Salmos

1. De feito Deus é bom para com Israel, Para com os que são puros de coração.

2. Mas quanto a mim, quase que os pés me resvalaram; Pouco faltou que os meus passos escorregassem.

3. Pois eu tinha inveja dos arrogantes, Vendo a prosperidade dos perversos.

4. Porque eles não têm apertos, São e robusto é o seu corpo.

5. Não participam das tribulações humanas, Nem como os outros homens são flagelados.

6. Por isso a soberba os cinge com um colar; A violência, como um vestido, os cobre.

7. Os olhos soltam-lhes da gordura, As fantasias da sua mente trasbordam.

8. Eles motejam e falam maliciosamente da opressão; Falam arrogantemente.

9. Põem nos céus a sua boca, E a sua língua percorre a terra.

10. Portanto para tais se desvia tal povo, Que bebe as suas águas em abundância,

11. Dizendo: Como sabe Deus? Acaso há conhecimento no Altíssimo?

12. Eis que tais são os perversos; E estando sempre em segurança, aumentam de opulência.

13. De certo em vão é que tenho purificado o meu coração, E lavado as minhas mãos na inocência,

14. Pois tenho sido afligido de contínuo, E castigado toda a manhã.

15. Se eu tivesse dito: Proferirei tais palavras, Eis que me teria havido traiçoeiramente para com a geração de teus filhos.

16. Quando eu pensava para compreender isto, Achei que era tarefa difícil para mim;

17. Até que entrei no santuário de Deus, E considerei o fim deles.

18. De certo tu os colocas em lugares escorregadios, Tu os lanças em destruição.

19. Como são levados à destruição num momento! Ficam de todo consumidos de terrores.

20. Como um sonho, quando se acorda; Assim tu, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.

21. Quando o meu coração se exacerbava, E sentia retalharem-se-me os rins,

22. Eu estava embrutecido e ignorante: Tornei-me como um animal diante de ti.

23. Todavia estava eu de contínuo contigo, Tu me tomaste pela mão direita.

24. Guiar-me-ás com o teu conselho, E depois me receberás na glória.

25. Quem, senão a ti, tenho eu nos céus? Não há na terra quem eu deseje além de ti.

26. Desfalecem a minha carne e o meu coração; Do meu coração, porém, Deus é a fortaleza, e o meu quinhão para sempre.

27. Pois eis que hão de perecer os que se apartam de ti; Exterminarás a todos os que se desviam de ti.

28. Mas quanto a mim, bom é aproximar-me de Deus; No Senhor Jeová ponho o meu refúgio, Para que eu fale de todas as suas obras. aflito

1. Ó Deus, por que nos rejeitas para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?

2. Lembra-te da tua congregação que desde a antigüidade adquiriste. Que remiste para ser a tribo da tua herança; E do monte Sião, no qual tens habitado.

3. Dirige os teus passos para as perpétuas ruínas, Para todo o mal que o inimigo tem feito no santuário.

4. Os teus adversários bramiram no meio da tua assembléia, Puseram por sinais as suas próprias insígnias.

5. Pareciam homens que de machados alçados Rompem através de espessa mata de árvores.

6. Agora a esses lavores de escultura à uma Eles os estão despedaçando a machado e martelos.

7. Deitaram fogo ao teu santuário; Profanaram, derrubando-a até o chão, a morada do teu nome.

8. Disseram no seu coração: Acabemos com eles de uma vez; Incendiaram todas as casas de Deus na terra.

9. Os nossos símbolos, não os vemos; Não há mais profeta, Não há entre nós quem saiba até quando.

10. Até quando, ó Deus, ultrajará o adversário? Acaso blasfemará o inimigo o teu nome para sempre?

11. Por que retrais a tua mão, a tua destra? Tira-a do teu seio e dá cabo deles.

12. Todavia Deus é o meu rei desde a antigüidade, Obrando a salvação no meio da terra.

13. Foste tu o que pela tua força dividiste o mar; Esmigalhaste a cabeça dos monstros marinhos sobre as águas.

14. Foste tu o que despedaçaste as cabeças do leviatã, E o deste por comida aos habitantes do deserto.

15. Foste tu o que abriste fontes e torrentes; Tu o que fizeste secar rios perenes.

16. Teu é o dia, também tua é a noite: Tu formaste a luz e o sol.

17. Foste tu o que determinaste todos os limites da terra; O verão e o inverno, tu os fizeste.

18. Lembra-te disto, de como o inimigo tem ultrajado a Jeová, E de como um povo insensato tem blasfemado o teu nome.

19. Não entregues a alma da tua rola a feras, Não te olvides para sempre da vida dos teus aflitos.

20. Considera tu a tua aliança, Pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios das moradas de violência.

21. Não volte envergonhado o oprimido; Louvem o teu nome o aflito e o necessitado.

22. Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; Lembra-te de como o insensato te ultraja continuamente.

23. Não te esqueças da gritaria dos teus adversários; O túmulto dos que se levantam contra ti sobe continuamente.

1. Graças te rendemos, ó Deus; Graças te rendemos, pois próximo está o teu nome: Os homens anunciam as tuas maravilhas.

2. Quando chegar o tempo marcado, Eu julgarei com eqüidade.

3. Ainda que se estejam dissolvendo a terra e todos os seus habitantes, Sou eu quem lhe firma as colunas. (Selá)

4. Eu disse aos arrogantes: Não sejais arrogantes, E aos perversos: Não levanteis a vossa fronte.

5. Não levanteis ao alto a vossa fronte, Não faleis arrogantemente contra a Rocha.

6. Pois não é do oriente, nem do ocidente, Nem dos desertos das montanhas que vem auxílio.

7. Mas Deus é o juiz: A um abate, a outro exalta.

8. Porque há na mão de Jeová um copo, cujo vinho espuma; É cheio de mistura, e ele dá a beber da mesma: De certo as suas fezes, todos os perversos da terra as hão de absorver e de beber.

9. Mas quanto a mim, para sempre declararei, Cantarei louvores ao Deus de Jacó.

10. Todas as forças dos perversos, abatê-las-ei; Mas as forças do justo serão exaltadas.

1. Conhecido é Deus em Judá, Em Israel grande é o seu nome.

2. Em Salém é o seu tabernáculo, E a sua morada em Sião.

3. Ali quebrou ele as setas do arco, O escudo, a espada, e a batalha. (Selá)

4. Ilustre és tu, majestoso, vindo do monte de presa.

5. Despojados são os corajosos de coração, caíram no seu último sono; E nenhum dos valentes pode defender-se.

6. À tua repreensão, ó Deus de Jacó, Tanto carros como cavalos são lançados num profundo sono.

7. Tu, sim tu és para ser temido; E quem te pode resistir uma vez que te irares?

8. Lá do céu fizeste ouvir a tua sentença; Temeu a terra e ficou imóvel,

9. Ao levantar-se Deus para julgar, Para salvar todos os mansos da terra. (Selá)

10. Na verdade a ira do homem redundará em teu louvor; Da ira restante tu te cingirás.

11. Fazei votos, e pagai-os a Jeová vosso Deus; Todos os que o rodeiam, tragam presentes àquele que deve ser temido.

12. Ele quebrantará o espírito dos príncipes, É formidável aos reis da terra. misericórdia de Deus

1. Com a minha voz clamarei a Deus, Com a minha voz a Deus clamarei, e ele me escutará.

2. No dia da minha angústia busquei ao Senhor; De noite a minha mão ficou estendida e não afrouxou: A minha alma recusou ser consolada.

3. Lembro-me de Deus, e fico em desassossego; Ponho-me a cismar, e desfalece o meu espírito. (Selá)

4. Não me deixaste fechar os olhos; Estava perturbado, e não podia falar.

5. Pensava nos dias de outrora, Nos anos dos tempos passados.

6. Lembro-me do meu cântico à noite; Consulto com o meu coração, E o meu espírito perscruta:

7. Acaso rejeitará o Senhor para sempre? Não tornará ele a ser favorável?

8. Já cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se a sua promessa para todas as gerações?

9. Esqueceu-se Deus de ser compassivo? Encerrou ele na ira as suas ternas misericórdias?

10. Então disse eu: Esta é a minha enfermidade, Mas eu me lembrarei dos anos da destra do Altíssimo.

11. Comemorarei os feitos de Jeová, Sim me lembrarei das tuas maravilhas da antigüidade.

12. Meditarei também em todas as tuas obras, E ponderarei os teus feitos.

13. O teu caminho é, ó Deus, em santidade; Quem é deus grande como Deus?

14. Tu és o Deus que fazes maravilhas, Tens feito notória a tua força entre os povos.

15. Com o teu braço remiste o teu povo, Os filhos de Jacó e de José. (Selá)

16. Viram-te as águas, ó Deus; Viram-te as águas e temeram: Os abismos também se abalaram.

17. Desfizeram-se em águas as nuvens; Os céus fizeram soar a sua voz: Também as suas setas correram duma para outra parte.

18. A voz do teu trovão estava no redemoinho; Os relâmpagos alumiaram o mundo: A terra tremeu e estremeceu-se.

19. O teu caminho foi no mar, As tuas veredas nas grandes águas, E os teus passos não foram conhecidos.

20. Conduziste o teu povo, como um rebanho, Pela mão de Moisés e de Aarão.

1. Escutai, povo meu, a minha lei; Inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.

2. Abrirei numa parábola a minha boca, Proferirei enigmas tirados dos tempos antigos.

3. As coisas que temos ouvido e sabido, E que nossos pais nos têm contado,

4. Não as ocultaremos a seus filhos, Narrando às gerações vindouras os louvores de Jeová, E a sua força e as maravilhas que ele tem obrado.

5. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, E instituiu uma lei em Israel, As quais coisas mandou a nossos pais Que as fizessem conhecer a seus filhos,

6. Para que a soubesse a geração vindoura, a saber, os filhos que houvessem de nascer, Os quais se levantassem e as contassem a seus filhos;

7. A fim de que pusessem a sua confiança em Deus, E não se esquecessem das obras de Deus, Mas guardassem os seus mandamentos:

8. E que não fossem como seus pais, Geração contumaz e rebelde; Geração que não regeu bem o coração, E cujo espírito não foi fiel a Deus.

9. Os filhos de Efraim, armados de arcos, Bateram em retirada no dia da batalha.

10. Não guardaram a aliança de Deus, E recusaram andar na sua lei;

11. Esqueceram-se dos seus feitos, E as obras maravilhosas que ele lhes tinha mostrado.

12. Maravilhas fez ele à vista de seus pais, Na terra do Egito, no campo de Zoã.

13. Dividiu o mar, e fê-los passar; Fez parar as águas como um montão.

14. Também os guiou de dia por uma nuvem, E durante a noite toda por um clarão de fogo.

15. Fendeu rochas no deserto, E deu-lhes a beber abundantemente como de abismos.

16. Fez sair da penha torrentes, E fez correr águas como rios.

17. Todavia ainda prosseguiram em pecar contra ele, Rebelando-se contra o Altíssimo no deserto.

18. Tentaram a Deus nos seus corações, Pedindo comida segundo o seu apetite.

19. Falaram contra Deus, Disseram: Porventura pode Deus preparar uma mesa no deserto?

20. Eis que feriu a rocha, e brotaram águas, E torrentes trasbordaram. Pode ele também dar pão? Acaso fornecerá carne ao seu povo?

21. Portanto Jeová, ao ouvir isto, ficou irado: Acendeu-se fogo contra Jacó, Também se levantou ira contra Israel;

22. Porque não creram em Deus, E não confiaram na sua salvação.

23. Contudo ordenou às nuvens lá em cima, E abriu as portas do céu;

24. Sobre eles fez chover maná para comer, E deu-lhes do trigo do céu.

25. Comeu cada qual o pão dos poderosos; Ele lhes enviou comida a fartar.

26. Fez soprar no céu o vento do oriente, E pelo seu poder conduziu o vento sul.

27. Sobre eles fez também chover carne como poeira, E aves de asas como areia dos mares;

28. Fê-las cair no meio do arraial deles, Ao redor das suas habitações.

29. Assim eles comeram e se fartaram bem, Pois ele lhes trouxe o que cobiçavam.

30. Não se apartavam da sua cobiça, Ainda a comida lhes estava na boca,

31. Quando a ira de Deus se levantou contra eles, Matou dos mais vigorosos deles E prostrou os mancebos de Israel.

32. Apesar de tudo isto continuaram a pecar, E não creram nas suas maravilhas.

33. Por isso acabou com os dias deles em um sopro, E os anos num terror repentino.

34. Quando ele os fazia morrer, então o buscavam; Voltavam, e de manhã procuravam a Deus.

35. Lembraram-se de que Deus era a sua rocha, E o Deus Altíssimo o seu redentor.

36. Eles, porém, o lisonjeavam com a sua boca, E com a sua língua lhe mentiam.

37. Pois o coração deles não era constante para com ele, Nem eram fiéis na sua aliança.

38. Mas ele é cheio de compaixão, revela a iniqüidade e não destrói; Muitas vezes desvia a sua ira, E não dá largas a todo o seu furor.

39. Lembrava-se de que eles eram carne, Um vento que passa, e não volta mais.

40. Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto, E o agravaram no ermo!

41. Eles voltaram, e tentaram a Deus, E provocaram o Santo de Israel.

42. Não se lembraram do poder dele, Nem do dia em que os remiu do adversário;

43. De como fez no Egito os seus sinais, E os seus prodígios no campo de Zoã,

44. Convertendo em sangue os rios deles, E as suas correntes, para que delas não bebessem.

45. Enviou-lhes enxames de moscas que os devoraram; E rãs que os destruíram.

46. Entregou às lagartas as novidades deles, E aos gafanhotos os frutos do seu trabalho.

47. Destruiu com saraiva as vinhas deles, E os seus sicômoros com chuva de pedra.

48. Entregou à saraiva o gado deles, E aos raios os seus rebanhos.

49. Sobre eles lançou o furor da sua ira, Cólera, indignação e calamidade- Tropel de anjos importadores de males.

50. Deu livre curso à sua ira; Não poupou da morte a alma deles, Mas a sua vida a entregou à pestilência.

51. Feriu todos os primogênitos no Egito, Primícias da força deles nas tendas de Cão.

52. Mas ele fez partir o seu povo como ovelhas, E guiou-os no deserto como um rebanho.

53. Conduziu-os em segurança, de modo que não tiveram medo; Mas aos seus inimigos, o mar os submergiu.

54. Levou-os à sua santa fronteira, A região montanhosa que a sua destra adquirira.

55. Expulsou as nações de diante deles, E fez que elas lhes caíssem em herança, E que as tribos de Israel habitassem nas tendas delas.

56. Contudo tentaram e resistiram ao Deus Altíssimo, E não guardaram os seus testemunhos;

57. Mas voltaram para trás e se houveram traiçoeiramente como seus pais, E desviaram-se como um arco enganoso.

58. Pois o provocaram à ira com os seus altos, E o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura.

59. Quando Deus ouviu isto, ficou indignado, E sobremaneira abominou a Israel;

60. De sorte que abandonou o tabernáculo de Siló, A tenda que estabeleceu entre os homens,

61. Dando ao cativeiro a sua força, E às mãos do adversário a sua glória.

62. Entregou à espada o seu povo, E rompeu em cólera contra a sua herança.

63. Aos mancebos deles, devorou-os o fogo, E as suas donzelas, não foram festejadas com canto nupcial.

64. Os seus sacerdotes caíram à espada, E as suas viúvas não fizeram pranto.

65. Então o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, Como um valente que brada, excitado pelo vinho.

66. Fez recuar a golpes os seus adversários, Infligiu-lhes eterna ignomínia.

67. Demais rejeitou a tenda de José, E não escolheu a tribo de Efraim;

68. Mas elegeu a tribo de Judá, O monte Sião que ele amou.

69. Edificou o seu santuário como os lugares elevados, Como a terra que para sempre fundou.

70. Escolheu a Davi, seu servo, E o tirou dos currais das ovelhas:

71. Tirou-o de andar atrás de ovelhas e suas crias, Para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.

72. Assim ele os apascentou segundo a integridade do seu coração, E os guiou com a perícia das suas mãos.

1. Ó Deus, as nações entraram na tua herança; Profanaram o teu santo templo, Reduziram Jerusalém a ruínas.

2. Deram os cadáveres dos teus servos para servirem de pasto às aves do céu, A carne dos teus santos aos animais da terra.

3. Derramaram como água o sangue deles em redor de Jerusalém, E não havia quem lhes desse sepultura.

4. Somos feitos o opróbrio dos nossos vizinhos, O escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.

5. Até quando, Jeová! estarás tu sempre irado? Arderá o teu zelo como fogo?

6. Derrama o teu furor sobre as nações que não te conhecem, E sobre os reinos que não invocam o teu nome.

7. Porque eles devoraram a Jacó, E devastaram a sua habitação.

8. Não te lembres contra nós das iniqüidades de nossos pais; Depressa nos venham ao encontro as tuas ternas misericórdias, Pois estamos muito abatidos.

9. Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; Livra-nos, e revela os nossos pecados por amor do teu nome.

10. Porque diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, à nossa vista, manifesta entre as nações A vingança do sangue que dos teus servos é derramado.

11. Chegue à tua presença o suspiro do cativo, Conforme a grandeza do teu poder preserva os que estão destinados à morte.

12. Aos nossos vizinhos torna-lhes no seio sete vezes tanto O opróbrio com que, Senhor, te hão vituperado a ti.

13. Assim nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, Te daremos graças para sempre: Publicaremos o teu louvor a todas as gerações.

1. Escuta, ó pastor de Israel; Tu, que conduzes a José como a um rebanho, Que estás entronizado sobre os querubins, resplandece.

2. Diante de Efraim, de Benjamim e de Manassés, desperta o teu poder, E vem salvar-nos.

3. Converte-nos, ó Deus; Faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

4. Jeová, Deus dos exércitos, Até quando te mostrarás indignado contra a oração do teu povo?

5. Tu os fizeste comer pão de lágrimas, E lhes deste a beber lágrimas em abundância.

6. Fazes-nos servir de contendas aos nossos vizinhos, E os nossos inimigos riem-se à vontade.

7. Converte-nos, Deus dos exércitos; Faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

8. Trouxeste do Egito uma videira; Expeliste as nações, e a plantaste.

9. Dispuseste o terreno diante dela; Ela deitou profundas raízes, e encheu a terra.

10. Cobriram-se os montes com a sombra dela, E com os seus sarmentos os cedros de Deus.

11. Ela estendeu os seus ramos até o mar, E os seus rebentos até o Rio.

12. Por que lhe derrubaste as cercas, De sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho?

13. O javali da selva a devasta, E os animais do campo dela se nutrem.

14. Volta, te rogamos, ó Deus dos exércitos; Olha lá do céu, e vê e visita esta videira,

15. Proteje o que a tua mão direita plantou, O bacelo que para ti robusteceste.

16. Está queimada de fogo, está decepada; Eles perecem pelas repreensões do teu rosto.

17. Seja o teu rosto sobre o varão da tua destra, Sobre o filho do homem que para ti robusteceste.

18. Assim não nos apartaremos de ti; Vivifica-nos, e nós invocaremos o teu nome.

19. Converte-nos, Jeová, Deus dos exércitos; Faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

1. Cantai de júbilo a Deus que é a nossa fortaleza; Erguei alegres vozes ao Deus de Jacó.

2. Entoai um salmo e fazei soar o adufe, A suave harpa com o saltério.

3. Tocai a trombeta pela lua nova, Pela lua cheia, no dia da nossa festa.

4. Pois este é um estatuto para Israel, Uma ordenança do Deus de Jacó.

5. Ele o prescreveu em José como testemunho, Quando saiu contra a terra do Egito, Onde ouvi uma linguagem que não conhecia.

6. Livrei o seu ombro do peso, Do cesto foram retiradas as suas mãos.

7. Na angústia clamaste, e te livrei; Respondi-te no lugar secreto do trovão: Provei-te junto às águas de Meribá. (Selá)

8. Ouve, povo meu, e eu te exortarei. Ó Israel, se me escutasses!

9. Não haverá em ti deus estranho, Nem adorarás a deuses estrangeiros.

10. Eu sou Jeová, teu Deus, Que te tirei da terra do Egito: Abre bem a tua boca, e ta encherei.

11. Mas o meu povo não escutou a minha voz, E Israel não me quis.

12. Assim os deixei andar segundo a obstinação dos seus corações, Para que seguissem os seus próprios conselhos.

13. Oxalá que escutasse o meu povo, Que Israel andasse nos meus caminhos!

14. Eu em breve abateria os seus inimigos, E voltaria a minha mão contra os seus adversários.

15. Os que aborrecem a Jeová, se lhe submeteriam, Mas a prosperidade de Israel duraria para sempre;

16. Nutri-lo-ia com a melhor farinha de trigo, E com o mel que mana da rocha eu te saciaria.

1. Deus assiste na congregação de Deus, No meio dos deuses julga ele.

2. Até quando julgareis injustamente, E tereis respeito às pessoas dos perversos? (Selá)

3. Fazei justiça ao fraco e ao órfão, Procedei retamente com o aflito e o desamparado.

4. Livrai o fraco e o necessitado, Salvai-o da mão dos perversos.

5. Eles não sabem nem entendem; Andam vagueando às escuras: Estão abalados todos os fundamentos da terra.

6. Eu disse: Vós sois deuses; E todos vós, filhos do Altíssimo.

7. Todavia, como homens, haveis de morrer, E, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.

8. Levanta-te, ó Deus, julga a terra, Pois tu herdarás todas as nações. confunda

1. Ó Deus, não guardes silêncio; Não te cales nem fiques quieto, ó Deus.

2. Pois eis que os teus inimigos fazem tumultos, E os que te odeiam, alçam a cabeça.

3. Formam planos cavilosos contra o teu povo, E juntos consultam contra os teus protegidos.

4. Eles dizem: Vinde, e destruamo-los para que não constituam nação; Assim não será lembrado mais o nome de Israel.

5. Pois juntos e unânimes se têm consultado, Contra ti fazem aliança,

6. As tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe os hagarenos;

7. Gebal, Amom e Amaleque; A Filístia com os habitantes de Tiro.

8. A Assíria também está aliada com eles; Têm auxiliado aos filhos de . (Selá)

9. Faze-lhes como fizeste a Midiã, Como a Sísera, como a Jabim, junto ao rio Quisom,

10. Os quais pereceram em Endor; Tornaram-se como esterco para a terra.

11. Faze os seus nobres como a Orebe e a Zeebe, E os seus príncipes como a Zebá e a Zalmuna,

12. Os quais disseram: Tomemos para nós As habitações de Deus.

13. Faze-os, Deus meu, como um turbilhão de pó, Como palha impelida do vento.

14. Como o fogo que queima um bosque, E como a chama que abrasa os montes;

15. Assim persegue-os com a tua procela, E amedronta-os com o teu furacão.

16. Cobre-lhes o rosto de confusão, De sorte que busquem o teu nome, ó Jeová.

17. Sejam envergonhados e conturbados para sempre, Sejam confundidos e pereçam,

18. Para que saibam que só tu, cujo nome é Jeová, És o Altíssimo sobre toda a terra.

1. Quão amáveis são os teus tabernáculos, Ó Jeová dos exércitos!

2. A minha alma suspira e desfalece pelos átrios de Jeová, O meu coração e a minha carne clamam ao Deus vivo.

3. Até o passarinho acha casa, E a andorinha um ninho para si, onde ponha os seus filhinhos, A saber, os teus altares, Jeová dos exércitos, Rei meu e Deus meu.

4. Felizes são os que habitam na tua casa; Para sempre hão de te louvar.

5. Felizes são os homens, cuja força está em ti, Em cujos corações há as estradas para Sião.

6. Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; De bênçãos o cobre a primeira chuva.

7. Aumentam de força na viagem, Cada um deles aparece diante de Deus em Sião.

8. Ouve, Jeová Deus dos exércitos, a minha oração; Inclina os teus ouvidos, ó Deus de Jacó. (Selá)

9. Olha, ó Deus, escudo nosso, E contempla o rosto do teu ungido.

10. Pois vale mais um dia em teus átrios do que mil. Eu antes quisera estar no limiar da casa do meu Deus, Do que morar nas tendas da perversidade.

11. Porquanto Deus Jeová é sol e escudo: Jeová dará graça e glória; Jamais negará bem algum aos que andam retamente.

12. Ó Jeová dos exércitos, Feliz é o homem que em ti confia.

1. Mostraste favor, Jeová, à tua terra; Restauraste a prosperidade de Jacó.

2. Perdoaste a iniqüidade do teu povo, Encobriste todo o seu pecado. (Selá)

3. Retraíste toda a tua cólera, Do furor da tua ira te desviaste.

4. Restabelece-nos, Deus da nossa salvação, E faze cessar a tua indignação contra nós.

5. Acaso estarás irado contra nós para sempre? Estenderás a tua ira a todas as gerações?

6. Porventura não tornarás tu a vivificar-nos, Para que em ti se regozije o teu povo?

7. Mostra-nos, Jeová, a tua benignidade, E concede-nos a tua salvação.

8. Ouvirei o que falar o Deus Poderoso, Jeová; Porque falará paz para o seu povo, e para os seus santos: Porém não caiam eles mais em insensatez.

9. Em verdade a sua salvação está perto dos que o temem, Para que habite a glória em nossa terra.

10. Encontraram-se a graça e a verdade; Beijaram-se a justiça e a paz.

11. Da terra brota a verdade, E a justiça olha lá do céu.

12. Jeová dará o que é bom; E a nossa terra produzirá o seu fruto.

13. A justiça irá adiante dele, Cujas pegadas ela transformará em caminho.

1. Inclina, Jeová, os teus ouvidos, e responde-me; Porque eu sou aflito e necessitado.

2. Preserva a minha alma, pois sou piedoso; Tu, Deus meu, salva ao teu servo que em ti confia.

3. Compadece-te de mim, Senhor; Pois a ti clamo de contínuo.

4. Alegra a alma do teu servo, Porque a ti, Senhor, elevo a minha alma.

5. Porquanto tu, Senhor, és bom e pronto em perdoar, E abundante em benignidade para com todos os que te invocam.

6. Escuta, Jeová, a minha oração, Atende à voz das minhas súplicas.

7. No dia da minha angústia a ti clamarei, Porque me responderás.

8. Não há entre os deuses quem seja semelhante a ti, Senhor; Nem há obras como as tuas.

9. Todas as nações que fizeste, virão, diante de ti, Senhor, se prostrarão; E glorificarão o teu nome.

10. Pois tu és grande, e fazes maravilhas; Só tu és Deus.

11. Ensina-me, Jeová, o teu caminho; Andarei na tua verdade: Dispõe o meu coração para só temer o teu nome.

12. Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o meu coração, E glorificarei o teu nome para sempre.

13. Pois grande é a tua benignidade para comigo; E livraste a minha alma do mais profundo Cheol.

14. Ó Deus, os soberbos têm-se levantado contra mim, O ajuntamento de homens violentos tem procurado tirar-me a vida, E não te tem posto diante dos seus olhos.

15. Mas tu, Senhor, és um Deus compassivo e benigno, Tardio em irar-te e abundante em graça e verdade.

16. Volta-te para mim, e compadece-te de mim; Dá ao teu servo a tua força, E salva o filho da tua serva.

17. Dá-me algum sinal do teu favor, Para que o vejam, e sejam envergonhados os que me odeiam, Porque tu, Jeová, me tens ajudado e consolado.

1. Fundada por ele sobre os montes santos,

2. Jeová ama as portas de Sião Mais que todas as moradas de Jacó.

3. Gloriosas coisas têm-se dito a respeito de ti, Ó cidade de Deus. (Selá)

4. Farei menção de Raabe e de Babilônia como dentre as que me conhecem; Eis aí Filístia, e Tiro com Etiópia: Este foi nascido ali.

5. De Sião será dito: Este e aquele foram nascidos nela; E o próprio Altíssimo a estabelecerá.

6. Jeová, ao registrar os povos, relatará: Este foi nascido ali. (Selá)

7. Dirão tanto os que cantam como os que dançam: Todas as minhas fontes são em ti. Leanote-Masquil de Hemã ezraíta

1. Ó Jeová, Deus da minha salvação, Dia e noite clamei diante de ti.

2. Chegue à tua presença a minha oração, Inclina os teus ouvidos ao meu clamor.

3. Pois a minha alma está cheia de sofrimentos, E a minha vida se aproxima do Cheol.

4. Sou contado com os que baixam à cova, Sou como homem sem socorro,

5. Atirado entre os mortos, Como os que, feridos de morte, jazem na sepultura, Dos quais não te lembras mais, E que são desamparados das tuas mãos.

6. Puseste-me na cova mais profunda, Em lugares escuros, em densas trevas.

7. Sobre mim pesa o teu furor, E me afliges com todas as tuas ondas. (Selá)

8. Apartaste de mim os meus conhecidos, Fizeste-me objeto de abominação para com eles; Estou encerrado, e não posso sair.

9. Os meus olhos desfalecem de aflição, Dia após dia tenho clamado a ti, Jeová, Estendendo-te as minhas mãos.

10. Acaso mostrarás maravilhas aos mortos? Porventura levantar-se-ão as sombras dos mortos e te louvarão?

11. Será referida a tua benignidade na sepultura? Ou a tua fidelidade em Abadom?

12. Acaso serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas? E a tua justiça na terra do esquecimento?

13. Mas eu, a ti, Jeová, clamo por socorro, E pela manhã virá diante de ti a minha oração.

14. Por que, Jeová, rejeitas a minha alma? Por que escondes de mim o teu rosto?

15. Tenho estado aflito, a ponto de morrer desde a minha mocidade; Sob o peso dos teus terrores estou desorientado.

16. Por cima de mim passaram as tuas iras, Os teus terrores deram cabo de mim.

17. Cercaram-me eles, como água, de contínuo; À uma me circundaram.

18. Apartaste de mim amigo e companheiro: Os meus íntimos amigos são trevas.

1. Cantarei para sempre as benignidades de Jeová, Com a minha boca proclamarei a todas as gerações a tua fidelidade.

2. Pois disse eu: A benignidade será edificada para sempre; A tua fidelidade, tu a estabelecerás mesmo nos céus.

3. Fiz aliança com o meu escolhido, Jurei ao meu servo Davi:

4. Para sempre estabelecerei a tua semente, E firmarei o teu trono por todas as gerações. (Selá)

5. Os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Jeová, Bem como a tua fidelidade na assembléia dos santos.

6. Pois quem lá no alto se pode comparar a Jeová? Quem entre os filhos de Deus é semelhante a Jeová,

7. Um Deus, sobremodo tremendo no conselho dos santos E temível mais do que todos os que o rodeiam?

8. Ó Jeová, Deus dos exércitos, Quem é poderoso como tu, Senhor? A tua fidelidade está ao redor de ti.

9. Tu dominas sobre a fúria do mar; Quando as suas ondas se levantam, tu as aplacas.

10. Abateste a Raabe como quem está ferido de morte, Com o teu braço forte dispersaste os teus inimigos.

11. Teus são os céus, também tua é a terra; O mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.

12. O norte e o sul, tu os criaste: O Tabor e o Hermom regozijam-se em teu nome.

13. Tens um braço, armado de poder; Forte é a tua mão, e elevada é a tua destra.

14. Justiça e eqüidade é o fundamento do teu trono, Graça e verdade vão adiante de ti.

15. Feliz o povo que conhece o som de júbilo, Que caminha, ó Jeová, na luz do teu rosto.

16. Em teu nome regozijam-se de contínuo, E na tua justiça são exaltados,

17. Porquanto tu és a glória da sua força: No teu favor será exaltado o nosso poder.

18. Pois a Jeová pertence o nosso escudo, E ao Santo de Israel, o nosso rei.

19. Então falaste em visão aos teus santos, E disseste: Dei a um homem o poder de socorrer; Exaltei a um escolhido dentre o povo.

20. Achei Davi, meu servo; Com o meu santo óleo o ungi.

21. A minha mão será sempre com ele, O meu braço o fortalecerá.

22. O inimigo não o surpreenderá, Nem o filho da perversidade o afligirá.

23. Quebrantarei diante dele os seus adversários, E ferirei os que o odeiam.

24. A minha fidelidade, porém, e a minha benignidade serão com ele, E no meu nome será exaltado o seu poder.

25. Porei a sua mão sobre o mar, E a sua destra sobre os rios.

26. Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, Meu Deus e a rocha da minha salvação.

27. E eu o farei meu primogênito, O mais excelso dos reis da terra.

28. Conservar-lhe-ei para sempre a minha benignidade, E persistirá com ele firme a minha aliança.

29. Farei que subsista para sempre a sua semente, E o seu trono como os dias do céu.

30. Se seus filhos abandonarem a minha lei, E não andarem nos meus juízos;

31. Se violarem os meus estatutos, E não guardarem os meus mandamentos;

32. Então com a vara punirei as suas transgressões, E com açoites a sua iniqüidade.

33. Porém não lhe retirarei de todo a minha benignidade, Nem desmentirei a minha fidelidade.

34. Não violarei a minha aliança, Nem alterarei o que os meus lábios proferiram.

35. Uma vez jurei pela minha santidade: (Não mentirei a Davi)

36. A sua semente persistirá para sempre, E o seu trono como o sol diante de mim.

37. Ele será estabelecido para sempre como a lua; Fiel é a Testemunha no céu. (Selá)

38. Tu, porém, repudiaste e rejeitaste; Estás indignado com o teu ungido.

39. Aborreceste a aliança com o teu servo, Profanaste a sua coroa, arrojando-a por terra.

40. Arrasaste todas as suas sebes, Reduziste a ruínas as suas fortificações.

41. Despojam-no todos os que passam pelo caminho; Tornou-se objeto de opróbrio para os seus vizinhos.

42. Exaltaste a destra dos seus adversários, Alegraste todos os seus inimigos.

43. Fizeste, na verdade, retroceder a sua espada, E não lhe deste firmeza na batalha.

44. Fizeste cessar o seu esplendor, E deitaste por terra o seu trono.

45. Abreviaste os dias da sua mocidade; Cobriste-o de ignomínia. (Selá)

46. Até quando, Jeová! ocultar-te-ás para sempre? Até quando! arderá a tua ira como fogo?

47. Lembra-te de quão curta é a minha existência: Para qual vaidade criaste todos os filhos dos homens!

48. Qual é o homem que continuará a viver, sem ver a morte, Que livrará a sua alma do poder do Cheol? (Selá)

49. Senhor, onde estão as tuas primeiras benignidades, Que juraste a Davi na tua fidelidade?

50. Lembra-te, Senhor, do opróbrio de que são objeto os teus servos; De como trago no meu seio o impropério de todos os povos poderosos,

51. Com o qual os teus inimigos, ó Jeová, têm vilipendiado; Com o qual têm vilipendiado as pegadas do teu ungido.

52. Bendito seja Jeová para sempre. Amém e Amém.

Você está lendo Salmos na edição TB, Sociedade Bíblica Britânica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 150 capítulos, e 2461 versículos.