2 Reis

1. Depois da morte de Acabe rebelou-se Moabe contra Israel.

2. Acazias caiu pela grade do seu quarto alto que tinha em Samaria, e adoeceu; enviou mensageiros e disse-lhes: Ide e consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.

3. O anjo de Jeová, porém, disse a Elias tesbita: Levanta-te, e vai ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: É por que não há Deus em Israel, que vós ides consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?

4. Agora assim diz Jeová: Não descerás da cama a que subiste, mas sem falta morrerás. Elias partiu.

5. Os mensageiros voltaram a Acazias, que lhes perguntou: Por que é que voltastes?

6. Eles lhe responderam: Um homem nos subiu ao encontro e nos disse: Ide, voltai para o rei que vos mandou e dizei-lhe: Assim diz Jeová: É por que não há Deus em Israel, que mandas consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? portanto não descerás da cama a que subiste, mas sem falta morrerás.

7. Ele lhes perguntou: Qual era a aparência do homem que vos subiu ao encontro e que vos disse estas palavras?

8. Responderam-lhe: Era um homem vestido de pêlos, e cingido duma correia em volta da cintura. Então disse ele: É Elias tesbita.

9. O rei enviou-lhe um capitão de cinqüenta juntamente com os seus cinqüenta. Este subiu a ter com ele; e eis que estava sentado no cume do monte. Disse-lhe: Ó homem de Deus, o rei mandou que desças.

10. Respondeu Elias ao capitão de cinqüenta: Se eu sou homem de Deus, desça do céu fogo e te devore a ti e aos teus cinqüenta. Desceu fogo do céu e devorou a ele e aos seus cinqüenta.

11. O rei tornou a enviar-lhe outro capitão de cinqüenta juntamente com os seus cinqüenta. Este lhe disse: Ó homem de Deus, assim mandou o rei: Desce depressa.

12. Respondeu-lhes Elias: Se eu sou homem de Deus, desça do céu fogo e te devore a ti e aos teus cinqüenta. O fogo de Deus desceu do céu e devorou a ele e aos seus cinqüenta.

13. O rei tornou a enviar-lhe o capitão de uma terceira tropa de cinqüenta juntamente com os seus cinqüenta. Vindo este, pôs-se de joelhos diante de Elias, e suplicou-lhe e disse: Peço-te, ó homem de Deus, que seja preciosa aos teus olhos a minha vida, e a destes cinqüenta teus servos.

14. Eis que fogo desceu do céu e devorou os dois primeiros capitães de cinqüenta juntamente com os seus cinqüenta; agora, porém, seja preciosa aos teus olhos a minha vida.

15. O anjo de Jeová disse a Elias: Desce com ele; não tenhas medo dele. Levantou-se e desceu com ele ao rei.

16. Disse-lhe: Assim diz Jeová: Porquanto enviaste mensageiros a consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom (é por que não há Deus em Israel, para poderes consultar a sua palavra?) por isso não descerás da cama a que subiste, mas sem falta morrerás.

17. Assim morreu o rei conforme a palavra de Jeová que Elias tinha pronunciado. Porque não tinha filho, em seu lugar começou Jorão a reinar, no segundo ano de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.

18. Ora o restante dos atos que Acazias fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?

1. Quando Jeová estava para tomar a Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu.

2. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou para ir até Betel. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Desceram a Betel.

3. Os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e disseram-lhe: Sabes que Jeová há de tirar hoje o teu amo de sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.

4. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou a Jericó. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Assim foram a Jericó.

5. Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó, se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que Jeová há de tirar hoje o teu amo de sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.

6. Elias disse-lhe: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou ao Jordão. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová, e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos.

7. Foram cinqüenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe; eles ambos pararam junto ao Jordão.

8. Elias tomou o seu manto e, dobrando-o, feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas, de modo que ambos passaram a pé enxuto.

9. Depois de terem passado, disse Elias a Eliseu: Pede o que te hei de fazer, antes que seja de ti arrebatado. Respondeu Eliseu: Peço-te que haja sobre mim uma dobrada porção do teu espírito.

10. Tornou-lhe Elias: Difícil coisa pediste. Todavia se me vires quando de ti for arrebatado, assim se te fará; porém do contrário, não se te fará.

11. Caminhando eles ainda, e conversando, eis que apareceu um carro de fogo, e cavalos de fogo, os quais os separaram um do outro; Elias subiu ao céu por um redemoinho.

12. Eliseu o viu, e clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e os seus cavaleiros. Não o viu mais; pegou nos seus vestidos e rasgou-os em duas partes.

13. Também levantou o manto de Elias que este deixara cair e, voltando, pôs-se à borda do Jordão.

14. Tomou o manto que Elias deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está Jeová, Deus de Elias? Quando ele ferira as águas, elas se dividiram para as duas bandas, e Eliseu passou.

15. Vendo-o os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. Vieram-lhe ao encontro, e prostraram-se com o rosto em terra diante dele.

16. Disseram-lhe: Eis que agora entre os teus servos há cinqüenta homens fortes. Deixa-os ir, te pedimos, em procura do teu amo; não suceda que o espírito de Jeová o tenha arrebatado e atirado com ele para algum monte ou para algum vale. Eliseu respondeu: Não envieis.

17. Quando instaram com ele, até que se envergonhou, ele disse: Enviai. Enviaram cinqüenta homens que o buscaram por três dias, porém não o acharam.

18. Voltaram para ele, que os esperava em Jericó; e ele lhes disse: Não vos disse eu: Não vades?

19. Os habitantes da cidade disseram a Eliseu: Eis que a situação desta cidade é agradável, como vê o meu senhor; mas as águas são péssimas, e a terra é estéril.

20. Ele disse: Trazei-me um vaso novo, e ponde nele sal. Eles lho trouxeram.

21. Então saiu à fonte das águas, e deitou nela sal e disse: Assim diz Jeová: Curei estas águas; elas não serão mais a causa de morte nem de esterilidade.

22. Ficaram as águas sadias até o dia de hoje conforme a palavra que Eliseu proferiu.

23. Dali subiu a Betel; enquanto ele ia subindo pelo caminho, saíram da cidade uns rapazes, zombaram dele e lhe disseram: Sobe, calvo; sobe, calvo.

24. Ele olhou para trás, viu-os e amaldiçoou-os em nome de Jeová. Saíram do bosque duas ursas, e despedaçaram deles quarenta e dois.

25. Dali foi para o monte Carmelo, e de lá voltou para Samaria.

1. Ora Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel em Samaria no décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá, e reinou doze anos.

2. Fez o mal aos olhos de Jeová; porém não tanto como seu pai nem sua mãe, pois tirou a coluna de Baal que seu pai tinha feito.

3. Todavia se apegou aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que este fez pecar a Israel; não se apartou deles.

4. Ora Mesa, rei de Moabe, era criador de ovelhas, e pagava seu tributo ao rei de Israel com a lã de cem mil cordeiros e de cem mil carneiros.

5. Quando, porém, Acabe morreu, rebelou-se o rei de Moabe contra o rei de Israel.

6. O rei Jorão saiu nesse tempo de Samaria, e fez revista de todo o Israel.

7. Mandou dizer a Josafá, rei de Judá: O rei de Moabe rebelou-se contra mim; irás comigo à guerra contra Moabe? Respondeu ele: Subirei; como tu és, sou eu, o meu povo como teu povo, os meus cavalos como os teus cavalos.

8. Então perguntou Jorão: Por que caminho havemos de subir? Respondeu ele: Pelo caminho do deserto de Edom.

9. Partiram o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom; e andaram rodeando com uma marcha de sete dias; não havia água para o exército nem para as bestas que os seguiam.

10. Disse o rei de Israel: Ai! Jeová chamou estes três reis para os entregar nas mãos de Moabe.

11. Perguntou, porém, Josafá: Não há aqui algum profeta de Jeová, para por meio dele consultarmos a Jeová? Respondeu um dos servos do rei de Israel: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias.

12. Disse Josafá: A palavra de Jeová está com ele. Desceram a estar com ele o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom.

13. Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai ter com os profetas de teu pai, e com os profetas de tua mãe. Respondeu-lhe o rei de Israel: Não; porque Jeová chamou estes três reis para os entregar nas mãos de Moabe.

14. Disse Eliseu: Pela vida de Jeová, em cuja presença estou, se não fosse respeitar eu a presença de Josafá, rei de Judá, sem dúvida não te daria atenção nem te veria.

15. Agora, porém, trazei-me um menestrel. Quando o menestrel tocava, veio a mão de Jeová sobre Eliseu.

16. Ele disse: Assim diz Jeová: Enchei este vale de covas.

17. Pois assim diz Jeová: Não sentireis vento, nem vereis chuva, contudo esse vale se encherá de água; e bebereis vós, e os vossos servos, e as vossas bestas.

18. Isto é ainda pouco aos olhos de Jeová; ele também entregará os moabitas nas vossas mãos.

19. Ferireis todas as cidades fortalecidas e todas as cidades escolhidas, e cortareis todas as árvores boas, e entupireis todas as fontes de água e danificareis com pedras todos os terrenos bons.

20. Pela manhã, ao tempo de se oferecer a oblação, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom, e a terra se encheu de água.

21. Quando todos os moabitas ouviram que os reis haviam subido para pelejarem contra eles, convocaram-se a si mesmos, a saber, todos os que estavam em idade de pegar armas, e mesmo para cima, e esperaram nas fronteiras.

22. Levantando-se de madrugada, e raiando o sol sobre as águas, viram os moabitas diante de si as águas vermelhas como sangue.

23. Disseram: É sangue, sem dúvida os reis são destruídos, e de parte a parte se mataram; agora, ó Moabe, à presa.

24. Tendo os moabitas chegado ao arraial de Israel, levantaram-se os israelitas e feriram-nos, de modo que fugiram diante deles; e os israelitas entraram na terra, ferindo aos moabitas.

25. Arrasaram as cidades; sobre todos os bons terrenos lançaram cada um a sua pedra, e os entulharam; entupiram todas as fontes de água, e cortaram todas as boas árvores; até que só a Quir-Haresete lhe deixaram ficar as pedras. Contudo os fundeiros a cercaram, e a feriram.

26. Vendo o rei de Moabe que a peleja lhe ia sendo adversa, tomou consigo setecentos homens que puxavam de espada para abrir caminho até o rei de Edom; porém não puderam.

27. Então ele tomou seu filho primogênito que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro. Suscitou-se grande ira contra Israel; retiraram-se dele, e voltaram para sua terra.

1. Uma mulher dentre as mulheres dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: O teu servo, meu marido, morreu. Tu sabes que o teu servo temia a Jeová. É chegado o credor para levar meus dois filhos para lhe serem escravos.

2. Eliseu perguntou-lhe: Que te hei de fazer? dize-me, que é o que tens em casa? Respondeu ela: A tua serva não tem nada em casa senão uma almotolia de azeite.

3. Disse ele: Vai, pede emprestados a todas as tuas vizinhas ao redor vasos despejados; não peças poucos.

4. Entrarás e fecharás a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deitarás azeite em todos esses vasos; porás à parte o que estiver cheio.

5. Partiu dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; eles chegavam-lhe os vasos, e ela os enchia.

6. Cheios que foram os vasos, disse ela a um de seus filhos: Chega-me cá ainda um vaso. Ele lhe respondeu: Não há mais vaso nenhum. O azeite parou.

7. Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus. Ele disse: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida, e tu e teus filhos vivei do resto.

8. Um dia passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher de distinção; e ela o constrangeu a comer. Sucedeu que todas as vezes que ele passava por ali, lá entrava para comer.

9. Ela disse a seu marido: Vejo que é um santo homem de Deus este que passa constantemente por nossa casa.

10. Façamos-lhe um pequeno quarto sobre o muro; ponhamos-lhe ali uma cama, e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, para ali se retirará.

11. Sucedeu que um dia ele veio ali, retirou-se para o quarto, e nele se deitou.

12. Disse ao seu servo Geazi: Chama esta sunamita. Tendo-a ele chamado, ela se apresentou perante ele.

13. Eliseu disse a Geazi: Dize-lhe: Eis que nos tens tratado com todo este desvelo, que se há de fazer por ti? queres que se fale ao rei ou ao general do exército a teu favor? Ela respondeu: Eu habito no meio do meu povo.

14. Então disse ele: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ela, de fato, não tem filho, e seu marido é velho.

15. Disse Eliseu: Chama-a. Tendo-a ele chamado, ela se apresentou à porta.

16. Eliseu disse-lhe: Por este tempo daqui a um ano abraçarás um filho. Ela respondeu: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.

17. A mulher concebeu e deu à luz um filho no tempo determinado quando fez um ano, conforme Eliseu lhe dissera.

18. Tendo o menino crescido, saiu a ter com seu pai que estava com os ceifeiros.

19. Disse a seu pai: Minha cabeça! minha cabeça! Ele disse ao seu criado: Leva-o a sua mãe.

20. Tendo tomado ao menino, levou-o a sua mãe, em cujos joelhos ficou sentado até o meio dia, e então morreu.

21. Ela subiu e o deitou sobre a cama do homem de Deus, fechou sobre ele a porta e saiu.

22. Então chamou a seu marido e disse: Manda-me um dos servos e uma jumenta, para que eu vá à pressa ter com o homem de Deus, e volte.

23. Ele perguntou: Para que queres ir ter com ele hoje? não é lua nova, nem sábado. Ela respondeu: Deixa-me em paz.

24. Ela fez albardar a jumenta e disse ao seu servo: Guia e apressa-te; não me demores no caminho, senão quando eu te ordenar.

25. Partiu e foi ter com o homem de Deus ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse ao seu servo Geazi: Eis aí a sunamita;

26. corre a encontrar com ela, e pergunta-lhe: Vais bem? vai bem teu marido? vai bem o menino? Ela respondeu: Vai bem.

27. Tendo ela vindo ter com o homem de Deus ao monte, pegou-lhe nos pés. Chegou-se Geazi para a remover, porém o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura; Jeová mo encobriu e não me manifestou.

28. Então disse ela: Acaso pediste eu algum filho, meu senhor? Não disse eu: Não me enganes?

29. Eliseu disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão e parte. Se encontrares alguém, não o saúdes; se alguém te saudar, não lhe respondas; põe tu o meu bordão sobre o rosto do menino.

30. A mãe do menino disse: Pela vida de Jeová, e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Levantou-se ele, pois, e a seguiu.

31. Geazi passou adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele nem voz nem sentido. Pelo que voltou a encontrar-se com Eliseu e disse-lhe: Não despertou o menino.

32. Tendo Eliseu chegado à casa, eis que o menino estava morto e posto em cima da sua cama.

33. Entrou, cerrou a porta sobre eles ambos, e orou a Jeová.

34. Subiu à cama, deitou-se sobre o menino, e pôs a boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele, as suas mãos sobre as mãos dele, e encurvou-se sobre ele; e cobrou calor a carne do menino.

35. Então desceu e deu duas voltas pela casa; depois subiu e encurvou-se sobre ele; o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos.

36. Chamou a Geazi e disse: Chama essa sunamita. Ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele: Toma teu filho.

37. Então ela entrou, lançou-se aos pés dele, e prostrou-se com o rosto em terra; tomou a seu filho e saiu.

38. Eliseu voltou para Gilgal. Havia fome na terra; e os filhos dos profetas estavam sentados diante dele. Disse ao seu servo: Põe tu a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.

39. Saiu um ao campo para apanhar ervas; achou uma como parra silvestre, colheu dela os frutos até encher a sua capa e, voltando, cortou-os em pedaços e pôs na panela de caldo: pois não os conheciam.

40. Depois deram aos homens para comerem. Enquanto comiam o caldo, exclamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. E não puderam comer.

41. Ele, porém, disse: Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira para o povo a fim de que coma. Não havia mal nenhum na panela.

42. Um homem veio de Baal-Salisa, e trouxe ao homem de Deus uns pães das primícias, vinte pães de cevada, e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: Dá ao povo, para que coma.

43. Disse-lhe o seu servo: Que dizes? hei de eu pôr isto diante de cem homens! Porém ele tornou: Dá ao povo, para que coma; porque assim diz Jeová: Comerão, e sobejará.

44. Então lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra de Jeová.

1. Naamã, general do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e mui acatado, porque por ele Jeová tinha dado vitória à Síria: era também ilustre em valor, porém leproso.

2. Os siros tinham feito uma arrancada, e da terra de Israel tinham levado cativa uma rapariga pequena, que estava ao serviço da mulher de Naamã.

3. Ela disse a sua senhora: Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria! pois este o curaria da lepra que padece.

4. Então entrou Naamã e notificou ao seu senhor, dizendo: Assim e assim disse a rapariga que é da terra de Israel.

5. Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Partiu Naamã, e levou consigo dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro, e dez mudas de vestidos.

6. Levou a carta ao rei de Israel, a qual dizia: Agora quando chegar esta carta às tuas mãos, saberás que te enviei o meu servo Naamã, para que o cures da sua lepra.

7. Tendo o rei de Israel lido a carta, rasgou os seus vestidos e disse: Acaso sou eu Deus, com poder de tirar e dar vida, para que este me envie um homem a fim de eu o curar da sua lepra? mas adverti e vede como anda buscando ocasião para romper comigo.

8. Quando Eliseu, homem de Deus, ouviu que o rei de Israel rasgara os seus vestidos, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste os teus vestidos? Que venha ele ter comigo, e saberá que há um profeta em Israel.

9. Veio Naamã com os seus cavalos e com os seus carros, e parou à porta da casa de Eliseu.

10. Eliseu enviou-lhe um mensageiro que lhe dissesse: Vai e lava-te sete vezes no Jordão e a tua carne tornará a ti, e ficarás limpo.

11. Mas Naamã indignou-se e, retirando-se, disse: Eis que pensava eu, ele com certeza sairá a ter comigo, pôr-se-á em pé, invocará o nome de Jeová seu Deus, passará a mão sobre o lugar da lepra e restaurará o leproso.

12. Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? não me poderia eu lavar neles, e ficar limpo? Assim voltou e se foi enfurecido.

13. Então chegaram os seus servos e lhe disseram: Meu pai, se o profeta te houvesse ordenado uma coisa muito difícil, porventura não haverias feito? quanto mais, pois, quando ele te diz: Lava-te, e fica limpo?

14. Desceu ele e mergulhou-se sete vezes no Jordão, conforme a palavra do homem de Deus; a sua carne tornou-se como a carne dum menino pequenino, e ficou limpo.

15. Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e veio e se apresentou diante de Eliseu, e disse: Eis agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora recebe do teu servo um presente.

16. Mas ele respondeu: Pela vida de Jeová, em cuja presença estou, não o receberei. Instou com ele para que o tomasse, mas ele recusou.

17. Disse Naamã: Se não, rogo-te que se me dê da terra do país quanta baste para carregar duas mulas; pois daqui avante o teu servo não oferecerá holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão a Jeová.

18. Nisto perdoe Jeová ao teu servo: quando meu amo entrar na casa de Rimom para ali adorar, e se encostar na minha mão, e eu me prostrar na casa de Rimom, perdoe Jeová ao teu servo, quando ali me prostrar.

19. Eliseu disse-lhe: Vai-te em paz. Retirou-se dele uma pequena distância.

20. Mas Geazi, criado do homem de Deus, disse: Eis que o meu amo poupou a este Naamã siro, não recebendo das mãos dele o que trouxe; pela vida de Jeová, correrei atrás dele, e receberei dele alguma coisa.

21. Então foi Geazi em alcance de Naamã. Quando Naamã viu a alguém correndo atrás dele, saltou do carro a recebê-lo e perguntou: Vai tudo bem?

22. Respondeu ele: Tudo vai bem. Meu amo enviou-me a dizer: Eis que agora mesmo são chegados a mim da região montanhosa de Efraim dois moços dos filhos dos profetas; dá-lhes um talento de prata e duas mudas de vestidos.

23. Disse Naamã: Sê servido de tomar dois talentos. Instou com ele, e atou dois talentos de prata juntamente com duas mudas de vestidos em dois sacos, e pô-los sobre dois dos seus servos, que os levaram diante de Geazi.

24. Tendo ele chegado ao outeiro, tomou-os das mãos deles, e depositou-os na casa; e despediu os homens, que se foram.

25. Ele, porém, entrou, e pôs-se diante do seu amo. Perguntou-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma.

26. Replicou-lhe Eliseu: Porventura não foi contigo o meu coração, quando o homem voltou do seu carro ao teu encontro? Era a ocasião para receberes dinheiro, e para receberes vestidos, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas?

27. Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Geazi saiu da presença de Eliseu branco de lepra como a neve.

1. Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós.

2. Vamos até o Jordão, tomemos de lá cada um de nós uma viga, e edifiquemos ali um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide.

3. Disse um: Digna-te de ir com os teus servos. Ele tornou: Eu irei.

4. Assim foi com eles. Chegados ao Jordão, cortavam madeiras.

5. Quando um cortava a sua viga, caiu na água o ferro do machado; ele gritou e disse: Ai, meu senhor! porque era emprestado.

6. Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? Ele lhe mostrou o lugar. Então Eliseu cortou um pau, o lançou ali e fez nadar o ferro.

7. Disse: Levanta-o. Estendeu ele a mão, e o tomou.

8. Ora o rei da Síria fazia guerra a Israel; teve conselho com os seus servos, dizendo: Em tal e tal lugar estará o meu acampamento.

9. Mandou o homem de Deus dizer ao rei de Israel: Guarda-te, não passes por tal e tal lugar, porque os siros estão descendo ali.

10. O rei de Israel enviou ao lugar que o homem de Deus lhe dissera, e de que o avisara; assim se salvou ali não uma nem duas vezes.

11. Turbou-se o coração do rei da Síria por causa disso, chamou os seus servos e disse-lhes: Não me mostrareis qual de nós é pelo rei de Israel?

12. Respondeu um dos seus servos: Não é assim, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, refere ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.

13. Ele disse: Ide e vede onde está, para que eu envie e faça trazê-lo. Foi-lhe dito: Eis que ele está em Dotã.

14. Portanto mandou para lá cavalos e carros e uma tropa numerosa; chegaram de noite e cercaram a cidade.

15. Tendo-se levantado cedo o servo do homem de Deus, e saído para fora, eis que uma tropa de cavalos e carros estava ao redor da cidade. Disse-lhe o seu servo: Ai, meu senhor! como havemos de fazer?

16. Respondeu ele: Não tenhas medo; pois mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.

17. Orou Eliseu e disse: Jeová, abre os seus olhos, para que veja. Abriu Jeová os olhos do moço, que viu o monte cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.

18. Ao descerem os siros a ele, orou Eliseu a Jeová e disse: Fere de cegueira a essa gente. Feriu-a de cegueira conforme a palavra de Eliseu.

19. Eliseu disse-lhe: Este não é o caminho, nem esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. Guiou-os a Samaria.

20. Tendo eles entrado em Samaria, disse Eliseu: Abre, Jeová, os olhos destes homens para que vejam. Abriu-lhes Jeová os olhos, e viram; e eis que estavam no meio de Samaria.

21. Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai?

22. Respondeu ele: Não os ferirás. Acaso feririas tu os que fazes cativos com a tua espada e com o teu arco? manda por-lhes diante pão e água, para que comam e bebam, e tornem ao seu amo.

23. Preparou-se-lhes uma grande quantidade de alimentos; tendo eles comido e bebido, despediu-os, e eles voltaram para o seu amo. As tropas da Síria não entraram mais na terra de Israel.

24. Depois disto ajuntou Ben-Hadade, rei da Síria, todo o seu exército, e subiu e sitiou a Samaria.

25. Houve uma grande fome em Samaria; eis que a sitiaram, até que se vendeu uma cabeça de jumento por oitenta siclos de prata, e a quarta parte dum cabe de esterco de pombas por cinco siclos de prata.

26. Passando o rei de Israel sobre o muro, gritou-lhe uma mulher, dizendo: Acode-me, ó rei meu senhor.

27. Ele disse: Se Jeová não te acudir, donde te acudirei eu? da eira ou do lagar?

28. O rei perguntou-lhe: Que é o que tens? Respondeu ela: Esta mulher me disse: Dá teu filho, para o comermos hoje, e amanhã comeremos meu filho.

29. Cozemos meu filho, e o comemos; e ao outro dia lhe disse eu: Dá teu filho para o comermos; e ela escondeu seu filho.

30. Tendo o rei ouvido as palavras da mulher, rasgou os seus vestidos (ora ele ia passando sobre o muro); o povo olhou e viu que o rei tinha sacos sobre a sua carne.

31. Então ele disse: Assim me faça Deus e ainda mais, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, lhe ficar hoje sobre os ombros.

32. Eliseu, porém, estava sentado em sua casa, juntamente com os anciãos. Enviou o rei um dos seus assistentes; mas antes que o mensageiro chegasse a Eliseu, disse este aos anciãos: Vedes como este filho dum homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai quando vier o mensageiro, fechai a porta, e empurrai-o para fora com a porta. Porventura não vem após ele o ruído dos pés do seu amo?

33. Quando Eliseu ainda estava falando com eles, eis que desceu o mensageiro a ter com ele. Disse ele: Eis que este mal vem de Jeová; porque me deteria eu mais por causa dele?

1. Disse Eliseu: Ouvi a palavra de Jeová; assim diz Jeová: Amanhã mais ou menos a estas horas dar-se-á uma medida de flor de farinha por um siclo, e por um siclo duas medidas de cevada, na porta de Samaria.

2. O capitão, a cuja mão estava o rei encostado, respondeu ao homem de Deus: Ainda quando Jeová fizesse janelas no céu, poderia isso suceder? Eliseu disse: Eis que tu verás com os teus olhos, porém não comerás.

3. Quatro homens leprosos estavam à entrada da porta, os quais disseram uns aos outros: Por que ficamos nós sentados aqui até morrermos?

4. Se dissermos: Entremos na cidade, há fome ali, e morreremos; e se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamo-nos e passemo-nos para o arraial dos siros; se nos deixarem viver, viveremos; e se nos tirarem a vida, morreremos.

5. Levantaram-se no crepúsculo para irem ao arraial dos siros; e tendo eles chegado à entrada do arraial, eis que não havia ali ninguém.

6. Porque o Senhor fizera ouvir no arraial dos siros um estrondo de carros, e um estrondo de cavalos, um estrondo de um grande exército; e disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem sobre nós.

7. Pelo que se levantaram e fugiram no crepúsculo, deixaram as suas tendas, e os seus cavalos, e os seus jumentos, o arraial tal como estava, e fugiram para salvarem as suas vidas.

8. Tendo os leprosos chegado à entrada do arraial, entraram numa tenda; comeram e beberam, e levaram dali prata, ouro e vestidos, que foram esconder; e tendo voltado entraram em outra tenda, e tiraram dali objetos que foram esconder.

9. Então disseram uns aos outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nós nos calamos; se esperamos até à luz da manhã, castigo nos sobrevirá. Vinde agora, vamos informar à casa do rei.

10. Assim vieram e chamaram aos porteiros da cidade e contaram-lhes, dizendo: Fomos ao arraial dos siros e eis que não havia ali ninguém, nem voz de homem, mas somente os cavalos e os jumentos atados, e as tendas como estavam.

11. Chamaram os porteiros e fizeram levar a nova ao interior da casa do rei.

12. O rei levantou-se de noite, e disse aos seus servos: Eu vos farei saber o que os siros nos acabam de fazer. Eles sabem que estamos com fome; portanto saíram do arraial para se esconderem no campo, dizendo: Quando saírem da cidade, os apanharemos vivos, e entraremos na cidade.

13. Respondeu um dos seus servos: Tomem alguns de nós cinco dos cavalos que ainda restam na cidade (eles estão como toda a multidão de Israel que nela fica; eles estão como toda a multidão de Israel que perece), e enviemo-los, e vejamos.

14. Tomaram dois carros com cavalos; e o rei os enviou após o exército dos siros, dizendo: Ide e vede.

15. Foram após os siros até o Jordão; e eis que todo o caminho estava cheio de vestidos e vasos, que os siros na sua pressa tinham arrojado. Voltaram os mensageiros e deram conta ao rei.

16. Tendo o povo saído, saqueou o arraial dos siros. Assim uma medida de flor de farinha foi vendida por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, conforme a palavra de Jeová.

17. O rei deu a guarda da porta ao capitão, a cuja mão se encostava; o povo o atropelou na porta, e morreu como dissera o homem de Deus, que falou quando desceu o rei a ter com ele.

18. Assim se cumpriu o que o homem de Deus havia dito ao rei: Amanhã mais ou menos a estas horas se darão na porta de Samaria por um siclo duas medidas de cevada, e por um siclo uma medida de flor de farinha;

19. e aquele capitão respondeu ao homem de Deus: Ainda quando Jeová fizesse janelas no céu, poderia isso suceder? e ele disse: Eis que tu verás com os teus olhos, porém não comerás.

20. Assim lhe sucedeu; porque o povo o atropelou na porta, e morreu.

1. Ora Eliseu tinha dito à mulher, cujo filho ele havia restaurado à vida: Levanta-te, vai com os de tua casa a peregrinar onde puderes; porque Jeová chamou a fome, que virá sobre a terra por sete anos.

2. Levantou-se a mulher, e fez conforme a palavra do homem de Deus; e indo com os de sua casa, peregrinou sete anos na terra dos filisteus.

3. Ao cabo dos sete anos a mulher voltou da terra dos filisteus; e saiu para rogar ao rei sobre a sua casa e sobre as suas terras.

4. O rei falava com Geazi, servo do homem de Deus, dizendo: Conta-me todas as grandes obras que Eliseu tem feito.

5. Referindo ele ao rei como Eliseu havia restaurado a vida àquele que estava morto, a mulher, cujo filho ele havia restaurado à vida, apareceu rogando ao rei sobre a sua casa e sobre as suas terras. Disse Geazi: Ó rei meu senhor, esta é a mulher e este é seu filho, a quem Eliseu restaurou à vida.

6. O rei interrogou à mulher, e ela lhe fez a narrativa. Então o rei lhe deu um eunuco, dizendo: Faze restituir-lhe tudo o que era seu, e todos os frutos do campo desde o dia em que ela deixou a terra até agora.

7. Veio Eliseu a Damasco. Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente; e lho anunciaram, dizendo: O homem de Deus é chegado aqui.

8. Disse o rei a Hazael: Toma presentes contigo, e vai ao encontro do homem de Deus e, por ele, consulta a Jeová, perguntando: Hei de eu sarar desta doença?

9. Foi Hazael ao encontro dele, levando consigo um presente de quarenta camelos carregados com todas as boas coisas de Damasco. Chegou, apresentou-se diante dele e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, enviou-me a ti para perguntar: Hei de eu sarar desta doença?

10. Respondeu-lhe Eliseu: Vai, dize-lhe: Hás de sarar; contudo Jeová me mostrou que ele há de morrer.

11. Olhou para Hazael, fitando nele os olhos, até que este ficou envergonhado; e o homem de Deus chorou.

12. Perguntou-lhe Hazael: Por que chora o meu senhor? Respondeu ele: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel: porás fogo às suas fortalezas, matarás à espada os seus mancebos, despedaçarás os seus pequeninos e rasgarás os ventres de suas mulheres grávidas.

13. Tornou Hazael: Mas que é o teu servo, este cão, para fazer tão grande coisa? Respondeu Eliseu: Jeová mostrou-me que tu serás rei da Síria.

14. Então deixou a Eliseu e veio ao seu amo que lhe perguntou: Que te disse Eliseu? Respondeu ele: Disse-me que havias de sarar.

15. Ao outro dia tomou Hazael o cobertor, mergulhou-o em água e estendeu-o sobre o rosto do rei, que morreu. Em seu lugar reinou Hazael.

16. No quinto ano de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, reinando Josafá em Judá, começou a reinar Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.

17. Tinha trinta e dois anos quando começou a reinar; e reinou oito anos em Jerusalém.

18. Andou nos caminhos dos reis de Israel, como o fez a casa de Acabe (porque tinha por mulher a filha de Acabe); e fez o mal à vista de Jeová.

19. Todavia Jeová não quis destruir a Judá por causa do seu servo Davi, conforme a promessa que lhe havia feito de dar para sempre uma lâmpada a seus filhos.

20. Nos seus dias rebelou-se Edom para não estar debaixo do poder de Judá, e constituiu para si um rei.

21. Então Jorão passou a Zair, e com ele todos os seus carros. Ele se levantou de noite e feriu os edomitas que o cercaram e os capitães dos carros; o povo fugiu para as suas tendas.

22. Assim se rebelou Edom para não estar debaixo do poder de Judá até o dia de hoje. Rebelou-se Libna ao mesmo tempo.

23. O restante dos atos de Jorão e tudo o que ele fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?

24. Jorão adormeceu com seus pais, e foi sepultado com eles na cidade de Davi. Em seu lugar reinou seu filho Acazias.

25. No ano duodécimo de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, começou a reinar Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá.

26. Acazias tinha vinte e dois anos quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Atalia, filha de Onri, rei de Israel.

27. Ele andou no caminho da casa de Acabe e fez o mal à vista de Jeová, como o fez a casa de Acabe; porque era genro da casa de Acabe.

28. Ele marchou com Jorão, filho de Acabe, a pelejar contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade; e os siros feriram a Jorão.

29. Então o rei Jorão voltou para se curar em Jezreel das feridas que os siros lhe fizeram em Ramá, quando pelejava contra Hazael, rei da Síria. Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, desceu para visitar em Jezreel a Jorão, filho de Acabe, que estava doente.

1. Chamou o profeta Eliseu a um dos filhos dos profetas, e disse-lhe: Cinge os teus lombos, toma na mão este vaso de óleo e vai a Ramote-Gileade.

2. Quando lá chegares, procura a Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi; entra e faze-o levantar-se dentre os seus irmãos e leva-o para uma câmara interior.

3. Tomando o vaso de óleo, derrama-lho sobre a cabeça e dize: Assim diz Jeová: Acabo de ungir-te rei sobre Israel. Então abre a porta, foge e não te demores.

4. Assim foi o mancebo, o jovem profeta, a Ramote-Gileade.

5. Quando chegou, eis que estavam sentados os capitães do exército; ele disse: Capitão, tenho que te dar uma mensagem. Perguntou-lhe Jeú: A qual de todos nós? Respondeu ele: A ti, capitão.

6. Jeú levantou-se e entrou na casa; o mancebo derramou-lhe o óleo sobre a cabeça e disse: Assim diz Jeová, Deus de Israel: Acabo de ungir-te rei sobre o povo de Jeová, sobre Israel.

7. Ferirás a casa de Acabe, teu amo, para que eu vingue da mão de Jezabel o sangue dos profetas meus servos, e o sangue de todos os servos de Jeová.

8. Pois perecerá toda a casa de Acabe; e exterminarei da casa de Acabe todo o homem, tanto escravo como livre em Israel.

9. Farei a casa de Acabe como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de Aías.

10. Os cães comerão a Jezabel no campo de Jezreel, e não haverá quem a enterre. Então ele abriu a porta e fugiu.

11. Saindo Jeú aos servos do seu amo, um deles lhe perguntou: Vai tudo bem? para que te veio a ti este louco? Ele lhes respondeu: Vós conheceis o homem e o que me diria.

12. Eles replicaram: É falso; dize-no-lo, te pedimos. Tornou-lhes Jeú: Assim e assim me falou, dizendo: Assim diz Jeová: Acabo de ungir-te rei sobre Israel.

13. Então se apressaram e, tomando cada um o seu vestido, os puseram debaixo dele em cima dos degraus, e tocaram a trombeta, e disseram: Jeú é rei.

14. Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi, conspirou contra Jorão. (Ora Jorão defendia a Ramote-Gileade, ele e todo o Israel, por causa de Hazael, rei da Síria;

15. porém o rei Jorão tinha voltado para se curar em Jezreel das feridas que os siros lhe fizeram, quando pelejava contra Hazael, rei da Síria.) Disse Jeú: Se isso é o vosso parecer, não escape ninguém nem saia da cidade para ir dar a nova em Jezreel.

16. Subiu Jeú a um carro, e foi a Jezreel; porque Jorão estava de cama ali. Acazias, rei de Judá, tinha descido a visitar a Jorão.

17. Ora, a sentinela estava na torre em Jezreel, e viu a tropa de Jeú que vinha e disse: Eu vejo uma tropa. Disse Jorão: Toma um cavaleiro, e envia ao seu encontro, para que pergunte: Há paz?

18. Foi-lhe o cavaleiro ao encontro, e disse: Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu com a paz? passa para trás de mim. A sentinela deu aviso, dizendo: O mensageiro chegou a eles, porém não volta.

19. Então Jorão enviou segundo cavaleiro, que chegou a eles e disse: Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu com a paz? passa para trás de mim.

20. A sentinela deu aviso, dizendo: Chegou até eles, e não volta; e o guiar do carro parece como o de Jeú, filho de Ninsi, porque guia furiosamente.

21. Disse Jorão: Aparelha o carro. Aparelharam-lhe o carro. Saiu Jorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá, cada um no seu carro, e saíram ao encontro de Jeú e o acharam no campo de Nabote, jezreelita.

22. Jorão, tanto que viu a Jeú, perguntou: Há paz, Jeú? Ele respondeu: Que paz, enquanto permanecem tantas fornicações de tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias?

23. Então voltou Jorão as rédeas, e fugiu e disse: Há traição, Acazias.

24. Jeú entesou o seu arco com toda a força, e feriu a Jorão por entre as espáduas; a flecha saiu-lhe pelo coração, e ele ficou prostrado no seu carro.

25. Então disse Jeú ao seu capitão Bidcar: Levanta-o, e lança-o no campo da herdade de Nabote jezreelita, pois lembra-te de como, quando eu e tu, montados, seguíamos a seu pai Acabe, pronunciou Jeová esta profecia contra ele:

26. Certamente vi ontem o sangue de Nabote e o sangue de seus filhos, diz Jeová; e neste campo te retribuirei, diz Jeová. Agora levanta-o e lança-o neste campo conforme a palavra de Jeová.

27. Mas Acazias, rei de Judá, vendo isto, fugiu pelo caminho da casa do jardim. Jeú seguiu após ele, e disse: Matai também a este no carro; e feriram-no na subida de Gur que está junto a Jibleão. Ele fugiu a Megido, e ali morreu.

28. Os seus servos levaram-no num carro a Jerusalém, e sepultaram-no no seu sepulcro com seus pais na cidade de Davi.

29. No ano undécimo de Jorão, filho de Acabe, começou Acazias a reinar sobre Judá.

30. Quando Jeú tinha chegado a Jezreel, Jezabel soube disto; ela pintou os olhos, adornou a cabeça, e olhou pela janela.

31. Ao entrar Jeú pela porta, disse ela: Há paz, assassino do teu amo, Zinri?

32. Jeú levantou o rosto para a janela e disse: Quem está ao meu lado? quem? Dois ou três eunucos olharam para ele.

33. Ele disse: Lançai-a daí a baixo. Lançaram-na abaixo: foram salpicados do sangue dela a parede e os cavalos; e ele a atropelou.

34. Tendo Jeú entrado, comeu e bebeu; e ele disse: Ide ver aquela mulher maldita, e sepultai-a; porque é filha de rei.

35. Foram para a sepultar; porém não acharam dela senão a caveira, e os pés e as palmas das mãos.

36. Pelo que voltaram e lho disseram. Ele disse: Esta é a palavra de Jeová por meio do seu servo Elias tesbita, dizendo: No campo de Jezreel comerão os cães a carne de Jezabel;

37. o cadáver de Jezabel será como esterco sobre a face da herdade no campo de Jezreel, de maneira que não dirão: Esta é Jezabel.

1. Acabe tinha setenta filhos em Samaria. Jeú escreveu cartas e as enviou a Samaria aos homens principais de Jezreel, aos anciãos, e aos aios dos filhos de Acabe, dizendo:

2. Logo que vos chegar esta carta, visto estarem convosco os filhos do vosso amo como também carros e cavalos, e uma cidade fortificada e armas;

3. escolhei o melhor e aquele que mais vos agradar dentre os filhos do vosso amo, ponde-o no trono de seu pai, e pelejai pela casa do vosso amo.

4. Mas eles ficaram muito atemorizados e disseram: Eis que os dois reis não lhe resistiram; como poderemos nós resistir-lhe?

5. Aquele que estava sobre a casa, e aquele que estava sobre a cidade, os anciãos também, e os aios mandaram dizer a Jeú: Nós somos teus servos, e faremos tudo o que nos ordenares; a nenhum homem constituiremos rei. Faze o que parecer bem aos teus olhos.

6. Então tornou a escrever-lhes segunda vez, dizendo: Se estiverdes ao meu lado, e se quiserdes ouvir a minha voz, tomai as cabeças dos homens, filhos do vosso amo, e vinde ter comigo amanhã a estas horas a Jezreel. Ora, os filhos do rei, que eram setenta, estavam com os grandes da cidade, que os criaram.

7. Logo que eles receberam a carta, tomaram os filhos do rei, e mataram-nos, a saber, setenta homens, meteram as cabeças deles em cestos, e mandaram-lhas a Jezreel.

8. Veio um mensageiro e disse-lhe: Trouxeram as cabeças dos filhos do rei. Ele disse: Ponde-as em dois montões à entrada da porta até pela manhã.

9. Pela manhã saiu e, posto em pé, disse a todo o povo: Vós sois justos. Eis que eu conspirei contra o meu amo e o matei: mas quem feriu todos estes?

10. Sabei que da palavra de Jeová que falou a respeito da casa de Acabe nada cairá em terra; porque Jeová fez o que falou por meio do seu servo Elias.

11. Jeú feriu todos os que restavam da casa de Acabe em Jezreel, todos os seus grandes, os seus amigos íntimos, e os seus sacerdotes, até que não lhe deixou ficar de resto nem sequer um.

12. Então se levantou, partiu e foi a Samaria. Estando ele no caminho junto à casa em que os pastores tosquiam as ovelhas,

13. encontrou Jeú com os irmãos de Acazias, rei de Judá, e perguntou: Quem sois vós? Responderam eles: Somos os irmãos de Acazias; descemos a saudar os filhos do rei e os filhos da rainha.

14. Disse ele: Apanhai-os vivos. Eles os apanharam vivos, quarenta e dois homens, e os mataram junto à cisterna da casa em que tosquiam as ovelhas; não deixou deles nem sequer um.

15. Tendo partido daí, topou com Jonadabe, filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro; Jeú saudou-o, e perguntou-lhe: Tens tu o coração reto, como o meu o é para com o teu? Respondeu Jonadabe: Tenho. Se assim for, dá-me a tua mão. Jonadabe deu-lhe a sua mão; e Jeú fê-lo subir a si ao carro,

16. e disse-lhe: Vem comigo, e vê o meu zelo por Jeová. Fizeram-no montar no carro de Jeú.

17. Este, tendo chegado a Samaria, feriu a todos os que restavam a Acabe, em Samaria, até o ter destruído, conforme a palavra que Jeová falou a Elias.

18. Ajuntou Jeú todo o povo, e disse-lhe: Pouco serviu Acabe a Baal, porém Jeú muito o servirá.

19. Agora chamai à minha presença todos os profetas de Baal, todos os seus adoradores e todos os seus sacerdotes; não falte nenhum, pois tenho de oferecer um grande sacrifício a Baal; todo aquele que faltar, não viverá. Jeú, porém, fazia isto com astúcia, para destruir os adoradores de Baal.

20. Jeú disse: Santificai uma assembléia solene a Baal. Eles a proclamaram.

21. Jeú enviou mensageiros por todos os limites de Israel; vieram todos os adoradores de Baal, de maneira que não ficou um só que não viesse. Entraram na casa de Baal, que se encheu duma extremidade à outra.

22. Jeú disse ao que tinha cargo das vestimentas: Tira vestimentas para todos os adoradores de Baal. Ele lhes tirou vestimentas.

23. Entrou Jeú com Jonadabe, filho de Recabe, na casa de Baal, e disse aos adoradores de Baal: Examinai, e vede bem não esteja aqui entre vós algum dos servos de Jeová, mas tão somente os adoradores de Baal.

24. Entraram eles para oferecerem sacrifícios e holocaustos. Ora, Jeú tinha posto de prontidão do lado de fora oitenta homens, e lhes tinha dito: Se escapar alguns dos homens que eu vos entregar nas mãos, a vida daquele que o deixar escapar, responderá pela vida dele.

25. Logo que acabou de oferecer o holocausto, ordenou Jeú aos da guarda e aos capitães: Entrai, e matai-os; que ninguém saia. Feriram-nos ao fio da espada; os da guarda e os capitães lançaram-nos fora, e foram ao edifício da casa de Baal.

26. Tiraram as colunas que estavam na casa de Baal, e as queimaram.

27. Derrubaram a coluna e a casa de Baal, fazendo dela uma latrina, até o dia de hoje.

28. Assim Jeú aboliu de Israel a Baal.

29. Todavia dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais fez pecar a Israel, deles não se apartou Jeú, a saber, dos bezerros de ouro que estavam em Betel e que estavam em .

30. Disse Jeová a Jeú: Porque executaste bem o que é reto aos meus olhos, e fizeste à casa de Acabe conforme tudo quanto eu tinha no meu coração, teus filhos até a quarta geração se assentarão sobre o trono de Israel.

31. Jeú, porém, não teve o cuidado de andar de todo o seu coração na lei de Jeová, Deus de Israel; ele não se apartou dos pecados de Jeroboão, com os quais este fez pecar a Israel.

32. Naqueles dias começou Jeová a diminuir os termos de Israel, que foi ferido por Hazael em todas as suas fronteiras,

33. desde o Jordão para a banda do oriente, toda a terra de Gileade, os gaditas, e os rubenitas e os manassitas, desde Aroer, que está junto ao vale de Arnom, isto é, Gileade e Basã.

34. Ora, o restante dos atos de Jeú, e tudo o que ele fez, e todo o seu poder, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?

35. Adormeceu Jeú com seus pais; e sepultaram-no em Samaria. Em seu lugar reinou seu filho Joacaz.

36. O tempo que Jeú reinou sobre Israel em Samaria foram vinte e oito anos.

1. Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real.

2. Mas Jeoseba, filha do rei Jorão, irmã de Acazias, tomou a Joás, filho de Acazias, e do meio dos filhos do rei que foram mortos furtou-o com sua ama, e pô-los na câmara; esconderam-no de Atalia, de maneira que não foi morto.

3. Esteve com ela escondido seis anos na casa de Jeová; e Atalia reinou sobre a terra.

4. No sétimo ano enviou Joiada e mandou vir os centuriões dos caritas e da guarda, e fê-los entrar à sua presença na casa de Jeová; fez com eles aliança e, ajuramentando-os na casa de Jeová, mostrou-lhes o filho do rei.

5. Ordenou-lhes, dizendo: Esta é a coisa que haveis de fazer: uma terça parte de vós, os que entrais no sábado, fará a guarda da casa do rei;

6. outra terça parte ficará à porta de Sur; e a outra terça parte à porta detrás do quartel da guarda. Assim fareis a guarda da casa, e servireis de barreira.

7. As duas companhias, a saber, todos os que saem no sábado, farão a guarda da casa de Jeová junto ao rei.

8. Rodeareis o rei, cada um com as suas armas na mão; e aquele que entrar dentro das fileiras, seja morto. Estai com o rei quando sair e quando entrar.

9. Fizeram os centuriões conforme tudo o que ordenara o sacerdote Joiada. Tomando cada um os seus homens, os que haviam de entrar no sábado juntamente com os que haviam de sair no sábado, vieram ter com o sacerdote Joiada.

10. O sacerdote entregou aos centuriões as lanças e os escudos que haviam sido do rei Davi, os quais estavam na casa de Jeová.

11. Os da guarda puseram-se à roda do rei, cada um com as armas na mão, desde o lado direito até o lado esquerdo da casa, ao longo do altar e da casa.

12. Então Joiada lhes apresentou o filho do rei, pôs-lhe a coroa e deu-lhe o testemunho. Eles o constituíram rei e o ungiram; bateram as mãos e disseram: Viva o rei.

13. Ouvindo Atalia o clamor da guarda e do povo, entrou ao povo na casa de Jeová;

14. olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, como era o costume, e os capitães e as trombetas perto do rei; todo o povo da terra estava alegre e tocava as trombetas. Atalia rasgou os seus vestidos, e gritou: Traição, traição.

15. Joiada, o sacerdote, ordenou aos centuriões que comandavam as tropas e disse-lhes: Levai-a para fora das fileiras; aquele que a seguir, matai-o à espada, porque o sacerdote disse: Não seja ela morta na casa de Jeová.

16. Abriram caminho para ela; ela foi pelo caminho da entrada dos cavalos à casa do rei; e ali foi morta.

17. Joiada fez aliança entre Jeová e o rei e o povo, para serem eles o povo de Jeová; também fez aliança entre o rei e o povo.

18. Todo o povo da terra foi à casa de Baal, e a derrubaram; fizeram em pedaços os altares e as imagens de Baal, e mataram a Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. O sacerdote pôs oficiais sobre a casa de Jeová.

19. Tomou os centuriões, os caritas, os da guarda e todo o povo da terra; conduziram da casa de Jeová o rei e foram à casa do rei pelo caminho da porta dos da guarda. O rei sentou-se sobre o trono dos reis.

20. E todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou em paz; e mataram a Atalia à espada na casa do rei.

21. Tinha Jeoás sete anos quando começou a reinar.

1. No sétimo ano de Jeú começou Jeoás a reinar, e reinou quarenta anos em Jerusalém. A sua mãe chamava-se Zíbia de Berseba.

2. Fez Jeoás o que era reto aos olhos de Jeová todo o tempo em que Joiada, o sacerdote, o instruiu.

3. Todavia não foram tirados os altos: o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.

4. Disse Jeoás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas consagradas que for trazido à casa de Jeová, em moeda corrente, o dinheiro das pessoas para quem se fizer avaliação, e todo o dinheiro que alguém resolver no seu coração trazer à casa de Jeová,

5. recebam-no os sacerdotes, cada um das mãos dos seus conhecidos. Repararão eles os estragos da casa, onde quer que se encontrar qualquer estrago.

6. Sucedeu, porém, que no ano vigésimo terceiro do rei Jeoás, os sacerdotes ainda não tinham reparado os estragos da casa.

7. Então o rei Jeoás chamou ao sacerdote Joiada e os mais sacerdotes e lhes disse: Por que não reparais os estragos da casa? agora não recebais mais dinheiro das mãos dos vossos conhecidos, mas entregai-o para os reparos dos estragos da casa.

8. Consentiram os sacerdotes em não receberem mais dinheiro do povo, nem em repararem os estragos da casa.

9. Mas o sacerdote Joiada tomou uma caixa, fez-lhe um buraco na tampa, e pô-la junto ao altar, à direita de quem entra na casa de Jeová. Os sacerdotes que guardavam a porta deitavam ali todo o dinheiro que se trazia à casa de Jeová.

10. Quando viam que havia muito dinheiro na caixa, vinham o escrivão do rei e o sumo sacerdote e ensacavam e contavam o dinheiro que se achava na casa de Jeová.

11. Punham o dinheiro, depois de pesado, nas mãos dos que faziam a obra, e que tinham a seu cargo a casa de Jeová; estes o despendiam com os carpinteiros e com os edificadores que trabalhavam na casa de Jeová,

12. e com os pedreiros e com os que cortavam as pedras de cantaria, e para comprarem as madeiras e pedras de cantaria, a fim de repararem os estragos da casa de Jeová, e com tudo o que se gastava para se reparar a casa.

13. Mas do dinheiro que se trazia à casa de Jeová não foram feitos nem taças de prata, nem espevitadeiras, nem bacias, nem trombetas, nenhum vaso de ouro ou vaso de prata, para a casa de Jeová,

14. porque o davam aos que faziam a obra, reparando com ele a casa de Jeová.

15. Não se tomava conta aos homens, em cujas mãos entregavam o dinheiro para o distribuir pelos que faziam a obra; porque eles se haviam com fidelidade.

16. O dinheiro para as ofertas pela culpa, e o dinheiro para as ofertas pelo pecado não era trazido à casa de Jeová; era dos sacerdotes.

17. Então subiu Hazael, rei da Síria, pelejou contra Gate e a tomou; e fez rosto para marchar contra Jerusalém.

18. Jeoás, rei de Judá, tomou todas as coisas consagradas que Josafá, Jeorão e Acazias, seus pais, reis de Judá, tinham dedicado, e tudo o que ele mesmo tinha oferecido, e todo o ouro que se achava nos tesouros da casa de Jeová e da casa do rei, e o enviou a Hazael, rei da Síria; e este se retirou de Jerusalém.

19. Ora, o restante dos atos de Joás e tudo o que ele fez, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?

20. Levantaram-se os seus servos, fizeram uma conspiração e feriram a Joás na casa de Milo no caminho que desce para Sila.

21. Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer, seus servos, feriram-no, e ele morreu; sepultaram-no com seus pais na cidade de Davi. Em seu lugar reinou Amazias, seu filho.

1. No ano vinte e três de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, começou Joacaz, filho de Jeú, a reinar sobre Israel em Samaria, e reinou dezessete anos.

2. Fez o mal à vista de Jeová, e seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel; não se apartou deles.

3. Acendeu-se contra Israel a ira de Jeová, que o entregou continuadamente nas mãos de Hazael, rei da Síria, e nas mãos de Ben-Hadade, filho de Hazael.

4. Joacaz suplicou a Jeová, que o ouviu; pois viu a opressão com que o rei da Síria oprimia a Israel

5. (Jeová deu um libertador a Israel, de modo que saiu de sob a mão dos siros; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas como dantes.

6. Contudo não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão, com os quais este fez pecar a Israel, mas andaram neles; e também ficou a Asera em Samaria).

7. Pois a Joacaz não deixou do povo senão cinqüenta cavaleiros, e dez carros, e dez mil homens de pé; porque o rei da Síria os destruiu e os fez como pó que se pisa.

8. Ora o restante dos atos de Joacaz e tudo o que ele fez, e o seu poder, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?

9. Adormeceu Joacaz com seus pais; e sepultaram-no em Samaria. Em seu lugar reinou seu filho Joás.

10. No ano trinta e sete de Joás, rei de Judá, começou Jeoás, filho de Joacaz, a reinar sobre Israel em Samaria, e reinou dezesseis anos.

11. Fez o mal à vista de Jeová; não se apartou de todos os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel: porém andou neles.

12. Ora o restante dos atos de Joás, e tudo o que ele fez, e o seu poder com que pelejou contra Amazias, rei de Judá, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?

13. Adormeceu Joás com seus pais; e sobre o seu trono sentou-se Jeroboão. Joás foi sepultado em Samaria com os reis de Israel.

14. Ora Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu; e Joás, rei de Israel, desceu a visitá-lo, chorou sobre ele, e disse: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!

15. Eliseu disse-lhe: Toma arco e flechas; ele tomou arco e flechas.

16. Disse ao rei de Israel: Põe tua mão sobre o arco, e tendo ele posto a mão, Eliseu colocou as suas mãos sobre as do rei.

17. Acrescentou: Abre a janela para o oriente; ele a abriu. Disse Eliseu: Atira; ele atirou. Prosseguiu: Flecha da vitória de Jeová, flecha da vitória sobre a Síria; pois hás de ferir os siros em Afeque, até que os tenhas consumido.

18. Ele disse: Toma as flechas; tomou-as. Disse ao rei de Israel: Fere a terra; feriu-a três vezes, e cessou.

19. O homem de Deus irou-se contra ele e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido, então terias ferido a Síria até a teres consumido: mas agora só três vezes a ferirás.

20. Morreu Eliseu, e sepultaram-no. Ora, as tropas dos moabitas invadiram a terra à entrada do ano.

21. Aconteceu que enquanto estavam enterrando um homem, viram uma tropa e lançaram o homem no sepulcro de Eliseu; tanto que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés.

22. Hazael, rei da Síria, oprimiu a Israel todos os dias de Joacaz.

23. Porém Jeová teve misericórdia deles, deles se compadeceu e tornou-se para eles, por causa da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó; não os quis destruir, nem os lançou ainda da sua presença.

24. Morreu Hazael, rei da Síria, e em seu lugar reinou seu filho Ben-Hadade.

25. Jeoás, filho de Joacaz, tornou a tomar das mãos de Ben-Hadade, filho de Hazael, as cidades que este havia tomado em guerra das mãos de seu pai Joacaz. Três vezes Jeoás o feriu, e recuperou as cidades de Israel.

1. No segundo ano de Joás, filho de Joacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá.

2. Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Joadã, de Jerusalém.

3. Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová, porém não como seu pai Davi: ele procedeu em tudo como seu pai Joás o tinha feito.

4. Contudo os altos não foram tirados; o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.

5. Logo que o reino foi estabelecido na sua mão, matou os servos que tinham matado o rei seu pai;

6. porém não fez morrer os filhos dos assassinos, segundo o que está escrito no livro da lei de Moisés, conforme Jeová ordenou, dizendo: Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; mas cada um morrerá pelo seu pecado.

7. De Edom ele matou dez mil no vale de Sal, e tomou em guerra a Sela, a que chamou Jocteel, nome que conserva até o dia de hoje.

8. Então Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Joacaz, filho de Jeú, rei de Israel, para lhe dizer: Vem, vejamo-nos face a face.

9. Jeoás, rei de Israel, mandou dizer a Amazias, rei de Judá: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho; passou uma fera que estava no Líbano e pisou aos pés o cardo.

10. Feriste, na verdade, a Edom, e o teu coração te ensoberbeceu; gloria-te nisso, e fica em casa; porque te meterias em contenda para o teu dano, a fim de caíres tu, e Judá contigo?

11. Mas Amazias não o quis ouvir. Subiu Jeoás, rei de Israel; ele e Amazias viram-se face a face em Bete-Semes, que pertence a Judá.

12. Judá foi desfeito diante de Israel; e fugiram cada um para a sua tenda.

13. Jeoás, rei de Israel, tomou em Bete-Semes a Amazias, rei de Judá, filho de Jeoás, filho de Acazias e veio a Jerusalém, cujo muro rompeu desde a porta de Efraim até a porta do ângulo, na distância de quatrocentos cúbitos.

14. Tomou todo o ouro e prata, e todos os vasos que se achavam na casa de Jeová, e nos tesouros da casa do rei, também os reféns, e voltou para Samaria.

15. Ora, o restante dos atos que Jeoás fez, e o seu poder, e como pelejou contra Amazias, rei de Judá, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?

16. Adormeceu Jeoás com seus pais, e foi sepultado em Samaria com os reis de Israel. Em seu lugar reinou seu filho Jeroboão.

17. Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Joacaz, rei de Israel.

18. Ora, o restante dos atos de Amazias, não está, porventura, escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?

19. Fizeram uma conspiração contra ele em Jerusalém, e ele fugiu para Laquis: mas eles enviaram após ele a Laquis, e ali o mataram.

20. Trouxeram-no em cima de cavalos; ele foi sepultado em Jerusalém com seus pais na cidade de Davi.

21. Todo o povo de Judá tomou a Azarias, que tinha dezesseis anos de idade, e fê-lo rei em lugar de seu pai Amazias.

22. Ele edificou a Elate, e a restituiu a Judá, depois que o rei adormeceu com seus pais.

23. No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos.

24. Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou de todos os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.

25. Ele restabeleceu os limites de Israel desde a entrada de Hamate até o mar da Arababe, segundo a palavra que Jeová Deus de Israel falou por meio do seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, que era de Gate-Hefer.

26. Jeová viu que a aflição de Israel era muito amarga, porque não havia nem escravo nem livre, nem quem socorresse a Israel.

27. Jeová não disse que ele apagaria o nome de Israel de debaixo do céu; mas ele os salvou por meio de Jeroboão, filho de Joás.

28. Ora, o restante dos atos de Jeroboão, e tudo o que ele fez, e o seu poder, como pelejou e como recuperou Damasco e Hamate para Israel, as quais haviam pertencido a Judá, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?

29. Adormeceu Jeroboão com seus pais, com os reis de Israel. Em seu lugar reinou seu filho Zacarias.

1. No ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá.

2. Tinha dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou cinqüenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jecolias, de Jerusalém.

3. Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai.

4. Contudo os altos não foram tirados; o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.

5. Jeová feriu ao rei, de modo que ficou leproso até o dia da sua morte, e habitou numa casa separada. Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa, julgando o povo da terra.

6. Ora, o restante dos atos de Azarias, e tudo o que ele fez, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?

7. Adormeceu Azarias com seus pais, e sepultaram-no com eles na cidade de Davi. Em seu lugar reinou seu filho Jotão.

8. No ano trinta e oito de Azarias, rei de Judá, reinou Zacarias, filho de Jeroboão, sobre Israel em Samaria seis meses.

9. Ele fez o mal à vista de Jeová, como tinham feito seus pais; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.

10. Salum, filho de Jabés, conspirou contra ele: feriu-o diante do povo, matou-o e reinou em seu lugar.

11. Ora, o restante dos atos de Zacarias, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel.

12. Esta foi a palavra que Jeová falou a Jeú: Teus filhos até a quarta geração se assentarão sobre o trono de Israel. Assim sucedeu.

13. Salum, filho de Jabés, começou a reinar no ano trinta e nove de Uzias, rei de Judá, e reinou pelo espaço dum mês em Samaria.

14. Subiu de Tirza Menaém, filho de Gadi, e veio a Samaria, onde feriu a Salum, filho de Jabés, e o matou e reinou em seu lugar.

15. Ora, o restante dos atos de Salum, e a conspiração que fez, eis que estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.

16. Então Menaém feriu a Tifsa com todos os que nela estavam, e a seus termos, desde Tirza. Porque não lhe abriram as portas, por isso a feriu; e rasgou pelo ventre todas as mulheres grávidas que nela estavam.

17. No ano trinta e nove de Azarias, rei de Judá, começou Menaém, filho de Gadi, a reinar sobre Israel, e reinou dez anos em Samaria.

18. Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou todos os seus dias dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.

19. Pul, rei da Assíria, veio contra a terra; e Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que este o socorresse, a fim de confirmar-lhe o reino na sua mão.

20. Menaém exigiu o dinheiro de todos os poderosos e ricos em Israel, cinqüenta siclos de prata por cabeça, para o dar ao rei da Assíria. Voltou o rei da Assíria, e não se demorou ali na terra.

21. Ora o restante dos atos de Menaém, e tudo o que ele fez, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?

22. Adormeceu Menaém com seus pais. Em seu lugar reinou seu filho Pecaías.

23. No ano cinqüenta de Azarias, rei de Judá, começou Pecaías, filho de Menaém, a reinar sobre Israel em Samaria, e reinou dois anos.

24. Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.

25. Peca, seu capitão, filho de Remalias, fez uma conspiração contra ele, e feriu-o em Samaria no castelo da casa do rei, juntamente com Argobe e Arié (e com Peca estavam cinqüenta homens dos gileaditas), e matou-o, e reinou em seu lugar.

26. Ora, o restante dos atos de Pecaías, e tudo o que ele fez, eis que estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.

27. No ano cinqüenta e dois de Azarias, rei de Judá, começou Peca, filho de Remalias, a reinar sobre Israel em Samaria, e reinou vinte anos.

28. Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.

29. Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria, e tomou a Ijom, a Abel-Bete-Maaca, a Janoa, a Quedes, a Hazor, a Gileade e a Galiléia, toda a terra de Naftali; e levou os habitantes cativos para a Assíria.

30. Oséias, filho de Elá, fez uma conspiração contra Peca, filho de Remalias, e feriu-o e matou-o, e reinou no seu lugar no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.

31. Ora, o restante dos atos de Peca, e tudo o que ele fez, eis que estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.

32. No segundo ano de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, começou a reinar Jotão, filho de Uzias, rei de Judá.

33. Ele tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jerusa, filha de Zadoque.

34. Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová: e procedeu em tudo como tinha feito seu pai Uzias.

35. Contudo os altos não foram tirados: o povo ainda oferecia sacrifício e queimava incenso nos altos. Ele edificou a porta superior da casa de Jeová.

36. Ora, o restante dos atos de Jotão, e tudo o que ele fez, não estão, porventura, escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?

37. Naqueles dias começou Jeová a enviar contra Judá a Rezim, rei da Síria, e a Peca, filho de Remalias.

38. Adormeceu Jotão com seus pais, e foi sepultado com eles na cidade de Davi, seu pai. Em seu lugar reinou seu filho Acaz.

1. No ano dezessete de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá.

2. Tinha Acaz vinte anos quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez o que era reto aos olhos de Jeová seu Deus, como Davi, seu pai.

3. Mas andou pelo caminho dos reis de Israel, e até fez a seu filho passar pelo fogo, segundo as abominações dos pagãos, que Jeová expulsou de diante dos filhos de Israel.

4. Oferecia sacrifício e queimava incenso nos altos e sobre os outeiros e debaixo de toda a árvore frondosa.

5. Então subiu Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, a Jerusalém, para pelejar; cercaram a Acaz, porém não o puderam vencer.

6. Naquele tempo Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria, lançando fora os judeus; os siros vieram, e ficaram habitando ali até o dia de hoje.

7. Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, para lhe dizer: Eu sou teu servo e teu filho; sobe e livra-me das mãos do rei da Síria, e das mãos do rei de Israel, os quais se levantam contra mim.

8. Tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na casa de Jeová, e nos tesouros da casa do rei, e enviou um presente ao rei da Assíria.

9. O rei da Assíria deu-lhe ouvidos, subiu contra Damasco, e a tomou; levou os moradores cativos para Quir, e matou a Rezim.

10. Indo o rei Acaz a Damasco a encontrar-se com Tiglate-Pileser, viu o altar que estava em Damasco e enviou ao sacerdote Urias a figura do altar e o modelo com que foi feito.

11. Urias, o sacerdote, construiu um altar: conforme tudo o que o rei Acaz tinha ordenado, estando em Damasco, assim o fez o sacerdote Urias antes que o rei voltasse de lá.

12. Quando o rei chegou de Damasco, viu o altar, de que se acercou, e sobre que ofereceu sacrifícios.

13. Queimou o seu holocausto, e a sua oferta de cereais, derramou a sua libação e aspergiu o sangue das suas ofertas pacíficas sobre o altar.

14. O altar de bronze que estava na presença de Jeová, ele o trouxe da parte fronteira da casa, de entre o seu altar e a casa de Jeová, e pôs ao lado setentrional do seu altar.

15. Ordenou também o rei Acaz ao sacerdote Urias, dizendo: Sobre o grande altar queima o holocausto da manhã, e a oferta de cereais da tarde, e o holocausto do rei e a sua oferta de cereais, juntamente com o holocausto de todo o povo da terra e a sua oferta de cereais, e a sua libação; asperge sobre ele todo o sangue do holocausto, e todo o sangue do sacrifício: porém o altar de bronze ficará ao meu dispor para nele inquirir.

16. Assim fez o sacerdote Urias conforme tudo o que o rei Acaz ordenou.

17. O rei Acaz cortou as almofadas das bases, e de cima delas removeu o lavatório; tirou o mar de sobre os bois de bronze, que lhe ficavam debaixo, e pô-lo sobre um pavimento de pedra.

18. O passadiço coberto para uso no sábado, que tinham construído na casa, e a entrada real pelo lado de fora, foram modificados até a casa de Jeová, por causa do rei da Assíria.

19. Ora o restante dos atos que Acaz fez, não está, porventura, escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?

20. Adormeceu Acaz com seus pais, e foi sepultado com eles na cidade de Davi. Em seu lugar reinou seu filho Ezequias.

1. No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou Oséias, filho de Elá, a reinar em Samaria, e reinou nove anos.

2. Fez o mal à vista de Jeová, contudo não como os reis de Israel que foram antes dele.

3. Contra ele veio Salmaneser, rei da Assíria; Oséias ficou sendo seu servo, e pagava-lhe tributos.

4. O rei da Assíria achou Oséias em conspiração; porque ele tinha enviado mensageiros a So, rei do Egito, e não tinha entrado com o tributo, como fizera de ano em ano: portanto o rei da Assíria o encerrou e o pôs em grilhões numa prisão.

5. Então o rei da Assíria passou por toda a terra, subiu a Samaria e a sitiou três anos.

6. No ano nono de Oséias, tomou o rei da Assíria a Samaria e levou Israel cativo para a Assíria, e pô-los em Hala, junto a Habor, rio de Gozã, e nas cidades dos medos.

7. Assim sucedeu, porque os filhos de Israel tinham pecado contra Jeová seu Deus que os tirou da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito, e haviam temido a outros deuses,

8. e andando nos estatutos das nações que Jeová expulsou de diante dos filhos de Israel e nos que os reis de Israel estabeleceram.

9. Os filhos de Israel fizeram secretamente contra Jeová seu Deus o que não era reto, e edificaram para si altos em todas as cidades, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada.

10. Levantaram para si colunas e aserins sobre todos os outeiros altos e debaixo de todas as árvores frondosas;

11. ali queimavam incenso em todos os altos, como fizeram as nações que Jeová expulsou de diante deles: cometeram ações iníquas para provocarem Jeová à ira,

12. e serviram a ídolos, de que Jeová lhes dissera: Não fareis isso.

13. Todavia Jeová deu testemunho a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai dos vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme a lei toda que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por meio dos profetas meus servos.

14. Porém não o quiseram ouvir, mas endureceram a sua cerviz, como a de seus pais, que não creram em Jeová seu Deus.

15. Rejeitaram os estatutos e a aliança que fez com seus pais, e os testemunhos que lhes deu; seguiram a vaidade e tornaram-se vãos, e seguiram as nações que estavam ao redor deles, a respeito das quais Jeová lhes ordenara que não fizessem como elas fizeram.

16. Abandonaram todos os mandamentos de Jeová seu Deus, e fizeram para si imagens fundidas de dois bezerros, e fabricaram uma Asera, e adoraram todo o exército do ceú, e serviram a Baal.

17. Também fizeram a seus filhos, e suas filhas passar pelo fogo, e deram-se a adivinhações e encantamentos, e venderam-se para fazer o mal à vista de Jeová, provocando-o à ira.

18. Portanto Jeová muito se irou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; e não ficou senão somente a tribo de Judá.

19. Também Judá não guardou os mandamentos de Jeová seu Deus, mas andou nos estatutos que Israel fez.

20. Jeová rejeitou toda a linhagem de Israel, e os afligiu, e os entregou nas mãos dos despojadores, até os ter lançado fora da sua presença.

21. Pois ele rasgara Israel da casa de Davi; e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate: Jeroboão apartou a Israel de Jeová, e fê-lo cometer um grande pecado.

22. Os filhos de Israel andaram em todos os pecados que Jeroboão cometeu (não se apartaram deles),

23. até que Jeová removeu a Israel de diante da sua face, como falou por meio de todos os profetas seus servos. Assim foi Israel transferido da sua terra para a Assíria até o dia de hoje.

24. O rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim, e pô-la nas cidades de Samaria em lugar dos filhos de Israel; eles possuíram a Samaria e habitaram nas suas cidades.

25. Quando começaram a habitar ali, não temiam a Jeová; portanto Jeová enviou entre eles leões que os matavam.

26. Pelo que disseram ao rei da Assíria: As nações que transferiste e puseste nas cidades de Samaria, não sabem a maneira de servir ao deus da terra; por isso tem enviado entre eles leões, que os matam, porquanto não sabem a maneira de servir ao deus da terra.

27. Então o rei da Assíria deu ordens, dizendo: Levai para lá um dos sacerdotes, que vós de lá trouxestes (que eles vão e habitem ali); e que ele lhes ensine a maneira de servir ao deus da terra.

28. Veio um dos sacerdotes que eles tinham transferido de Samaria e habitou em Betel, e lhes ensinava como deviam temer a Jeová.

29. Todavia cada nação fez para si os seus deuses nas cidades que habitava, e puseram-nos nas casas dos altos que os samaritanos tinham feito.

30. Os de Babilônia fizeram a Sucote-Benote, e os de Cute fizeram a Nergal, e os de Hamate fizeram Asima,

31. e os avitas fizeram a Nibaz e a Tartaque, e os sefarvitas queimavam seus filhos no fogo a Adrameleque, e a Anameleque, deuses de Sefarvaim.

32. Assim temiam a Jeová, e dentre si fizeram sacerdotes dos altos, os quais sacrificavam por eles nas casas dos altos.

33. Eles temiam a Jeová, e serviam aos seus deuses, segundo o costume das nações do meio das quais tinham sido transferidos.

34. Até o dia de hoje seguem os antigos costumes: não temem a Jeová nem fazem segundo os seus próprios estatutos e ordenanças, ou segundo a lei e mandamento que Jeová deu aos filhos de Jacó, a quem chamou Israel;

35. com os quais Jeová fizera aliança, e lhes tinha mandado, dizendo: Não temereis a outros deuses, nem vos prostrareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrifícios:

36. mas sim a Jeová, que vos tirou da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis, e diante dele vos prostrareis, e a ele oferecereis sacrifícios.

37. Os estatutos e as ordenanças e a lei e o mandamento que vos deu por escrito, a esses tereis cuidado de os observar para sempre; não temereis a outros deuses.

38. Não vos esquecereis da aliança que fiz convosco, nem temereis a outros deuses;

39. mas temereis a Jeová vosso Deus, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos.

40. Contudo eles não deram ouvidos, mas procederam segundo o seu antigo costume.

41. Assim estas nações temiam a Jeová, e serviam as suas imagens de escultura: como fizeram seus pais, assim fazem também seus filhos, e os filhos de seus filhos, até o dia de hoje.

Você está lendo 2 Reis na edição TB, Sociedade Bíblica Britânica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 25 capítulos, e 719 versículos.