Isaías

1. A sentença que acerca de Babilônia, viu Isaías, filho de Amoz.

2. Alçai um estandarte sobre um monte sem árvores, levantai a voz a eles, agitai a mão, para que entrem pelas portas dos príncipes.

3. Eu tenho dado ordens aos meus consagrados, tenho chamado os meus valentes para executarem a minha ira, a saber, os meus agentes que se exultam arrogantemente.

4. Eis um tumulto nas montanhas, como o de muito povo! eis um tumulto dos reinos das nações congregadas. Jeová dos exércitos está passando revista ao exército para a guerra.

5. Jeová e os instrumentos da sua indignação vêm de um país remoto, desde a extremidade do céu, para destruir a terra toda.

6. Uivai, pois está perto o dia de Jeová. Virá da parte do Todo-poderoso como uma assolação.

7. Portanto serão remissas todas as mãos, e se derreterá todo o coração de homem:

8. perturbados ficarão, e deles se apoderarão âncias e dores; torcer-se-ão como a mulher que está de parto; olharão atônitos uns para os outros; os seus rostos tornar-se-ão rostos flamejantes.

9. Eis que vem o dia de Jeová, dia cruel, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação, e para dela exterminar os pecadores.

10. Pois as estrelas do céu e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz.

11. Eu visitarei sobre o mundo a sua maldade, e sobre os perversos a sua iniqüidade; farei cessar a arrogância dos soberbos, e abaterei a altivez dos terríveis.

12. Farei que os homens sejam mais escassos que o ouro fino, e que os varões sejam mais escassos do que o ouro puro de Ofir.

13. Portanto farei estremecer os céus, e a terra se moverá do seu lugar, na ira de Jeová dos exércitos, e no dia do furor da sua ira.

14. Como a veada que está perseguida, e como ovelhas que ninguém recolhe, assim cada um voltará para o seu povo, e cada um fugirá para sua terra.

15. Todo o que for achado será traspassado; e todo o que for apanhado cairá pela espada.

16. As suas crianças de peito serão despedaçadas diante dos olhos deles; as suas casas serão saqueadas, e suas mulheres violadas.

17. Eis que suscitarei contra eles os medos, que não farão caso da prata e que, quanto ao ouro, nele não terão prazer.

18. Os seus arcos despedaçarão os mancebos; eles não se compadecerão do fruto do ventre, e os seus olhos não pouparão as crianças.

19. Babilônia, glória dos reinos, e beleza do orgulho dos caldeus, será como quando Deus destruiu a Sodoma e a Gomorra.

20. Nunca jamais será habitada, nem nela morará alguém de geração em geração: não armará ali o árabe a sua tenda, nem farão os pastores deitar-se ali os seus rebanhos.

21. Mas as feras do deserto se deitarão ali, e as suas casas se encherão de hienas; ali habitarão os avestruzes, e ali dançarão os sátiros.

22. Os lobos uivarão nos castelos de Babilônia, e os chacais nos seus palácios de luxo. Prestes a chegar é o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.

1. Pois Jeová se compadecerá de Jacó, ainda escolherá a Israel e pô-los-á na própria terra deles. Agregar-se-ão a eles os estrangeiros, e estes se apegarão à casa de Jacó.

2. Os povos os tomarão e os levarão ao lugar deles, e a casa de Israel os possuirá na terra de Jeová para servos e para servas. Cativarão aqueles que os haviam cativado, e dominarão sobre os seus opressores.

3. No dia em que Jeová te der descanso do teu trabalho, da tua inquietação e da dura escravidão em que foste obrigado a servir,

4. usarás desta parábola contra o rei de Babilônia, e dirás: Como tem cessado o opressor! Como tem cessado a tirania!

5. Jeová quebrou o bordão dos perversos, a vara dos dominadores,

6. que furiosa e incessantemente feria os povos com açoites e que em ira dominava as nações com uma perseguição irresistível.

7. A terra toda descansa e está sossegada: rompem em júbilo.

8. Até os ciprestes e os cedros do Líbano se regozijam sobre ti, dizendo: Desde que caíste por terra, não sobe quem nos corte.

9. O Cheol lá em baixo está por tua causa turbado, para te encontrar na tua vinda: por tua causa desperta as sombras, os principais da terra, e faz levantar-se dos seus tronos a todos os reis das nações.

10. Todos eles responderão e te dirão: Também tu estás fraco como nós? tornas-te semelhante a nós?

11. Abatida está até o Cheol a tua pompa, o som das tuas harpas: debaixo de ti estendem-se os gusanos, e os bichos te servem de coberta.

12. Como caíste do céu, ó estrela radiante, filho da alva! como estás cortado até a terra, tu que abatias as nações!

13. Tu dizias no teu coração: Subirei ao céu, exaltarei o meu trono acima das estrelas de Deus e sentar-me-ei no monte da congregação nas extremidades do norte.

14. Subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.

15. Todavia serás precipitado para o Cheol, para as extremidades do abismo.

16. Os que te virem, te contemplarão, em ti fitarão os olhos e dirão: Acaso é este o homem que fez estremecer a terra, e tremer os reinos?

17. que tornou o mundo em deserto e destruiu as suas cidades? e que a seus presos não os deixou ir soltos para suas casas?

18. Todos os reis das nações, sim todos eles, dormem com glória, cada um em sua casa.

19. Mas tu és lançado para longe do teu sepulcro como um renovo abominável, coberto com os mortos que são traspassados pela espada e descem às pedras da cova; como um cadáver pisado aos pés.

20. Tu te unirás com eles na sepultura, porque destruíste a tua terra, mataste o teu povo. A semente dos malfeitores não será nomeada para sempre.

21. Preparai uma matança para seus filhos por causa da iniqüidade de seus pais, para que não se levantem e possuam a terra, e encham de cidades a face do mundo.

22. Levantar-me-ei contra eles, diz Jeová dos exércitos; exterminarei de Babilônia o nome e os sobreviventes, o filho e o neto, diz Jeová.

23. Reduzi-la-ei a uma possessão de ouriços e a lagoas de águas, e varrê-la-ei com a vassoura da destruição, diz Jeová dos exércitos.

24. Jurou Jeová dos exércitos, dizendo: Deveras como pensei, assim subsistirá.

25. Quebrantarei o assírio na minha terra e nos meus montes o pisarei aos pés. Então ser-lhes-á tirado o jugo dele, e o peso dele se descarregará dos ombros deles.

26. Este é o propósito que se formou sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações.

27. Pois Jeová dos exércitos formou o propósito, e quem o invalidará? a sua mão está estendida, e quem a fará voltar para trás?

28. No ano em que o rei Acaz morreu, houve esta sentença.

29. Não te regozijes, Filístia toda, por se ter quebrado a vara que te feria. Pois da raiz da cobra sairá um basilisco, e o seu fruto será uma serpente voadora.

30. Serão apascentados os primogênitos dos pobres e se deitarão em segurança os necessitados. Farei morrer de fome a tua raiz, e os teus sobreviventes serão mortos.

31. Dá uivos, ó porta; grita, ó cidade; tu, Filístia toda, estás derretida; porque do norte vem um fumo, e não há quem se afaste das fileiras.

32. Que se responderá então aos mensageiros da nação? Que Jeová fundou a Sião, e nela acharão refúgio os aflitos do seu povo.

1. A sentença acerca de Moabe. Certamente de noite Ar-Moabe é devastada, é aniquilada; certamente de noite Quir-Moabe é devastada, é aniquilada.

2. Dibom sobe ao templo, aos altos, para chorar; no cume de Nebo e de Medeba pranteia Moabe. Em todas as suas cabeças há calva, e toda a barba é rapada.

3. Nas suas ruas cingem-se de saco; sobre os seus telhados e nas suas praças todos pranteiam, desatando-se em lágrimas.

4. Grita Hesbom, bem como Eleale: a sua voz ouve-se até Jaaz. Por isso os armados de Moabe gritam em alta voz; estremece-lhe a alma.

5. O meu coração geme sobre Moabe, cujos fugitivos vão até Zoar, novilha de três anos; pois vão subindo com choro pela encosta de Luíte, porque no caminho de Horonaim levantam um grito de destruição.

6. As águas de Ninrim tornam-se desoladas, porquanto já se secou a relva, se foi a erva verde e não há verdura alguma.

7. Portanto a abundância que tem adquirido, e o que tem guardado-levam-nos para além das torrentes dos salgueiros.

8. O grito de pranto já se fez ouvir em torno dos confins de Moabe; chegou até Eglaim o seu pranto, e até Beer-Elim o seu pranto.

9. As águas de Dimom estão cheias de sangue: porque ainda trarei mais sobre Dimom, um leão sobre aquele que escapa de Moabe, e sobre o que resta da terra.

1. De Sela, que olha para o deserto, enviai ao monte da filha de Sião os cordeiros para quem domina a terra.

2. Pois como os pássaros que vagueiam, como o ninho espalhado, assim serão as filhas de Moabe junto aos vaus de Arnom.

3. Dá conselhos, executa juízo no meio da luz meridiana, faze a tua sombra como a noite; esconde os desterrados; não traias aquele que foge.

4. Habitem contigo os meus desterrados; quanto a Moabe, serve-lhe de esconderijo da face do devastador; porque já teve seu fim o que pratica extorsão, terminada está a destruição, consumidos da terra estão os opressores.

5. Será estabelecido em benignidade um trono e sobre ele se assentará em verdade na tenda de Davi quem julgue, procure juízo, e seja versado em retidão.

6. Temos ouvido a soberba de Moabe e que é em extremo soberbo; temos ouvido a sua arrogância, e a sua soberba, e a sua indignação; de nada valem as suas jactâncias.

7. Portanto Moabe pranteará em alta voz por Moabe, todos a uma prantearão; pelos cachos de passas de Quir-Haresete suspirareis, inteiramente desanimados.

8. Na verdade são murchos os campos de Hesbom, e a vide de Sibma, cujas melhores plantas derrubaram os senhores das nações, chegaram até Jazer e penetraram no deserto, estendendo-se os seus renovos e passando à outra banda do mar.

9. Por isso chorarei com o choro de Jazer pela vide de Sibma; com as minhas lágrimas regar-te-ei, ó Hesbom, ó Eleale, pois sobre a tua ceifa e sobre a tua víndima já caiu o grito da batalha.

10. A alegria e o regozijo são tirados do fértil campo; nas vinhas não há cântico nem júbilo; o pisador não pisa vinho nos lagares: fiz cessar os gritos da víndima.

11. Por esta razão as minhas entranhas fazem por Moabe ruído como harpa, e o meu interior por Quir-Heres,

12. Quando Moabe se apresentar, se cansar nos altos e entrar no seu santuário para orar, não prevalecerá.

13. Esta é a palavra que Jeová antes falou acerca de Moabe.

14. Agora, porém, acaba Jeová de falar: Dentro de três anos, como os anos de jornaleiros, virá a ser desprezada a glória de Moabe juntamente com toda a sua grande multidão; e o que lhe resta, será pequeno e de nenhum valor.

1. A sentença acerca de Damasco. Eis que Damasco está removida para não mais ser cidade, e se tornará um montão de ruínas.

2. Abandonadas são as cidades de Aroer: hão de ser para os rebanhos, que aí se deitarão, e não haverá quem os espante.

3. Também de Efraim, a fortaleza cessará, e de Damasco o reino; e os restantes da Síria serão como a glória dos filhos de Israel, diz Jeová dos exércitos.

4. Naquele dia será atenuada a glória de Jacó, e a gordura da sua carne emagrecerá.

5. Será como quando o ceifador ajunta a cana do trigo e o seu braço colhe as espigas; sim como quando alguém colhe espigas no vale de Refaim.

6. Todavia ficarão nele uns rabiscos, como no varejar de uma oliveira, duas ou três azeitonas na ponta do ramo mais alto, quatro ou cinco nos ramos da árvore frutífera, diz Jeová, Deus de Israel.

7. Naquele dia olhará o homem para o seu Criador, e os seus olhos atentarão para o Santo de Israel.

8. Não olhará para os altares, obra das suas mãos, nem atentará para o que os seus dedos fizeram, para os aserins e para as imagens do sol.

9. Naquele dia as suas cidades fortificadas serão como os lugares abandonados nos bosques e no cume dos montes, abandonados à vista dos filhos de Israel: haverá uma desolação.

10. Porque te esqueceste do Deus da tua salvação, e não te lembraste da rocha da tua fortaleza; por isso fazes plantações deleitosas, e pões nela sarmentos de uma vide estranha.

11. No dia em que a plantares, fazes uma sebe ao redor e pela manhã fazes que a tua semente floresça: desvanece, porém, a ceifa no dia da enfermidade e das dores mortais.

12. Ai do bramido de muitos povos, que bramem como o bramido dos mares; e do rugido das nações que rugem como o rugido de grandes águas!

13. As nações rugirão como o rugido de grandes águas. Mas Deus as repreenderá, de maneira que fugirão para longe, e serão afugentadas como a palha dos montes diante do vento, e como o que é levado num redemoinho diante da tempestade.

14. No tempo da tarde, eis o terror; e antes de amanhecer o dia, já não existe. Este é o quinhão daqueles que nos despojam e a sorte dos que nos saqueiam.

1. Ai da terra onde há bater de asas, dessa terra além dos rios de Etiópia,

2. que envia mensageiros por mar, e em navios de junco sobre as águas, dizendo: Ide, mensageiros velozes, a uma nação alta e polida, a um povo terrível desde o seu princípio; a uma nação que mede e pisa aos pés, cuja terra está dividida pelos rios.

3. Olhai, todos vós, habitantes do mundo, e vós moradores da terra, quando um estandarte for levantado sobre os montes; ouvi, quando for tocada a trombeta.

4. Pois assim me falou Jeová: Estarei quieto e na minha morada contemplarei, enquanto houver a clara luz no brilhar do sol, enquanto houver nuvens de névoas noturnas no ardor da messe.

5. Pois antes da messe, quando acaba a flor e o gomo se torna uva prestes a amadurecer, ele cortará com foices os sarmentos, removerá e despedaçará os renovos.

6. Serão deixados juntamente para as aves dos montes, e para os animais da terra: sobre eles passarão o verão as aves de rapina, e sobre eles passarão o inverno os animais da terra.

7. Naquele tempo será levado um presente a Jeová dos exércitos por um povo alto e polido, e por um povo terrível desde o seu princípio; por uma nação que mede e pisa aos pés, cuja terra está dividida pelos rios, será levado um presente ao lugar do nome de Jeová dos exércitos, ao monte de Sião.

1. A sentença acerca do Egito. Eis que Jeová está montado sobre uma nuvem ligeira, e entra no Egito; os ídolos do Egito estremecerão diante dele, e o coração do Egito se derreterá dentro de si.

2. Incitarei aos egípcios contra os egípcios: pelejarão cada um contra o seu irmão, e cada um contra o seu próximo; cidade contra cidade, e reino contra reino.

3. O espírito do Egito se esvaecerá no meio dele e aniquilarei o seu conselho: consultarão aos seus ídolos, e aos encantadores, e aos que vêem espíritos familiares, e aos feiticeiros.

4. Entregarei os egípcios nas mãos de um senhor cruel, e um rei feroz dominará sobre eles, diz o Senhor, Jeová dos exércitos.

5. As águas minguarão do mar, e o rio se esgotará e secará.

6. Os rios se estagnarão; os canais do Egito diminuirão e se esgotarão: as canas e os juncos murcharão.

7. Os prados junto ao Nilo, à beira do Nilo, e toda a sementeira junto do Nilo secará, desaparecerá e deixará de existir.

8. Gemerão os pescadores, prantearão todos os que lançam anzol no rio, e desfalecerão todos os que estendem redes sobre as águas.

9. Envergonhados serão todos os que trabalham em linho cardado e todos os que tecem panos brancos.

10. As colunas da terra serão despedaçadas, e todos os jornaleiros serão entristecidos de alma.

11. Na verdade estultos são os príncipes de Zoã; tem-se tornado estúpido o conselho dos mais conselheiros de Faraó. Como podereis dizer a Faraó: Eu sou filho dos sábios, filho dos reis antigos?

12. Onde estão, pois, os teus sábios? que te notifiquem a ti, e saibam o que Jeová dos exércitos tem determinado acerca do Egito.

13. Loucos têm-se tornado os príncipes de Zoã, enganados são os príncipes de Nofe; fizeram errar o Egito os que são a pedra angular das tribos dele.

14. Jeová tem difundido no meio dele um espírito de perversidade; eles fizeram errar o Egito em todas as suas obras, como um bêbado vai andando no seu vômito.

15. Para o Egito não há obra alguma que possa fazer cabeça ou cauda, palmeira ou junco.

16. Naquele dia se tornará o Egito como mulheres: tremerá e temerá por causa do movimento da mão de Jeová dos exércitos, a qual se levanta sobre ele.

17. A terra de Judá servirá de espanto ao Egito; sempre que isso lhe for mencionado, ele se encherá de pavor, por causa do desígnio que Jeová dos exércitos formou contra ele.

18. Naquele dia haverá na terra do Egito cinco cidades que falarão a língua de Canaã, e jurarão a Jeová dos exércitos; uma delas será chamada-A cidade da destruição.

19. Naquele dia haverá um altar dedicado a Jeová no meio da terra do Egito, e junto ao seu termo uma coluna dedicada a Jeová.

20. Servirá isso de sinal e de testemunho a Jeová dos exércitos na terra do Egito; quando clamarem a Jeová por causa dos opressores, ele lhes enviará um salvador e um defensor, que os livrará.

21. Será conhecido Jeová pelo Egito, e os egípcios conhecerão a Jeová naquele dia. Eles servirão com sacrifícios e ofertas, farão votos a Jeová, e os cumprirão.

22. Jeová ferirá ao Egito, ferindo e sarando; e os egípcios voltarão para Jeová, que receberá as súplicas deles, e os sarará.

23. Naquele dia haverá estrada do Egito para a Assíria. Entrará o assírio no Egito, e o egípcio na Assíria; e os egípcios servirão com os assírios.

24. Naquele dia será Israel o terceiro com o Egito e com a Assíria, uma bênção no meio da terra,

25. porquanto Jeová dos exércitos os tem abençoado, dizendo: Bem-aventurado seja o Egito, meu povo, a Assíria, obra das minhas mãos, e Israel, minha herança.

1. No ano em que Tartã, enviado por Sargom, rei da Assíria, veio a Asdode, pelejou contra ela e a tomou;

2. nesse tempo falou Jeová por intermédio de Isaías, filho de Amoz: Vai, desata dos teus lombos o saco e tira dos teus pés os sapatos. Ele assim o fez, andando nu, e descalço.

3. Jeová disse: Assim como o meu servo Isaías tem andado nu e descalço por três anos para servir de sinal e portento contra o Egito e contra a Etiópia,

4. assim os cativos do Egito e os exilados da Etiópia, moços e velhos, serão levados pelo rei da Assíria nus e descalços, e com as nádegas descobertas para a vergonha do Egito.

5. Os homens sentirão pavor e vergonha por causa da Etiópia, sua expectação, e por causa do Egito, sua glória.

6. Os habitantes desta região dirão naquele dia: Eis que assim acontece a nossa expectação, a quem recorremos, a fim de nos livrarmos do rei da Assíria. Como havemos nós de escapar?

1. A sentença acerca do deserto do mar. Como os tufões do sul passam com grande velocidade assim vem ele do deserto, de uma terra horrível.

2. Anunciada me foi uma dura visão: O pérfido procede perfidamente, e o devastador devasta. Sobe, Elão; sitia, Média; já fiz cessar todos os gemidos.

3. Portanto se encheram de angústia os meus lombos; dores apoderaram-se de mim como as dores de mulher na hora do parto; torço-me com dores, de modo que não posso ouvir; espavorido sou, de modo que não posso ver.

4. O meu coração bate violentamente, o terror me tem amedrontado; o crepúsculo que eu desejava, tem-se-me tornado em tremores.

5. Preparam a mesa, põem a sentinela, comem, bebem. Levantai-vos, príncipes, ungi o escudo.

6. Pois assim me disse Jeová: Vai, põe a sentinela; diga ela o que vir;

7. quando vir uma tropa de cavaleiros de dois a dois, uma tropa de jumentos, e uma tropa de camelos, escutará diligentemente com grande atenção.

8. Então clamou como um leão: Sobre a atalaia, Senhor, eu me acho em pé continuamente de dia, e fico no meu posto todas as noites.

9. Eis aqui vem uma tropa de homens, cavaleiros de dois a dois. Ele respondeu e disse: Caiu, caiu Babilônia; e todas as imagens esculpidas dos seus deuses são despedaçadas até o chão.

10. Debulha minha e filho da minha eira, o que tenho ouvido da parte de Jeová dos exércitos, isso vos tenho anunciado.

11. A sentença acerca de Dumá. Clamam-me de Seir: Guarda, quanto resta da noite?

12. Respondeu o guarda: Vem a manhã, também a noite: se quereis perguntar, perguntai; tornai-vos, vinde.

13. A sentença acerca da Arábia. Nos bosques da Arábia passareis a noite, ó caravanas de dedanitas.

14. Trouxeram água aos sequiosos: os habitantes da terra de Tema foram com o seu pão ao encontro dos fugitivos.

15. Pois eles fugiram de diante das espadas, de diante da espada desembainhada, de diante do arco armado, e de diante da pressão da guerra.

16. Porque assim me disse Jeová: Ainda dentro de um ano, como os anos de um jornaleiro, e toda a glória de Quedar se esvaecerá.

17. O que restar do número dos flecheiros, homens valentes dos filhos de Quedar, será diminuto, porque Jeová, Deus de Israel, o disse.

1. A sentença acerca do vale da visão. Que tens agora, pois com todos os teus subiste aos telhados?

2. Ó tu que estás cheia de clamor, cidade turbulenta, cidade alegre; os teus mortos não são mortos à espada, nem mortos em guerra.

3. Todos os teus principais homens a uma fugiram e, abandonados os seus arcos, deixaram-se ficar presos. Todos os que se acharam em ti, foram presos juntamente...eles estavam fugindo para longe.

4. Portanto disse eu: Virai de mim a vista, para que eu chore amargamente; não vos esforceis por me consolar sobre a destruição da filha do meu povo.

5. Pois é um dia de destroço, de atropelamento e de perplexidade da parte de Jeová dos exércitos no vale da visão: derrubamento de muros e gritos aos montes.

6. Elão tomou a aljava, juntamente com tropas de homens e de cavaleiros, e Quir descobriu o escudo.

7. Os teus vales escolhidos ficaram cheios de tropas, e os cavaleiros postaram-se em direção da porta.

8. Foi tirada a coberta de Judá, e naquele dia olhaste para as armas na casa do bosque.

9. Vistes que as brechas da cidade de Davi eram muitas, e ajuntastes as águas da piscina de baixo.

10. Contastes as casas de Jerusalém, e as demolistes para fortificar a muralha.

11. Também fizestes um reservatório entre os dois muros para a água da piscina velha. Porém não olhastes para aquele que isto tinha feito, nem tivestes respeito ao que o formou de longe.

12. O Senhor, Jeová dos exércitos, chamou naquele dia para chorar e prantear, para rapar a cabeça e cingir o saco;

13. porém só se vê gozo e alegria, matar bois, degolar ovelhas, comer carne e beber vinho: comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.

14. Jeová dos exércitos revelou-se aos meus ouvidos, dizendo: Não se vos perdoará por certo esta iniqüidade até que morrais, diz o Senhor, Jeová dos exércitos.

15. Assim diz o Senhor, Jeová dos exércitos: Vai, entra a falar com esse administrador, com Sebna, o mordomo, e pergunta-lhe:

16. Que fazes tu aqui? que parente tens tu aqui, para lavrares aqui um sepulcro, lavrando em lugar alto o seu sepulcro, gravando na penha a sua morada?

17. Eis que Jeová te atirará violentamente, dobrar-te-á inteiramente.

18. Ele te enrolará como uma bola e te atirará para um país espaçoso. Ali morrerás, e para ali irão os carros da tua glória, ó opróbrio da casa do teu senhor.

19. Eu te deitarei fora do teu posto, e serás derribado do teu estado.

20. Naquele dia chamarei o teu servo Eliaquim, filho de Hilquias;

21. vesti-lo-ei da tua túnica, cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu governo; e ele será como pai para os habitantes de Jerusalém, e para a casa de Judá.

22. Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá.

23. Fincá-lo-ei como uma estaca num lugar firme, e ele será como um trono de glória para a casa de seu pai.

24. Nele pendurarão toda a glória da casa de seu pai, a prole e a progênie, todos os pequenos vasos, desde os vasos de taças até os vasos de odres.

25. Naquele dia, diz Jeová dos exércitos, cederá a estaca que foi fincada num lugar firme, será cortada, e cairá; e será exterminada, e a carga que dela estava pendente, porque Jeová o disse.

1. A sentença acerca de Tiro. Uivai, navios de Társis; porque ela está desolada, de modo que não há casa nem entrada. Da terra de Quitim foi-lhes isto revelado.

2. Calai-vos, habitantes da região da costa, e tu que foste enriquecido pelos negociantes de Sidom, que passam pelo mar.

3. Por sobre grandes águas foi-lhe trazida a semente de Sior, a messe do Nilo; ela se tornou o mercado das nações.

4. Envergonha-te, Sidom; porque o mar, a fortaleza do mar, disse: Não tive dores de parto, nem dei à luz, nem criei mancebos, nem eduquei donzelas.

5. Quando chegar esta notícia ao Egito, doer-se-ão os homens pela notícia de Tiro.

6. Passai a Társis; uivai, habitantes da região da costa.

7. É esta, porventura, a vossa cidade alegre, cuja origem é dos dias antigos, cujos pés a levavam para longe a peregrinar?

8. Quem formou este desígnio contra Tiro, distribuidora de coroas, cujos negociantes são príncipes, e cujos mercadores os ilustres da terra?

9. Jeová dos exércitos formou este desígnio para profanar a soberba de toda a glória, e para reduzir a ignomínia todos os ilustres da terra.

10. Inunda a tua terra como o Nilo, filha de Társis; já não há mais o que te cinja.

11. A sua mão, ele a estendeu sobre o mar, abalou os reinos; Jeová deu ordens a respeito de Canaã, que se lhe destruíssem as fortalezas.

12. Ele disse: Não continuarás mais a te regozijar, ó oprimida filha virgem de Sidom: levanta-te, passa a Quitim; ainda ali não terás descanso.

13. Eis a terra dos caldeus; este povo não existe mais; a Assíria tem-na destinado para as feras do deserto. Levantaram as suas torres de sítio, derrubaram os palácios dela; ela ficou reduzida a ruínas.

14. Uivai, navios de Társis; porque está desolada a vossa fortaleza.

15. Naquele dia Tiro será posta em esquecimento por setenta anos, como os dias de um só rei. Depois de findos os setenta anos sucederá a Tiro o que se diz no cântico da meretriz:

16. Toma a harpa e anda em torno da cidade, ó meretriz entregue ao esquecimento; toca bem, canta muitos cânticos, para que haja memória de ti.

17. Findos os setenta anos visitará Jeová a Tiro; ela tornará à sua ganância, e fornicará com todos os reinos do mundo sobre a face da terra.

18. Serão as suas negociações e as suas ganâncias consagradas a Jeová. Não serão entesouradas nem guardadas; porque as suas negociações serão para os que habitam perante Jeová, a fim de que comam até se saciarem, e tenham vestimenta esplêndida.

Você está lendo Isaías na edição TB, Sociedade Bíblica Britânica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 66 capítulos, e 1292 versículos.