1 Reis

1. Salomão aparentou-se com Faraó, rei do Egito, pois tomou por mulher a filha de Faraó, e a levou para a cidade de Davi, até que acabasse de edificar a sua casa, e a casa de Jeová e o muro à roda de Jerusalém.

2. Entretanto o povo oferecia sacrifícios sobre os altos, porque até aqueles dias não se tinha edificado casa ao nome de Jeová.

3. Salomão amava a Jeová, andando nos estatutos de seu pai Davi, exceto que ele oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.

4. Foi o rei a Gibeom, para oferecer sacrifícios, porque aquele era o grande alto. Ofereceu Salomão mil holocaustos sobre aquele altar.

5. Em Gibeom apareceu Jeová a Salomão em sonho de noite. Disse-lhe Deus: Pede-me o que queres que eu te dê.

6. Respondeu Salomão: Tu usaste de grande misericórdia com meu pai Davi, teu servo, segundo ele andou diante de ti em verdade e justiça, e em retidão de coração para contigo; guardaste-lhe esta grande misericórdia deste-lhe um filho que se assentasse no seu trono, como hoje está.

7. Agora, ó Jeová meu Deus, tu me fizeste reinar a mim em lugar de Davi meu pai. Eu sou um menino pequenino; não sei sair nem entrar.

8. Teu servo está no meio de teu povo que escolheste, dum povo grande que nem se pode contar nem reduzir a número pela multidão.

9. Dá, pois, ao teu servo um coração dócil para poder julgar ao teu povo, e para poder discernir entre o bem e o mal; Por que quem poderá julgar a este teu povo tão grande?

10. Agradou ao Senhor esta oração, por ter Salomão pedido uma tal cousa.

11. Disse-lhe Deus: Porquanto pediste esta cousa, e não pediste muitos dias, nem riquezas, nem a vida dos teus inimigos, porém pediste entendimento para discernires o que é justo;

12. eis que faço segundo as tuas palavras. Eis que te dou um coração sábio e entendido, de modo que antes de ti não houve quem te fosse semelhante, nem depois de ti se levantará teu igual.

13. Também te dei o que me não pediste, a saber, riquezas e glória, de modo que não haverá nenhum dentre os reis semelhante a ti, por todos os teus dias.

14. Se tu andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou teu pai Davi, prolongarei os teus dias.

15. Então despertou Salomão; e eis que era sonho. Tendo vindo a Jerusalém, pôs-se diante da arca da aliança do Senhor, ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas e deu um banquete a todos os seus servos.

16. Vieram ter com o rei duas mulheres prostitutas, e puseram-se diante dele.

17. Disse-lhe uma das mulheres: Ah, meu senhor! eu e esta mulher moramos na mesma casa. Dei à luz um filho, estando ela comigo.

18. Três dias depois de ter eu dado à luz, também esta mulher deu à luz um filho. Nós estávamos juntas; nenhuma outra pessoa estava conosco na casa, somente nós estávamos ali.

19. Durante a noite morreu o filho desta mulher, porque se deitara sobre ele.

20. Levantando-se ela à meia noite, enquanto dormia a tua escrava, tirou-me do lado a meu filho, e deitou-o no seu seio, e a seu filho morto deitou-o no meu seio.

21. Levantando-me eu pela manhã para dar de mamar a meu filho, eis que estava ele morto; mas depois de eu o ter examinado de dia, eis que não era ele o filho que me nascera.

22. A outra mulher respondeu: Não é assim; mas o vivo é meu filho, e o morto é o teu. A primeira replicou: Não; mas o morto é teu filho, e o vivo é o meu. Assim falavam diante do rei.

23. Disse o rei: Esta diz: O que está vivo é meu filho, e o teu é o morto; e a outra responde: Não, mas teu filho é o morto, e o meu é o vivo.

24. Disse, pois, o rei: Trazei-me uma espada. Trouxeram uma espada diante do rei.

25. Dividi, disse o rei, em duas partes o menino que está vivo, e dai metade a uma e metade a outra.

26. Então a mulher, de quem era o filho que estava vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho): Ah! meu senhor! dai-lhe a ela o menino que está vivo, e de modo nenhum o mateis. A outra, porém, disse: Não será ele nem meu nem teu; dividi-o.

27. Respondeu o rei: Dai a esta o menino vivo, e de modo nenhum o mateis: esta é sua mãe.

28. Todo o Israel ouviu a sentença que o rei havia proferido; tiveram medo do rei: porque viram que estava nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça.

1. O rei Salomão reinou sobre todo o Israel.

2. Estes eram os príncipes que tinha: Azarias, filho de Zadoque, era sacerdote;

3. Eliorefe e Aías, filho de Sisa, secretários: Josafá, filho de Ailude, era o cronista;

4. Benaia, filho de Joiada, era general do exército; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes:

5. Azarias, filho de Natã, estava sobre os oficiais; Zabude, filho de Natã, era ministro de estado, amigo do rei;

6. Abisar era mordomo; e Adonirão, filho de Abda, estava sobre os que trabalhavam forçados.

7. Salomão tinha doze oficiais sobre todo o Israel, que proviam de mantimentos o rei e sua casa: cada um tinha que fornecer mantimento para um mês no ano.

8. São estes os seus nomes: Ben-Hur, na região montanhosa de Efraim;

9. Ben-Dequer, em Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hanã;

10. Ben-Hesede, em Arubote; a este pertencia Socó, e toda a terra de Hefer;

11. Ben-Abinadabe, no alto de Dor, o qual tinha por mulher a Tafate, filha de Salomão;

12. Baaná, filho de Ailude, em Taanaque e Megido, e em toda Bete-Seã, que está junto a Zaretã, debaixo de Jezreel, desde Bete-Seã até Abel-Meolá, para além de Jocmeão;

13. Ben-Geder, em Ramote-Gileade; a este pertenciam as aldeias de Jair, filho de Manassés, as quais estão em Gileade, e também a região de Argobe, que é em Basã, sessenta grandes cidades com muros e ferrolhos de bronze;

14. Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim;

15. Aimaás, em Naftali, o qual tomou por mulher a Basemate, filha de Salomão;

16. Baaná, filho de Husai, em Aser e Alote;

17. Josafá, filho de Parua, em Issacar;

18. Simei, filho de Ela, em Benjamim;

19. Geber, filho de Uri, na terra de Gileade, país de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã; e era ele o único oficial que estava nesta terra.

20. Judá e Israel eram tão numerosos como a areia que está à beira do mar; comiam e bebiam e se alegravam.

21. Salomão dominava sobre todos os reinos desde o Rio até a terra dos filisteus, e até o termo do Egito; os quais lhe pagavam tributo e o serviam todos os dias da sua vida.

22. Os víveres para a mesa de Salomão eram cada dia trinta coros de flor de farinha, e sessenta coros de farinha;

23. dez bois cevados, e vinte bois tirados das pastagens, e cem ovelhas, afora veados, e gazelas, e cabras monteses, e aves cevadas.

24. Pois dominava ele sobre toda a região e sobre todos os reis aquém do Rio, desde Tifsa até Gaza, e tinha paz por todo o derredor.

25. Em Judá e Israel habitava cada qual em segurança, debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, desde até Ber-Seba, por todos os dias de Salomão.

26. Salomão tinha quarenta mil manjedouras de cavalos para os seus carros, e doze mil cavaleiros.

27. Os sobreditos oficiais, cada qual no seu mês, proviam de mantimentos o rei Salomão e todos os que chegavam à sua mesa; cousa nenhuma deixavam faltar.

28. Também levavam cevada e palha para os cavalos e ginetes para o lugar em que estava o rei, cada um segundo o seu cargo.

29. Deu Também Deus a Salomão sabedoria e entendimento em alto grau, e conhecimentos múltiplos, como a areia que está à beira do mar.

30. A sabedoria de Salomão excedia a de todos os filhos do Oriente, e toda a sabedoria do Egito.

31. Era mais sábio do que todos os homens, mais sábio do que Etã ezraíta, e do que Hemã, e do que Calcol, e do que Darda, filhos de Mahol. Correu a sua fama por todas as nações circunvizinhas.

32. Falou também três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.

33. Tratou de todas as árvores desde o cedro que está no Líbano, até o hissopo que sai da parede; tratou também dos animais, e das aves, e dos répteis, e dos peixes.

34. De todos os povos vinham pessoas a ouvir a sabedoria de Salomão, da parte de todos os reis que tinham ouvido da sua sabedoria.

1. Enviou também Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão; porque ouvira que ele tinha sido ungido rei em lugar de seu pai. Pois Hirão fora sempre muito amigo de Davi.

2. Salomão mandou dizer a Hirão:

3. Tu sabes que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome de Jeová seu Deus, por causa das guerras que lhe sobrevieram de todas as partes, até que Jeová lhe pôs debaixo dos pés os seus inimigos.

4. Porém agora Jeová meu Deus me concedeu descanso de todos os lados; nem há adversário, nem mau encontro.

5. Eis que estou com a intenção de edificar uma casa ao nome de Jeová meu Deus, conforme disse ele a meu pai Davi: Teu filho, que porei em teu lugar sobre o teu trono, ele há de edificar a casa ao meu nome.

6. Dá ordem agora que do Líbano me cortem cedros, os meus servos estarão com os teus; e eu pagarei o salário dos teus servos, respeitando em tudo o que determinares. Pois tu sabes que entre nós não há quem saiba cortar madeira como os Sidônios.

7. Ao ouvir Hirão as palavras de Salomão, alegrou-se muito e disse: Bendito seja hoje Jeová, que deu a Davi um filho sábio sobre este grande povo.

8. Hirão mandou dizer a Salomão: Eu ouvi o que me mandaste dizer; farei tudo o que desejas acerca das madeiras de cedro e de cipreste.

9. Os meus servos as levarão do Líbano até o mar; eu delas farei jangadas para irem por mar até o lugar que me designares, e ali as desmembrarei, e as receberás. Tu, da tua parte, cumprirás o meu desejo, dando sustento para minha casa.

10. Dava Hirão a Salomão madeiras de cedro e de cipreste conforme todo o seu desejo.

11. Salomão dava a Hirão para sustento da sua casa vinte mil coros de trigo e vinte coros de azeite batido; e isto fazia anualmente.

12. Deu Jeová a Salomão sabedoria, como lhe havia prometido. Havia paz entre Salomão e Hirão; e fizeram ambos entre si aliança.

13. O rei Salomão fez dentre todo o Israel uma leva de trabalhadores, a qual se compunha de trinta mil homens.

14. Enviava por seu turno ao Líbano mensalmente cada dez mil: um mês estavam no Líbano, e dois meses em casa; e Adoniram dirigia a leva.

15. Salomão tinha setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil que talhavam pedras nas montanhas,

16. afora os principais oficiais que dirigiam a obra, em número de três mil e trezentos, como superintendentes dos trabalhadores.

17. Pela ordem do rei cortaram-se pedras grandes, pedras de grande preço, para que os fundamentos da casa fossem de pedras lavradas.

18. Lavraram-nas os edificadores de Salomão, e os de Hirão, e os gebalitas, e prepararam as madeiras e as pedras para se edificar a casa.

1. No ano quatrocentos e oitenta depois que saíram da terra do Egito os filhos de Israel, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive, que é o segundo mês, começou-se a edificar a casa de Jeová.

2. A casa que Salomão edificou para Jeová, tinha sessenta cúbitos de comprido, vinte de largo e trinta de alto.

3. O pórtico diante do templo da casa estendia-se por vinte cúbitos no sentido da largura da casa, e projetava-se por dez cúbitos à frente da mesma.

4. Para a casa fez janelas de gelosias fixas.

5. Contra a parede da casa, tanto do templo como do oráculo, edificou andares ao redor e fez câmaras laterais ao redor:

6. o andar de baixo tinha cinco cúbitos de largo, o do meio seis e o terceiro sete, porque pelo lado de fora na parede da casa fez encostas, para que as vigas não estribassem nas paredes da casa.

7. Ao edificar-se a casa, empregavam-se pedras preparadas na pedreira; não se ouviu na casa martelo, nem machado nem instrumento algum de ferro, enquanto ela se edificava.

8. A porta para as câmaras laterais do meio estava à banda direita da casa; subiam por uma escada para o andar do meio, e do andar do meio para o terceiro.

9. Assim edificou a casa e a acabou, cobrindo-a com traves e pranchas de cedro.

10. Os andares que edificou contra a casa toda eram de cinco cúbitos de altura, e os ligou à casa com madeira de cedro.

11. Então veio a palavra de Jeová a Salomão, dizendo:

12. Quanto a esta casa que tu estás edificando, se andares nos meus estatutos, e executares os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles; estabelecerei contigo a minha palavra que falei a Davi, teu pai.

13. Habitarei no meio dos filhos de Israel, e não abandonarei o meu povo de Israel.

14. Salomão edificou a casa, e acabou-a.

15. Guarneceu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro, cobrindo-as por dentro com madeiras desde o soalho da casa até as traves do teto. Também cobriu o soalho com tábuas de cipreste.

16. Do fundo da casa a vinte cúbitos fez com tábuas de cedro uma divisão desde o soalho até as traves; e preparou-a por dentro para o oráculo, para o santo dos santos.

17. A casa, isto é, o templo fronteiro ao oráculo, tinha quarenta cúbitos de comprido.

18. A casa por dentro estava forrada de cedro, lavrado de botões e de flores abertas: tudo era cedro; não se via pedra.

19. No meio da casa na parte mais interior preparou um oráculo, para pôr nele a arca da aliança de Jeová.

20. Dentro do oráculo havia um espaço de vinte cúbitos de comprimento, vinte de largura e vinte de altura, que cobriu de ouro puro. Cobriu de cedro o altar.

21. Salomão cobriu também de ouro puro a casa por dentro; e fez passar cadeias de ouro por dentro do oráculo, que cobriu de ouro.

22. Cobriu inteiramente de ouro a casa toda; também cobriu de ouro o altar todo que pertencia ao oráculo.

23. No oráculo fez dois querubins de pau de oliveira, cada um tendo dez cúbitos de alto.

24. Uma asa do querubim tinha cinco cúbitos, e a outra tinha cinco; desde a extremidade duma asa até a extremidade da outra havia dez cúbitos.

25. O outro querubim também tinha dez cúbitos: ambos os querubins eram da mesma medida e da mesma forma.

26. Um querubim tinha dez cúbitos de alto, assim também o outro.

27. Pôs os querubins dentro da casa interior; as asas dos querubins estendiam-se, de sorte que a dum tocava numa parede, e a do outro tocavam noutra parede; e as suas asas tocavam uma a outra no meio da casa.

28. Cobriu de ouro os querubins.

29. Em volta de todas as paredes da casa, tanto na divisão mais interior como na mais exterior, fez de entalhe querubins, palmeiras e flores abertas.

30. Também cobriu de ouro o soalho da casa, tanto na divisão mais interior como na mais exterior.

31. Para a entrada do oráculo fez de pau de oliveira portas: a verga da porta e as umbreiras constituiam a quinta parte da parede.

32. Assim fabricou de pau de oliveira duas portas; e nelas fez de entalhe querubins, palmeiras e flores abertas, que cobriu de ouro. Também estendeu o ouro sobre os querubins e sobre as palmeiras.

33. Assim para a entrada do templo fez também de pau de oliveira umbreiras que constituiam a quarta parte da parede;

34. e de madeira de cipreste fez duas portas. As duas folhas de cada porta fechavam-se uma sobre outra.

35. Nelas esculpiu querubins, palmeiras e flores abertas; e cobriu-as de ouro ajustado às figuras entalhadas.

36. Edificou o átrio interior de três ordens de pedras lavradas, e duma ordem de vigas de cedro.

37. Lançou-se o fundamento da casa de Jeová no quarto ano, no mês de Zive.

38. No undécimo ano, no mês de Bul, que é o oitavo mês, foi acabada a casa em todas as suas partes, e tal como devia ser. Levou Salomão sete anos para edificá-la.

1. Salomão edificou a sua casa, levando treze anos para concluí-la.

2. Edificou a casa do bosque do Líbano, a qual tinha cem cúbitos de comprido, cinqüenta de largo e trinta de alto, repousando sobre quatro ordens de colunas de cedro, com vigas de cedro sobre as colunas.

3. Por cima a cobertura era de cedro, abrangendo as câmaras laterais em número de quarenta e cinco, quinze em cada ordem, as quais repousavam sobre as colunas.

4. Havia entradas para a luz em três ordens, e janela correspondia a janela em três fileiras.

5. Todas as portas e umbreiras eram de vigas em quadro; e janela correspondia a janela em três fileiras.

6. O pórtico, que tinha cinqüenta cúbitos de comprido, e trinta de largo, fê-lo de colunas; e defronte delas outro pórtico com colunas e degraus à entrada.

7. Fez também o pórtico do trono, onde julgasse, a saber, o pórtico do juízo, o qual era coberto de cedro desde o soalho ao teto.

8. A sua casa de morada, em outro átrio por dentro do pórtico, era de obra semelhante. Fez também para a filha de Faraó (a qual Salomão tomara por mulher) uma casa semelhante a este pórtico.

9. Todos estes edifícios por dentro e por fora eram de pedra de preço, a saber, de pedras cortadas sob medida, serradas à serra desde os fundamentos até o cimo das paredes, e por fora até o grande átrio.

10. Os fundamentos eram de pedras de preço, pedras grandes, de dez e de oito cúbitos,

11. e por cima delas pedras de preço, cortadas sob medida, e madeira de cedro.

12. Ao redor do grande átrio havia três ordens de pedras cortadas, e uma ordem de vigas de cedro, tais como o átrio interior da casa de Jeová, e o pórtico da casa.

13. Enviou o rei Salomão, e mandou trazer de Tiro a Hirão,

14. que era filho duma mulher viúva da tribo de Naftali, e dum homem de Tiro, que trabalhava em bronze. Hirão era cheio de sabedoria, de entendimento e de ciência para fazer toda a sorte de obras de bronze. Veio ter com o rei Salomão, e executou todas as suas obras.

15. Pois formou as duas colunas de bronze, tendo cada uma delas a altura de dezoito cúbitos e uma circunferência que correspondia a uma linha de doze cúbitos.

16. Fez também dois capitéis de bronze fundido para os pôr sobre o alto das colunas; um capitel tinha cinco cúbitos de altura, e o outro capitel tinha também cinco cúbitos de altura.

17. Havia redes de malhas, e grinaldas de cadeias, para os capitéis que estavam sobre o alto das colunas: sete para um capitel, e sete para o outro.

18. Fez as colunas, e havia duas ordens de romãs ao redor por cima duma rede para cobrir os capitéis que estavam no alto das colunas; assim também fez para o outro capitel.

19. Os capitéis que estavam no alto das colunas no pórtico na parte que figuravam lírios, tinham quatro cúbitos.

20. Perto da parte globular, próximo à rede, os capitéis que estavam em cima sobre as duas colunas, tinham duzentas romãs, dispostas em ordens ao redor sobre um e outro capitel.

21. Levantou as colunas no pórtico do templo: tendo levantado a coluna direita, pôs-lhe o nome de Jaquin; e tendo levantado a coluna esquerda, pôs-lhe o nome de Boaz.

22. O trabalho figurando lírios estava em cima das colunas: assim se acabou a obra das colunas.

23. Fez também o mar de fundição de dez cúbitos duma borda à outra, perfeitamente redondo, e de altura de cinco cúbitos: a sua circunferência correspondia a uma linha de trinta cúbitos.

24. Por baixo da sua borda havia saliências em número de dez por cúbito, que cingiam o mar: as saliências estavam em duas ordens e fundidas, quando o mar foi fundido.

25. Firmava-se sobre doze bois, três dos quais olhavam para o norte, três para o ocidente, três para o sul, e três para o oriente: o mar lhes ficava por cima, e todas as partes posteriores dos seus corpos estavam para a banda de dentro.

26. A grossura do mar era dum palmo; e a sua borda foi feita como a dum copo, como a flor dum lírio. Ele levava dois mil batos.

27. Fez também dez bases de bronze: cada uma tinha quatro cúbitos de comprido, quatro de largo e três de alto.

28. A obra das bases era a seguinte: tinham elas almofadas entre as junturas;

29. sobre as almofadas que estavam entre as junturas havia leões, bois e querubins; nas junturas, da parte de cima havia uma projeção: e debaixo dos leões e dos bois havia festões pendentes.

30. Cada base tinha quatro rodas de bronze, e eixos de bronze: os seus quatro pés tinham uns como ombrinhos fundidos, que, tendo festões ao lado, estavam debaixo do lavatório.

31. A abertura na parte superior da base que recebia o capitel era dum cúbito; e a abertura no capitel era redonda, como a obra dum pedestal, e dum cúbito e meio, tendo a sua borda entalhes, cujas almofadas eram quadradas, não redondas.

32. Debaixo das almofadas estavam as quatro rodas, cujos eixos descansavam na base: cada roda tinha cúbito e meio de altura.

33. As rodas eram como as dum carro: os seus eixos, as suas pinas, os seus raios e os seus cubos, tudo era fundido.

34. Aos quatro cantos de cada base havia quatro ombrinhos que faziam parte das mesmas.

35. No alto da base havia um cinto redondo, que tinha meio cúbito de alto, e sobre o topo da mesma os seus esteios e as suas almofadas formavam uma só peça com ela.

36. Nas placas dos seus esteios, e nas almofadas gravou querubins, leões e palmeiras, segundo o espaço que havia em cada uma, com festões ao redor.

37. Deste modo fez as dez bases: todas tinham a mesma fundição, a mesma medida e a mesma forma.

38. Fez também dez lavatórios de bronze: cada lavatório levava quarenta batos, e era de quatro cúbitos; e sobre cada uma das dez bases estava um lavatório.

39. Pôs as dez bases, cinco ao lado direito, e cinco ao lado esquerdo da casa; e pôs o mar ao lado direito da casa da banda oriental na direção do sul.

40. Fez também Hirão os lavatórios, e as pás e as bacias. Acabou Hirão de fazer toda a obra que executou para o rei Salomão na casa de Jeová:

41. as duas colunas, e os dois globos dos capitéis que estavam sobre o alto das colunas; as duas redes para cobrir os dois globos dos capitéis que estavam sobre o alto das colunas;

42. as quatrocentas romãs para cobrir as duas redes: duas ordens de romãs para cada rede, para cobrir os dois globos dos capitéis que estavam sobre as colunas;

43. as dez bases, e os dez lavatórios sobre as bases;

44. o mar com os doze bois por baixo;

45. os caldeirões e as pás e as bacias; todos estes vasos que fez Hirão para o rei Salomão na casa de Jeová eram de bronze polido.

46. O rei os fez fundir na planície do Jordão, numa terra argilosa entre Sucote e Zaretã.

47. Deixou Salomão de pesar todos os vasos devido ao seu excessivo número: não se averiguou o peso de bronze.

48. Fez Salomão todos os vasos que estavam na casa de Jeová: o altar de ouro, e a mesa sobre a qual estavam os pães da proposição, de ouro;

49. os candeeiros, cinco à direita, e cinco à esquerda, diante do oráculo, de ouro puro; as flores, as lâmpadas e as tenazes, de ouro;

50. as taças, os apagadores, as bacias, as colheres e os braseiros, de ouro puro; e de ouro as dobradiças para as portas da casa interior, para as do santo dos santos, e para as da casa, isto é, do templo.

51. Assim se acabou toda a obra que o rei Salomão mandou fazer na casa de Jeová. Salomão meteu nela as cousas que seu pai Davi tinha dedicado, a saber, a prata e o ouro e os vasos, que depositou nos tesouros da casa de Jeová.

1. Então o rei Salomão congregou junto a si em Jerusalém os anciãos de Israel, e todos os cabeças das tribos, príncipes das casas paternas dos filhos de Israel, para fazerem subir da cidade de Davi, que é Sião, a arca da aliança de Jeová.

2. Todos os homens de Israel se congregaram junto ao rei Salomão na ocasião da festa, no mês de Etanim, que é o sétimo mês.

3. Chegaram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes tomaram a arca.

4. Fizeram subir a arca de Jeová, e a Tenda da revelação, e todos os santos vasos que havia na Tenda: foram os sacerdotes e os levitas que os fizeram subir.

5. O rei Salomão com toda a congregação de Israel que tinha concorrido a ele estava diante da arca, sacrificando ovelhas e bois, que de tão numerosos se não podiam contar nem numerar.

6. Puseram os sacerdotes a arca no seu lugar, no oráculo da casa, no santo dos santos, debaixo das asas dos querubins.

7. Pois os querubins estendiam as suas asas sobre o lugar da arca, e cobriam de cima a arca e os seus varais.

8. Os varais sobressaíam tanto que já do santuário diante do oráculo eram vistas as suas pontas; porém de fora não se viam. Ali estão até o dia de hoje.

9. Na arca não havia senão as duas tábuas de pedra que Moisés nela metera em Horebe, quando Jeová fez aliança com os filhos de Israel, ao saírem da terra do Egito.

10. Tendo os sacerdotes saído do santuário, uma nuvem encheu a casa de Jeová,

11. de modo tal que os sacerdotes não podiam ter-se em pé para ministrarem por causa da nuvem. Pois a glória de Jeová encheu a casa de Jeová.

12. Então falou Salomão: Jeová disse que habitaria na escuridão.

13. Na verdade edifiquei uma casa para a tua morada, lugar de tua habitação para sempre.

14. O rei voltou o rosto, e abençoou toda a congregação de Israel, que estava de pé.

15. Salomão disse: Bendito seja Jeová, Deus de Israel, que falou pela sua boca a Davi, meu pai, e pela sua mão cumpriu o que disse:

16. Desde o dia em que tirei do Egito o meu povo de Israel, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel para edificar uma casa, a fim de que estivesse ali o meu nome; mas escolhi a Davi para ser o chefe sobre o meu povo de Israel.

17. Ora, meu pai Davi desejava edificar uma casa ao nome de Jeová, Deus de Israel.

18. Mas Jeová disse a Davi, meu pai: Já que desejaste edificar uma casa ao meu nome, fizeste bem em o desejar;

19. todavia tu não edificarás a casa ao meu nome, porém teu filho, que há de sair de teus lombos, esse edificará a casa a meu nome.

20. Jeová cumpriu a palavra que falou; pois eu fui suscitado em lugar de Davi meu pai, me assento no trono de Israel como Jeová prometeu, e edifiquei a casa ao nome de Jeová, Deus de Israel.

21. Ali constituí um lugar para a arca, em que está a aliança de Jeová, que ele fez com nossos pais quando os tirou da terra do Egito.

22. Pôs-se Salomão diante do altar de Jeová na presença de toda a congregação de Israel, estendeu as mãos para o céu;

23. e disse: Jeová, Deus de Israel, não há Deus como tu em cima no céu nem em baixo na terra. Tu guardas a aliança e a misericórdia para com os teus servos, que andam diante de ti de todo o seu coração.

24. Tu guardaste ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste; pela tua boca o disseste, e pela tua mão o cumpriste, assim como hoje se vê.

25. Agora Jeová, Deus de Israel, guarda ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste, dizendo: Não te faltará diante de mim um sucessor, que se assente no trono de Israel, contanto que seus filhos tomem cuidado com os seus caminhos, para andarem diante de mim como tu o fizeste.

26. Agora Jeová, Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra, que disseste ao teu servo Davi, meu pai.

27. Porém habitará verdadeiramente Deus sobre a terra? eis que o céu, e o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei!

28. Contudo atende, Jeová meu Deus, a oração do teu servo, e à sua súplica, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo faz hoje diante de ti;

29. a fim de que os teus olhos estejam abertos de noite e de dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fará, voltado para este lugar.

30. Ouve a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem voltados para este lugar. Ouve no céu, lugar da tua habitação; e quando ouvires, perdoa.

31. Se alguém pecar contra o seu próximo e lhe for exigido que jure, e ele vier a jurar diante do teu altar nesta casa;

32. ouve no céu, move-te, e julga os teus servos, condenando ao ímpio, para fazeres recair o seu proceder sobre a sua cabeça, e justificando ao justo, para lhe retribuires conforme a sua justiça.

33. Quando o teu povo de Israel tiver sido derrotado diante do inimigo, por ter pecado contra ti; se se voltarem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem, e fizerem súplicas a ti, voltados para esta casa:

34. então ouve no céu, perdoa o pecado do teu povo de Israel e torna a levá-los à terra que deste a seus pais.

35. Quando o céu se tiver fechado, e não houver chuva, por terem pecado contra ti; se orarem, voltados para este lugar, confessarem o teu nome e se converterem dos seus pecados, quando os afligires:

36. então ouve no céu, e perdoa os pecados dos teus servos, do teu povo de Israel, quando lhes ensinares o bom caminho em que andem; envia chuva sobre a tua terra que deste ao teu povo em herança.

37. Se houver na terra fome, ou peste, se houver crestamento ou mangra, gafanhotos ou lagarta; se o seu inimigo os sitiar na terra das suas cidades; seja qual for a praga que houver, seja qual for a enfermidade que houver;

38. toda a oração, e súplica, que qualquer homem, ou todo o povo de Israel, fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e estendendo as mãos para esta casa:

39. ouve no céu, lugar da tua habitação, perdoa, move-te, e retribui a cada um conforme os seus caminhos, e segundo vires o seu coração (pois tu, só tu, conheces os corações de todos os filhos dos homens),

40. para que se temam todos os dias em que viverem na terra que deste a nossos pais.

41. Também quanto ao estrangeiro, que não é do teu povo de Israel, quando vier dum país longínquo por causa do teu nome

42. (porque hão de ouvir do teu grande nome, e da tua mão poderosa, e do teu braço estendido); quando vier e orar voltado para este lugar:

43. então ouve no céu, lugar da tua habitação, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, para que todos os povos da terra conheçam o teu nome, temendo-te, como faz o teu povo de Israel, e para que saibam que o teu nome foi invocado sobre esta casa que edifiquei.

44. Se o teu povo sair à guerra contra os seus inimigos, seja qual for o caminho por que o enviares, e orarem a Jeová, voltados para a cidade que escolheste, e para a casa que edifiquei ao teu nome:

45. ouve no céu a sua oração e a sua súplica e defende a sua causa.

46. Se pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e estiveres irado contra eles e os entregares nas mãos dos seus inimigos, de sorte que os levem cativos para a terra do inimigo, quer longe quer perto;

47. todavia se, na terra para onde forem levados cativos, caírem em si e se converterem e orarem a ti na terra dos que os levaram cativos, dizendo: Pecamos, obramos perversamente, procedemos iniquamente;

48. se voltarem a ti de todo o seu coração e de toda a sua alma na terra dos seus inimigos, que os levaram cativos, e orarem a ti, voltados para a sua terra que deste a seus pais, para a cidade que escolheste e para a casa que edifiquei ao teu nome:

49. ouve no céu, lugar da tua habitação, a sua oração e a sua súplica, defende a sua causa,

50. perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti, e bem assim todas as transgressões que tiverem cometido contra ti, e dá-lhes mover a compaixão aos que os levarem cativos, para que estes se compadeçam deles

51. (pois são o teu povo, e a tua herança que tiraste do Egito, do meio da fornalha de ferro)

52. para que os teus olhos estejam abertos à súplica do teu povo de Israel, a fim de os ouvires sempre que a ti clamarem.

53. Porque tu, ó Senhor Jeová, os separaste dentre todos os povos da terra, para tua herança, como falaste por intermédio do teu servo Moisés, quando tiraste do Egito a nossos pais.

54. Tendo Salomão acabado de fazer a Jeová toda esta oração e súplica, levantou-se de diante do altar de Jeová, onde estava ajoelhado com as mãos estendidas para o céu.

55. Pôs-se em pé e abençoou a toda a congregação de Israel em alta voz, dizendo:

56. Bendito seja Jeová que deu descanso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que prometeu; não falhou nem sequer uma palavra de toda a boa promessa, que fez por intermédio do seu servo Moisés.

57. Seja conosco Jeová nosso Deus, assim como foi com nossos pais; não nos deixe, nem nos abandone,

58. para que incline a si os nossos corações, a fim de que andemos nos seus caminhos, e guardemos os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus juízos, que ordenou a nossos pais.

59. Que estas minhas palavras, com que supliquei diante de Jeová, estejam presentes de dia e de noite a Jeová, nosso Deus, para que defenda ele a causa do seu servo, e a causa do seu povo de Israel, como cada dia o exigir;

60. a fim de que todos os povos da terra saibam que Jeová é Deus: não há outro.

61. Seja perfeito o vosso coração com Jeová nosso Deus, para andardes nos seus estatutos, e guardardes os seus mandamentos, como hoje o fazeis.

62. O rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios diante de Jeová.

63. Para o sacrifício de ofertas pacíficas, que fez a Jeová, ofereceu Salomão vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os filhos de Israel dedicaram a casa de Jeová.

64. No mesmo dia consagrou o rei o meio do átrio que estava diante da casa de Jeová; pois ali ofereceu o holocausto, a oferta de cereais e a gordura das ofertas pacíficas, porque o altar de bronze que estava diante de Jeová era pequeno demais para nele caberem o holocausto, a oferta de cereais e a gordura das ofertas pacíficas.

65. Nesse tempo celebrou a festa Salomão, e com ele todo o Israel, congregado em grande número desde a entrada de Hamate até a torrente do Egito, diante de Jeová nosso Deus, por sete dias e mais sete dias, a saber, quatorze dias.

66. Ao oitavo dia despediu ele o povo, que abençoou ao rei e se foi para as suas tendas alegre e de coração contente por toda a bondade que Jeová manifestara a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo.

1. Tendo Salomão acabado de edificar a casa de Jeová, e a casa do rei, e tudo o que desejara e quisera fazer,

2. apareceu-lhe Jeová segunda vez, como lhe tinha aparecido em Gibeom.

3. Jeová disse-lhe: Ouvi a oração e a súplica, que fizeste diante de mim; santifiquei esta casa, que edificaste, para nela pôr o meu nome para sempre; e nela estarão os meus olhos e o meu coração todos os dias.

4. Quanto a ti, se andares diante de mim, como andou teu pai Davi, em integridade de coração e em eqüidade, fazendo conforme tudo o que hei ordenado, e se guardares os meus estatutos e os meus juízos;

5. estabelecerei o trono do teu reino sobre Israel para sempre, como prometi a teu pai Davi, dizendo: Não te faltará um sucessor sobre o trono de Israel.

6. Porém se vos desviardes, vós e vossos filhos, e não me seguirdes nem guardardes os meus mandamentos e os meus estatutos que vos tenho proposto, mas se fordes servir a outros deuses, e lhes derdes culto;

7. exterminarei a Israel da terra que lhe dei; e esta casa, que santifiquei ao meu nome, lançá-la-ei longe da minha presença, e Israel virá a ser provérbio e motejo de todos os povos.

8. Embora esta casa seja tão alta, todavia todo o que por ela passar, pasmará e assobiará e dir-se-á: Por que fez Jeová assim a esta casa e a esta terra?

9. Ser-lhe-á dito em resposta: Porque deixaram a Jeová seu Deus, que tirou da terra do Egito a seus pais, e se apegaram a outros deuses e os adoraram e os serviram. Por isso trouxe Jeová sobre eles todo este mal.

10. Passados vinte anos, em que edificara Salomão as duas casas, isto é, a casa de Jeová e a casa do rei

11. (ora Hirão, rei de Tiro, tinha fornecido a Salomão madeiras de cedro e de cipreste, e ouro segundo tudo o que este desejava), então deu a Hirão vinte cidades na terra da Galiléia.

12. Saiu Hirão de Tiro para ver as cidades que Salomão lhe tinha dado, e não lhe agradaram.

13. Disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E chamou-lhes terra de Cabul, nome que se conserva até hoje.

14. Hirão tinha enviado ao rei cento e vinte talentos de ouro.

15. A razão da leva de trabalhadores forçados que fez o rei Salomão é está: edificar a casa de Jeová, e a sua própria casa, e Milo, e o muro de Jerusalém, e Hasor, e Megido, e Gezer.

16. Faraó, rei do Egito, subiu e tomou a Gezer; queimou-a com fogo, matou os cananeus que habitavam na cidade, e deu-a em dote a sua filha, mulher de Salomão.

17. Salomão edificou Gezer e Bete-Horom a baixa,

18. e Baalate e Tamar no deserto do país,

19. e todas as cidades-armazéns que Salomão tinha, e as cidades dos carros e as dos cavaleiros, e tudo o que Salomão para o seu prazer quis edificar em Jerusalém, e no Líbano, e em toda a terra do seu domínio.

20. Quanto a todo o povo que tinha ficado dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos heveus, e dos jebuseus, que não eram dos filhos de Israel;

21. dos seus filhos que lhe tinham sucedido na terra, aos quais os filhos de Israel não puderam extinguir totalmente, deles fez Salomão uma leva de trabalhadores forçados, que continuam a ser até o dia de hoje.

22. Porém dos filhos de Israel não fez trabalhadores forçados; mas eram os homens de guerra, seus ministros, seus príncipes, seus capitães, e os chefes dos seus carros e dos seus cavaleiros.

23. Os principais oficiais que estavam sobre a obra de Salomão eram quinhentos e cinqüenta, que dirigiam o povo que trabalhava na obra.

24. Subiu, porém, a filha de Faraó da cidade de Davi para a casa que Salomão lhe tinha edificado; foi então que edificou a Milo.

25. Oferecia Salomão três vezes cada ano holocaustos e ofertas pacíficas sobre o altar que tinha edificado a Jeová, queimando com eles incenso sobre o altar que estava defronte de Jeová. Assim acabou ele a casa.

26. Fez Salomão uma frota em Eziom-Geber, que é perto de Elate, na praia do Mar Vermelho, na terra de Edom.

27. Mandou Hirão na frota os seus servos, marinheiros, entendidos em náutica, juntamente com os servos de Salomão.

28. Chegaram a Ofir, e de lá tomaram quatrocentos e vinte talentos de ouro, que trouxeram ao rei Salomão.

1. Ora tendo a rainha de Sabá ouvido a fama de Salomão no tocante ao nome de Jeová, veio pô-lo à prova com problemas difíceis.

2. Chegou a Jerusalém com uma comitiva muito grande, com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro, e pedras preciosas. Apresentou-se diante do rei Salomão, e conversou com ele a respeito de tudo o que tinha no coração.

3. E Salomão deu-lhe resposta a todas as suas perguntas; nada houve que fosse oculto ao rei, nem cousa que não lhe explicasse.

4. Tendo a rainha de Sabá visto toda a sabedoria de Salomão, e a casa que tinha edificado,

5. e a comida da sua mesa, e os assentos dos seus oficiais, e as funções e vestidos dos que o serviam, e os seus copeiros, e a subida pela qual subia à casa de Jeová, ficou estupefata.

6. Disse ao rei: Era verdadeira a fama que na minha terra ouvi acerca dos teus atos e da tua sabedoria.

7. Todavia eu não dei crédito às palavras, até que vim, e vi com os meus próprios olhos. Eis que me não contaram a metade: a tua sabedoria e a tua prosperidade excedem a fama que ouvi.

8. Felizes os teus homens, felizes estes teus servos, que estão sempre diante de ti, e que ouvem a tua sabedoria.

9. Bendito seja Jeová teu Deus, que se agradou de ti, para te colocar sobre o trono de Israel; porque Jeová amou a Israel para sempre, por isso te constituiu rei, para fazeres juízo e justiça.

10. Deu ela ao rei cento e vinte talentos de ouro, e especiarias em grande quantidade, pedras preciosas; nunca mais apareceu tamanha abundância de especiarias como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.

11. Também a frota de Hirão, que de Ofir levava ouro, trazia de lá uma grande abundância de madeira de almugue e pedras preciosas.

12. Da madeira de almugue fez o rei balaústres para a casa de Jeová, e para a casa do rei, como também harpas e alaúdes para os cantores: não se trouxe nem se viu mais semelhante madeira de almugue até o dia de hoje.

13. O rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela desejou e lhe pediu, afora o que lhe deu da sua real munificência. Assim voltou e foi para sua terra com os seus servos.

14. Ora, o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano, era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro,

15. afora o que entrava dos vendedores ambulantes e do tráfico dos negociantes, e de todos os reis do povo misto, e dos governadores da terra.

16. Fez o rei Salomão duzentos paveses de ouro batido: seiscentos siclos de ouro foram destinados para cada pavês.

17. Fez também trezentos escudos de ouro batido: três arratéis de ouro foram destinados para cada escudo. O rei pô-los na casa do bosque do Líbano.

18. Fez mais o rei um grande trono de marfim, e cobriu-o de ouro finíssimo.

19. O trono tinha seis degraus, e o alto do trono era redondo pelo espaldar; de ambos os lados tinha braços junto ao assento, e dois leões estavam junto aos braços.

20. Doze leões estavam ali sobre os seis degraus de um e de outro lado; não se fez obra semelhante em nenhum dos reinos.

21. Todos os vasos de que se servia o rei Salomão para beber, eram de ouro, e todos os vasos da casa do bosque do Líbano eram de ouro puro. Nenhum era de prata; a ela não se dava apreço algum nos dias de Salomão.

22. Pois o rei tinha no mar uma frota de Társis com a de Hirão; de três em três anos a frota de Társis voltava trazendo ouro, e prata, e marfim, e bugios e pavões.

23. Assim excedeu o rei Salomão todos os reis do mundo em riquezas e em sabedoria.

24. Todo o mundo buscava a face de Salomão para ouvir a sabedoria que Deus lhe tinha posto no coração.

25. Trazia cada um o seu presente, vasos de prata, e vasos de ouro, e vestidos, e armaduras, e especiarias, e cavalos e mulas, a uma certa razão por ano.

26. Ajuntou Salomão carros e cavaleiros; tinha mil e quatrocentos carros, e doze mil cavaleiros, que distribuiu pelas cidades de carros, e junto da pessoa do rei em Jerusalém.

27. O rei fez abundar em Jerusalém a prata como pedras, e os cedros como os sicômoros que estão na Sefelá.

28. Os cavalos que Salomão tinha eram trazidos do Egito; e os mercadores recebiam-nos em tropa, cada uma por um certo preço:

29. subia e saía do Egito um carro por seiscentos siclos de prata, e um cavalo por cento e cinqüenta. Nas mesmas condições os adquiriam para todos os reis do heteus e para os reis da Síria.

1. Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidonias e hetéias,

2. dentre as nações, de que disse Jeová aos filhos de Israel: Não haveis de ir a elas, nem elas a vós, pois vos perverterão o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor.

3. Ele tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres perverteram-lhe o coração.

4. Sendo já velho, suas mulheres perverteram-lhe o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não foi perfeito para com Jeová seu Deus, como o fora o coração de Davi, seu pai.

5. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos Sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas.

6. Salomão fez o mal aos olhos de Jeová, e não perseverou em o seguir como o fizera Davi, seu pai.

7. Nesse tempo edificou Salomão um alto a Camos, abominação de Moabe, no monte que está fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom.

8. Assim fez por todas as suas mulheres estrangeiras, que queimavam incenso e ofereciam sacrifícios aos seus deuses.

9. Jeová irou-se contra Salomão, por se ter o seu coração apartado de Jeová, Deus de Israel, que duas vezes lhe tinha aparecido,

10. e acerca disto lhe tinha ordenado que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que Jeová lhe ordenara.

11. Pelo que disse Jeová a Salomão: Pois que assim te portaste, e não guardaste a minha aliança e os meus estatutos, que te ordenei, hei de tirar de ti o reino e dá-lo ao teu servo.

12. Contudo não o farei em teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o tirarei.

13. Todavia não arrancarei o reino todo; mas darei a teu filho uma tribo em atenção ao meu servo Davi, e em atenção a Jerusalém, que escolhi.

14. Levantou Jeová a Salomão um adversário na pessoa de Hadade edomita, que era da estirpe real de Edom.

15. Porque estando Davi em Edom e tendo subido Joabe, general do exército, a sepultar os mortos, e ferido a todo o homem em Edom

16. (porque seis meses se demorou ali Joabe e todo o Israel, até ter exterminado a todo o homem em Edom),

17. fugiu Hadade com alguns edomitas, servos de seu pai, para ir ao Egito, e Hadade era menino.

18. Tendo partido de Midiã, foram a Parã, donde levaram homens consigo e foram ao Egito ter com Faraó, rei do Egito, o qual lhe deu casa, e lhe proporcionou víveres e lhe deu terra.

19. Hadade achou tanta graça aos olhos de Faraó, que este o casou com a irmã de sua própria mulher, irmã da rainha-mãe Táfenes.

20. A irmã de Táfenes deu-lhe à luz seu filho Genubate, que Táfenes desmamou na casa de Faraó, onde Genubate ficou por entre os filhos de Faraó.

21. Tendo Hadade ouvido no Egito que Davi dormia com seus pais, e que Joabe, general do exército, era morto, disse a Faraó: Despede-me, para que eu vá para a minha terra.

22. Então lhe perguntou Faraó: Mas que é o que te falta em minha casa, para que procures partir para tua terra? Ele lhe respondeu: Nada; contudo deixa-me ir.

23. Também Deus lhe levantou outro adversário na pessoa de Rezom, filho de Eliada, que tinha fugido de seu senhor Hadadezer, rei de Zoba.

24. Ele ajuntou gente, e fez-se capitão duma tropa, quando Davi matou os de Zoba. Retiraram-se para Damasco, habitaram ali, e reinaram em Damasco.

25. Além do mal que Hadade fazia, foi ele adversário de Israel por todos os dias de Salomão; detestava a Israel e reinava sobre a Síria.

26. Também levantou a mão contra o rei Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, servo de Salomão, cuja mãe era uma viúva por nome Zerua.

27. Esta foi a causa, porque levantou a mão contra o rei: Salomão tinha edificado a Milo, e cerrado a brecha da cidade de seu pai Davi.

28. Jeroboão era ilustre em valor. Salomão viu que era um moço laborioso, e deu-lhe a superintendência sobre toda a leva de trabalhadores forçados da casa de José.

29. Sucedeu nesse tempo que, saindo Jeroboão de Jerusalém, o profeta Aías silonita o encontrou no caminho: Aías se tinha vestido de uma capa nova, e estavam sós os dois no campo.

30. Aías pegou na capa nova, de que estava vestido, e rasgou-a em doze pedaços.

31. Disse a Jeroboão: Toma dez pedaços, pois assim diz Jeová, Deus de Israel: Eis que da mão de Salomão hei de rasgar o reino, e a ti te hei de dar dez tribos;

32. ele, porém, terá uma tribo em atenção ao meu servo Davi e em atenção a Jerusalém, cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel.

33. Isto farei, porque me deixaram a mim, e adoraram a Astarote, deusa dos Sidônios, a Camos, deus de Moabe, e a Milcom, deus dos filhos de Amom; e não andaram nos meus caminhos, para fazer o que é reto aos meus olhos, e para guardar os meus estatutos e os meus juízos, como o fez Davi seu pai.

34. Todavia não hei de tirar da sua mão o reino todo; mas fá-lo-ei príncipe todos os dias da sua vida, em atenção ao meu servo Davi, a quem escolhi, porque guardou os meus mandamentos e os meus estatutos.

35. Tirarei, porém, o reino das mãos de seu filho, e to darei a ti, a saber, dez tribos.

36. A seu filho darei uma tribo, para que sempre fique ao meu servo Davi uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, cidade que escolhi para ali pôr o meu nome.

37. A ti te tomarei, e reinará sobre tudo o que desejar a tua alma, e serás rei sobre Israel.

38. Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos e fizeres o que é reto aos meus olhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como o fez Davi, meu servo; eu serei contigo, e te edificarei uma casa firme, como o fiz para Davi, e te darei Israel.

39. Por isso afligirei a descendência de Davi, porém não para sempre.

40. Portanto Salomão procurou tirar a vida a Jeroboão; mas Jeroboão levantou-se e fugiu para o Egito a ter com Sisaque, rei do Egito, e ali ficou até a morte de Salomão.

41. Ora, o resto dos atos de Salomão, e tudo quanto fez, e a sua sabedoria, não está tudo escrito no livro dos atos de Salomão?

42. O tempo que Salomão reinou em Jerusalém sobre todo o Israel, foram quarenta anos.

43. Adormeceu Salomão com seus pais, e foi enterrado na cidade de Davi, seu pai; Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.

Você está lendo 1 Reis na edição TB, Sociedade Bíblica Britânica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 22 capítulos, e 817 versículos.