Salmos

1. Como uma corça suspira pelas correntes das águas, Assim a minha alma suspira por ti, ó Deus.

2. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; Quando virei e comparecerei diante de Deus?

3. As minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, Enquanto me dizem continuamente: Onde está o teu Deus?

4. Eu me lembro com efusão de coração De como eu passava com a turba, e os guiava em procissão à casa de Deus, Com voz de júbilo e louvor-uma multidão em festa.

5. Por que estás abatida, minha alma? Por que estás perturbada dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda lhe darei graças pelo auxílio do seu rosto.

6. Deus meu, dentro de mim está abatida a minha alma, Portanto me lembrarei de ti desde a região do Jordão, E desde os montes do Hermom, desde o outeiro de Mizar.

7. Um abismo chama outro abismo ao ruído das tuas catadupas; Todas as tuas ondas e vagas passaram por cima de mim.

8. Contudo de dia Jeová ordenará a sua benignidade, E de noite estará comigo o seu cântico, A saber, uma oração ao Deus da minha vida.

9. Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando eu em pranto por causa da opressão dos meus inimigos?

10. Os meus ossos se esmigalham quando os meus adversários me ultrajam, Em me dizendo continuamente: Onde está o teu Deus?

11. Por que estás abatida, minha alma? Por que estás perturbada dentro de mim? Espera em Deus, porque ainda lhe darei graças A ele que é a salvação do meu rosto, e Deus meu.

1. Julga-me, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra uma nação desumana; Livra-me do homem fraudulento e iníquo.

2. Pois tu és o Deus da minha fortaleza; por que me rejeitaste? Por que ando de pranto por causa da opressão do inimigo?

3. Envia a tua luz e a tua verdade, que elas me guiem: Levem-me elas ao teu santo monte e ao teu tabernáculo.

4. Então irei ao altar de Deus. Ao Deus da minha exaltação e regozijo, E ao som da harpa dar-te-ei graças, ó Deus, Deus meu.

5. Por que estás abatida, minha alma? Por que estás perturbada dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda lhe darei graças A ele que é a salvação do meu rosto, e Deus meu. presentes

1. Com os nossos ouvidos temos ouvido, nossos pais nos têm contado, O que fizeste nos seus dias, nos dias antigos.

2. Por tuas próprias mãos desapossaste as nações, e os plantaste a eles; Afligiste os povos, e a eles os estendeste largamente.

3. Pois não foi pela sua espada que se apossaram da terra, Nem foi o seu braço que os salvou; Mas a tua destra, e o teu braço, e a luz do teu rosto, Porque os favoreceste.

4. Tu é que és meu rei, ó Deus; Ordena as salvações de Jacó.

5. Com o teu auxílio derrubaremos os nossos adversários. Em teu nome calcaremos aos pés os que se levantam contra nós.

6. Pois não confiarei no meu arco, Nem me salvará a minha espada.

7. Mas tu nos salvaste dos nossos adversários, E cobriste de vergonha os que nos odeiam.

8. Em Deus é que temos gloriado continuamente, E ao teu nome sempre daremos graças. (Selá)

9. Mas agora nos lançaste fora, e nos espuseste à ignomínia; E não sais com os nossos exércitos.

10. Fazes-nos dar as costas aos nossos adversários, E os que nos odeiam, despojam-nos à vontade.

11. Entregaste-nos como ovelhas para alimento, E por entre as nações nos espalhaste.

12. Vendes por nada o teu povo, Não lucras com o preço dele.

13. Pões-nos por opróbrio aos nossos vizinhos, Por escárnio e zombaria aos que nos rodeiam.

14. Pões-nos por provérbio entre as nações, Por menear de cabeça entre os povos.

15. Durante o dia todo está diante de mim a minha ignomínia, E me cobriu a vergonha do meu rosto,

16. À voz do que afronta e do que blasfema, À vista do inimigo e do vingador.

17. Tudo isto é vindo sobre nós; contudo não nos temos esquecido de ti, Nem temos sido infiéis à tua aliança.

18. O nosso coração não tem voltado atrás, Nem do teu caminho têm declinado os nossos passos,

19. Para nos teres esmagado onde habitam os chacais, E nos teres coberto da sombra da morte.

20. Se nos esquecemos do nome do nosso Deus, Ou estendemos as nossas mãos a um Deus estranho;

21. Porventura Deus não há de esquadrinhar isso? Pois ele conhece os segredos do coração.

22. Mas por amor de ti somos entregues à morte continuamente, Somos considerados como ovelhas para o matadouro.

23. Acorda, por que dormes, Senhor? Desperta, não nos enjeites para sempre.

24. Por que escondes o teu rosto, E te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?

25. Pois a nossa alma está abatida até o pó, Pegado à terra está o nosso ventre.

26. Levanta-te em nosso auxílio, E redime-nos por amor da tua benignidade. Canção de amores

1. De boas palavras trasborda o meu coração: Repito o que compus no tocante a um rei: A minha língua é pena de escritor expedito.

2. Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; Sobre os teus lábios está derramada a graça: Por isso Deus te abençoou para sempre.

3. Cinge a tua espada, ó grande herói, Cinge a tua glória e a tua majestade.

4. Na tua majestade monta prosperamente Pela causa da verdade, da mansidão e da justiça, E a tua destra te ensinará coisas terríveis.

5. As tuas setas são agudas (Os povos caem debaixo de ti) No coração dos inimigos do rei.

6. O teu trono, ó Deus, é pelos séculos dos séculos; E cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.

7. Amaste a justiça, e odiaste a iniqüidade; Portanto Deus, o teu Deus, te ungiu Com o óleo de alegria acima dos teus companheiros.

8. Todas as tuas vestes cheiram à mirra, aloés e cássia; De palácios de marfim soam instrumentos de cordas que te alegram.

9. Filhas de reis estão em o número das tuas queridas; À tua mão direita está a rainha, ataviada de ouro de Ofir.

10. Ouve, filha, considera e inclina o teu ouvido, Esquece-te do teu povo e da casa de teu pai;

11. Assim o rei desejará a tua formosura; Pois ele é o teu Senhor; presta-lhe tu homenagem.

12. A ti virá com donativos a filha de Tiro; Os mais ricos do povo suplicarão o teu favor.

13. Toda esplêndida está a filha do rei lá dentro do palácio; A sua vestidura é recamada de ouro.

14. Em vestidos bordados é ela conduzida ao rei; As virgens, suas companheiras que a seguem, Serão trazidas à tua presença.

15. Serão conduzidas com alegria e regozijo; Entrarão no palácio do rei.

16. Em lugar de teus pais serão teus filhos, A quem farás príncipes por toda a terra.

17. Farei que seja lembrado o teu nome em todas as gerações, Porquanto te darão graças os povos para todo o sempre.

1. Deus é para nós refúgio e fortaleza, Auxílio encontrado sem falta em tribulações.

2. Portanto não temeremos, ainda que se mude a terra, Ainda que se abalem os montes nos seios dos mares;

3. Ainda que bramem e se perturbem as suas águas, Ainda que se estremeçam os montes combatidos por elas. (Selá)

4. Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, Lugar santo dos tabernáculos do Altíssimo.

5. Deus está no meio dela, jamais será abalada; Deus a auxiliará ao romper da alva.

6. Bramaram nações, abalaram-se reinos; Ele fez soar a sua voz, a terra se derreteu.

7. Jeová dos exércitos é conosco, O Deus de Jacó é nosso alto refúgio. (Selá)

8. Vinde, contemplai os feitos de Jeová, Que tem feito desolações na terra.

9. Ele faz cessar as guerras até os confins da terra; Quebra o arco, despedaça a lança; Queima os carros no fogo.

10. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; Serei exaltado entre as nações, Serei exaltado na terra.

11. Jeová dos exércitos é conosco, O Deus de Jacó é o nosso alto refúgio. (Selá)

1. Batei palmas, todos os povos, Aclamai a Deus com vozes de júbilo.

2. Pois Jeová Altíssimo é terrível; É grande Rei sobre toda a terra.

3. Ele nos submeteu os povos a nós, E as nações debaixo dos nossos pés.

4. Para nós escolheu a nossa herança, A glória de Jacó, a quem amou. (Selá)

5. Subiu Deus com aplauso; Jeová subiu ao som de trombeta.

6. Cantai louvores a Deus, cantai louvores; Cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores.

7. Pois Deus é o Rei de toda a terra; Cantai louvores com canto harmonioso.

8. Deus reina sobre as nações, Deus está sentado sobre o seu santo trono.

9. Os príncipes dos povos estão reunidos Para serem o povo do Deus de Abraão, Porque a Deus pertencem os escudos da terra; Ele é sumamente exaltado.

1. Grande é Jeová, e mui digno de ser louvado, Na cidade de nosso Deus, no seu santo monte.

2. De bela e alta situação, alegria da terra toda, É o monte de Sião aos lados do norte, Cidade do grande Rei.

3. Nos palácios dela fez-se Deus conhecer como alto refúgio.

4. Pois eis que os reis se ajuntaram, Juntos marcharam.

5. Eles viram, ficaram então assombrados; Ficaram conturbados, apressaram-se em fugir.

6. Ali se apoderou deles o tremor, Dores, como as duma mulher que está de parto.

7. Com um vento oriental Quebras as naus de Társis.

8. Como temos ouvido, assim vimos Na cidade de Jeová dos exércitos, na cidade de nosso Deus: Deus a estabelecerá para sempre. (Selá)

9. Meditamos, ó Deus, sobre a tua benignidade No meio do teu templo.

10. Como é o teu nome, ó Deus, Assim é o teu louvor até os confins da terra: De retidão está cheia a tua destra.

11. Alegre-se o monte de Sião, Regozijem-se as filhas de Judá, Por causa dos teus juízos.

12. Dai voltas a Sião, ide ao redor dela; Contai as suas torres.

13. Notai bem os seus baluartes, Considerai os seus palácios, Para que o conteis à geração seguinte.

14. Pois este Deus é o nosso Deus para todo o sempre: É ele quem nos guiará até a morte.

1. Ouvi isto, todos os povos; Dai ouvidos, todos os habitantes do mundo:

2. Tanto plebeus, como de alta estirpe, Juntamente os ricos e os pobres.

3. A minha boca falará sabedoria; De entendimento será a meditação do meu coração.

4. Inclinarei o meu ouvido a uma parábola, Ao som da harpa declararei o meu enigma.

5. Por que hei de eu temer nos dias de adversidade, Quando me cercar a iniqüidade dos que me perseguem,

6. Dos que confiam na sua fazenda, E se gloriam na multidão das suas riquezas?

7. Nenhum deles pode de maneira alguma remir a seu irmão, Nem por ele dar um resgate a Deus

8. (Pois custa demais a remissão da vida deles, E esta tentativa tem de ser abandonada para sempre),

9. Para que continuasse a viver perpetuamente, E para que não visse a cova.

10. Pois vê-se que os sábios morrem, O estulto e o estúpido juntos perecem, E deixam a outros a sua fazenda.

11. O seu pensamento íntimo é que as suas casas permanecerão para sempre, E as suas moradas para todas as gerações; Eles dão às suas terras os seus próprios nomes.

12. O homem, porém, não permanece em dignidade: Antes é semelhante aos animais que perecem.

13. Este é o caminho dos que confiam em si mesmos, E o dos que os seguem, aplaudindo o que eles dizem. (Selá)

14. Como ovelhas são encurralados no Cheol, A morte os pastoreia. Os justos dominam sobre eles de manhã, A sua formosura, consumi-la-á o Cheol, Para não ter mais lugar onde habite.

15. Mas Deus remirá a minha alma do poder do Cheol, Pois ele me receberá. (Selá)

16. Não temas, quando alguém se enriquecer, Quando for aumentada a glória da sua casa:

17. Porque, quando morrer, não levará coisa alguma; A sua glória não descerá após ele.

18. Ainda que ele, enquanto vivo, abençoou a sua alma (Os homens te louvam, enquanto fazes o bem a ti mesmo),

19. Irá ter com a geração de seus pais, Os quais não verão mais a luz.

20. O homem, revestido de dignidade, mas sem entendimento, É semelhante aos animais que perecem.

1. O poderoso Deus, Jeová, fala E convoca a terra desde o nascer do sol até o seu ocaso.

2. Desde Sião, perfeição de beleza, Resplandece Deus.

3. O nosso Deus vem, e não fica em silêncio; Arde diante dele um fogo, E em redor reina uma grande procela.

4. Ele intima os céus lá em cima, E a terra para o julgamento do seu povo.

5. Reuni a mim os meus santos, Os que comigo fazem aliança por meio de sacrifícios.

6. Os céus proclamam a retidão dele, Porque é Deus mesmo quem vai julgar. (Selá)

7. Ouve, povo meu, e eu falarei; Ó Israel, e eu te protestarei: Eu sou Deus, o teu Deus.

8. Não te argüirei de teus sacrifícios, Nem de teus holocaustos, que estão sempre diante de mim.

9. Não tomarei da tua casa novilhos, Nem dos teus apriscos, bodes.

10. Pois meus são todos os animais do bosque, E os gados sobre milhares de outeiros.

11. Conheço todas as aves dos montes, E tudo o que se move no campo, tenho-o presente.

12. Se eu tivesse fome, não to diria a ti; Pois meu é o mundo e a sua plenitude.

13. Acaso hei de comer a carne de touros, Ou beber o sangue de bodes?

14. Oferece a Deus sacrifício de ação de graças, E paga ao Altíssimo os teus votos;

15. Invoca-me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu me glorificarás.

16. Mas o iníquo diz Deus: Que fazes tu em recitares os meus estatutos, E em tomares a minha aliança na tua boca,

17. Visto que tu aborreces a instrução, E lanças para trás das costas as minhas palavras?

18. Quando vias um ladrão, tu te comprazias nele, E participavas com os adúlteros.

19. Soltas a tua boca para a perversidade, E a tua língua trama enganos.

20. Sentado falas contra teu irmão, Difamas o filho de tua mãe.

21. Estas coisas tens feito, e calei-me; Pensavas que eu me tornaria sem dúvida como tu: Mas eu te argüirei, e te porei tudo à vista.

22. Considerai isto, vós que vos esqueceis de Deus, Para que não vos despedace eu, sem haver quem acuda.

23. Aquele que oferece o sacrifício de ação de graças, me glorifica; E àquele que prepara o seu caminho, Far-lhe-ei ver a salvação de Deus. espírito reto de ter ele entrado a Bate-Seba

1. Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; Segundo a multidão das tuas ternas misericórdias apaga as minhas transgressões.

2. Lava-me completamente da minha iniqüidade, E purifica-me do meu pecado.

3. Pois as minhas transgressões eu as reconheço; E o meu pecado está sempre diante de mim.

4. Contra ti, contra ti só, pequei, E fiz o que é mal diante dos teus olhos, Para que sejas justificado quando falares, E puro quando julgares.

5. Eis que fui nascido em iniqüidade, E em pecado me concebeu minha mãe.

6. Eis que desejas a verdade no íntimo, E no oculto me farás conhecer a sabedoria.

7. Expurga-me com hissopo, e ficarei limpo; Lava-me, e ficarei mais branco que a neve.

8. Faze-me ouvir gozo e alegria, Para que se regozijem os ossos que esmagaste.

9. Esconde dos meus pecados o teu rosto, E apaga todas as minhas iniqüidades.

10. Cria em mim, ó Deus, um coração limpo, E renova dentro de mim um espírito estável.

11. Não me lances fora da tua presença, E não tires de mim o teu santo espírito.

12. Restitui-me a alegria da minha salvação, E sustenta-me com um espírito voluntário.

13. Ensinarei aos transgressores os teus caminhos, E os pecadores se converterão a ti.

14. Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, E a minha língua cantará a tua justiça.

15. Senhor, abre os meus lábios, E a minha boca manifestará o teu louvor.

16. Pois tu não te comprazes em sacrifícios, do contrário eu to ofereceria; Não te deleitas em holocaustos.

17. Os sacrifícios a Deus são o espírito quebrantado, Ao coração quebrantado e contrito, ó Deus, tu não o desprezarás.

18. Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade, Edifica os muros de Jerusalém.

19. Então te deleitarás com os sacrifícios de retidão, com holocaustos e com ofertas queimadas; Então se oferecerão novilhos sobre o teu altar. lhe disse: Davi é chegado à casa de Abimeleque

1. Por que te glorias, homem poderoso, na malícia? A benignidade de Deus subsiste em todo o tempo.

2. A tua língua urde planos de destruição, Como navalha afiada, ó tu que usas de dolo.

3. Amas antes o mal do que o bem, E o mentir do que o falar a justiça. (Selá)

4. Amas todas as palavras devoradoras, Ó língua fraudulenta.

5. Também Deus te destruirá para sempre; Arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua tenda, E te exterminará da terra dos viventes. (Selá)

6. Os justos verão isso e temerão, E se rirão dele, dizendo:

7. Eis o homem que não fazia Deus a sua fortaleza, Mas confiava na abundância das suas riquezas, E se fortalecia na sua perversidade.

8. Mas quanto a mim, eu sou qual verde oliveira na casa de Deus; Confio na benignidade de Deus para todo o sempre.

9. Dar-te-ei graças para sempre, porque o fizeste: Na presença dos teus santos esperarei no teu nome, porque é bom.

1. Disse no seu coração o insensato: Não há Deus. Corromperam e fizeram abomináveis as suas ações; Não houve quem fizesse o bem.

2. Deus olhou lá dos céus sobre os filhos dos homens, Para ver se havia alguém que tivesse entendimento, Que buscasse a Deus.

3. Todos se desviaram, juntamente se fizeram imundos; Não há quem faça o bem, não há nem sequer um.

4. Acaso não têm conhecimento os que obram a iniqüidade? Os quais comem o meu povo como comem pão, E não invocam a Deus.

5. Ali ficaram eles tomados de grande pavor, onde não havia motivo de pavor: Porque Deus dispersou os ossos daquele que se acampou contra ti; Tu os envergonhaste, porque Deus os rejeitou.

6. Oxalá que a salvação de Israel tivesse já vindo de Sião! Quando Deus puser termo ao cativeiro do seu povo, Regozije-se Jacó e alegre-se Israel. zifitas vieram dizer a Saul: Porventura não se esconde Davi entre nós?

1. Ó Deus, pelo teu nome salva-me, E pelo teu poder faze-me justiça.

2. Ó Deus, ouve a minha oração, Dá ouvidos às palavras da minha boca.

3. Pois estrangeiros se levantam contra mim, E homens violentos procuram tirar-me a vida: Eles não põem a Deus diante de si. (Selá)

4. Eis que Deus é o meu ajudador, O Senhor é quem me sustenta a vida.

5. Ele retribuirá o mal aos meus inimigos; Por tua verdade extermina-os.

6. De livre vontade te oferecerei sacrifícios, Darei graças ao teu nome, Jeová, porque é bom.

7. Pois me livrou de toda a tribulação; E os meus olhos vêem a ruína dos meus inimigos.

1. Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração; E não te escondas da minha súplica.

2. Atende-me a mim, e responde-me; Agitado estou no meu queixar e ando perplexo,

3. Por causa da voz do inimigo, Em conseqüência da opressão do iníquo; Porque lançam sobre mim iniqüidade, E com ira me perseguem.

4. O meu coração confrange-se dentro de mim, E terrores de morte caem sobre mim.

5. Temor e tremor são vindos sobre mim, E acabrunha-me o horror.

6. Disse eu: Oxalá que eu tivesse asas, como pomba! Então voaria e descansaria.

7. Eis que eu fugiria para longe, Eu pousaria no deserto. (Selá)

8. Apressar-me-ia a um abrigo Do vento tempestuoso e da procela.

9. Destrói, Senhor, e divide as suas línguas, Porque vejo violência e contenda na cidade.

10. Andam dia e noite ao redor dela por cima dos seus muros, Também iniqüidade e malícia estão no meio dela.

11. Há destruição no meio dela, E das suas ruas não se apartam vexame e dolo.

12. Porquanto não é um inimigo que me ultraja, Tê-lo-ia então suportado; Nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, Ter-me-ia então escondido dele;

13. Mas és tu, homem meu igual, Meu companheiro e meu amigo íntimo.

14. A sós nos entretínhamos em suaves práticas, E com a multidão andávamos na casa de Deus.

15. Apanhe-os de súbito a morte; Desçam vivos a Cheol; Porque há maldade na morada deles, no seu íntimo.

16. Quanto a mim, invocarei a Deus; E Jeová me salvará.

17. De tarde, de manhã e ao meio dia me queixarei e lamentarei; E ele ouvirá a minha voz.

18. Ele para paz remiu a minha alma, a fim de que se não aproximem de mim, Pois havia muitos que contendiam contra mim.

19. Deus ouvirá, e lhes responderá (Aquele que está entronizado desde a eternidade) (Selá) A eles para quem não há mudanças, E que não temem a Deus.

20. Tal homem estende as mãos sobre os que estavam em paz com ele; Profanou a sua aliança.

21. Macia era a sua boca como manteiga, Mas o seu coração respirava guerra. As suas palavras eram mais brandas que azeite, Contudo eram elas espadas desembainhadas.

22. Lança sobre Jeová a tua carga, e ele te sustentará; Jamais permitirá que o justo seja abalado.

23. Tu, porém, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição: Homens sanguinários e fraudulentos não chegarão à metade dos seus dias, Mas quanto a mim, eu confiarei em ti. conceda quando os filisteus o agarraram em Gate

1. Compadece-te de mim, ó Deus, porque o homem quer devorar-me; Ele, pelejando, me oprime continuamente.

2. Os meus inimigos querem de contínuo devorar-me, Porque são muitos os que insolentemente pelejam contra mim.

3. No dia em que eu temer, Eu porei a minha confiança em ti.

4. Em Deus louvarei a sua palavra; Em Deus ponho a minha confiança, não terei medo: Que me pode fazer a carne?

5. Continuamente torcem as minhas palavras; Contra mim são todos os seus pensamentos para me fazerem o mal.

6. Ajuntam-se, escondem-se, Espreitam os meus passos, Assim como esperam para me tirarem a vida.

7. Escaparão eles pela iniqüidade? Derruba com ira os povos, ó Deus.

8. Tu contas os meus passos errantes; Ó deposita as minhas lágrimas no teu odre; Não estão elas registradas no teu livro?

9. No dia em que eu te invocar, voltarão para trás os meus inimigos; Isto sei eu, que Deus é por mim.

10. Em Deus louvarei a sua palavra, Em Jeová louvarei a sua palavra.

11. Em Deus ponho a minha confiança, não terei medo; Que me pode fazer o homem?

12. Sobre mim estão os votos que te fiz, ó Deus; Pagar-te-ei as ofertas de ação de graças.

13. Pois livraste da morte a minha alma; Não tens livrado também da queda os meus pés, Para que eu ande diante de Deus na luz da vida? de Saul, na caverna

1. Compadece-te de mim, ó Deus, compadece-te de mim, Pois em ti se refugia a minha alma: Sim, nas sombras das tuas asas me refugiarei, Até que passem estas calamidades.

2. Clamarei ao Deus Altíssimo, Ao Deus que por mim tudo executa.

3. Enviará lá do céu e me salvará, Quando me ultrajar aquele que quer devorar-me; (Selá) Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade.

4. A minha alma está entre leões, Tenho que deitar-me no meio daqueles que respiram chamas, A saber, dos filhos dos homens, cujos dentes são lanças e setas, E cuja língua é espada aguda.

5. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; Acima de toda a terra seja a tua glória.

6. Eles preparam um laço aos meus pés, A minha alma está abatida; Abriram diante de mim uma cova: Eles mesmos caíram nela. (Selá)

7. O meu coração está resoluto, ó Deus, o meu coração está resoluto; Cantarei, sim cantarei louvores.

8. Desperta, glória minha, desperta, alaúde e harpa; Eu farei acordar a aurora.

9. Dar-te-ei graças, ó Deus, entre os povos; Cantarei a ti louvores entre as nações.

10. Pois tão grande é a tua benignidade, que vai aos céus, E até as nuvens a tua verdade.

11. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; Acima de toda a terra seja a tua glória.

1. Acaso proferis a justiça, guardando silêncio? Acaso julgais com retidão os filhos dos homens?

2. Não, antes no coração obrais iniqüidades; Na terra distribuis a violência das vossas mãos.

3. Alienam-se os iníquos desde o nascimento; Apenas nascem, desencaminham-se, falando mentiras.

4. Têm peçonha, semelhante à peçonha da serpente; São como a cobra surda que tapa os ouvidos,

5. A qual não ouve a voz dos encantadores, Por mais hábil que seja em encantamentos.

6. Quebra-lhes, ó Deus, os dentes nas suas bocas; Arranca, Jeová, os dentes molares aos leõezinhos.

7. Disfarçam-se eles como águas que se escoam; Quando se despedem as suas setas, sejam elas como se fossem embotadas.

8. Sejam elas como a lesma, que se derrete e se vai. Como o aborto de mulher, que nunca viu o sol.

9. Como espinheiros que antes de sentirem as vossas panelas o seu calor, Verdes ou inflamáveis, são arrebatados em um turbilhão.

10. Alegrar-se-á o justo, quando vir a vingança: Lavará os seus pés no sangue do iníquo.

11. Assim dirão os homens: Na verdade há recompensa para os justos; Na verdade há um Deus que julga na terra. mandou emissários, que vigiaram a casa para o matarem

1. Livra-me dos meus inimigos, Deus meu; Põe-me acima do alcance dos que se levantam contra mim.

2. Livra-me dos que obram a iniqüidade, E salva-me dos homens sanguinários.

3. Pois eis que estão de emboscada à minha alma; Reúnem-se contra mim os fortes, Não por transgressão minha nem por pecado meu, ó Jeová.

4. Estou sem culpa, mas eles correm e se apercebem: Desperta, para vires ao meu encontro, e olha.

5. Tu, Jeová dos exércitos, Deus de Israel, Levanta-te para punires todas as nações: Não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente obram a iniqüidade. (Selá)

6. Eles voltam de tarde, uivam como um cão, E andam rodeando a cidade.

7. Eis que soltam as suas bocas, Nos seus lábios há espadas. Pois quem, dizem eles, é o que ouve?

8. Mas tu, Jeová, te rirás deles, Zombarás de todas as nações.

9. Em ti, força minha, esperarei; Pois Deus é meu alto refúgio.

10. Meu Deus com sua benignidade me virá ao encontro, Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.

11. Não os mates, para que o meu povo não se esqueça; Dispersa-os pelo teu poder, e derruba-os, Jeová, escudo nosso.

12. Pelo pecado da sua boca, pelas palavras dos seus lábios, Sejam eles ilaqueados na sua soberba, E pelas execrações e mentiras que proferem.

13. Consome-os com indignação, Consome-os, para que não existam mais, E saibam eles que Deus reina em Jacó, Até os confins da terra. (Selá)

14. Tornem a vir de tarde, uivem como um cão, E andem rodeando a cidade!

15. Quanto a eles, andarão vagueando à cata de comer, E se não se fartarem, passarão a noite toda.

16. Mas quanto a mim, cantarei a tua fortaleza, Sim com júbilo celebrarei pela manhã a tua benignidade, Pois tens sido para mim uma alta torre E refúgio no dia da minha angústia.

17. A ti, força minha, cantarei louvores; Porque Deus é minha alta torre, o Deus da minha benignidade. combateu com Arão-Naaraim e com Arão-Zobá; e Joabe voltou, e feriu de Edom no Vale do Sal, doze mil homens

1. Ó Deus, tu nos rejeitaste, nos derrubaste; Tens estado indignado; ó restabelece-nos de novo.

2. Fizeste estremecer a terra, fendeste-a; Repara as suas fendas, porque ela ameaça ruínas.

3. Fizeste passar o teu povo por duro transe; Deste-nos a beber o vinho de aturdimento.

4. Deste um estandarte aos que te temem, Para fugirem de diante do arco. (Selá)

5. Para que os teus amados sejam livres, Salva com a tua destra, e responde-nos.

6. Deus falou na sua santidade: Exultarei; Dividirei a Siquém, e medirei o vale de Sucote.

7. Meu é Gileade, e meu é Manassés; Também Efraim é a defesa da minha cabeça: Judá é o meu cetro.

8. Moabe é o meu vaso de lavar, A Edom atirarei o meu sapato; Por amor de mim, ó Filístia, rompe em alvoroço.

9. Quem me introduzirá na cidade fortificada? Quem me levará até Edom?

10. Não nos rejeitaste tu, ó Deus? Não sais, ó Deus, com os nossos exércitos.

11. Dá-nos auxílio contra o adversário, Pois vão é o socorro da parte do homem.

12. Em Deus faremos proezas: Porque é ele quem calcará aos pés os nossos adversários.

1. Ouve, ó Deus, o meu clamor, Atende à minha oração.

2. Desde a extremidade da terra clamarei a ti, quando estiver desmaiado o meu coração. Leva-me para cima duma rocha que me é inacessível.

3. Pois tu tens sido um refúgio para mim, Uma torre forte contra o inimigo.

4. Habitarei no teu tabernáculo para sempre, Buscarei refúgio no esconderijo das tuas asas. (Selá)

5. Pois tu, ó Deus, ouviste os meus votos; Deste-me a herança dos que temem o teu nome.

6. Acrescentarás mais dias à vida do rei; Seus anos serão como muitas gerações.

7. Estará no trono para sempre diante de Deus: Faze que a misericórdia e a verdade o preservem.

8. Assim cantarei louvores ao teu nome para sempre, Para cumprir os meus votos de dia em dia.

1. Somente em Deus espera silenciosa a minha alma: Dele vem a minha salvação.

2. Ele só é a minha rocha e a minha salvação; É ele a minha alta torre, não serei grandemente abalado.

3. Até quando acometereis vós a um homem, Todos vós para o derrubardes a ele, Como se fosse uma parede pendida, um muro prestes a cair?

4. Cuidam só em derrubá-lo da sua dignidade; Eles se comprazem na mentira: Com a boca bendizem, mas interiormente maldizem. (Selá)

5. Espera silenciosa somente em Deus, ó minha alma, Pois dele vem a minha esperança.

6. Ele só é a minha rocha e a minha salvação. É ele a minha alta torre; não serei abalado.

7. De Deus depende a minha salvação e a minha glória, A rocha da minha fortaleza e a minha salvação estão em Deus.

8. Confiai nele, ó povo, em todo o tempo; Derramai diante dele o vosso coração: Deus é para nós refúgio. (Selá)

9. Os homens de classe baixa são vaidade, e os de alta estirpe são mentira; Na balança subirão, Juntos são mais leves do que a vaidade.

10. Não confieis na opressão, E não vos vanglorieis na rapina. Se as riquezas aumentarem, não ponhais nelas o coração.

11. Uma vez falou Deus, Duas vezes tenho ouvido isto: Que o poder pertence a Deus,

12. E que a ti, Senhor, pertence a benignidade; Porque tu retribuis a cada um segundo as suas obras.

1. Ó Deus, tu és o meu Deus; ansiosamente te buscarei. A minha alma tem sede de ti, a minha alma anseia por ti Numa terra árida e cansada, onde não há água.

2. Assim no santuário te contemplarei, Para ver a tua força e a tua glória.

3. Porquanto a tua benignidade é melhor do que a vida, Os meus lábios te louvarão.

4. Assim te bendirei, enquanto viver; Em teu nome levantarei as minhas mãos.

5. Como de banha e gordura será saciada a minha alma, E com lábios de júbilo te louvará a minha boca.

6. Quando no meu leito de ti me recordo, Durante as vigílias da noite em ti medito;

7. Porque tens sido o meu auxílio, E à sombra das tuas asas me regozijarei.

8. A minha alma te segue de perto; A tua destra me ampara.

9. Mas aqueles que buscam a minha vida para a destruírem, Descerão às profundezas da terra.

10. Serão entregues ao poder da espada, Hão-de ser o quinhão dos chacais.

11. O rei, porém, se regozijará em Deus; Gloriar-se-á todo aquele que por ele jura, Pois será tapada a boca dos que falam mentiras.

1. Ouve, ó Deus, a minha voz na minha queixa, Preserva do terror do inimigo a minha vida.

2. Esconde-me da assembléia secreta dos malfeitores, Do ajuntamento dos que obram a iniqüidade,

3. Os quais afiam, como espada, a sua língua, E apontam as suas setas-palavras amargas,

4. Para em lugares ocultos dispararem sobre o íntegro; De repente atiram contra ele, e não temem.

5. Firmam-se num mau propósito; Falam em armar laços secretamente; Dizem: Quem nos verá?

6. Planejam iniqüidades; Concluímos, dizem eles, um plano bem traçado; O pensamento e o coração de cada um deles é um abismo.

7. Mas Deus atirará contra eles uma seta, De repente ficarão feridos.

8. Assim serão levados a tropeçar, tendo contra si a sua própria língua: Menearão a cabeça, todos os que neles puserem os olhos.

9. Todos os homens temerão, Declararão a obra de Deus, E entenderão os feitos dele.

10. Alegrar-se-á o justo em Jeová, e nele se refugiará; E se gloriarão todos os de reto coração.

1. A ti, ó Deus, é devido em Sião um hino de louvor, E a ti se pagará o voto.

2. Ó tu que ouves a oração, A ti virá toda a carne.

3. Iniqüidades prevalecem contra mim; Mas as nossas transgressões, tu as expiarás.

4. Feliz é aquele a quem escolhes e achegas, Para que habite em teus átrios: Seremos satisfeitos com a bondade da tua casa, do santo lugar do teu templo.

5. Com coisas terríveis nos responderás em justiça, Ó Deus da nossa salvação, Tu que és a firme esperança de todos os confins da terra, E do mais remoto mar;

6. Que por tua força firmas os montes, Cingido de poder;

7. Que aquietas o ruído dos mares, o ruído das suas ondas, E o tumulto dos povos.

8. Também os que habitam os mais remotos confins são tomados de medo à vista dos teus sinais; Fazes exultar de júbilo o oriente e o ocidente.

9. Visitas a terra e a regas, Grandemente a enriqueces. As levadas de Deus correm cheias de água; Preparas-lhes o trigo, pois assim preparas a terra,

10. Regando-lhe os sulcos, Aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos, Abençoas as suas novidades.

11. Coroas o ano da tua bondade; E as tuas veredas destilam gordura,

12. Destilam sobre as pastagens do deserto, E de júbilo se cingem os outeiros.

13. As pastagens revestem-se de rebanhos, E os vales cobrem-se de trigo: Eles exultam de alegria, sim eles cantam.

1. Aclamai a Deus todas as terras. Cantai a glória do seu nome,

2. Rendei-lhe glória em cântico de louvor.

3. Dizei a Deus: Quão terríveis são as tuas obras! Pela grandeza da tua força se submeterão a ti os teus inimigos.

4. Toda a terra te adorará, E te cantará louvores; Eles cantarão o teu nome. (Selá)

5. Vinde e vede as obras de Deus; Terrível é ele nos seus feitos para com os filhos dos homens.

6. Converteu o mar em terra seca; Passaram a pé através do rio; Ali nos regozijamos nele.

7. Ele impera pelo seu poder para sempre; Os seus olhos estão de vigia sobre as nações; Não se exaltem os rebeldes. (Selá)

8. Bendizei, ó povos, a nosso Deus; E fazei que se ouça a voz do seu louvor;

9. O qual preserva em vida a nossa alma, E não permite que vacile o nosso pé.

10. Pois tu, ó Deus, nos tens posto à prova; Tens nos afinado, como se afina a prata.

11. Fizeste-nos entrar no laço do caçador; Pesada carga puseste sobre as nossas costas.

12. Fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; Passamos pelo fogo e pela água, Mas nos trouxeste para a abundância.

13. Entrarei na tua casa com holocaustos, Pagar-te-ei os meus votos,

14. Os quais os meus lábios proferiram, E a minha boca prometeu, quando eu estava na angústia.

15. Oferecer-te-ei holocaustos de reses gordas, Com incenso de carneiros; Oferecerei novilhos com cabritos. (Selá)

16. Vinde, ouvi, vós todos os que temeis a Deus, E declararei o que tem feito por minha alma.

17. A ele clamei com a minha boca, E exaltei com a minha língua.

18. Se eu atender à iniqüidade no meu coração: O Senhor não ouvirá.

19. Mas na verdade Deus tem ouvido, Tem atendido à voz da minha oração.

20. Bendito seja Deus, Que não rejeitou a minha oração, Nem de mim apartou a sua benignidade.

1. Compadeça-se Deus de nós e nos abençoe, E sobre nós faça resplandecer o seu rosto; (Selá)

2. Para que seja, na terra, conhecido o seu caminho, Entre todas as nações a sua salvação.

3. Dêem-te graças, ó Deus, os povos; Dêem-te graças os povos todos.

4. Alegrem-se e cantem de júbilo as nações, Pois julgarás os povos com eqüidade, E governarás as nações sobre a terra. (Selá)

5. Dêem-te graças, ó Deus, os povos; Dêem-te graças os povos todos.

6. A terra tem produzido o seu fruto; Deus, o nosso Deus, nos abençoará,

7. Deus nos abençoará, E todos os confins da terra o temerão.

1. Levantar-se-á Deus, dispersos serão os seus inimigos; E os que o aborrecem, fugirão da sua presença.

2. Como a fumaça se dissipa, assim os dissiparás; Como ao fogo se derrete a cera, Assim à presença de Deus perecerão os iníquos.

3. Mas alegrar-se-ão os justos na presença de Deus, Sim se regozijarão de alegria.

4. Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; Fazei uma estrada real para aquele que cavalga pelos desertos. Já é o seu nome; exultai diante dele.

5. Pai de órfãos, e juiz de viúvas, É Deus na sua santa morada.

6. Deus fez que os solitários constituíssem famílias; Tira os presos para a prosperidade: Os rebeldes, porém, habitam em terra árida.

7. Ó Deus, ao partires à frente do teu povo, Ao marchares pelo deserto; (Selá)

8. Tremeu a terra, Gotejaram também os céus à presença de Deus: Sim o Sinai tremeu à presença de Deus, do Deus de Israel.

9. Copiosa chuva mandaste, ó Deus, Tu confirmaste a tua herança, quando ela estava cansada.

10. Ali a tua grei fixou residência; Da tua bondade, ó Deus, fizeste provisão para os aflitos.

11. O Senhor expede o decreto; Grande é a companhia das mulheres que publicam as boas novas.

12. Reis de exércitos fogem, sim fogem; Aquele que fica em casa reparte os despojos.

13. Embora vos deiteis entre as cercas dos apriscos, Sois como as asas da pomba, cobertas de prata, Cujas penas maiores o são de ouro amarelo.

14. Quando o Todo-poderoso ali dispersou os reis, Foi como quando cai neve sobre o monte Zalmom.

15. Monte grandíssimo é o monte de Basã, Monte de cabeços é o de Basã.

16. Por que estais vós, montes de cabeços, olhando de inveja Para o monte que Deus escolheu para a sua habitação? Jeová habitará nele para sempre.

17. Os carros de Deus são vinte mil, sim milhares de milhares; O Senhor está no meio deles; o Sinai está no santuário.

18. Subiste ao alto, levaste cativos os prisioneiros; Recebeste dons dos homens, Mesmo dos rebeldes, para Deus Jeová habitar entre eles.

19. Bendito seja o Senhor, Que diariamente leva a nossa carga; Deus é a nossa salvação. (Selá)

20. Deus para nós é um Deus poderoso para salvar; A Jeová, Senhor nosso, pertencem os livramentos da morte.

21. Mas Deus esmigalhará a cabeça dos seus inimigos, O crânio cabeludo daquele que prossegue nos seus delitos.

22. Disse o Senhor: Desde Basã farei voltar, Fá-los-ei tornar das profundezas do mar,

23. Para que mergulhes o teu pé em sangue, E para que a língua dos teus cães haja dos inimigos o seu quinhão.

24. Eles viram, ó Deus, a tua entrada, A entrada do meu Deus, do meu rei, no santuário.

25. Iam na frente os cantores, atrás os tocadores de instrumentos de cordas, No meio das donzelas que tocavam adufes.

26. Nas congregações bendizei a Deus, Ao Senhor, vós que sois da fonte de Israel,

27. Ali está o pequeno Benjamim, seu chefe, Os príncipes de Judá em grande número, Os príncipes de Zebulom, os príncipes de Naftali.

28. O teu Deus ordena que sejas forte; Fortalece, ó Deus, o que obraste por nós.

29. Por causa do teu templo em Jerusalém, Os reis te trarão presentes.

30. Repreende a besta fera dos caniçais, A multidão dos touros, e os bezerros dos povos, Calcando aos pés os pedaços de prata: Dissipou os povos que se deleitam em guerra.

31. Do Egito virão magnates; A Etiópia se dará pressa em estender as mãos para Deus.

32. Reinos da terra, entoai cânticos a Deus; Cantai louvores ao Senhor, (Selá)

33. Àquele que monta sobre os céus dos céus desde a antigüidade; Eis que ele faz ouvir a sua voz-voz poderosa.

34. Atribui força a Deus, Cuja majestade é sobre Israel, e cuja força está nos céus.

35. Ó Deus, tu és terrível no teu santuário: O Deus de Israel, ele dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus.

1. Salva-me, ó Deus, Porque as águas me entraram até a alma.

2. Atolado estou em profundo lamaçal, Onde não se pode firmar o pé; Entrei nas profundezas das águas, E a corrente me submerge.

3. Estou cansado de gritar, ressequida está a minha garganta; Definham-se-me os olhos, enquanto espero por meu Deus.

4. São mais que os cabelos da minha cabeça os que sem causa me odeiam, Por isso tive de restituir o que não estorquira.

5. Ó Deus, tu conheces a minha estultícia, E as minhas culpas não te são ocultas.

6. Não sejam envergonhados por minha causa os que em ti esperam, ó Jeová, Deus dos exércitos; Não sejam por meu respeito confundidos os que te buscam, ó Deus de Israel.

7. Pois por amor de ti tenho suportado afrontas; Confusão me cobre o rosto.

8. Tornei-me estranho a meus irmãos, E alheio para os filhos de minha mãe.

9. Pois o zelo da tua casa me consumiu, E as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.

10. Quando chorei e castiguei a minha alma com jejum, Isto se me tornou em afrontas.

11. Quando do cilício fiz o meu vestido, Fui para eles um provérbio.

12. Falam de mim os que estão sentados à porta, Sou objeto das cantigas dos bêbados.

13. Mas quanto a mim, ó Jeová, a minha oração dirige-se a ti em tempo aceitável; Ó Deus, na multidão da tua benignidade, Responde-me na verdade da tua salvação.

14. Livra-me do tremedal, e que não me afunde eu; Seja eu salvo dos que me odeiam e das profundezas das águas.

15. Não me submerja a corrente das águas, Nem me trague o abismo: Não cerre a cova a sua boca sobre mim.

16. Responde-me, Jeová; porque é boa a tua benignidade; Segundo a multidão das tuas ternas misericórdias, volta-te para mim.

17. Não escondas do teu servo o rosto; Porque estou angustiado, responde-me depressa.

18. Aproxima-te da minha alma, e redime-a; Resgata-me por causa dos meus inimigos.

19. Tu conheces o meu opróbrio, a minha vergonha e a minha ignomínia; Os meus adversários estão todos diante de ti.

20. O opróbrio tem-me quebrantado o coração, e estou gravemente doente. Esperei por alguém que fosse movido de compaixão, porém não houve; E por quem me confortasse, mas a ninguém achei.

21. Deram-me também fel por comida, E na minha sede propinaram-me vinagre.

22. Torne-se-lhes a mesa diante deles em laço; E quando estiverem seguros, sejam-lhes armadilha.

23. Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam; E faze que os seus lombos tremam constantemente.

24. Derrama sobre eles a tua indignação, E apanhe-os o furor da tua ira.

25. Fique desolado o lugar da sua morada, E não haja quem habite nas suas tendas.

26. Pois perseguem a quem tu feriste, E conversam sobre a mágoa daqueles que tu chagaste.

27. Ajunta-lhes iniqüidade sobre iniqüidade, E não entrem na tua justiça.

28. Sejam riscados do livro da vida, E não sejam registrados com os justos.

29. Eu, porém, sou aflito e amargurado; Ponha-me a tua salvação, ó Deus, em alto retiro.

30. Louvarei o nome de Deus com um cântico, E o exaltarei com ação de graças.

31. Será isso mais do agrado de Jeová do que um boi, Ou novilho com chifres e unhas.

32. Isto vêem os mansos e se alegram: Quanto a vós os que buscais a Deus, reviva o vosso coração.

33. Pois Jeová ouve os necessitados, E não despreza os seus prisioneiros.

34. Louvem-no os céus e a terra, Os mares e quanto neles se move.

35. Pois Deus salvará a Sião, e edificará as cidades de Judá, E ali habitarão, e as possuirão.

36. Também a descendência dos seus servos as herdará, E os que amam o nome dele, nelas habitarão.

1. Apressa-te, ó Deus, em me livrar; Dá-te pressa, ó Jeová, em me socorrer.

2. Sejam envergonhados e confundidos, Aqueles que buscam tirar-me a vida, Sejam obrigados a voltar atrás e cubram-se de ignomínia Os que folgam no meu mal.

3. Voltem para trás de vergonha Os que dizem: Ah! ah!

4. Folguem e em ti se alegrem Todos os que te buscam. Digam continuamente os que amam a tua salvação: Magnificado seja Deus.

5. Mas quanto a mim, pobre e necessitado, Apressa-te em me valer, ó Deus. Tu és o meu amparo e o meu libertador; Ó Jeová, não tardes.

1. Em ti, Jeová, me refugio; Não seja eu jamais envergonhado.

2. Livra-me na tua retidão, e resgata-me; Inclina para mim os teus ouvidos e salva-me.

3. Sê para mim uma rocha de morada a que sempre me acolha. Tu hás ordenado que eu seja salvo, Porquanto tu és a minha rocha e a minha fortaleza.

4. Livra-me, Deus meu, da mão do iníquo, Do poder do malfeitor e do violento.

5. Pois tu és a minha esperança, Senhor Jeová; És a minha confiança desde a minha mocidade.

6. Em ti me tenho escorado desde que nasci, Tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe: De ti se fará sempre o meu hino de louvor.

7. Tornei-me um portento para muitos, Mas tu és o meu forte refúgio.

8. A minha boca encher-se-á do teu louvor, E da tua glória de contínuo.

9. Não me enjeites no tempo da velhice; Quando faltar a minha força, não me desampares.

10. Pois falam de mim os meus inimigos, E os que espreitam a minha alma, consultam juntos,

11. Dizendo: Deus o desamparou; Persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.

12. Ó Deus, não te apartes de mim; Deus meu, dá-te pressa em me socorrer.

13. Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários da minha alma, Sejam cobertos de opróbrio e ignomínia os que buscam o meu mal.

14. Mas quanto a mim, sempre esperarei, E ainda te louvarei mais e mais.

15. A minha boca relatará a tua justiça E a tua salvação de contínuo, Pois não lhes poderei saber o número.

16. Virei com os poderosos feitos do Senhor Jeová; Farei menção da tua justiça, da tua tão somente.

17. Ó Deus, tu me tens ensinado desde a minha mocidade; E até agora tenho declarado as tuas maravilhas.

18. Até à velhice e às cãs, ó Deus, não me desampares; Até que eu tenha declarado a tua força à geração vindoura, O teu poder a todo o que há de vir.

19. A tua justiça, ó Deus, atinge os céus; Tu que tens feito grandezas, Ó Deus, quem é semelhante a ti?

20. Tu, que nos fizeste ver muitas e penosas tribulações, De novo nos restituirás à vida, E das profundezas da terra nos tornarás a trazer.

21. Aumenta a minha grandeza, E torna a confortar-me.

22. Eu também te darei graças ao som do saltério, Celebrarei a tua verdade, Deus meu: Cantarei a ti louvores ao som da harpa, Ó Santo de Israel.

23. Os meus lábios exultarão, quando eu cantar os teus louvores; Exultará a minha alma que tu remiste.

24. Também a minha língua celebrará a tua justiça continuamente; Porque estão envergonhados, porque estão confundidos os que buscam o meu mal.

1. Concede, ó Deus, os teus juízos ao rei, E a tua justiça ao filho do rei.

2. Que ele governe com retidão o teu povo, E com eqüidade aos teus aflitos.

3. Os montes e os outeiros, em justiça, Produzam paz para o povo.

4. Julgue ele os aflitos do povo, Salve os filhos dos necessitados, E esmague ao opressor.

5. Temam-te enquanto existir o sol, E enquanto durar a lua por todas as gerações.

6. Seja ele como chuva que desce sobre o prado, Como chuveiros que regam a terra.

7. Floresça em seus dias o justo, E abundância de paz, até que não haja mais lua.

8. Domine ele também de mar a mar, E desde o Rio até os confins da terra.

9. Curvem-se diante dele os que habitam no deserto, E lambam o pó os seus inimigos.

10. Paguem tributo os reis de Társis e das ilhas, Ofereçam donativos os reis de Sabá e de Seba.

11. Prostrem-se diante dele todos os reis, Sirvam-no todas as nações.

12. Pois livrará ao necessitado quando clamar, E ao aflito quando não houver quem lhe acuda.

13. Terá piedade do fraco e do necessitado, E salvará as almas dos indigentes.

14. Remirá as suas almas da opressão e da violência, E precioso será aos seus olhos o sangue deles.

15. Viva o rei! e que lhe dêem do ouro de Seba; Roguem por ele continuamente, E bendigam-no em todo o tempo.

16. Haja na terra abundância de trigo até o cume dos montes: Ondule o seu fruto como o Líbano; E da cidade brote a gente como erva da terra. Permaneça o seu nome para sempre:

17. Haja descendentes do seu nome enquanto durar o sol; Nele se bendigam todas as nações, e proclamem feliz.

18. Bendito seja Deus Jeová, Deus de Israel, O único que faz maravilhas.

19. Seja bendito o seu glorioso nome para sempre, Encha-se da sua glória a terra toda. Amém e Amém.

20. Acabam-se as orações de Davi, filho de Jessé. demonstra

Você está lendo Salmos na edição TB, Sociedade Bíblica Britânica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 150 capítulos, e 2461 versículos.