responderá: "Não posso; está lacrado".

12. Ou, se vocês derem o livro a alguém que não saiba ler e lhe disserem: "Leia, por favor", ele responderá: "Não sei ler".

13. O Senhor diz:  "Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam só é feita de regras ensinadas por homens.

14. Por isso uma vez mais deixarei atônito esse povo com maravilha e mais maravilha; a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá".

15. Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que agem nas trevas e pensam: "Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo? "

16. Vocês viram as coisas de cabeça para baixo! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado Pode dizer àquele que o formou: "Ele não me fez"? E o vaso poderá dizer do oleiro: "Ele nada sabe"?

17. Acaso o Líbano não será logo transformado em campo fértil, e não se pensará que o campo fértil é uma floresta?

18. Naquele dia os surdos ouvirão as palavras do livro, e, não mais em trevas e escuridão, os olhos dos cegos tornarão a ver.

19. Mais uma vez os humildes se alegrarão no Senhor, e os necessitados exultarão no Santo de Israel.

20. Será o fim do cruel, o zombador desaparecerá e todos os de olhos inclinados para o mal serão eliminados,

21. os quais com uma palavra tornam réu o inocente, no tribunal trapaceiam contra o defensor e com testemunho falso impedem que se faça justiça ao inocente.

22. Por isso o Senhor, que redimiu Abraão, diz à descendência de Jacó: "Jacó não será mais humilhado; e o seu rosto não tornará a empalidecer.

23. Quando ele vir em seu meio os seus filhos, a obra de minhas mãos, proclamarão o meu santo nome; reconhecerão a santidade do Santo de Jacó,

24. e no temor do Deus de Israel permanecerão. Os desorientados de espírito obterão entendimento; e os queixosos vão aceitar instrução".

1. "Ai dos filhos obstinados", declara o Senhor, "que executam planos que não são meus, fazem acordo sem minha aprovação, para ajuntar pecado sobre pecado,

2. que descem ao Egito sem consultar-me, para buscar proteção no poder do faraó, e refúgio na sombra do Egito.

3. Mas a proteção do faraó lhes trará vergonha, e a sombra do Egito lhe causará humilhação.

4. Embora seus líderes tenham ido à Zoa e seus enviados tenham chegado a Hanes,

5. todos se envergonharão por causa de um povo que lhes é inútil, que não traz ajuda nem vantagem, mas apenas vergonha e zombaria. "

6. Advertência contra os animais do Neguebe: Atravessando uma terra hostil e severa, de leões e leoas, de víboras e serpentes velozes, os enviados transportam suas riquezas no lombo de jumentos, seus tesouros nas corcovas de camelos, para aquela nação inútil,

7. o Egito, cujo socorro é totalmente inútil. Por isso eu o chamo Raabe, fera que nada faz.

8. Agora vá, escreva isso numa tabuinha para eles, registre-o num livro, para que nos dias vindouros seja um testemunho eterno.

9. Esse povo é rebelde; são filhos mentirosos, filhos que não querem saber da instrução do Senhor.

10. Eles dizem aos videntes: "Não tenham mais visões! " e aos profetas: "Não nos revelem o que é certo! Falem-nos coisas agradáveis, profetizem ilusões.

11. Deixem esse caminho, abandonem essa vereda, e parem de confrontar-nos com o Santo de Israel! "

12. Por isso diz o Santo de Israel: "Como vocês rejeitaram esta mensagem, apelaram para a opressão e confiaram nos perversos,

13. este pecado será para vocês como um muro alto, rachado e torto, que de repente desaba, inesperadamente.

14. Ele o fará em pedaços como um vaso de barro, tão esmigalhado que entre os seus pedaços não se achará um caco que sirva para pegar brasas de uma lareira ou para tirar água da cisterna".

15. Diz o Soberano Senhor, o Santo de Israel: "No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram.

16. Vocês disseram: ‘Não, nós vamos fugir a cavalo’. E fugirão! Vocês disseram: ‘Cavalgaremos cavalos velozes’. Velozes serão os seus perseguidores!

17. Mil fugirão diante da ameaça de um; diante da ameaça de cinco todos vocês fugirão, até que vocês sejam deixados como um mastro no alto de um monte, como uma bandeira numa colina".

18. Contudo, o Senhor espera o momento de ser bondoso com vocês; ele ainda se levantará para mostrar-lhes compaixão. Pois o Senhor é Deus de justiça. Como são felizes todos os que nele esperam!

19. Ó povo de Sião, que mora em Jerusalém, você não vai chorar mais. Como ele será bondoso quando você clamar por socorro! Assim que ele ouvir, lhe responderá.

20. Embora o Senhor lhe dê o pão da adversidade e a água da aflição, o seu mestre não se esconderá mais; com seus próprios olhos vocês o verão.

21. Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: "Este é o caminho; siga-o".

22. Então você tratará como impuras as suas imagens revestidas de prata e os seus ídolos recobertos de ouro; você os jogará fora como um trapo imundo e lhes dirá: "Fora! "

23. Ele também lhe mandará chuva para a semente que você semear, e a terra dará alimento rico e farto. Naquele dia o seu gado pastará em grandes prados.

24. Os bois e os jumentos que lavram o solo comerão forragem e sal espalhados com forcado e pá.

25. No dia do grande massacre, quando caírem as torres, regatos de água fluirão sobre todo monte elevado e sobre toda colina altaneira.

26. A luz da lua brilhará como o sol, e a luz do sol será sete vezes mais brilhante, como a luz de sete dias completos, quando o Senhor cuidar das contusões do seu povo e curar as feridas que lhe causou.

27. Vejam! De longe vem o Nome do Senhor, com sua ira em chamas, e densas nuvens de fumaça; seus lábios estão cheios de ira, e sua língua é fogo consumidor.

28. Seu sopro é como uma torrente impetuosa, que sobe até o pescoço. Ele faz sacudir as nações na peneira da destruição; ele coloca na boca dos povos um freio que os desencaminha.

29. E vocês cantarão como em noite de festa sagrada; seus corações se regozijarão como quando se vai, ao som da flauta, ao monte do Senhor, à Rocha de Israel.

30. O Senhor fará que os homens ouçam sua voz majestosa e os levará a ver seu braço descendo com ira impetuosa e fogo consumidor, com aguaceiro, tempestades de raios e saraiva.

31. A voz do Senhor despedaçará a Assíria; com seu cetro a ferirá.

32. Cada pancada que com a vara o Senhor desferir para a castigar será dada ao som de tamborins e harpas, enquanto a estiver combatendo com os golpes do seu braço.

33. Tofete está pronta já faz tempo; foi preparada para o rei. Sua fogueira é funda e larga, com muita lenha e muito fogo; o sopro do Senhor, como uma torrente de enxofre ardente, a incendeia.

1. Ai dos que descem ao Egito em busca de ajuda, que contam com cavalos. Eles confiam na multidão dos seus carros e na grande força dos seus cavaleiros, mas não olham para o Santo de Israel, nem buscam a ajuda que vem do Senhor!

2. Contudo, ele também é sábio e pode trazer a desgraça; ele não volta atrás em suas palavras. Ele se levantará contra a casa dos perversos, contra quem ajuda os maus.

3. Mas os egípcios são homens, e não Deus; seus cavalos são carne, e não espírito. Quando o Senhor estender a mão, aquele que ajuda tropeçará, aquele que é ajudado cairá; ambos perecerão juntos.

4. Assim me diz o Senhor: "Assim como quando o leão, o leão grande, ruge ao lado da presa, e contra ele se junta um bando de pastores, e ele não se intimida com os gritos deles nem se perturba com o seu clamor, assim o Senhor dos Exércitos descerá para combater nas alturas do monte Sião.

5. Como as aves dão proteção aos filhotes com suas asas, o Senhor dos Exércitos protegerá Jerusalém; ele a protegerá e a livrará; ele a poupará e a salvará".

6. Voltem para aquele contra quem vocês se revoltaram tão tremendamente, ó israelitas!

7. Pois naquele dia cada um de vocês rejeitará os ídolos de prata e de ouro que as mãos pecaminosas de vocês fizeram.

8. "A Assíria cairá por uma espada que não é de homem; uma espada, não de mortais, a devorará. Todos fugirão da espada e os seus jovens serão sujeitos a trabalhos forçados.

9. Sua fortaleza cairá por causa do pavor; ao verem a bandeira da batalha, seus líderes entrarão em pânico", anuncia o Senhor, cujo fogo está em Sião, cuja fornalha está em Jerusalém.

1. Vejam! Um rei reinará com retidão, e príncipes governarão com justiça.

2. Cada homem será como um esconderijo contra o vento e um abrigo contra a tempestade, como correntes de água numa terra seca e como a sombra de uma grande rocha no deserto.

3. Então os olhos dos que vêem não estarão mais fechados, e os ouvidos dos que ouvem escutarão.

4. A mente do precipitado saberá julgar, e a língua gaguejante falará com facilidade e clareza.

5. O tolo já não será chamado nobre e o homem sem caráter não será tido em alta estima.

6. Pois o insensato fala com insensatez e só pensa no mal: Ele pratica a maldade e espalha mentiras sobre o Senhor; deixa o faminto sem nada e priva de água o sedento.

7. As artimanhas do homem sem caráter são perversas; ele inventa planos maldosos para destruir com mentiras o pobre, mesmo quando a súplica deste é justa.

8. Mas o homem nobre faz planos nobres, e graças aos seus feitos nobres permanece firme.

9. Vocês, mulheres tão complacentes, levantem-se e escutem-me! Vocês, filhas que se sentem seguras, ouçam o que lhes vou dizer!

10. Daqui a pouco mais de um ano, vocês, que se sentem seguras, ficarão apavoradas; a colheita de uvas falhará, e a colheita de frutas não virá.

11. Tremam, vocês, mulheres tranqüilas! Estremeçam, vocês, que se sentem seguras! Arranquem suas vestes, e vistam roupas de lamento na cintura.

12. Batam no peito e chorem pelos campos agradáveis, pelas videiras frutíferas

13. e pela terra do meu povo, terra infestada de espinhos e roseiras bravas; sim, pranteiem por todas as casas cheias de júbilo e por esta cidade exultante.

14. A fortaleza será abandonada, a cidade barulhenta ficará deserta, a cidadela e a torre de sentinela se tornarão covis, uma delícia para os jumentos, uma pastagem para os rebanhos,

15. até que sobre nós o Espírito seja derramado do alto, e o deserto se transforme em campo fértil, e o campo fértil pareça uma floresta.

16. A justiça habitará no deserto, e a retidão viverá no campo fértil.

17. O fruto da justiça será paz; o resultado da justiça será tranqüilidade e confiança para sempre.

18. O meu povo viverá em locais pacíficos, em casas seguras, em tranqüilos lugares de descanso,

19. mesmo que a saraiva arrase a floresta e a cidade seja nivelada ao pó.

20. Como vocês serão felizes, semeando perto das águas, e deixando soltos os bois e os jumentos!

1. Ai de você, destruidor, que ainda não foi destruído! Ai de você, traidor, que não foi traído! Quando você parar de destruir, será destruído; quando parar de trair, será traído.

2. Senhor, tem misericórdia de nós; pois por ti esperamos! Sê tu a nossa força cada manhã, nossa salvação na hora do perigo.

3. Diante do trovão da tua voz, os povos fogem; quando te levantas, dispersam-se as nações.

4. O seu despojo, ó nações, será reunido como fazem os gafanhotos novos; como gafanhotos em nuvem, dele se apoderam os homens.

5. O Senhor é exaltado, pois habita no alto; ele encherá Sião de retidão e justiça.

6. Ele será o firme fundamento nos tempos a que você pertence, uma grande riqueza de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do Senhor é a chave desse tesouro.

7. Vejam! Os seus heróis gritam nas ruas; os embaixadores da paz choram amargamente.

8. As estradas estão abandonadas, ninguém viaja por elas. Rompeu-se o acordo, suas testemunhas são desprezadas, não se respeita ninguém.

9. A terra pranteia e fraqueja, o Líbano murcha, envergonhado; Sarom é como a Arabá, e Basã e o Carmelo perdem sua folhagem.

10. "Agora me levantarei", diz o Senhor. "Agora eu me erguerei; agora serei exaltado.

11. Vocês concebem palha, e dão à luz restolho; seu sopro é um fogo que o consome.

12. Os povos serão queimados como se faz com a cal; como espinheiros cortados, serão postos no fogo. "

13. Vocês que estão longe, atentem para o que eu fiz! Vocês, que estão perto, reconheçam o meu poder!

14. Em Sião os pecadores estão aterrorizados; o tremor se apodera dos ímpios: "Quem de nós pode conviver com o fogo consumidor? Quem de nós pode conviver com a chama eterna? "

15. Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal,

16. é esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará.

17. Seus olhos verão o rei em seu esplendor e vislumbrarão o território em toda a sua extensão.

18. Em seus pensamentos você lembrará terrores passados: "Onde está o oficial maior? Onde está o que recebia tributos? Onde o encarregado das torres? "

19. Você não tornará a ver aquele povo arrogante, aquele povo de fala obscura, com sua língua estranha, incompreensível.

20. Olhe para Sião, a cidade das nossas festas; seus olhos verão Jerusalém, morada pacífica, tenda que não será removida; suas estacas jamais serão arrancadas, nem se romperá nenhuma de suas cordas.

21. Ali o Senhor será o Poderoso para nós. Será como uma região de rios e canais largos, mas nenhum navio a remo os percorrerá, e nenhuma nau poderosa velejará neles.

22. Pois o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso rei; é ele que nos salvará.

23. Suas cordas se afrouxam: O mastro não está firme, as velas não estão estendidas. Então será dividida grande quantidade de despojos, e até o aleijado levará sua presa.

24. Nenhum morador de Sião dirá: "Estou doente! " E os pecados dos que ali habitam serão perdoados.

1. Aproximem-se, nações, e escutem: prestem atenção, ó povos! Que o ouçam a terra e tudo o que nela há, o mundo e tudo o que dele procede!

2. O Senhor está indignado contra todas as nações; sua ira está contra todos os seus exércitos. Ele os destruirá totalmente, ele os entregará à matança.

3. Seus mortos serão lançados fora e os seus cadáveres exalarão mau cheiro; os montes se encharcarão do sangue deles.

4. As estrelas dos céus serão todas dissolvidas, e os ceús se enrolarão como um pergaminho; todo o exército celeste cairá como folhas secas da videira e da figueira.

5. Quando minha espada embriagar-se nos céus, saibam que ela descerá para julgar Edom, povo que condenei à destruição.

6. A espada do Senhor está banhada em sangue, está coberta de gordura, sangue de cordeiros e de bodes, gordura dos rins de carneiros. Pois o Senhor exige sacrifício em Bozra e grande matança em Edom.

7. E os bois selvagens cairão com eles, e os novilhos com os touros. A terra deles ficará ensopada de sangue, e o pó se encharcará de gordura.

8. Pois o Senhor terá seu dia de vingança, um ano de retribuição, para defender a causa de Sião.

9. Os riachos de Edom se transformarão em piche, em enxofre, o seu pó; sua terra se tornará betume ardente!

10. Não se apagará de dia nem de noite; sua fumaça subirá para sempre. De geração em geração ficará abandonada; ninguém voltará a passar por ela.

11. A coruja-do-deserto e a coruja estridente a possuirão; o corujão e o corvo farão nela os seus ninhos. Deus estenderá sobre Edom o caos como linha de medir, e a desolação como fio de prumo.

12. Seus nobres nada terão ali que possa chamar-se reino, e todos os seus líderes desaparecerão.

13. Espinhos tomarão de assalto as suas cidadelas; urtigas e sarças cobrirão as suas fortalezas. Será um antro de chacais e moradia de corujas.

14. Criaturas do deserto se encontrarão com hienas, e bodes selvagens balirão uns para os outros; ali também descansarão as criaturas noturnas e acharão para si locais de descanso.

15. Nela a coruja fará ninho, chocará seus ovos e cuidará dos seus filhotes à sombra de suas asas; os falcões também se ajuntarão ali, cada um com o seu par.

16. Procurem no livro do Senhor e leiam: Nenhum deles estará faltando; nenhum estará sem o seu par. Pois foi a sua boca que deu a ordem, e o seu Espírito os ajuntará.

17. Ele designa as porções de cada um; sua mão os distribui por medida. Eles se apossarão dela para sempre, e ali habitarão de geração em geração.

1. O deserto e a terra ressequida se regozijarão; o ermo exultará e florescerá como a tulipa;

2. irromperá em flores, mostrará grande regozijo e cantará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, como também o resplendor do Carmelo e de Sarom; verão a glória do Senhor, o resplendor do nosso Deus.

3. Fortaleçam as mãos cansadas, firmem os joelhos vacilantes;

4. digam aos desanimados de coração: "Sejam fortes, não temam! Seu Deus virá, virá com vingança; com divina retribuição virá para salvá-los".

5. Então se abrirão os olhos dos cegos e se destaparão os ouvidos dos surdos.

6. Então os coxos saltarão como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria. Águas irromperão no ermo e riachos no deserto.

7. A areia abrasadora se tornará um lago; a terra seca, fontes borbulhantes. Nos antros onde outrora havia chacais, crescerão a relva, o junco e o papiro.

8. E ali haverá uma grande estrada, um caminho que será chamado Caminho de Santidade. Os impuros não passarão por ele; servirá apenas aos que são do Caminho; os insensatos não o tomarão.

9. Ali não haverá leão algum, e nenhum animal feroz passará por ele; não se acharão ali. Só os redimidos andarão por ele,

10. e os que o Senhor resgatou voltarão. Entrarão em Sião com cantos de alegria; duradoura alegria coroará suas cabeças. Júbilo e alegria se apoderarão deles, e a tristeza e o suspiro fugirão.

Você está lendo Isaías na edição NVI, Nova Versão Internacional, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 66 capítulos, e 1292 versículos.