Salmos

1. Feliz é o homem que não anda segundo o conselho dos iníquos, Nem no caminho dos pecadores se detém, Nem na roda dos escarnecedores se assenta.

2. Mas o seu prazer está na lei de Jeová, E na sua lei medita de dia e de noite.

3. Ele é qual árvore plantada junto às correntes das águas, Que em tempo próprio dá o seu fruto, E cuja folha não cai; Ele leva ao fim tudo quanto empreende.

4. Não são assim os iníquos, Mas são como a moinha que o vento dispersa,

5. Por isso os iníquos não subsistirão no juízo, Nem os pecadores na congregação dos justos.

6. Pois Jeová conhece o caminho dos justos, Mas o caminho dos iníquos perecerá.

1. Por que se amotinam as nações, E os povos tramam em vão?

2. Insurgem-se os reis da terra, E os príncipes conspiram Contra Jeová e contra o seu ungido, dizendo:

3. Rompamos as suas ataduras, E lancemos de nós as suas cordas.

4. Aquele que está sentado nos céus, se rirá; O Senhor zombará deles.

5. Então lhes falará na sua ira, E no seu furor os confundirá.

6. Eu, porém, tenho estabelecido o meu rei Em Sião, meu santo monte.

7. Falarei acerca do decreto: Jeová disse-me: Tu és meu filho; Eu hoje te gerei.

8. Pede-me, que te darei as nações por tua herança, E as extremidades da terra por tua possessão.

9. Tu as quebrarás com uma vara de ferro, Fá-las-ás em pedaços como vaso de oleiro.

10. Agora, pois, ó reis, fazei-vos prudentes; Deixai-vos instruir, juízes da terra.

11. Servi a Jeová com temor, E regozijai-vos com tremor.

12. Beijai ao filho, para que não se ire, E pereçais no caminho, Porque em breve se acenderá a sua ira, Felizes são todos os que nele se refugiam.

1. Jeová, como se multiplicam os meus adversários! Muitos são os que se levantam contra mim.

2. Muitos são os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele. (Selá)

3. Tu, porém, Jeová, és um escudo ao redor de mim, A minha glória, e o que exaltas a minha cabeça.

4. Com a minha voz clamo a Jeová, E ele do seu santo monte me responde. (Selá)

5. Eu me deitei e dormi; Acordei, porque Jeová me sustenta.

6. Não terei medo das miríades de gente, Que se puseram contra mim de todos os lados.

7. Levanta-te, Jeová; salva-me, Deus meu, Pois feriste no queixo todos os meus inimigos; Quebraste os dentes aos iníquos.

8. A Jeová pertence a salvação, Sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá)

1. Quando eu clamar, responde-me, Deus da minha justiça; (Na angústia tens-me dado folga); Compadece-te de mim e ouve a minha oração.

2. Até quando, varões ilustres, tornareis a minha glória em desonra? Amareis a vaidade, buscareis a mentira? (Selá)

3. Sabei, porém, que Jeová distingue aquele que é piedoso; Jeová ouvirá, quando eu clamar a ele.

4. Tremei, e não pequeis; Consultai no leito com o vosso coração e sossegai. (Selá)

5. Oferecei sacrifícios de justiça, E confiai em Jeová.

6. Muitos há que dizem: Quem nos mostrará algum bem? Levanta, Jeová, sobre nós a luz do teu rosto.

7. Puseste no meu coração mais alegria Que a deles, quando o trigo e o mosto lhes abundam.

8. Em paz me deitarei e dormirei num instante, Porque só tu, Jeová, fazes que eu habite em segurança.

1. Dá ouvidos, Jeová, às minhas palavras, Atende ao murmúrio dos meus lábios.

2. Escuta, Rei meu, Deus meu, a voz do meu clamor; Pois a ti é que oro.

3. Ouvirás de manhã a minha voz, Jeová; De manhã te apresentarei a minha oração, e ficarei de vigia.

4. Pois tu não és Deus que se compraza na maldade, O mau não poderá assistir contigo.

5. Não poderão permanecer à tua vista os arrogantes, Aborreces todos os que obram a iniqüidade.

6. Destruirás os que proferem mentiras, Ao sanguinário e ao fraudulento Jeová abomina.

7. Quanto a mim, porém, pela abundância da tua bondade entrarei na tua casa; No temor que te é devido inclinar-me-ei para o teu templo.

8. Guia-me, Jeová, na tua retidão, por causa dos meus inimigos; Aplaina diante de mim o teu caminho.

9. Pois na boca deles não há fidelidade; O seu interior é todo crimes; A sua garganta é um sepulcro aberto; Lisonjeiam com a sua língua.

10. Toma-lhes contas, ó Deus; Que caiam por seus mesmos planos: Lança-os fora por suas muitas transgressões, Porque eles se rebelaram contra ti.

11. Regozijem-se, porém, todos os que em ti confiam; Folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes: Exultem em ti também os que amam o teu nome.

12. Pois tu abençoarás o justo; Cercá-lo-ás, Jeová, de favor, como dum pavês.

1. Jeová, não me repreendas na tua ira, Nem me castigues no teu furor.

2. Compadece-te de mim, Jeová, porque eu me sinto abatido; Sara-me, Jeová, porque os meus ossos estão perturbados.

3. A minha alma está também em extremo perturbada; Mas tu, Jeová, até quando?

4. Volta-te, Jeová, livra a minha alma: Salva-me por amor da tua bondade.

5. Pois na morte não há recordação de ti, No Cheol quem te dará louvor?

6. Estou cansado do meu gemido; Todas as noites faço nadar a minha cama; Inundo de lágrimas o meu leito.

7. A minha vista de mágoa desfalece, Tem-se envelhecido por causa de todos os meus adversários.

8. Apartai-vos de mim, todos os que obrais a iniqüidade, Porque Jeová já ouviu a voz do meu pranto.

9. Jeová já ouviu a minha súplica, Jeová receberá a minha oração.

10. Todos os meus inimigos serão envergonhados e em extremo perturbados; Tornarão atrás, e serão envergonhados num momento.

1. Jeová, Deus meu, em ti busco refúgio; Salva-me de todos os que me perseguem, e livra-me,

2. Para que não dilacere ele, qual leão, a minha alma, Despedaçando-a, sem haver quem acuda.

3. Jeová, Deus meu, se eu fiz isto, Se há iniqüidade nas minhas mãos;

4. Se paguei com mal ao que tinha paz comigo (Antes livrei aquele que sem motivo era meu adversário);

5. Persiga o inimigo a minha alma e alcance-a; Espezinhe ele no chão a minha vida, E faça habitar no pó a minha glória. (Selá)

6. Levanta-te, Jeová, na tua ira, Exalta-te contra as fúrias dos meus adversários. Desperta-te por mim; já preparaste o juízo.

7. Reúna-se ao redor de ti a congregação dos povos, E por cima dela remonta-te ao alto.

8. Jeová administra justiça aos povos: Julga-me, Jeová, conforme a retidão e integridade que há em mim.

9. Cesse a maldade dos iníquos, Mas estabelece tu o justo, Pois o justo Deus sonda os corações e os rins.

10. O meu escudo está em Deus, Que salva os retos de coração.

11. Deus é um juiz justo, Um Deus que sente indignação todos os dias.

12. Se alguém não se arrepender, Deus afiará a sua espada; Já armou o seu arco, e tem-no pronto.

13. Para ele já preparou os instrumentos de morte, As suas setas fá-las ardentes.

14. Eis que o mau está com dores de iniqüidade, Concebe a malvadez e dá à luz a falsidade.

15. Abriu um poço, e cavou-o, E cairá no fosso que fez.

16. A sua malvadez tornará a cair sobre a sua cabeça, E sobre a sua mioleira descerá a sua violência.

17. Darei graças a Jeová segundo a sua retidão, E cantarei louvores ao nome de Jeová altíssimo.

1. Jeová, Senhor nosso, Quão majestoso é o teu nome em toda a terra! Tu que puseste a tua glória nos céus.

2. Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste a fortaleza, Por causa dos teus adversários, Para fazeres calar o inimigo e o vingador.

3. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, A lua e as estrelas que formaste;

4. Que é o homem, para te lembrares dele? E o filho do homem, para o visitares?

5. Pois o fizeste pouco abaixo de Deus, De glória e de honra o coroaste.

6. Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; Tudo puseste debaixo dos seus pés:

7. As ovelhas e os bois, todos eles, Também os animais do campo;

8. As aves do céu e os peixes do mar, Tudo o que passa pelas veredas do mar.

9. Jeová, Senhor nosso, Quão majestoso é o teu nome em toda a terra!

1. Louvarei a Jeová de todo o meu coração, Cantarei todas as tuas maravilhas.

2. Alegrar-me-ei e exultarei em ti, Cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.

3. Ao retrocederem os meus inimigos, Tropeçam e somem-se da tua presença.

4. Pois sustentaste o meu direito e a minha causa; No trono te assentaste, julgando retamente.

5. Repreendeste as nações, destruíste o iníquo, Apagaste o nome deles para todo o sempre.

6. Quanto aos inimigos, consumidos estão; perpétuas são as suas ruínas. Arrasaste as suas cidades, e até a memória deles pereceu.

7. Jeová, porém, está entronizado para sempre; Erigiu o seu trono para exercer o juízo.

8. É ele quem julgará com justiça o mundo, Quem aos povos administrará juízo com eqüidade.

9. Assim Jeová será para o oprimido um alto refúgio, Um alto refúgio em tempos de extremidade.

10. Em ti, pois, confiarão os que conhecem o teu nome, Porque tu, Jeová, não tens abandonado os que te buscam.

11. Entoai louvores a Jeová, que habita em Sião; Anunciai entre os povos os seus feitos.

12. Pois ele, o vingador do sangue, se lembra deles; Não se esquece do grito dos pobres.

13. Compadece-te de mim, Jeová; Olha a aflição que sofro dos que me aborrecem, Tu que me levantas das portas da morte,

14. Para que eu manifeste todos os teus louvores. Nas portas da filha de Sião, Eu me regozijarei na tua salvação.

15. Afundam-se as nações na cova que abriram, Na rede que ocultaram, ficou preso o seu pé.

16. Jeová dá-se a conhecer, executa o juízo: Enlaçado está o iníquo nas obras das suas mãos. (Higaiom. Selá)

17. Os iníquos hão de voltar para o Cheol, Todas as nações que se esquecem de Deus.

18. Pois não será esquecido para sempre o necessitado, Nem a esperança dos aflitos se frustrará perpetuamente.

19. Levanta-te, Jeová; não prevaleça o mortal. Sejam as nações julgadas na tua presença.

20. Incute-lhes temor, Jeová; Saibam as nações que de mortais não passam. (Selá)

1. Por que, ó Jeová, te conservas afastado? Por que te escondes em tempos de extremidade?

2. O iníquo na sua arrogância persegue vivamente ao humilde, Sejam eles apanhados nos tramas que urdiram.

3. Pois o iníquo se jata das cobiças da sua alma, E o que é dado à rapina, renuncia, menoscaba a Jeová.

4. Diz com ar arrogante o iníquo: Ele o não vingará; Que não há Deus são todas as suas cogitações.

5. Seguros são os seus caminhos em todos os tempos; Muito acima e longe dele estão os seus juízos: Quanto a todos os seus adversários, ele os trata com desprezo.

6. Diz no seu coração: Não serei abalado: De geração em geração não me virá mal algum.

7. Cheia está a sua boca de maldição, enganos e opressão; Debaixo da sua língua está a injúria e a iniqüidade.

8. Fica de emboscada nas vilas, Nos lugares ocultos mata ao inocente, Os seus olhos estão de espreita ao desamparado.

9. Qual leão no seu covil, está ele de emboscada em lugar oculto; Está de emboscada para apanhar o pobre; Apanha-o e o leva na sua rede.

10. Agacha-se, curva-se; Assim os desamparados lhe caem nas garras.

11. Diz ele no seu coração: Deus já se esqueceu, Esconde o seu rosto; nunca verá isto.

12. Levanta-te, Jeová: ó Deus, ergue a tua mão: Não te esqueças do aflito.

13. Por que razão despreza o iníquo a Deus, E diz no seu coração: Tu não o vingarás?

14. Tu hás, com efeito, visto; porque olhas para o trabalho e a dor, para o tomares na tua mão. A ti é que o desamparado se entrega; Tu tens sido o amparador do órfão.

15. Quebra tu o braço do iníquo, E quanto ao malvado, esquadrinha tu a sua maldade, até que a descubras de todo.

16. Jeová é Rei para todo o sempre: Da sua terra são exterminadas as nações.

17. Tu, Jeová, tens ouvido o anelo dos humildes; Tu prepararás o seu coração, Farás atento o teu ouvido,

18. Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, A fim de que o homem que é da terra não sirva mais de terror.

1. Em Jeová me refugiei; Como dizeis à minha alma: Fugi, qual pássaro, para o vosso monte?

2. Pois eis que os iníquos armam o arco; Ajustam a sua seta na corda, Para dispararem do escuro contra os de reto coração.

3. Quando os fundamentos forem destruídos, Que poderá fazer o justo?

4. Jeová está no seu santo templo, Jeová tem no céu o seu trono: Os seus olhos contemplam, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.

5. Jeová prova ao justo, Mas ao iníquo e ao que ama a violência, a sua alma os aborrece.

6. Fará chover laços sobre os iníquos: Fogo, enxofre e vento abrasador serão o quinhão do seu copo.

7. Pois Jeová é justo; ele ama a justiça; Os retos verão a seu rosto.

1. Salva, Jeová; porque se acabam os piedosos; Por que os fiéis desaparecem dentre os filhos dos homens?

2. Falam a falsidade uns aos outros, Falam com lábios lisonjeiros e coração refolhado.

3. Corte Jeová todos os lábios lisonjeiros, E a língua que fala coisas pomposas:

4. Os que disseram: Engrandeceremos a nossa língua; Os nossos lábios a nós nos pertencem: quem sobre nós é senhor?

5. Por causa da desolação dos aflitos, Por causa do gemido dos necessitados, Levantar-me-ei agora, diz Jeová; Porei em segurança quem por ela suspira.

6. As palavras de Jeová são palavras puras, Qual prata fundida numa fornalha sobre a terra, Purificada sete vezes.

7. Tu, Jeová, os guardarás, Tu a cada um defenderás desta geração para sempre.

8. Por toda a parte andam os iníquos, Quando a vileza está exaltada entre os filhos dos homens.

1. Até quando, Jeová! esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando me ocultarás o teu rosto?

2. Até quando encherei a minha alma de cuidados, Tendo diariamente tristeza no meu coração? Até quando sobre mim se exaltará o meu inimigo?

3. Considera e responde-me, Jeová, Deus meu. Alumia os meus olhos para que não durma eu o sono da morte,

4. A fim de que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele, E os meus adversários não se alegrem, quando eu for abalado.

5. Mas quanto a mim, confio na tua misericórdia; Regozije-se o meu coração na tua salvação.

6. Cante eu a Jeová, Porque me fez o bem.

1. Diz no seu coração o insensato: Não há Deus. Corromperam e fizeram abomináveis as suas ações; Não houve quem fizesse o bem.

2. Jeová olhou lá do céu sobre os filhos dos homens, Para ver se havia alguém que tivesse entendimento, Que buscasse a Deus.

3. Todos se desviaram, juntamente se fizeram imundos: Não há quem faça o bem, não há nem sequer um.

4. Acaso não têm conhecimento todos os que obram a iniqüidade? Eles comem o meu povo como comem pão, E não invocam a Jeová.

5. Ali ficaram eles tomados de grande pavor, Porque Deus está na geração dos justos.

6. Vós quereis frustrar o conselho dos aflitos, Mas Jeová é o seu refúgio.

7. Oxalá que a salvação de Israel tivesse já vindo de Sião! Quando Jeová puser termo ao cativeiro do seu povo, Regozije-se Jacó e alegre-se Israel.

1. Quem, Jeová, poderá hospedar-se na tua tenda? Quem poderá morar no teu santo monte?

2. Aquele que anda com inteireza, e faz o que é justo, E fala verdade no seu coração.

3. O que não calunia com a sua língua, Nem faz o mal ao seu próximo, Nem carrega de opróbrio ao seu vizinho.

4. Aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado; Mas que honra aos que temem a Jeová. O que jura em dano seu, contudo não muda;

5. O que não dá à usura o seu dinheiro, Nem recebe peita contra o inocente. Aquele que faz estas coisas, não será jamais abalado.

1. Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugiei.

2. A Jeová eu disse: Tu és Senhor meu, Além de ti não tenho outro bem.

3. Quanto aos santos que estão na terra, Eles são os ilustres nos quais está todo o meu prazer.

4. Muitas serão as penas daqueles que trocam a Jeová por outros deuses: Não oferecerei as suas libações de sangue, Nem tomarei os seus nomes nos meus lábios.

5. Jeová é a porção da minha herança e do meu cálice: Tu és da minha sorte o sustentáculo.

6. As sortes me caíram em lugares amenos, Linda é a minha herança.

7. Bendirei a Jeová, que me aconselha: Até de noite me instruem os meus rins.

8. Tenho posto sempre a Jeová diante de mim; Estando ele à minha direita, não serei abalado.

9. Portanto está alegre o meu coração, e se regozija a minha alegria; Também a minha carne habitará em segurança.

10. Pois não abandonarás a minha alma ao Cheol, Nem permitirás que o teu santo veja a corrupção.

11. Far-me-ás conhecer a vereda da vida: Na tua presença há plenitude de alegria; Na tua destra há delícias para sempre.

1. Ouve, Jeová, a justa causa; atende ao meu clamor: Dá ouvidos à minha oração, que não é proferida por lábios enganosos.

2. Da tua presença saia a minha sentença; Os teus olhos vêem com eqüidade.

3. Provas o meu coração; visitas-me de noite; Examinas-me, e nada achas; Determinado estou que não transgredirá a minha boca.

4. Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios Eu me tenho guardado dos caminhos do homem violento.

5. Os meus passos apegaram-se às tuas veredas, Não resvalaram os meus pés.

6. Eu te invoco, porque me responderás, ó Deus; Inclina a mim os teus ouvidos, e ouve as minhas palavras.

7. Faze maravilhosas as tuas benignidades, ó tu que por tua destra salvas os que em ti se refugiam Daqueles que se levantam contra eles.

8. Guarda-me como a menina dos olhos, Esconde-me debaixo da sombra das tuas asas.

9. Dos iníquos que me despojam, Meus mortais inimigos que me cercam.

10. Cerram o seu coração estulto: Com a sua boca falam arrogantemente.

11. Andam-nos agora rodeando os nossos passos; Assestam os seus olhos para nos deitar por terra.

12. Ele é semelhante ao leão que deseja prear, E ao leãozinho que espreita em lugares ocultos.

13. Levanta-te, Jeová, Sai-lhe à frente, derruba-o: Livra do iníquo a minha vida pela tua espada:

14. Sim, dos homens, Jeová, pela tua mão, Dos homens mundanos, cujo quinhão está nesta vida, E cujo ventre tu enches dos teus bens. Eles fartam-se de filhos, E o que sobra deixam por herança aos seus pequeninos.

15. Quanto a mim, veja eu em retidão o teu rosto; Seja eu, quando acordar, satisfeito com a tua semelhança. palavras deste cântico no dia em que Jeová o livrou de todos os seus inimigos, e da mão de Saul; e disse:

1. Com fervor te amo, Jeová, força minha.

2. Jeová é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; O meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; O meu escudo, o meu Salvador poderoso, meu alto refúgio.

3. Invocando a Jeová que é digno de ser louvado, Dos meus inimigos sou salvo.

4. Rodearam-me cordas de morte, E torrentes de perdição me amedrontaram.

5. Cercaram-me cordas do Cheol, Laços de morte me sobrevieram.

6. Na minha angústia invoquei a Jeová, E clamei por socorro ao meu Deus; Ele ouviu do seu templo a minha voz, E o clamor que lhe fiz entrou nos seus ouvidos.

7. Abalou-se então a terra e tremeu, Também os fundamentos dos montes se moveram E se abalaram, porque se acendeu a sua ira.

8. Subiu fumaça dos seus narizes, E fogo devorador saiu da sua boca: Dele saíram brasas ardentes.

9. Ele abaixou os céus e desceu, Tendo debaixo dos seus pés densa escuridão.

10. Montou num querubim e voou; Sim voou velozmente sobre as asas do vento.

11. Fez das trevas o seu retiro secreto, seu pavilhão ao redor de si: Escuridade de águas, espessas nuvens dos céus.

12. Do resplendor que diante dele havia, saíam pelas suas espessas nuvens Saraiva e carvão de fogo.

13. Então Jeová trovejou nos céus, E o Altíssimo fez soar a sua voz: Saraiva e carvões de fogo.

14. Enviou as suas setas e os dispersou; Amiudados raios, e os conturbou.

15. Então apareceu o leito das águas, E foram descobertos os fundamentos do mundo, Pela tua repreensão, Jeová, Pelo sopro dos ventos dos teus narizes.

16. Ele estendeu lá do alto o braço, me tomou E me tirou das muitas águas.

17. Livrou-me do meu inimigo forte, E dos que me odiaram, porque foram mais poderosos que eu.

18. Eles me acometeram no dia da minha calamidade; Mas Jeová tornou-se o meu amparo.

19. Ele me tirou para um lugar espaçoso; Livrou-me, porque tinha prazer em mim.

20. Recompensou-me Jeová segundo a minha retidão, Retribuiu-me segundo a pureza das minhas mãos.

21. Pois tenho guardado o caminho de Jeová, E não me tenho apartado impiamente do meu Deus.

22. Porque todos os seus juízos estão diante de mim, E não afasto de mim os seus estatutos.

23. Fui perfeito para com ele, E me guardei da iniqüidade.

24. Por isso Jeová me retribuiu segundo a minha retidão, Segundo a pureza das minhas mãos, aos seus olhos.

25. Com o benigno te mostrarás benigno; Com o homem perfeito te mostrarás perfeito;

26. Com o puro te mostrarás puro; Com o perverso te mostrarás contrário.

27. Porque tu salvarás ao povo humilde, Mas os olhos altivos tu os abaterás.

28. Pois tu acendes a minha lâmpada; Jeová, meu Deus, é quem alumia as minhas trevas.

29. Pois com o teu auxílio dou numa tropa, Com o auxílio do meu Deus salto uma muralha.

30. Quanto a Deus, perfeito é o seu caminho; A palavra de Jeová é provada; Ele é escudo para todos os que nele se refugiam.

31. Pois quem é Deus a não ser Jeová? E quem é rocha, senão o nosso Deus?

32. O Deus que me veste de força, E torna perfeito o meu caminho.

33. Ele faz os meus pés como os das corças, E me coloca em pé em meus lugares altos.

34. Ele adestra as minhas mãos para a peleja, A ponto de vergarem os meus braços um arco de bronze.

35. Deste-me também os escudos da minha salvação; A tua direita me susteve, E a tua condescendência me engrandeceu.

36. Alargaste os meus passos diante de mim, E não resvalaram os meus pés.

37. Persegui os meus inimigos e os alcancei; Não voltei até haver acabado com eles.

38. Dei neles até que não puderam levantar-se; Caíram debaixo dos meus pés.

39. Pois me cingiste de força para a peleja; Submeteste-me os que se levantaram contra mim.

40. Também fizeste que os meus inimigos me dessem as costas. E quanto aos que me odeiam, eu os exterminei.

41. Gritaram por socorro, porém não houve quem os salvasse; Gritaram a Jeová, mas ele não lhes respondeu.

42. Então os esmiucei como o pó diante do vento, Lancei-os fora como a lama das ruas.

43. Livraste-me das contendas do povo, Fizeste-me cabeça das nações: Um povo, que não conheci, me serviu.

44. Mal ouviram, logo me prestaram obediência; Os estrangeiros a mim se submeteram.

45. Os estrangeiros sumiram-se, E saíram tremendo das suas fortificações.

46. Vive Jeová, e bendita seja a minha rocha; E exaltado seja o Deus da minha salvação,

47. O Deus, que por mim tomou vingança E sujeitou povos debaixo de mim.

48. Ele me livrou dos meus inimigos. Tu me elevaste acima dos que se levantaram contra mim; Livraste-me do homem violento.

49. Portanto, Jeová, eu te darei graças entre as nações, E cantarei louvores ao teu nome.

50. Pois Jeová dá grande livramento ao seu rei, E usa de benignidade para com o seu ungido, Para com Davi e sua semente para sempre.

1. Os céus proclamam a glória de Deus, E o firmamento anuncia as obras das suas mãos.

2. Um dia profere palavras a outro dia, E uma noite revela conhecimento a outra noite.

3. Não há fala, nem palavras; Não se lhe ouve a voz.

4. Por toda a terra estende-se a sua linha, E as suas palavras vão até os confins do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

5. O qual, como noivo que sai do seu tálamo, Se regozija, como herói, para correr a sua carreira.

6. A sua saída é desde a extremidade do céu, E o seu circuito até os confins dele; E nada há que ao seu calor se esconda.

7. A lei de Jeová é perfeita, e refrigera a alma; O testemunho de Jeová é fiel, e dá sabedoria ao simples.

8. Os preceitos de Jeová são retos, e alegram o coração; O mandamento de Jeová é puro, e esclarece os olhos.

9. O temor de Jeová é limpo, e permanece para sempre; Os juízos de Jeová são verdadeiros e inteiramente justos.

10. Eles são mais para desejar do que o ouro, sim do que muito ouro fino; E são mais doces do que o mel e o que os favos destilam.

11. Demais disso por eles é o teu servo advertido: E em os guardar há grande galardão.

12. Quem pode discernir os seus erros? Purifica-me de faltas secretas.

13. Também de pecados de presunção guarda ao teu servo; Que eles não se assenhoriem de mim; então serei perfeito, E ficarei livre de grande transgressão.

14. Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Jeová, rocha minha e redentor meu.

1. Responda-te Jeová no dia da tribulação; Ponha-te num lugar alto o nome do Deus de Jacó;

2. Envie-te do santuário auxílio, E te sustenha de Sião.

3. Lembre-se de todas as tuas ofertas de cereais, E aceite os teus holocaustos; (Selá)

4. Conceda-te segundo o teu coração, E cumpra todo o teu conselho.

5. Folgaremos de júbilo por tua salvação; E em nome de nosso Deus arvoraremos pendões: Cumpra Jeová todas as tuas petições.

6. Agora sei eu que Jeová salva ao seu ungido; Ele lhe responderá lá do seu santo céu Com a força salvadora da sua destra.

7. Uns confiam em carros, outros em cavalos; Nós, porém, faremos menção do nome de Jeová nosso Deus.

8. Eles se acurvam e caem, Mas nós nos erguemos e ficamos em pé.

9. Salva, Jeová; Responda-nos o rei no dia em que clamarmos.

1. Jeová, na tua força se alegrará o rei; E na tua salvação quão grande será o seu júbilo?

2. O desejo do seu coração, lho concedeste, E a petição dos seus lábios, não lha negaste. (Selá)

3. Pois o premunes de bênçãos excelentes; Pões-lhe na cabeça uma coroa de ouro fino.

4. Pediu-te a vida e lha deste, Sim duração de dias para todo o sempre.

5. Grande é a sua glória na tua salvação; Honra e majestade pões sobre ele.

6. Pois fá-lo-ás mui feliz para sempre; Enchê-lo-ás de gozo na tua presença.

7. Pois o rei confia em Jeová, E pela benignidade do Altíssimo não será abalado.

8. A tua mão alcançará todos os teus inimigos, A tua destra alcançará todos os que te odeiam.

9. Torná-lo-ás qual fornalha ardente no tempo da tua ira; Jeová no seu furor os consumirá, E o fogo os devorará.

10. O seu fruto destruí-lo-ás da terra, E a sua semente dentre os filhos dos homens.

11. Pois intentaram contra ti o mal; Urdiram uma trama, que não podem levar a efeito.

12. Porque lhes farás voltar as costas, Assestarás o teu arco contra o rosto deles.

13. Sê exaltado, Jeová, na tua força; Assim cantaremos e louvaremos o teu poder.

1. Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que estás afastado de me auxiliar e das palavras do meu bramido?

2. Deus meu, a ti clamo de dia, porém não me respondes; Também de noite, porém não acho descanso.

3. Contudo tu és santo, Entronizado sobre os louvores de Israel.

4. Em ti confiaram nossos pais: Confiaram, e os livraste.

5. A ti clamaram, e foram salvos; Em ti confiaram, e não foram envergonhados.

6. Eu, porém, sou verme, e não homem, Opróbrio dos homens e desprezado do povo.

7. Todos os que me vêem, zombam de mim; Arreganham os beiços, meneiam a cabeça, dizendo:

8. Entrega-te a Jeová! que ele o livre; Que ele o salve, visto que nele tem prazer!

9. Tu, porém, és quem me tirou da madre; Fizeste-me confiar, estando eu aos peitos de minha mãe.

10. Sobre ti fui lançado desde a madre; Desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus.

11. Não te alongues de mim, porque perto está a tribulação, Porque não há quem acuda.

12. Muitos touros se acercaram de mim, Fortes touros de Basã me rodearam.

13. Abrem contra mim as suas bocas, Como um leão que despedaça e que ruge.

14. Como água estou derramado, E todos os meus ossos estão desconjuntados. O meu coração é como cera, Derrete-se no meio das minhas entranhas.

15. Está ressequido, como um caco, o meu vigor, E a minha língua se me apega às fauces, E pões-me no pó da morte.

16. Porquanto cães me cercaram; A assembléia de malfeitores me rodeou; Traspassaram-me as mãos e os pés.

17. Posso contar todos os meus ossos; Eles estão-me encarando e mirando.

18. Repartem entre si os meus vestidos, E deitam sortes sobre a minha vestidura.

19. Tu, porém, Jeová, não te afastes: Socorro meu, dá-te pressa em me ajudar.

20. Livra da espada a minha vida; Do poder do cão, a minha predileta.

21. Salva-me da boca do leão; Sim dos chifres dos bois bravios...tu me respondeste.

22. A meus irmãos declararei o teu nome, No meio da congregação te louvarei.

23. Vós que temeis a Jeová, louvai-o; Glorificai-o, vós todos, semente de Jacó; Reverenciai-o, vós todos, semente de Israel.

24. Pois ele não desprezou nem abominou a aflição do aflito, Nem dele escondeu o seu rosto; Mas quando lhe chamou por socorro, ouviu.

25. De ti vem o meu louvor na grande congregação; Cumprirei os meus votos na presença dos que o temem.

26. Os mansos comerão e se fartarão; Louvarão a Jeová os que o buscam: Viva o vosso coração para sempre.

27. Lembrar-se-ão e converter-se-ão a Jeová todos os confins da terra, Adorarão perante ti todas as famílias das nações.

28. Pois de Jeová é o reino, E é ele quem domina sobre as nações.

29. Comerão e adorarão todos os opulentos da terra; Dobrarão os joelhos diante dele todos os que descem ao pó, Ainda o que não pode preservar a própria vida.

30. Servi-lo-á a posteridade, Falar-se-á do Senhor à geração vindoura.

31. Virão e declararão a justiça dele, A um povo que há de nascer anunciarão o que ele fez.

1. Jeová é o meu pastor; nada me faltará.

2. Faz-me repousar em pastos verdejantes; Conduz-me às águas de descanso.

3. Ele refrigera a minha alma, Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.

4. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, Não receiarei mal algum, porque tu és comigo: O teu cajado e o teu bordão, eles me confortam.

5. Diante de mim preparas uma mesa na presença dos meus inimigos; Ungiste com óleo a minha cabeça; o meu cálice trasborda.

6. Unicamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, E habitarei na casa de Jeová por longos dias.

1. A Jeová pertence a terra e a sua plenitude; O mundo, e os que nele habitam.

2. Pois ele a fundou sobre os mares, E sobre as correntes a estabeleceu.

3. Quem subirá ao monte de Jeová? E quem estará no seu santo lugar?

4. Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; Que não entrega a sua alma à vaidade, E não jura dolosamente.

5. Este receberá de Jeová uma bênção, E do Deus da sua salvação a justiça.

6. Tal é a geração dos que a ele recorrem, Dos que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá)

7. Erguei, ó portas, as vossas cabeças; Levantai-vos, ó portas antigas; E entrará o Rei da glória.

8. Quem é o Rei da glória? Jeová forte e poderoso, Jeová poderoso na batalha.

9. Erguei, ó portas, as vossas cabeças; Sim erguei-as, ó portas antigas; E entrará o Rei da glória.

10. Quem é esse Rei da glória? Jeová dos exércitos, Ele é o Rei da glória. (Selá)

1. A ti Jeová, elevo a minha alma.

2. Deus meu, em ti confio, Não seja eu envergonhado; Não triunfem de mim os meus inimigos.

3. Na verdade ninguém dos que em ti esperam, será envergonhado: Envergonhados serão os que sem causa procedem traiçoeiramente.

4. Mostra-me, Jeová, os teus caminhos; Ensina-me as tuas veredas.

5. Guia-me na tua fidelidade, e ensina-me; Porque tu és o Deus da minha salvação; Em ti espero o dia todo.

6. Lembra-te, Jeová, das tuas comiserações e das tuas benignidades, Porque elas são desde sempre.

7. Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões: Segundo a tua benignidade lembra-te de mim, Por amor da tua bondade, ó Jeová.

8. Bom e reto é Jeová; Por isso mostrará o caminho aos pecadores.

9. Guiará os humildes no juízo, Ensinará aos humildes o seu caminho.

10. Todas as veredas de Jeová são benevolência e verdade Para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.

11. Por amor do teu nome, Jeová, Perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.

12. Ao homem que temer a Jeová, Ensinar-lhe-á ele o caminho a escolher.

13. A sua alma permanecerá em prosperidade, E a sua descendência herdará a terra.

14. O segredo de Jeová é para aqueles que o temem, Far-lhe-á conhecer a sua aliança.

15. Os meus olhos estão sempre postos em Jeová, Pois ele tirará do laço os meus pés.

16. Volta-te para mim, e tem de mim piedade; Pois estou desamparado e aflito.

17. As tribulações do meu coração multiplicaram-se; Tira-me das minhas angústias.

18. Olha para a minha aflição e para o meu sofrimento, E perdoa todos os meus pecados.

19. Olha para os meus inimigos, porque são muitos; E com ódio cruel me odeiam.

20. Guarda a minha alma e livra-me; Não seja eu envergonhado, porque em ti me refugio.

21. Preserva-me a integridade e a retidão, Porque em ti espero.

22. Redime, ó Deus, a Israel De todas as suas tribulações.

1. Julga-me, Jeová, porque eu tenho andado na minha integridade; Em Jeová tenho confiado sem vacilar.

2. Examina-me, Jeová, e experimenta-me; Põe à prova os meus rins e o meu coração.

3. Pois a tua benignidade está diante dos meus olhos; E tenho andado na tua verdade.

4. Não me tenho sentado com homens falsos, Nem terei relações com dissimuladores.

5. Odeio o ajuntamento do mal-fazejos, E com iníquos não me sentarei.

6. Em inocência lavarei as minhas mãos; Assim, Jeová, me acercarei do teu altar,

7. Para fazer ouvir-se a voz de ação de graças, E narrar todas as tuas maravilhas.

8. Amo, Jeová, a habitação da tua casa, E o lugar onde assiste a tua glória.

9. Não leves a minha alma juntamente com os pecadores, Nem a minha vida com os sanguinários,

10. Em cujas mãos há crimes; E cuja direita está cheia de peitas.

11. Quanto a mim, porém, andarei na minha integridade; Resgata-me, e compadece-te de mim.

12. O meu pé está firme em terreno plano: Nas congregações bendirei a Jeová.

1. Jeová é a minha luz e a minha salvação; de quem me recearei? Jeová é a fortaleza da minha vida; de quem terei medo?

2. Quando malfeitores se chegaram a mim para comerem as minhas carnes, Eles, meus opressores e inimigos, tropeçaram e caíram.

3. Ainda que se acampe contra mim um exército, Não se receará o meu coração; Embora se levante contra mim a guerra, Ainda assim conservarei eu a minha confiança.

4. Uma coisa pedi a Jeová e a buscarei: Que habite eu na casa de Jeová todos os dias da minha vida, Para contemplar a formosura de Jeová, E estudar no seu templo.

5. Pois no dia da adversidade me ocultará no seu pavilhão; No recôndito do seu tabernáculo me esconderá; Sobre uma rocha me elevará.

6. E agora será elevada a minha cabeça acima dos meus inimigos que me cercam; E no seu tabernáculo oferecerei sacrifícios de júbilo; Cantarei, sim cantarei louvores a Jeová.

7. Ouve, Jeová, quando eu com a minha voz clamar; Compadece-te também de mim e responde-me.

8. Quando disseste: Buscai o meu rosto; a ti te disse o meu coração: O teu rosto, Jeová, buscarei.

9. Não escondas de mim o teu rosto; Não rejeites com ira o teu servo; Tu tens sido o meu auxílio; Não me enjeites nem me desampares, Ó Deus da minha salvação.

10. Pois meu pai e minha mãe me abandonaram, Mas Jeová me acolherá.

11. Ensina-me, Jeová, o teu caminho, E conduze-me por uma vereda plana por causa dos que me espreitam.

12. Não me entregues à vontade dos meus adversários; Porque contra mim se levantam falsas testemunhas, e os que respiram crueldade.

13. Oh! se eu não houvera crido que veria a bondade de Jeová Na terra dos viventes!

14. Espera tu por Jeová: Tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; Sim espera tu por Jeová.

1. A ti, Jeová, clamarei; Rocha minha, não sejas surdo para comigo; Não suceda que, ficando tu em silêncio ao meu respeito, Eu me torne semelhante aos que descem à cova.

2. Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar por socorro, Quando levantar as minhas mãos para o teu santo oráculo.

3. Não me arrastes juntamente com os iníquos E com os que obram a iniqüidade, Os quais falam de paz com o seu próximo, Mas têm em seus corações a maldade.

4. Dá-lhes segundo a sua obra, e segundo a maldade dos seus feitos; Dá-lhes segundo o que fizeram as suas mãos, Retribui-lhes o que eles merecem.

5. Porquanto não prestam atenção às obras de Jeová, Nem ao que ele fez com as suas mãos, Derrubá-los-á e não os reedificará.

6. Bendito seja Jeová, porque ouviu a voz das minhas súplicas.

7. Jeová é a minha força e o meu escudo; Nele tem confiado o meu coração, e sou ajudado. Por isso exulta o meu coração, E com o meu cântico o louvarei.

8. Jeová é a força do seu povo, É uma fortaleza salvadora para o seu ungido.

9. Salva o teu povo e abençoa a tua herança; Pastoreia-os e exalta-os para sempre.

1. Tributai a Jeová, filhos de Deus, Tributai a Jeová glória e força.

2. Tributai a Jeová a glória devida ao seu nome; Adorai a Jeová, vestidos de sagrados ornamentos.

3. A voz de Jeová está sobre as águas; O Deus da glória troveja, Jeová está sobre as muitas águas.

4. A voz de Jeová é poderosa, A voz de Jeová é cheia de majestade.

5. A voz de Jeová quebra os cedros; Os cedros do Líbano, Jeová os despedaça,

6. E os faz saltar como um bezerro, O Líbano e o Siriom como um filho de boi selvagem.

7. A voz de Jeová despede línguas de fogo.

8. A voz de Jeová faz tremer o deserto, Jeová faz tremer o deserto de Cades.

9. A voz de Jeová trás dores de parto às corças, E desnuda os bosques; E no seu templo tudo diz: Glória.

10. Jeová presidiu como rei ao dilúvio; Como rei Jeová preside para sempre.

11. Jeová dará força ao seu povo, Jeová abençoará com paz ao seu povo.

1. Exaltar-te-ei, Jeová, porque me levantaste, E não permitiste que os meus inimigos se regozijassem sobre mim.

2. Jeová, Deus meu, A ti clamei por socorro, e me saraste.

3. Jeová, fizeste subir a minha alma do Cheol; Vivificaste-me dentre os que descem à cova.

4. Cantai louvores a Jeová, vós que sois seus santos, E dai graças ao seu santo nome.

5. Pois a sua ira dura apenas um momento; No seu favor está a vida. O choro pode entrar à tarde para pousar, Pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.

6. Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: Nunca jamais serei abalado.

7. Tu, Jeová, pelo teu favor fizeras que o meu monte permanecesse forte: Ocultaste o teu rosto, fiquei conturbado.

8. A ti, Jeová, clamei, E ao Senhor supliquei:

9. Que proveito há no meu sangue, em ir eu para a cova? Porventura louvar-te-á o pó? declarará ele a tua verdade?

10. Ouve, Jeová, e compadece-te de mim: Sê tu, Jeová, o meu ajudador.

11. Converteste o meu pranto em regozijo, Tiraste o meu cilício e cingiste-me de alegria,

12. A fim de que a minha glória cante louvores a ti, e não se cale. Jeová, Deus meu, dar-te-ei graças para sempre.

1. Em ti, Jeová, me refugio; não seja eu jamais envergonhado: Livra-me na tua retidão.

2. Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; Sê para mim uma rocha fortificada, Uma casa de defesa que me salve.

3. Porquanto tu és a minha rocha e a minha fortaleza; Por amor do teu nome me conduzirás e me guiarás.

4. Tirar-me-ás do laço que me armaram às escondidas, Pois tu és a minha fortaleza.

5. Nas tuas mãos entrego o meu espírito; Tu me remiste, Jeová, Deus de verdade.

6. Aborreço os que observam vaidades mentirosas: Eu, porém, confio em Jeová.

7. Alegrar-me-ei e regozijar-me-ei na tua benignidade, Pois tens visto a minha aflição. Tens conhecido as adversidades da minha alma,

8. E não me tens deixado entregue às mãos do inimigo; Tens posto os meus pés num lugar espaçoso.

9. Compadece-te de mim, porque me sinto atribulado; Os meus olhos estão consumidos de tristeza, sim a minha alma e o meu corpo.

10. Pois está gasta de pesar a minha vida, E de suspirar os meus anos; Por causa da minha iniqüidade desfalece a minha força, E consumidos estão os meus ossos.

11. Por causa de todos os meus adversários tornei-me um opróbrio, Sim, sobremodo o sou para os meus vizinhos, E horror para os meus conhecidos: Os que me viam na rua, fugiam de mim.

12. Sou esquecido como um morto posto fora do pensamento, Sou como um vaso quebrado.

13. Pois tenho ouvido a difamação de muitos, Terror por todos os lados. Enquanto juntamente consultavam contra mim, Maquinaram para me tirar a vida.

14. Quanto a mim, porém, em ti confio, Jeová; Eu disse: Tu és meu Deus.

15. Na tua mão estão os meus dias; Livra-me das mãos dos meus inimigos, e dos que me perseguem.

16. Faze brilhar o teu rosto sobre o teu servo, Salva-me na tua benignidade.

17. Não seja eu envergonhado, Jeová, porque te hei invocado; Envergonhados sejam os iníquos, fiquem mudos no Cheol.

18. Emudeçam os lábios mentirosos, Que falam insolentemente contra o justo, Com orgulho e desprezo.

19. Oh! quão grande é a tua bondade que reservaste para os que te temem, A qual perante os filhos dos homens preparaste para aqueles que em ti se refugiam!

20. No lugar oculto da tua presença tu os esconderás das tramas dos homens, Num pavilhão os ocultarás da contenda de línguas.

21. Bendito seja Jeová, Porque tem feito maravilhosa a sua benignidade para comigo numa cidade fortificada.

22. Quanto a mim, porém, disse em meu sobressalto: Estou cortado de diante dos teus olhos. Não obstante ouviste a voz das minhas súplicas quando a ti clamava por socorro.

23. Amai a Jeová, vós todos os que sois seus santos: Jeová preserva os que são fiéis, E retribui abundantemente ao que usa de soberba.

24. Sede fortes, e fortaleça-se o vosso coração, Vós todos os que esperais em Jeová.

1. Feliz é aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto.

2. Feliz é o homem a quem Jeová não atribui iniqüidade, E em cujo espírito não há dolo.

3. Quando guardei silêncio, envelheceram os meus ossos Pelo meu bramido durante o dia todo.

4. Porque de dia e de noite sobre mim pesava a tua mão; O meu humor converteu-se em sequidão de estio. (Selá)

5. Eu te confessei o meu pecado, e a minha iniqüidade não a ocultei. Disse eu: Confessarei a Jeová a minha transgressão, E tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. (Selá)

6. Portanto todo o que é pio, te suplicará a tempo de poder encontrar-te: Na verdade quando transbordarem grandes águas, a ele não se chegarão.

7. Tu és para mim um lugar oculto; preservar-me-ás da tribulação; De alegres cantos de livramento me cercarás.

8. Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho em que hás de andar; Aconselhar-te-ei, tendo-te debaixo da minha vista.

9. Não sejais como o cavalo, ou como a mula, que não têm entendimento, Os quais carecem de arreios, freios e cabrestos, que os sujeitem; De outra forma não te obedecerão.

10. Muitos pesares terá de curtir o iníquo; Mas aquele que confia em Jeová, a benignidade o cercará.

11. Alegrai-vos em Jeová, e regozijai-vos, ó justos; Cantai de júbilo, vós todos que sois retos de coração.

1. Exultai, ó justos, em Jeová; Aos retos fica bem o louvor.

2. Dai graças a Jeová com a harpa, Cantai-lhe louvores com o saltério de dez cordas.

3. Entoai-lhe um cântico novo, Tocai bem e com júbilo.

4. Pois reta é a palavra de Jeová; E tudo quanto faz, é com fidelidade.

5. Ele ama a retidão e a justiça; A terra está cheia da benignidade de Jeová.

6. Pela palavra de Jeová foram feitos os céus, E pelo sopro da sua boca todo o exército deles.

7. Ele ajunta, qual uma mole, as águas do mar, Amontoa em tesouros os abismos.

8. Tema a Jeová toda a terra, Tenham medo dele todos os habitantes do mundo.

9. Pois ele falou e foi feito; Ele ordenou, e ficou estabelecido.

10. Jeová reduz a nada o conselho das nações, Anula os intentos dos povos.

11. O conselho de Jeová persiste para sempre, Os intentos do seu coração por todas as gerações.

12. Feliz é a nação que tem por Deus a Jeová, O povo que ele escolheu para a sua herança.

13. Jeová olha lá do céu, Vê todos os filhos dos homens,

14. Lá do lugar da sua habitação dirige o seu olhar para Todos os habitantes da terra,

15. Aquele que forma o coração de todos eles, Que considera todas as suas obras.

16. Não há rei que se salve com grande exército, Nem por grande força se livra um poderoso.

17. Falaz é o cavalo para a segurança, E pela sua grande força a ninguém pode livrar.

18. Eis que os olhos de Jeová estão sobre os que o temem, Sobre os que esperam na sua benignidade,

19. Para livrar da morte as suas almas, E conservar-lhes a vida em tempo de fome.

20. A nossa alma espera por Jeová: Ele é o nosso auxílio e o nosso escudo.

21. Pois o nosso coração nele se alegrará, Porque no seu santo nome temos confiado.

22. Seja sobre nós, Jeová, a tua benignidade, Assim como temos esperado em ti. expulsou, e ele se foi

1. Bendirei a Jeová em todo o tempo, O seu louvor estará sempre na minha boca.

2. Em Jeová se gloriará a minha alma; Ouvirão os humildes, e se alegrarão.

3. Engrandecei a Jeová comigo, e todos à uma exaltemos o seu nome.

4. Busquei a Jeová, e ele me respondeu, E de todos os meus temores me livrou.

5. Os que olharam para ele foram alumiados, E os seus rostos jamais serão confundidos.

6. Este aflito clamou; Jeová ouviu, E o livrou de todas as suas tribulações.

7. O anjo de Jeová acampa-se ao redor dos que o temem, E livra-os.

8. Gostai e vede que Jeová é bom: Feliz é o homem que nele se refugia.

9. Temei a Jeová, vós que sois os seus santos, Porque nada falta aos que o temem.

10. Os leõezinhos necessitam, e sofrem fome, Mas os que buscam a Jeová, bem algum lhes faltará.

11. Vinde, filhos, e escutai-me; Eu vos ensinarei o temor de Jeová.

12. Quem é o homem que deseja a vida, E quer largos dias para ver prosperidade?

13. Guarda a tua língua do mal, E os teus lábios de falarem dolo.

14. Desvia-te do mal, e faze o bem; Busca a paz, e segue-a.

15. Os olhos de Jeová estão fixos nos justos, E os seus ouvidos atentos ao clamor deles.

16. O rosto de Jeová está contra os que fazem o mal, Para apagar da terra a memória deles.

17. Gritaram os justos; Jeová ouviu, E livrou-os de todas as suas tribulações.

18. Perto está Jeová daqueles que têm o coração quebrantado, E salva os que têm o espírito contrito.

19. Muitas são as aflições do justo, Mas de todas elas Jeová o livra.

20. Ele lhe preserva todos os ossos, Nem sequer um deles é quebrado.

21. A malícia matará ao iníquo; E os que odeiam o justo, serão condenados.

22. Jeová resgata a alma dos seus servos, Dos que nele se refugiam, nenhum será condenado.

1. Contende, Jeová, com os que comigo contendem, Peleja contra os que contra mim pelejam.

2. Toma o escudo e o pavês, E levanta-te em meu auxílio.

3. Tira da lança, e embarga o passo aos que me perseguem. Dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.

4. Sejam envergonhados e cobertos de desonra os que buscam tirar-me a vida; Sejam obrigados a voltar atrás, e sejam confundidos os que tramam fazer-me o mal.

5. Sejam como a moinha diante do vento, Acossando-os o anjo de Jeová.

6. Torne-se o seu caminho escuro e escorregadio, Perseguindo-os o anjo de Jeová.

7. Pois sem causa esconderam para mim um laço, Sem causa abriram para a minha alma uma cova.

8. Venha sobre ele a destruição, quando menos pensa; Apanhe-o o próprio laço que escondeu: Nele caia para a sua destruição.

9. A minha alma exultará em Jeová, Regozijar-se-á na sua salvação.

10. Todos os meus ossos dirão: Jeová, quem é semelhante a ti, Que livras o pobre daquele que é mais forte do que ele, O pobre e o necessitado, do que o despoja?

11. Levantam-se testemunhas injustas; Sobre coisas que ignoro, me interrogam.

12. Tornam-me o mal pelo bem, O que é um esbulho para a minha alma.

13. Mas quanto a mim, estando eles enfermos, Era o saco a minha vestidura; Eu afligia a minha alma com jejum; A minha oração, porém, voltou para o meu seio.

14. Portava-me como se fora o meu amigo ou meu irmão; Eu ia curvado em pranto, como quem chora por sua mãe.

15. Mas quando tropecei, eles se regozijaram e se ajuntaram; Ajuntam-se contra mim, injuriando-me por motivos que ignoro; Dilaceram-me e não cessam:

16. Como vis bufões nos festins, Rangem contra mim os dentes.

17. Senhor, por quanto tempo estarás olhando? Livra a minha alma das suas violências, Dos leões a minha predileta.

18. Dar-te-ei graças na grande congregação, Entre muito povo te louvarei.

19. Não se regozijem injustamente sobre mim os meus inimigos, Nem pisquem o olho os que sem causa me odeiam.

20. Pois não falam paz, Mas tramam enganos contra os que estão quietos sobre a terra.

21. Escancararam contra mim a boca; Disseram: Ainda bem! ainda bem! os nossos olhos o viram.

22. Tu os viste, Jeová, não fiques calado; Senhor não te afastes de mim.

23. Acorda e desperta para o meu julgamento, Para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.

24. Julga-me, Jeová Deus meu, segundo a tua retidão; E não se regozijem eles sobre mim.

25. Não digam eles em seu coração: Ainda bem! cumpriu-se o nosso desejo; Não digam eles: Nós o devoramos.

26. Sejam envergonhados e confundidos juntamente os que se regozijam com o meu mal; Cubram-se de vergonha e de ignomínia os que se engrandecem contra mim.

27. Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; Digam continuamente: Seja magnificado Jeová, Que se deleita na prosperidade do seu servo.

28. A minha língua celebrará a tua justiça E o teu louvor durante o dia todo.

1. Diz a Transgressão no coração do iníquo: Não há medo de Deus diante dos seus olhos;

2. Porque ela o lisonjeia no seu coração, dizendo Que a sua iniqüidade não há de ser descoberta e detestada.

3. As palavras da sua boca são iniqüidade e dolo; Deixou de ser sábio e de fazer o bem.

4. Maquina a iniqüidade no seu leito; Detém-se em caminho que não é bom; Não dá de mão o mal.

5. A tua benignidade, Jeová, chega aos céus; A tua fidelidade até as nuvens.

6. A tua justiça é como as montanhas de Deus; Os teus juízos são um abismo profundo: Tu, Jeová, preservas os homens e os animais.

7. Quão preciosa é a tua benignidade, ó Deus! Os filhos dos homens refugiam-se debaixo da sombra das tuas asas.

8. Eles serão saciados com a gordura da tua casa; Far-lhes-ás beber da torrente das tuas delícias.

9. Pois em ti está a fonte da vida; Na tua luz veremos a luz.

10. Continua a tua benignidade aos que te conhecem, E a tua justiça aos retos de coração.

11. Não venha contra mim o pé de soberba. E não me repila a mão dos iníquos.

12. Ali estão caídos os que obram a iniqüidade; Estão derrubados, e não se poderão levantar.

1. Não te indignes por causa dos malfeitores, Nem tenhas inveja dos que obram a iniqüidade.

2. Pois cedo serão ceifados como a relva, E murcharão como a erva verde.

3. Confia em Jeová e faze o bem; Habita na terra, e segue a fidelidade.

4. Assim te deleitarás em Jeová; E ele concederá os desejos do teu coração.

5. Entrega a Jeová o teu caminho; Põe também nele a confiança, ele fará,

6. Sim ele fará sair como a luz a tua retidão. E como o meio dia o teu direito.

7. Descansa em Jeová e com paciência espera por ele; Não te enfades por causa daquele que prospera no seu caminho, Por causa do homem que executa maus desígnios.

8. Deixa a ira e abandona o furor; Não te enfades, isso só leva à pratica do mal.

9. Pois serão exterminados os malfeitores, Mas os que esperam por Jeová, esses herdarão a terra.

10. Ainda um pouco de tempo, e não existirá o iníquo; Poderás observar diligentemente o seu lugar, ele já não é.

11. Mas os mansos herdarão a terra, E se deleitarão na abundância de paz.

12. O iníquo urde tramas contra o justo, E contra ele range os dentes.

13. Dele se rirá o Senhor, Pois vê que se está aproximando o seu dia.

14. Desembainham a espada os iníquos, e armam o arco, Para derrubarem o aflito e o necessitado, Para matarem aqueles cujo caminho é reto.

15. A sua espada lhes entrará no coração, E os seus arcos serão quebrados.

16. Mais vale o pouco que o justo tem Do que a abundância de muitos iníquos.

17. Pois os braços dos iníquos serão quebrados, Mas Jeová sustém os justos.

18. Jeová conhece os dias dos íntegros, E a herança deles permanecerá para sempre.

19. Não serão envergonhados no tempo do mal, E nos dias da fome serão fartos.

20. Os iníquos, porém, perecerão, E os inimigos de Jeová serão como as mais belas pastagens: Eles se desfarão; em fumaça se desfarão.

21. O iníquo toma emprestado, e não paga; Mas o justo se compadece e dá.

22. Pois os que por ele são abençoados, herdarão a terra; Mas os que por ele são amaldiçoados, serão exterminados.

23. Por Jeová são firmados os passos do homem, Em cujo caminho se deleita.

24. Ainda que caia, não ficará prostrado; Pois Jeová lhe segura a mão.

25. Fui mancebo, e já sou velho; Não vi ainda o justo abandonado, Nem a sua descendência mendigando o pão.

26. Compadece-se o dia todo e empresta, E a sua descendência é abençoada.

27. Desvia-te do mal, e faze o bem; Assim possuirás para sempre a tua morada.

28. Pois Jeová ama a justiça, E não desampara os seus santos. Eles serão preservados para sempre, Mas a descendência dos iníquos será exterminada.

29. Os justos herdarão a terra, E nela habitarão para sempre.

30. A boca do justo profere a sabedoria, E a sua língua fala o juízo.

31. A lei do seu Deus está no seu coração; Não resvalarão os seus passos.

32. O iníquo espreita ao justo, E busca tirar-lhe a vida.

33. Jeová não o deixará ao seu dispor, Nem o condenará, quando for julgado.

34. Espera em Jeová, e segue o seu caminho, E ele te exaltará para herdares a terra. Quando os iníquos forem exterminados, tu o verás.

35. Vi o iníquo cheio de prepotência, E espalhando-se como a árvore verde na terra natal.

36. Mas passei, e eis que desaparecera; Procurei-o, mas ele não pôde ser encontrado.

37. Nota o homem perfeito, considera o reto; Porque há para o homem de paz um porvir.

38. Quanto aos transgressores, serão a uma destruídos; A posteridade dos iníquos será exterminada.

39. Mas a salvação dos justos vem de Jeová; Ele é a sua fortaleza, no tempo da tribulação.

40. Jeová ajuda-os e livra-os; Livra-os dos iníquos e salva-os, Porque nele se refugiaram. salvação

1. No teu furor, Jeová, não me repreendas, Nem na tua cólera me castigues.

2. Pois as tuas setas se cravam em mim, E a tua mão sobre mim se descarrega.

3. Não há parte sã na minha carne por causa da tua indignação, Nada há são nos meus ossos por causa do meu pecado.

4. Porquanto as minhas iniqüidades se elevam por cima da minha cabeça; Elas, como carga pesada, excedem as minhas forças.

5. As minhas chagas tornam-se fétidas e purulentas, Por causa da minha loucura.

6. Sinto-me acabrunhado e muito abatido, Ando de pranto durante o dia todo.

7. Pois os meus lombos estão cheios de ardor, E não há parte sã na minha carne.

8. Estou entorpecido e muito pisado, Dou rugidos por força do desassossego do meu coração.

9. Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, E o meu suspirar não te é oculto.

10. Bate-me agitadamente o coração, falta-me a força; Quanto à luz dos meus olhos, essa já não está comigo.

11. Os que me amam e os meus amigos arredam-se da minha praga; E os meus parentes ficam lá de longe.

12. Armam-me laços os que buscam tirar-me a vida; Os que procuram fazer-me o mal, falam coisas perniciosas, E imaginam enganos durante o dia todo.

13. Eu, porém, como um surdo, não ouço, E sou como um mudo que não abre a boca.

14. Sou, de feito, como quem não ouve, E em cuja boca não há com que replicar.

15. Pois por ti, Jeová, espero; Tu responderás, Senhor, Deus meu.

16. Porque eu dizia: Não suceda que eles se regozijem sobre mim: Quando resvala o meu pé, eles se engrandecem contra mim.

17. Pois eu estou prestes a tropeçar, E a minha dor está sempre diante de mim.

18. Porquanto declararei a minha iniqüidade; Serei contristado por causa do meu pecado,

19. Mas os meus inimigos são cheios de vida e são fortes, E muitos são os que sem causa me odeiam.

20. Também os que tornam o mal pelo bem, São meus adversários, porque sigo o que é bom.

21. Não me desampares, Jeová; Deus meu, não te apartes de mim.

22. Apressa-te a me socorrer, Senhor, minha salvação.

1. Disse eu: Guardarei os meus caminhos, Para não pecar com a minha língua. Guardarei a minha boca com uma mordaça, Enquanto o iníquo estiver diante de mim.

2. Emudeci no silêncio da resignação, fiquei calado ainda a respeito do bem; E a minha mágoa se agravou.

3. Escandeceu-se o meu coração dentro de mim; Enquanto eu meditava, acendeu-se o fogo; Então disse eu com a minha língua:

4. Faze-me conhecer, Jeová, o meu fim, E a medida dos meus dias, qual é; Possa eu saber quão frágil sou.

5. Eis que deste aos meus dias o comprimento de algumas palmas de mão, E o tempo da minha vida é como nada diante de ti. Na verdade todo o homem por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá)

6. Na verdade o homem anda como uma aparência; Na verdade em vão se inquietam: Amontoa riquezas, e não sabe quem as levará.

7. Agora, Jeová, que espero eu? A minha esperança está em ti.

8. Livra-me de todas as minhas transgressões, Não me faças o opróbrio do insensato.

9. Emudeci, não abri a minha boca; Porquanto tu o fizeste.

10. Tira de sobre mim o teu flagelo: Pelo golpe da tua mão eu estou consumido.

11. Quando com repreensões castigas o homem por causa da iniqüidade, Destróis, como traça, o que ele tem de precioso; Na verdade todo o homem é vaidade. (Selá)

12. Ouve, Jeová, a minha oração, E dá ouvidos ao meu clamor por teu socorro. Não sejas surdo às minhas lágrimas, Porque eu sou para contigo um peregrino, Um forasteiro como todos os meus pais.

13. Desvia de mim o teu olhar, para que eu tome alento, Antes que eu me vá e não exista mais. livre dos males

1. Esperei com paciência por Jeová; Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor por socorro.

2. Também me tirou duma cova de perdição, dum tremedal de lama; Colocou os meus pés sobre uma rocha e firmou os meus passos.

3. Pôs um novo cântico na minha boca, hino de louvor ao nosso Deus; Muitos verão isso, temerão, E confiarão em Jeová.

4. Feliz é o homem que faz de Jeová a sua confiança, E não se virá para os arrogantes e para os apóstatas mentirosos.

5. Muitas são, Jeová, Deus meu, as tuas maravilhas que tens feito, E bem assim os teus pensamentos para conosco; Ninguém há que se possa comparar a ti. Se eu quisesse declará-los e deles falar, São mais do que se podem contar.

6. Em sacrifícios e em ofertas de cereais não te deleitas; Abriste-me os ouvidos: Holocaustos e ofertas pelo pecado, não os exigiste.

7. Então disse eu: Eis que venho; No rolo do livro está escrito a meu respeito:

8. Em fazer a tua vontade, Deus meu, eu me deleito; A tua lei está dentro do meu coração.

9. Proclamei boas novas de justiça nas grandes congregações; Eis que não fechei os meus lábios, Tu, Jeová, o sabes.

10. Não ocultei dentro do meu coração a tua justiça; Declarei a tua fidelidade e a tua salvação: Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.

11. Tu, Jeová, não me retirarás as tuas ternas misericórdias; A tua benignidade e a tua verdade sempre me guardarão.

12. Pois me cercaram males inumeráveis, As minhas iniqüidades me alcansaram, e não posso ver; São mais que os cabelos da minha cabeça e o meu coração me desamparou.

13. Digna-te, Jeová, livrar-me; Dá-te pressa, Jeová, em me socorrer.

14. Sejam à uma envergonhados e confundidos Aqueles que buscam tirar-me a vida, Sejam obrigados a voltar atrás e cubram-se de ignomínia Aqueles que folgam com o meu mal.

15. Fiquem desolados em razão da sua vergonha Os que me dizem: Ah! ah!

16. Folguem e regozijem-se em ti Todos os que te buscam. Digam continuamente os que amam a tua salvação: Magnificado seja Jeová.

17. Mas quanto a mim, pobre e necessitado, O Senhor cuida de mim. Tu és o meu amparo e o meu libertador; Não tardes, Deus meu.

1. Feliz é aquele que atende ao fraco; Jeová o livrará no dia do mal.

2. Jeová o guardará, lhe conservará a vida e far-lhe-á feliz na terra: Não o entregarás à vontade dos seus inimigos.

3. Jeová o sustentará no leito da enfermidade: Tu lhe amaciarás a cama na sua doença.

4. Disse eu da minha parte: Jeová, compadece-te de mim; Sara a minha alma, porque pequei contra ti.

5. Falam mal contra mim os meus inimigos, dizendo: Quando morrerá e perecerá o seu nome?

6. Se algum deles vem visitar-me, diz falsidades; O seu coração prepara-se para maldizer; Saindo ele para fora, fala.

7. À uma segredam contra mim todos os que me odeiam; Contra mim imaginam males, dizendo:

8. Alguma coisa ruim se lhe apega; E agora que está de cama, não se levantará mais.

9. Até o meu amigo íntimo em quem confiava, Que comia o meu pão, Levantou contra mim o seu calcanhar.

10. Tu, porém, Jeová, compadece-te de mim, e levanta-me, Para que eu lhes retribua.

11. Por isso conheço que tu te deleitas em mim, Por não triunfar de mim o meu inimigo.

12. Quanto a mim, tu me sustens na minha integridade, E me colocas diante da tua face para sempre.

13. Bendito seja Jeová, Deus de Israel, Desde a eternidade até a eternidade. Amém e Amém.

Você está lendo Salmos na edição TB, Sociedade Bíblica Britânica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 150 capítulos, e 2461 versículos.