Salmos

1. Senhor, tu tens sido a nossa morada De geração em geração.

2. Antes que nascessem os montes, Ou que tivesses formado a terra e o mundo, Desde a eternidade até a eternidade tu és Deus.

3. Tu reduzes os mortais ao pó, E dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.

4. Pois mil anos aos teus olhos São como o dia de ontem, ao findar-se, E como vigília noturna,

5. Tu os arrebatas, como por uma torrente, são eles qual um sono: De manhã são como a relva que cresce,

6. De manhã brota e cresce; De tarde é ceifada e seca.

7. Pois somos consumidos pela tua ira, E pela tua cólera somos conturbados.

8. Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, À luz do teu rosto os nossos pecados secretos.

9. Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; Gastamos os nossos anos como um suspiro.

10. Os dias da nossa vida elevam-se a setenta anos, Ou, em caso de vigor, a oitenta anos; O que lhes faz o orgulho é enfado e miséria, Porque depressa passa, e voamos.

11. Quem conhece o poder da tua ira, E a tua cólera segundo o temor que te é devido a ti?

12. Ensina-nos a contar os nossos dias, De sorte que alcancemos um coração sábio.

13. Volta, Jeová, até quando? E tem compaixão dos teus servos.

14. Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, Para que cantemos de júbilo e nos alegremos em todos os nossos dias.

15. Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, E pelos anos em que temos visto a adversidade.

16. Apareçam aos teus servos as tuas obras, E a tua glória sobre seus filhos.

17. Seja sobre nós a graça do Senhor nosso Deus; Estabelece tu sobre nós as obras das nossas mãos, Sim a obra das nossas mãos, estabelece-a.

1. Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, À sombra do Todo-poderoso descansará.

2. De Jeová direi: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, Deus meu, em quem confio.

3. Pois ele me livrará do laço do passarinheiro, E da peste perniciosa.

4. Cobrir-te-á de suas penas, E sob as suas asas encontrarás refúgio: Pavês e escudo é a sua verdade.

5. Não te assustarás do terror noturno, Nem da seta que voa de dia.

6. Nem da pestilência que anda nas trevas, Nem da destruição que assola ao meio dia.

7. Ainda que caiam mil ao teu lado, E dez mil à tua destra, Ela não se chegará a ti.

8. Somente com os teus olhos contemplarás, E verás a recompensa dos perversos.

9. Pois tu, Jeová, és o meu refúgio! Fizeste o Altíssimo a tua morada.

10. Nenhum mal te sucederá, Nem praga alguma se aproximará da tua tenda.

11. Pois aos seus anjos ordenará ao teu respeito, Que te guardem em todos os teus caminhos.

12. Eles te susterão nas suas mãos, Para não tropeçares em alguma pedra.

13. Pisarás o leão e a cobra, Calcarás aos pés o leãozinho e a serpente.

14. Pois que ele me consagrou o seu afeto, eu o livrarei; Pô-lo-ei em alto retiro, porque ele conhece o meu nome.

15. Clamará a mim, e lhe responderei: Com ele serei na angústia, Livrá-lo-ei e o glorificarei.

16. Saciá-lo-ei com diuturnidade de dias, E mostrar-lhe-ei a minha salvação.

1. Bom é render graças a Jeová, E cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo:

2. Manifestar de manhã a tua benignidade, E todas as noites a tua fidelidade,

3. Com um instrumento de dez cordas, com o saltério E com a música solene da harpa.

4. Pois me alegraste, Jeová, pelos teus feitos, Exultarei nas obras das tuas mãos.

5. Quão grandes são as tuas obras, Jeová! Profundíssimos são os teus pensamentos.

6. O homem estúpido não sabe, Nem o néscio compreende isto:

7. Quando brotarem, como erva, os perversos, E florescerem os que obram a iniqüidade, É que serão destruídos para sempre.

8. Tu, porém, Jeová, estás nas alturas para todo o sempre.

9. Pois eis que os teus inimigos, Jeová, Pois eis que os teus inimigos perecerão; Serão dispersos todos os que obram iniqüidade.

10. Mas exaltaste o meu poder como o dum boi selvagem; Estou ungido com óleo fresco.

11. Os meus olhos também já viram o que é feito dos que me espreitam, Os meus ouvidos já ouviram o que sucederá aos malfeitores que se levantam contra mim.

12. O justo florescerá como a palmeira, Crescerá como o cedro no Líbano.

13. Os que são plantados na casa de Jeová, Florescerão nos átrios do nosso Deus.

14. Na velhice ainda darão frutos, Serão cheios de seiva e de verdura,

15. Para mostrarem que Jeová é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça.

1. Jeová reina, está vestido de majestade; Jeová está vestido, está cingido de força; O mundo também está estabelecido, de modo que não pode ser abalado.

2. Estabelecido está o teu trono desde a antigüidade: Tu és desde a eternidade.

3. As correntes levantaram, ó Jeová, As correntes levantaram a sua voz; As correntes levantam o seu fragor.

4. Mais que as vozes de muitas águas, Mais que as vagas poderosas do mar, Jeová é poderoso nas alturas.

5. Os teus testemunhos são fidelíssimos; A santidade convém à tua casa, Jeová, para todo o sempre.

1. Ó Jeová, Deus de vinganças, Ó Deus de vinganças, resplandece.

2. Levanta-te, ó juiz da terra; Dá o pago aos soberbos.

3. Até quando, Jeová, os perversos, Até quando exultarão os perversos?

4. Até quando derramarão palavras, falarão arrogantemente E se vangloriarão todos os que obram iniqüidade?

5. Eles esmigalham o teu povo, Jeová, E afligem a tua herança.

6. Matam a viúva e o estrangeiro, E assassinam o órfão.

7. Dizem eles: Jeová não o vê, Nem o considera o Deus de Jacó.

8. Atendei, ó estúpidos dentre o povo, E vós, insensatos, quando haveis de ser sábios?

9. Porventura quem plantou o ouvido não ouvirá? Acaso quem formou os olhos, não verá?

10. Porventura quem instrui as nações, não corrigirá, A saber, aquele que ensina ao homem o conhecimento?

11. Jeová conhece os pensamentos do homem, Que são vaidade.

12. Feliz é o homem a quem instruis, ó Jeová, E a quem ensinas pela tua lei,

13. Para lhe dares descanso dos dias da adversidade, Até que uma cova se abra para o perverso.

14. Pois Jeová não rejeitará ao seu povo, Nem desamparará a sua herança.

15. Porquanto o juízo se converterá em justiça, E segui-lo-ão todos os que são retos de coração.

16. Quem se levantará a meu favor contra os perversos? Quem se porá ao meu lado contra os que obram iniqüidade?

17. Se Jeová não tivesse sido o meu auxílio, A minha alma breve teria entrado na morada do silêncio.

18. Quando eu disse: O meu pé resvalou; A tua benignidade, Jeová, me susteve.

19. Nas muitas solicitudes que dentro de mim há, As tuas consolações recreiam a minha alma.

20. Pode acaso estar associado contigo o trono da perversidade, O qual forja maldade por virtude de um estatuto?

21. Ajuntam-se contra a alma do justo, E condenam o sangue inocente.

22. Jeová, porém, é para mim uma alta torre, E o meu Deus é a rocha do meu refúgio.

23. Ele faz cair sobre eles a sua iniqüidade, E pela própria maldade deles os exterminará: Jeová, nosso Deus, os exterminará.

1. Vinde, cantemos a Jeová, Jubilemos à rocha da nossa salvação.

2. Apresentemo-nos diante dele com ação de graças, Celebremo-lo com salmos,

3. Porque Jeová é Deus grande, E Rei grande sobre todos os deuses.

4. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, E as alturas dos montes são suas.

5. Seu é o mar, e ele o fez; E as suas mãos formaram a terra seca.

6. Ó vinde, adoremos e prostremo-nos; Ajoelhemos diante de Jeová que nos criou,

7. Porque ele é o nosso Deus, E nós povo do seu pasto e ovelhas que ele guia. Hoje se ouvirdes a sua voz,

8. Não endureçais o vosso coração como em Meribá, Como no dia de Massá no deserto,

9. Quando vossos pais me tentaram, Me provaram e viram as minhas obras.

10. Durante quarenta anos estive desgostado com aquela geração, E disse: É um povo que erra de coração, E não tem conhecido os meus caminhos;

11. Pelo que na minha ira jurei Que não entrariam no meu repouso.

1. Cantai a Jeová um cântico novo, Cantai a Jeová, todas as terras.

2. Cantai a Jeová, bendizei o seu nome; Proclamai de dia em dia as boas novas da sua salvação.

3. Anunciai entre as nações a sua glória, Entre todos os povos as suas maravilhas,

4. Porque grande é Jeová e digno de ser louvado: Ele é mais temível do que todos os deuses.

5. Pois todos os deuses dos povos são ídolos; Jeová, porém, fez os céus.

6. Honra e majestade estão diante dele, Força e formosura no seu santuário.

7. Tributai a Jeová, famílias dos povos, Tributai a Jeová, glória e força.

8. Tributai a Jeová a glória devida ao seu nome; Trazei oferendas, e entrai nos seus átrios.

9. Adorai a Jeová, vestidos de sagrados ornamentos; Tremei diante dele, todas as terras.

10. Dizei entre as nações: Jeová é Rei: Também o mundo está estabelecido, de modo que não pode ser abalado. Ele julgará os povos com eqüidade.

11. Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; Brame o mar e a sua plenitude.

12. Exulte o campo, e quanto nele há. Então cantarão de júbilo todas as árvores do bosque

13. Ante a face de Jeová, porque ele vem, Porque vem a julgar a terra. Ele julgará o mundo com justiça, E os povos com a sua fidelidade.

1. Jeová é Rei, regozije-se a terra; Alegrem-se as numerosas ilhas.

2. Nuvens e escuridão estão ao redor dele, Justiça e juízo são a base do seu trono.

3. Um fogo vai adiante dele, E abrasa ao redor os seus adversários.

4. Os seus relâmpagos alumiaram o mundo; A terra viu e tremeu.

5. Os montes, como cera, se derreteram na presença de Jeová, Na presença do Senhor de toda a terra.

6. Os céus anunciam a sua justiça, E todos os povos vêem a sua glória.

7. Sejam envergonhados todos os que servem imagens de escultura, Que se gloriam de ídolos: Todos os deuses prostrem-se diante dele.

8. Sião ouviu e alegrou-se, E regozijaram-se as filhas de Judá, Por causa dos teus juízos, Jeová.

9. Porquanto tu, Jeová, és Altíssimo sobre toda a terra, Tu és sobremodo exaltado acima de todos os deuses.

10. Vós, que amais a Jeová, odiai o mal; Ele preserva as almas dos seus santos, Ele os livra da mão dos perversos.

11. A luz semeia-se para o justo, E a alegria para os retos de coração.

12. Alegrai-vos, ó justos, em Jeová; E rendei graças ao seu santo nome.

1. Cantai a Jeová um cântico novo, Porque ele fez maravilhas: A sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a salvação.

2. Jeová fez notória a sua salvação, Manifestou a sua justiça perante os olhos das nações.

3. Lembrou-se da sua misericórdia e da sua fidelidade para com a casa de Israel; Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus.

4. Celebrai a Jeová todas as terras; Rompei em vozes, cantai de júbilo, cantai louvores.

5. Cantai louvores a Jeová com a harpa, Com a harpa e a voz de canto.

6. Com trombetas, e ao som de buzinas, Fazei alegre arruído diante do Rei, Jeová.

7. Brame o mar e a sua plenitude, O mundo e os que nele habitam.

8. Batam palmas as correntes, À uma cantem de júbilo os montes

9. Ante a face de Jeová, porque ele vem julgar a terra: Ele julgará o mundo com justiça, E os povos com eqüidade.

1. Jeová é Rei, tremam os povos; Ele está entronizado sobre os querubins, estremeça a terra.

2. Jeová é grande em Sião, E é excelso acima de todos os povos.

3. Louvem o teu nome grande e tremendo: Santo é Ele.

4. A força do rei ama a justiça; Tu estabeleces a eqüidade, Tu executas o juízo e a justiça em Jacó.

5. Exaltai a Jeová nosso Deus, E prostrai-vos ao escabelo dos seus pés: Santo é Ele.

6. Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes, E Samuel entre os que invocam o seu nome; Estes invocaram a Jeová, e ele lhes respondeu.

7. Falou-lhes numa coluna de nuvem: Eles lhe guardaram os testemunhos e o estatuto que ele lhes deu.

8. Tu lhes respondeste, ó Jeová, Deus nosso; Tu foste um Deus que lhes perdoou, Embora tomando vingança dos seus atos.

9. Exaltai a Jeová, nosso Deus, E prostrai-vos no seu santo monte, Porque santo é Jeová nosso Deus.

1. Celebrai com júbilo, todas as terras:

2. Servi a Jeová com alegria, Entrai diante dele com cântico.

3. Sabei que Jeová é Deus: Foi ele quem nos fez e dele somos; Somos o seu povo e rebanho do seu pasto.

4. Entrai pelas suas portas com ação de graças, E nos seus átrios com hinos de louvor. Dai-lhe graças e bendizei o seu nome.

5. Pois Jeová é bom; a sua benignidade dura para sempre, E a sua fidelidade de geração em geração.

1. Cantarei a benignidade e a justiça; A ti, Jeová, cantarei louvores.

2. Portar-me-ei sabiamente num caminho perfeito; Oh! quando virás ter comigo? Andarei dentro de minha casa com coração perfeito.

3. Não porei diante dos olhos coisa que seja torpe; Aborreço a conduta dos que se desviam; Não se me pegará a mim.

4. O coração perverso será afastado de mim; Não conhecerei o mal.

5. Ao que às ocultas calunia ao seu próximo, a este destruirei; Àquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei.

6. Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que habitem comigo; Aquele que anda por caminho perfeito, esse me servirá.

7. Não assistirá em minha casa aquele que usa de fraude; Diante dos meus olhos não ficará firme aquele que fala mentiras.

8. De manhã em manhã acabarei com todos os perversos da terra, A fim de extirpar da cidade de Jeová todos os que obram iniqüidade. seu povo e o reconduza à sua terra Jeová

1. Ouve, Jeová, a minha súplica, E chegue a ti o meu clamor.

2. Não escondas de mim a tua face no dia da minha angústia: Inclina para mim o teu ouvido: No dia em que eu clamar, responde-me depressa.

3. Pois como fumo se desvanecem os meus dias, E os meus ossos ardem como tição.

4. Ferido e seco está o meu coração como a erva; Esqueço-me de comer o meu pão.

5. Por causa da voz do meu gemido, Os meus ossos se me apegam à carne.

6. Sou semelhante ao pelicano no deserto, Chego a ser como a coruja das ruínas.

7. Vigio, e tornei-me Como um passarinho solitário no telhado.

8. Continuamente me vituperam os meus inimigos; Os que são furiosos contra mim, usam o meu nome para lançar maldições.

9. Pois tenho comido cinza, como pão, E misturado com lágrimas a minha bebida,

10. Por causa da tua indignação e da tua ira, Porque, levantando-me, me arrojaste.

11. Os meus dias são como a sombra que declina, E eu, como a erva, me vou secando.

12. Mas tu, Jeová, estás entronizado para sempre. E o teu memorial vai de geração em geração.

13. Tu te levantarás e terás compaixão de Sião; Pois é tempo de te compadeceres dela, sim o tempo marcado já chegou.

14. Porquanto os teus servos amam-lhe até as pedras, E se condoem do seu pó.

15. Assim as nações temerão o nome de Jeová, E todos os reis da terra a tua glória,

16. Quando Jeová tiver edificado a Sião, Tiver aparecido na sua glória,

17. Tiver atendido à oração do desamparado, E não tiver desprezado a oração deles.

18. Ficará isto registrado para a geração vindoura, E um povo que há de ser criado, louvará a Jeová.

19. Pois olhou desde o alto do seu santuário, Desde os céus olhou Jeová para a terra,

20. Para ouvir o suspiro do encarcerado, Para soltar os que são destinados à morte;

21. A fim de que declarassem em Sião o nome de Jeová, E o seu louvor em Jerusalém,

22. Quando se ajuntarem os povos, E os reinos, para servirem a Jeová.

23. Ele abateu a minha força no caminho, Encurtou os meus dias.

24. Eu disse: Deus meu, não me leves no meio dos meus dias; Os teus anos são por todas as gerações.

25. Desde o princípio lançaste os fundamentos da terra; E os céus são obra das tuas mãos.

26. Eles hão de perecer, mas tu permanecerás; Todos eles se envelhecerão como um vestido, Como roupa os mudarás, e serão mudados:

27. Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.

28. Os filhos dos teus servos habitarão a terra, E a sua posteridade será estabelecida perante ti.

1. Bendize, minha alma, a Jeová, E tudo o que há em mim, bendiga o seu santo nome.

2. Bendize, minha alma, a Jeová, E não te esqueças de nenhum dos seus benefícios:

3. É ele quem perdoa todas as tuas iniqüidades; Quem sara todas as tuas enfermidades;

4. Quem da cova redime a tua vida; Que te cerca de benignidade e de ternas misericórdias;

5. Quem farta de bens a tua boca, De sorte que a tua mocidade se renova como a águia.

6. Jeová executa atos de justiça E juízos para todos os que estão oprimidos.

7. Manifestou os seus caminhos a Moisés, Os seus feitos aos filhos de Israel.

8. Jeová é misericordioso e compassivo, Tardio em se irar, e de muita benignidade.

9. Não contenderá perpetuamente, Nem para sempre reterá a sua ira.

10. Não nos há tratado segundo os nossos pecados, Nem nos tem recompensado segundo as nossas iniqüidades.

11. Pois como o céu é elevado acima da terra, Tão grande é a sua benignidade para com os que o temem.

12. Quanto dista o oriente do ocidente, Tanto tem ele apartado de nós as nossas transgressões.

13. Bem como um pai se compadece de seus filhos, Assim Jeová se compadece dos que o temem.

14. Pois ele conhece a nossa estrutura, Lembra-se de que somos pó.

15. Quanto ao homem, os seus dias são como relva; Qual a flor do campo, assim ele floresce.

16. Pois, passando por ela o vento, desaparece; E o seu lugar não o conhecerá mais.

17. Mas a benignidade de Jeová é desde a eternidade até a eternidade sobre os que o temem, E a sua justiça sobre os filhos dos filhos,

18. Para com aqueles que guardam a sua aliança, E para com os que se lembram dos seus preceitos para os cumprirem.

19. Jeová estabeleceu nos céus o seu trono, E o seu reino domina sobre tudo.

20. Bendizei a Jeová, vós, seus anjos; Vós, poderosos em força, que executais o seu mandado, Obedecendo à voz da sua palavra.

21. Bendizei a Jeová, vós, todas as suas hostes; Vós, ministros seus, que executais o seu beneplácito.

22. Bendizei a Jeová, vós, todas as suas obras, Em todos os lugares do seu domínio: Bendize, minha alma, a Jeová. coisas

1. Bendize, minha alma, a Jeová. Ó Jeová, Deus meu, tu és mui grande; Estás vestido de honra e de majestade,

2. Tu que te cobres de luz como dum manto, Que estendes o céu como uma cortina,

3. És quem põe nas águas as vigas das suas câmaras, Quem faz das nuvens o seu carro, Quem anda sobre as asas do vento,

4. Quem faz dos seus mensageiros ventos, Dos seus ministros fogo chamejante;

5. Quem lançou os fundamentos da terra, Para que não fosse abalada para sempre.

6. Cobriste-a dum abismo como duma vestidura; As águas ficaram acima das montanhas.

7. À tua repreensão fugiram, À voz do teu trovão puseram-se em retirada

8. (Elevaram-se as montanhas, desceram os vales), Para o lugar que lhes tinha preparado.

9. Puseste-lhes barreiras, para que não ultrapassem, Para que não tornem a cobrir a terra.

10. Tu és quem faz sair fontes no vale; Elas correm entre os montes;

11. Dão de beber a todos os animais do campo; Os asnos monteses matam a sua sede.

12. Junto delas as aves do céu têm o seu pouso, Dentre a ramagem fazem ouvir o seu canto.

13. Ele, das suas câmaras, rega os montes; A terra se farta dos frutos das suas obras.

14. Faz crescer a relva para o gado, E a erva para corresponder ao trabalho do homem, Para fazer sair alimento do seio da terra,

15. O vinho que alegra o coração do homem, O azeite que faz reluzir o seu rosto, E o pão que fortalece o coração do homem.

16. São saciadas as árvores de Jeová, Os cedros do Líbano que ele plantou,

17. Nos quais fazem ninhos as aves; Quanto à cegonha, a sua morada está nos ciprestes.

18. Para as cabras monteses são as altas montanhas, Os penhascos são refúgios para os querogrilos.

19. Ele fez a lua para marcar as estações; O sol conhece o seu ocaso.

20. Tu fazes as trevas, e vem a noite, Na qual saem todos os animais da selva.

21. Os leões novos rugem em busca da presa, E pedem a Deus de comer.

22. Mal nasce o sol, recolhem-se, E vão deitar-se nos seus covis.

23. O homem sai para o seu trabalho, E para a sua ocupação até à tarde.

24. Quão numerosas são as tuas obras, Jeová! Todas elas as fizeste com sabedoria: Cheia está a terra das tuas riquezas.

25. Eis ali o mar grande e vasto, No qual se movem inumeráveis seres, Animais, tanto pequenos como grandes.

26. Ali andam os navios; Ali está leviatã que formaste para nele folgar.

27. Todos estes esperam de ti, Que lhes dês de comer a tempo.

28. Tu lhes distribuis, e eles apanham; Abres a mão, eles são saciados de bens.

29. Escondes o teu rosto, eles ficam perturbados; Tira-lhes o fôlego, eles morrem, E voltam ao seu pó.

30. Envias o teu espírito, eles são criados; E renovas a face da terra.

31. Permaneça para sempre a glória de Jeová, Regozije-se Jeová nas suas obras.

32. Ele olha para a terra, e ela estremece; Toca as montanhas, e elas fumegam.

33. Cantarei a Jeová, enquanto eu viver; Cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu subsistir.

34. Seja-lhe agradável a minha meditação; Eu me regozijarei em Jeová.

35. Sejam da terra extirpados os pecadores, E Não subsistam mais os perversos. Bendize, minha alma, a Jeová. Louvai a Jeová.

1. Rendei graças a Jeová, invocai o seu nome; Fazei conhecidos os seus feitos entre os povos.

2. Cantai-lhe, cantai-lhe louvores; Meditai em todas as suas maravilhas.

3. Gloriai-vos no seu santo nome; Regozije-se o coração dos que buscam a Jeová.

4. Buscai a Jeová e a sua fortaleza. Buscai perpetuamente a sua face.

5. Lembrai-vos das maravilhas que ele tem feito, Dos seus prodígios e dos juízos da sua boca,

6. Vós, descendência de Abraão, seu servo, Vós, filhos de Jacó, escolhidos seus.

7. Ele, Jeová, é o nosso Deus; Os seus juízos estão em toda a terra.

8. Lembra-se para sempre da sua aliança, Da palavra que ele ordenou para mil gerações;

9. Da aliança que fez com Abraão, E do juramento que deu a Isaque;

10. E o confirmou a Jacó por decreto, A Israel por aliança perpétua,

11. Dizendo: A ti darei a terra de Canaã, Como quinhão da vossa herança,

12. Quando eles eram em pequeno número, Muito poucos e forasteiros nela;

13. E andavam de nação em nação, Dum reino para outro povo.

14. Não permitiu que alguém os ofendesse; Antes por amor deles repreendeu a reis,

15. Dizendo: Não toqueis os meus ungidos, Nem maltrateis os meus profetas.

16. Chamou a fome sobre a terra; Quebrou todo o báculo do pão.

17. Enviou diante deles um homem; José foi vendido para ser escravo.

18. Torturaram-lhe os pés com grilhões; Ele foi posto a ferros,

19. Até que chegasse o tempo para o cumprimento da sua palavra, A promessa de Jeová o provou.

20. O rei mandou soltá-lo; O dominador dos povos deu-lhe liberdade.

21. Constituiu-o senhor da sua casa, E governador de toda a sua fazenda,

22. Para sujeitar à sua vontade os seus príncipes. E ensinar aos seus anciãos a sabedoria.

23. Israel também entrou no Egito, E Jacó peregrinou na terra de Cão.

24. Ele multiplicou grandemente ao seu povo, E o tornou mais forte do que os seus adversários.

25. Mudou-lhes o coração, para que odiassem o seu povo, E usassem de enganos para com os seus servos.

26. Ele enviou Moisés, seu servo. E a Aarão, a quem escolhera.

27. Mostrou entre eles os seus sinais, E maravilhas na terra de Cão.

28. Ele enviou trevas, e ficou escuro; E não rebelaram contra as suas palavras.

29. Converteu-lhes as águas em sangue, E matou-lhes os peixes.

30. A terra deles produziu rãs em abundância, Até na câmara dos seus reis.

31. Ele falou, e vieram enxames de moscas, E piolhos em todos os seus termos.

32. Deu-lhes saraiva por chuva, E fogo chamejante na sua terra.

33. Feriu-lhes também as vinhas, e as figueiras, E quebrou-lhes as árvores dos seus termos.

34. Ele falou, e vieram gafanhotos, E pulgões inumeráveis,

35. Que comeram toda a erva da terra, E comeram o fruto dos campos.

36. Feriu também todos os primogênitos na terra deles, As primícias de toda a sua força.

37. Fê-los sair com prata e ouro, E entre as suas tribos não havia quem tropeçasse.

38. Regozijou-se o Egito, quando eles saíram; Porque foi presa do terror deles.

39. Ele estendeu uma nuvem para servir de cobertura, E fogo para alumiar de noite.

40. Eles pediram, e ele fez vir codornizes, E os saciou do pão do céu.

41. Fendeu a rocha, e brotaram águas, As quais correram, qual rio, pelos lugares áridos.

42. Porquanto ele se lembrou da sua santa palavra, E de Abraão, seu servo.

43. Fez sair com alegria o seu povo, E com canto de júbilo os seus escolhidos.

44. Deu-lhes as terras das nações, E eles se apossaram dos trabalhos dos povos,

45. Para que lhe guardassem os estatutos, E lhe observassem as leis. Louvai a Jeová.

1. Louvai a Jeová. Rendei graças a Jeová, porque ele é bom; Porque a sua benignidade dura para sempre.

2. Quem poderá referir os poderosos feitos de Jeová, Ou manifestar todo o seu louvor?

3. Felizes são os que guardam a retidão, E aquele que pratica a justiça em todos os tempos.

4. Lembra-te de mim, Jeová, com a misericórdia que dispensas ao teu povo; Visita-me com a tua salvação,

5. Para que veja eu a prosperidade dos teus escolhidos, Para que me regozije com a alegria da tua nação, Para que me glorie juntamente com a tua herança.

6. Pecamos com nossos pais, Cometemos iniqüidade, e praticamos o mal.

7. Nossos pais não entenderam as tuas maravilhas no Egito, Não se lembraram da multidão das tuas benignidades, E foram rebeldes junto ao mar, ao Mar Vermelho.

8. Todavia ele os salvou por amor do seu nome, Para lhes dar a conhecer o seu grande poder.

9. Repreendeu também o Mar Vermelho, o qual ficou enxuto; Assim os conduziu pelos abismos como pelo deserto.

10. Salvou-os da mão de quem os odiava, E remiu-os do poder do inimigo.

11. As águas cobriram os seus adversários; Não ficou deles nem um só.

12. Então deram crédito às suas palavras, E cantaram-lhe o louvor.

13. Bem depressa se esqueceram das suas obras, E não lhe aguardaram o conselho;

14. Mas deixaram-se levar da cobiça no deserto, E tentaram a Deus no ermo.

15. Deu-lhes o que pediram, Mas enviou-lhes magreza às suas almas.

16. Eles invejaram a Moisés no acampamento E a Aarão, o santo de Jeová.

17. Abriu-se a terra que tragou a Datã, E cobriu a gente de Abirão.

18. Ateou-se um fogo no meio da sua gente, A chama abrasou os perversos.

19. Em Horebe fizeram um bezerro, E adoraram uma imagem fundida.

20. Assim trocaram a sua glória Pelo simulacro de um boi que come erva.

21. Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, Que no Egito fizera grandezas,

22. Maravilhas na terra de Cão E coisas tremendas junto ao Mar Vermelho.

23. Portanto ele disse que ia exterminá-los; assim o teria feito, Se Moisés, seu escolhido, se não lhe houvesse interposto, Para impedir que a sua ira os destruísse.

24. Eles desprezaram a terra aprazível, E não deram crédito à sua palavra;

25. Mas murmuraram nas suas tendas, E não deram ouvidos à voz de Jeová.

26. Portanto, levantando a mão, jurou-lhes Que os havia de derribar no deserto;

27. E que também lhes derribaria entre as nações a sua descendência, E os dispersaria pelas terras.

28. Uniram-se também com Baal-Peor, E comeram os sacrifícios dos mortos.

29. Assim o provocaram à ira com as suas ações; E a praga os assaltou.

30. Então se levantou Finéias, e executou o juízo; Assim cessou a praga.

31. Isso lhe foi imputado por justiça, Em todas as gerações para sempre.

32. Também o indignaram junto às águas de Meribá, De sorte que por causa deles resultou mal a Moisés:

33. Porque eram rebeldes ao espírito de Deus, E Moisés falou imprudentemente com os seus lábios.

34. Não exterminaram aos povos, Como Jeová lhes ordenou;

35. Antes se mesclaram com as nações, E aprenderam-lhes as obras.

36. Serviram-lhes os ídolos, Os quais se lhes converteram em laços.

37. Sacrificaram seus filhos e filhas aos demônios,

38. E derramaram o sangue inocente, o sangue de seus filhos e filhas, Que eles sacrificaram aos ídolos de Canaã: A terra foi manchada com sangue.

39. Assim se contaminaram com as suas obras, E se prostituíram nos seus feitos.

40. Por isso se acendeu a ira de Jeová contra o seu povo, E ele abominou a sua herança.

41. Entregou-os ao poder das nações, E sobre eles dominavam os que os odiavam.

42. Oprimiram-nos também os seus inimigos, E sob o poder destes foram humilhados.

43. Muitas vezes os livrou; Mas eles, rebeldes, permaneceram no seu conselho, E por sua iniqüidade foram abatidos.

44. Todavia olhou para a sua angústia, Quando lhes ouviu o clamor;

45. Recordou a favor deles a sua aliança, E se arrependeu segundo a multidão das suas benignidades.

46. Fê-los também receber compaixão Da parte de todos os que os levaram cativos.

47. Salva-nos, Jeová, Deus nosso, E congrega-nos dentre as nações, Para darmos graças ao teu santo nome, E gloriarmo-nos no teu louvor.

48. Bendito seja Jeová, Deus de Israel, Desde a eternidade até a eternidade, E diga o povo todo: Amém. Louvai a Jeová. que navegam, e em geral todos os homens

Você está lendo Salmos na edição TB, Sociedade Bíblica Britânica, em Português.
Este lívro compôe o Antigo Testamento, tem 150 capítulos, e 2461 versículos.